O Triângulo das Bermudas

Charles Berlitz · Capítulo 8 de 10

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O Triângulo das Bermudas

um arranjo convincentemente artesanal. Estas pedras estavam…

um arranjo convincentemente artesanal. Estas pedras estavam evidentemente submersas há muito tempo, pois as margens das maiores tinham-se tornado arredondadas, dando aos blocos uma aparência de grandes pães de forma ou travesseiros. Algumas são absolutamente retangulares, outras se aproximam de quadrados perfeitos. (Ê preciso lembrar que não existem linhas absolutamente retas em formações naturais.) Os pedaços maiores, com três a cinco metros de comprimento no mínimo, muitas vezes correm paralelos ao lado de avenidas, enquanto que òs menores formam pavimentos imitando mosaicos, cobrindo as seções maiores... As avenidas de pedras aparentemente arrumadas lado a lado são estreitas e paralelas; a mais longa de todas é delineada e toda dupla, interrompida por duas extensões que mostram grandes pedras chatas escoradas por membros verticais (como os antigos dólmens da Europa Ocidental); e a ponta sudeste desta grande rodovia termina numa esquina maravilhosamente encurvada; os três atalhos curtos feitos de pedras cuidadosamente alinhadas e imensas são de largura uniforme e terminam com pedras de canto...

Massas terrestres formadas pelo arquipélago das Bahamas, Cuba e a Flórida anteriores ao final da última Era Glacial, quando as águas da calota polar se dissolveram causando o levantamento do nível dos oceanos. As ilhas atuais são mostradas dentro de suas formas antigas. A Flórida, pode-se ver, estendia-se muito mais a oeste para dentro do Golfo do México. A mancha escura no meio de uma formação de terras formada pelas atuais ilhas de Andros. Exuma, Eleuthera e Nova Providência è o profundo desfiladeiro oceânico chamado a Língua do Oceano. O mar naquela época formava grandes ilhas dentro de baías nas Bahamas incluindo o atual estreito de Exuma e a Língua do Oceano.

Do ar, a pessoa pode apenas vagamente adivinhá-las, sob o seu manto de algas escuras, aquelas pedras monstruosas que margeiam com precisão este desafio geológico ou arqueológico." As primeiras descobertas submarinas em Bimini foram feitas sob ataques consideráveis de geólogos e arqueólogos, alguns dos quais jamais visitaram o local, porém os achados mais recentes sobre as gigantescas construções mostram que elas seguem uma curva e aparecerem em outros locais do fundo do oceano, como se nalguma ocasião se espalhassem em torno de Bimini e além, indicando o tamanho aparentemente enorme e as ramificações desta imensa estrutura, cuja finalidade só podemos até agora presumir. O descobridor expressou sua opinião pessoal: — "A sugestão de que estas pedras representam os remanescentes de muralhas, estradas, ou até mesmo antigas docas são inaceitáveis no momento porque ainda não ficou estabelecido que existia alguma coisa além deste leito de rochas... Entretanto, observações recentes em águas ligeiramente mais profundas verificaram que construções em várias camadas existem em pelo menos um local. Meu sentimento pessoal é que todo este complexo representa uma utilização inteligente, pelo homem da antigüidade, de materiais fornecidos pela Natureza apropriados para a criação de uma espécie de centro cerimonial. A propósito disto, é bom lembrarmo-nos que certos locais sagrados da antigüidade, tais como o Círculo de Glastonbury (48 quilômetros de circunferência), e os desenhos do deserto de Nasça, no Peru, com linhas retas e imagens de animais de um quilômetro e meio de comprimento, reconhecidos apenas de avião, não tem virtualmente nenhum ponto de referência com a nossa tecnologia moderna, quanto às finalidades destes majestosos objetos artísticos e que são totalmente incompreensíveis para nós..."

