Ramo de Flores

João de Deus · Capítulo 7 de 24

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Ramo de Flores

VI Adeus

VI

 

ADEUS

 

A ti, que em astros desenhei nos céos,

A ti, que em nuvens desenhei nos ares,

A ti, que em ondas desenhei nos mares,

A ti, bom anjo! o derradeiro adeus!

 

Parto! Se um dia (que é possivel flôr!)

Vires ao longe negrejar um vulto,

Sou eu que aos olhos d'esta gente occulto O nosso immenso desgraçado amor.

 

Talvez as féras ao ouvir meus ais,

As brutas selvas, as montanhas brutas,

Concavas rochas, solitarias grutas,

Mais se condoam, se commovam mais!

 

E lá d'aquellas solidões se aqui

Chegar gemido que uma pedra estala,

Que um cedro vibra, que um carvalho abala, Sou eu que o solto por amor de ti...

 

De ti! que em folha que varrer o ar,

Em rama, em sombra que bandeie a aragem, De fito sempre n'essa cara imagem

Verei, sorrindo, sentirei passar!

 

De ti, que em astros desenhei nos céos!

De ti, que em nuvens desenhei nos ares! De ti, que em ondas desenhei nos mares, E a quem envio o derradeiro adeus!