
O Regicida
Camilo Castelo Branco constrói este romance histórico a partir de um manuscrito proveniente da livraria do secretário de estado Fernando Luís Pereira de Sousa Barradas, cujo compilador teria registrado os fatos por volta de 1648. A narrativa começa em Guimarães, em 1634, na casa de Antônio Leite, o cuteleiro de maior fama em Portugal, casado com Maria Pereira. O filho do casal, Domingos, recusa tanto o ofício do pai quanto a vida religiosa que a mãe planeja para ele. Esperto e curioso, aprende latim cedo, estuda a filosofia de Aristóteles e sonha em correr mundo. Rumo a Lisboa, sua trajetória se cruza com o período conturbado que antecede a Restauração portuguesa. O autor combina fatos documentados e episódios de sua invenção, num estilo denso e irônico.