Vôos exploratórios feitos a partir de 1968 indicaram outras formações igualmente extraordinárias e aparentemente feitas pelo homem nos Baixios das Bahamas, assim como no fundo do mar perto de Cuba e do Haiti e São Domingos. Algumas destas construções se assemelham a pirâmides e a fundações circulares monstruosamente grandes, como uma da área de Bimini, medindo 60 por 45 metros e que bem pode ser o tipo truncado de uma pirâmide, e outras pirâmides maiores (ou plataformas de templos) vistos nos mares. Dentro das águas territoriais cubanas foram localizadas verdadeiras "ruínas" de todo um complexo de construções submarinas à espera de serem exploradas, a não ser que os próprios cubanos (Fidel Castro é um mergulhador entusiástico) já tenham estado lá.

Dois pilotos de companhias aéreas civis, Bob Brush e Trig Adams, num vôo realizado em 1968 nas vizinhanças da ilha de Andros, fotografaram um retângulo subdividido na plataforma continental de Andros. Mergulhadores descobriram posteriormente que se tratava de uma muralha de pedras mas não existe qualquer referência dos habitantes originais ou dos conquistadores espanhóis posteriores à

construção no mar, especialmente por baixo d'água. O que parece ser uma estrada ou uma parede submersa correndo no topo de um penhasco submarino foi localizado e fotografado perto da ilha dos Lobos. É possível que a antiga estrada corresse ao longo do penhasco quando ambos estavam acima do nível do mar. Talvez os vestígios submersos de degraus escavados nas pedras da plataforma continental ao norte de Porto Rico, assinalados pelo capitão da Marinha Francesa Georges Houot e o Tenente Gérard de Froberville no batiscafo Archimède, representem apenas uma escadaria feita sobre as encostas rochosas e que descesse até o nível antigo do mar, há 12.000 anos atrás.

Ao largo das costas do Iucatán, no México, numerosas estradas retas foram vistas dos ares. Elas deixam a praia em linhas retas para uma desconhecida localização submarina, muito além e em águas profundas. Enquanto as rodovias e viadutos em terra ficam invisíveis devido à vegetação protetora das florestas, aquelas que ficam por baixo das águas ainda são visíveis de tempos em tempos, quando ficam a descoberto devido às correntes marinhas ou tempestades. O que parece ter sido uma imensa estrada submarina, ou um pavimento que tenha sido construído previamente acima d'água, foi observada pelo submarino de mergulhos profundos Aluminaut, numa missão realizada em 1967 ao largo da Flórida, da Geórgia e da Carolina do Sul. A estrada foi aparentemente formada, ou pavimentada, com oxido de manganês e, quando foram instaladas rodas especiais sobre o Aluminaut, ele pode se movimentar ao longo dela, que em certos locais atingiu a profundidade de mil metros, como se fosse um automóvel rodando por uma estrada normal, a não ser pelo fato de que a estrada, neste caso, estava no fundo no mar. As dimensões desta superfície pavimentada eram tão grandes que deixam sugerir a conclusão de que ela tenha sido construída pelo homem, como no caso de uma extensa seção "ladrilhada" no fundo do oceano observada pelo Dr. Bruce Heezen do Observatório Lamont, enquanto fazia um mergulho profundo na área das Bahamas.

