O Homem Mais Rico da Babilônia

George S. Clason · Capítulo 22 de 28

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O Homem Mais Rico da Babilônia

As tabuinhas de argila da Babilônia

“Onde há determinação, o caminho pode

ser encontrado”

As tabuinhas de argila da

Babilônia

ST. SWITHIN'S COLLEGE NOTTINGHAM UNIVERSITY

Newark-on-Trent Nottingham

21 de outubro de 1934

Professor Franklin Caldwell,

Responsável pela expedição científica britânica

a Hillah, Mesopotâmia.

Caro Professor:

Sua carta e as cinco tabuinhas de argila achadas durante sua recente escavação nas ruínas da Babilónia chegaram no mesmo barco. Fiquei extraordinariamente fascinado e passei muitas horas agradáveis traduzindo as inscrições. Queria responder imediatamente a sua carta, mas achei melhor esperar até que tivesse completado a tradução das tabuinhas.

Elas chegaram em bom estado, graças ao uso providencial de anteparos e excelente empacotamento.

Você ficará perplexo, tanto quanto nós mesmos ficamos aqui no laboratório, com a história que elas contam. Em geral esperamos que o impreciso e distante passado fale de romance e aventura, coisas do tipo As mil e uma noites, você sabe. Quando, em vez disso, esse mesmo passado revela os problemas enfrentados por um homem chamado Dabasir para saldar suas dívidas, percebe-se que as condições que regiam o mundo antigo não mudaram muito nesses cinco mil anos.