O Homem Mais Rico da Babilônia
Tabuinha I
É estranho, mas essas velhas inscrições me passaram um "trote", como dizem os estudantes. Sendo um professor universitário, sempre me julguei como um pensador que detivesse um conhecimento prático a respeito de muitos assuntos.
E então me aparece esse velho sujeito, saído dos mundos soterrados da Babilónia, oferecendo uma maneira, de que nunca ouvi falar, de resolver o problema de minhas dívidas e ao mesmo tempo andar com moedas de ouro tilintando em meu bolso.
Como seria agradável e interessante averiguar se tal sistema funcionaria tão bem nos dias de hoje quanto o fez na antiga Babilónia. A Sra. Shrewsbury e eu estamos planejando testá-lo em nossos próprios negócios, que poderão melhorar muito.
Desejando-lhe toda a sorte do mundo em seu valioso empreendimento e aguardando impacientemente outra oportunidade de servir, despeço-me com os sinceros cumprimentos de
Alfred H. Shrewsbury,
Departamento de Arqueologia
Tabuinha I
Neste momento, em noite de lua cheia, eu, Dabasir, recém-fugido da escravidão na Síria, com a determinação de saldar dívidas que reconheço publicamente e fazer de mim mesmo um homem de posses respeitado em minha cidade natal da Babilônia, mando gravar sobre a argila um registro permanente de meus negócios para guiar-me e assistir na satisfação de meus altos desejos. Escorando-me nos conselhos de meu bom amigo Mathon, o emprestador de dinheiro, acho-me determinado a seguir um plano preciso que, segundo ele, pode tirar qualquer cidadão dos embaraços de uma situação de dívida para uma situação de posses e auto-respeito.