Entre as ruínas aparentemente feitas pelo homem na região das Bermudas, algumas são claramente visíveis, porém muitas estão não somente por baixo d'água, como também abaixo do fundo do oceano. Ê uma verdade que os trabalhos de pedra, ou as fundações rochosas, enterradas por baixo da terra devido à acumulação de muitas eras ou como resultado de terremotos ou inundações, podem mudar o tipo de vegetação que crescer sobre elas. Isto levou a várias descobertas de sucesso do passado, tanto em terra como por baixo das águas do mar. Construções que estavam desaparecidas, indo desde os acampamentos romanos a estrada na Inglaterra e antigos sistemas de canais e de muralhas de cidades onde existiu uma vez a antiga Babilônia e a Assíria (hoje o Iraque), e no Irã e na Ásia Central, cidades inteiras que estavam perdidas, foram descobertas e reconstruídas pela variedade de padrões e sombras da vida vegetal no solo ou em pântanos ou no fundo do mar. As linhas retas são percebidas pela mudança de coloração onde fundações ou paredes estão enterradas ou onde existam estradas ou leitos de canalizações. A antiga cidade portuária etrusca de Spina, na Itália, sumira tão completamente que era considerada como lendária até que os traços de suas paredes, fundações, canais e docas, absolutamente invisíveis no solo, foram claramente delineadas do ar. A possibilidade da localização de antigas cidades vistas do ar tem sido posta em uso nas Bahamas, onde a plataforma continental que a rodeia é rasa o suficiente para se perceberem os traços de construções submarinas vistas do ar. Em muitos locais dos Baixios das Bahamas existem estranhos amontoados de grandes quadrados, retângulos, cruzes, compridas linhas paralelas umas às outras, estradas talvez, às vezes dobrando em ângulos retos, círculos concêntricos, triângulos, hexágonos e outras formas geométricas, todas elas retraçadas pela presença (ou ausência) de algas marinhas sobre as ruínas existentes. Testes submarinos realizados por mergulhadores indicaram que as construções de pedra retraçadas pelas linhas existentes no fundo jazem a vários metros abaixo das areias. Alguém pode perguntar por que todas estas evidências singulares só agora estão sendo exploradas, por que nunca foram notadas antes. Parte da resposta é que, sem dúvida alguma, jamais ocorreu a alguém procurar vestígios de uma civilização perdida nos Baixios das Bahamas, especialmente porque tantos antigos locais históricos estão à espera de serem descobertos no Mediterrâneo. Expedições submarinas nas Bahamas e ao largo das costas da Flórida têm sido minuciosamente realizadas em busca de navios espanhóis cheios de tesouros, onde alguns objetos representam uma recompensa financeira maior que o descobrimento de uma civilização esquecida e por vezes difícil de ser identificada. Até mesmo com evidências à

mostra, muitos esforços têm sido feitos em certos círculos científicos para desacreditar os achados de exploradores e pesquisadores para receberem a atenção do público. Igualmente devemos notar que alguns pesquisadores qualificados hesitam ou relutam em se confrontar com a opinião hostil de outros arqueólogos e oceanógrafos. Outro problema é que as construções ou obras de arte podem ser cobertas pela ação das marés e tempestades logo após serem localizadas e, assim, novamente perdidas. É extraordinário, entretanto, que desde 1968 um certo ressurgimento no fundo do Grande Banco das Bahamas teve lugar, deixando à mostra traços de novas formações onde não havia nada visível em fotografias mais antigas da mesma área. Foi este o caso de uma formação em forma de flecha, construída em pedra e com trinta metros de comprimento, entre as ilhas de North Cat e South Cat, Bimini; e uma outra a sudeste de South Caicos, apontando para sudeste e em alinhamento certo com outra linha reta do fundo do mar e ainda inexplorada.

Alguns dos locais já descobertos parecem igualmente estar se levantando ou ficando livres dos sedimentos pela ação das marés, de forma que suas construções feitas pelo homem ficaram mais visíveis. O Dr. James Thorne, famoso oceanógrafo e mergulhador, e absolutamente imparcial, para não dizermos um tanto cético no que diz respeito ao assunto de "civilizações perdidas no fundo do mar", examinou recentemente espessas colunas que serviam de sustentáculo à muralha de Bimini, desmentindo convincentemente opiniões emitidas por vários outros oceanógrafos de que todo o complexo de Bimini e outros locais nas Bahamas sejam formações naturais. Outro grupo de mergulhadores, que encontrou a âncora afundada de um galeão espanhol, descobriu, enquanto examinavam-na e revolviam o fundo do local onde ela se encontrava, que estava pousada sobre um assoalho de mosaico ou um terraço, que provavelmente se afundara milhares de anos antes.

 

Colossal estátua de calcáreo gasta pelas águas dentro das Cavernas de Loltún, em Iucatán, no México, agora a várias centenas de metros acima do nível do mar. Estas enormes cavernas, ainda não completamente exploradas, contêm estátuas tirânicas de uma idade muito avançada, totalmente diferentes de todos os padrões das culturas ameríndias. Exemplos de fauna oceânica engastados em suas reen-trâncias e dobras indicam que estas estátuas foram feitas acima d'água, ficaram submersas por um período considerável de tempo e talvez trazidas de volta à superfície na ocasião em que os Baixios das Bahamas e outras ilhas do Atlântico afundaram nas águas do mar.