O Homem Mais Rico da Babilônia

George S. Clason · Capítulo 18 de 28

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O Homem Mais Rico da Babilônia

A Quinta Lei de Ouro

que investe o seu dinheiro de acordo com o conselho dos homens acostumados a lidar com finanças."

A Quinta Lei de Ouro

O ouro escapa ao homem que o força a ganhos impossíveis ou que dá ouvidos aos

conselhos enganosos de trapaceiros e fraudadores ou que confia em sua própria

inexperiência e desejos românticos na hora de investi-lo.

"Propostas fantasiosas, que impressionam como as histórias de aventuras, sempre ocorrem ao novo proprietário de ouro. Elas surgem para dotar seu tesouro com poderes mágicos que o capacitarão a fazer ganhos impossíveis.

Observem, porém, os homens sábios, pois eles conhecem verdadeiramente os riscos que se ocultam por trás de todos os planos para fazer grande riqueza rapidamente."

— Não esqueçam dos homens ricos de Nínive que não admitiam qualquer coisa que pusesse em risco o principal ou não trouxesse em si mesma a certeza de lucro.

"Aqui termina minha história sobre as cinco leis de ouro. Ao contá-la, espero ter passado para vocês os segredos de meus próprios sucessos.

"Não há realmente segredos, mas verdades que todo homem deve primeiro aprender e então seguir quem deseja sair da multidão, a qual, como aqueles cães distantes, tem de se preocupar todos os dias com a alimentação.

"Amanhã entraremos na Babilónia. Olhem! Vejam o fogo perene que arde acima do Templo de Bel! Já estamos perto da cidade de ouro. Amanhã vocês terão dinheiro, o dinheiro a que têm direito pêlos seus serviços tão lealmente prestados.

"Dez anos depois desta noite, o que terão a contar sobre esse dinheiro?

"Se houver entre vocês quem, como Nomasir, venha a usar uma parte de seu dinheiro para tentar conseguir por si mesmo uma posição social e, a partir daí, deixar-se guiar pela sabedoria de Arkad; se, depois de dez anos a contar de agora, for um apostador seguro, como o filho de Arkad, esse alguém será então rico e respeitado entre os homens.

"Nossas ações sensatas acompanham-nos através da vida para nos dar prazer e ajudar-nos. Do mesmo modo, nossas ações insensatas nos seguem para nos causar prejuízos e atormentar-nos. Ai de mim, elas não podem ser esquecidas. Na primeira fila dos dissabores que nos perseguem estão as recordações das coisas que

devíamos ter feito, das oportunidades que vieram até nós apenas para testemunhar nosso pouco-caso.

"Ricos são os tesouros da Babilônia, tão ricos que nenhum homem seria capaz de estimar seu valor em moedas de ouro. A cada ano tornam-se mais ricos e mais valiosos.

Como os tesouros de qualquer terra, eles são uma recompensa, uma bela recompensa para homens de iniciativa que resolvem garantir sua justa partilha. "Na força de seus próprios desejos acha-se um poder mágico. Guie esse poder com o seu conhecimento das cinco leis de ouro e assim poderão compartilhar os tesouros da Babilônia."