Ramo de Flores

João de Deus · Capítulo 13 de 24

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Ramo de Flores

XII N'um Album

XII

N'UM ALBUM

 

É esta vida um mar; e n'este mar

Qual é o astro que nos alumia?

Que norte, estrella ou bussola nos guia?

Um olhar de mulher! um terno olhar!

XIII

O SEU NOME

 

I

 

Ella não sabe a luz suave e pura

Que derrama n'uma alma acostumada

A não vêr nunca a luz da madrugada

Vir raiando senão com amargura!

 

Não sabe a avidez com que a procura

Ver esta vista, de chorar cançada,

A ella... unica nuvem prateada,

Unica estrella d'esta noite escura!

 

E mil annos que leve a Providencia

A dar-me este degredo por cumprido,

Por acabada já tão longa ausencia,

 

Ainda n'esse instante appetecido

Será meu pensamento essa existencia...

E o seu nome, o meu ultimo gemido

 

II

 

Oh! o seu nome

Como eu o digo

E me consola!

Nem uma esmola

Dada ao mendigo

Morto de fome!

 

N'um mar de dôres

A mãe que afaga

Fiel retrato

De amante ingrato,

Unica paga

Dos seus amores...

 

Que rota e nua,

Tremulos passos,

Só mostra á gente

A innocente

Que traz nos braços

De rua em rua;

 

Visto que o laço

Que a prende á vida

E só aquella

Candida estrella

Que achou cahida

No seu regaço;

 

(Não que lhe importe

A ella nada...

Que tudo escusa;

E até accusa

De descuidada

Comsigo a morte!)

 

Mão bemfazeja

Se por ventura

Encontra um dia,

Com que alegria,

Com que ternura,