
A gente mira no amor e acerta na solidão
de Ana Suy

Sátira em verso contra os vícios do tempo, escrita por quem assinava, entre os pastores do Tejo, como Josino Leiriense. José Daniel Rodrigues da Costa avisa logo que não é poeta de palavras crespas, que não escreve por cifra e que não sabe falar senão ao pé da letra. Depois pergunta a Portugal se ainda o conhece, vendo-o esmorecido e com achaque tão profundo que pouco já figura neste mundo. Diz no prólogo que escreve porque prefere desembainhar a espada da crítica contra os vícios, poupando sempre os seus adoradores. Lisboa, Impressão Régia, 1819.