Ramo de Flores
Ramo de Flores
POR
JOÃO DE DEUS
ACOMPANHADO DE VARIAS
CRITICAS DAS FLORES DO CAMPO
PORTO
T . L N
2—Rua do Laranjal—22
1869.
RAMO DE FLORES
I
SÊDE DE AMOR
I
Vi-te uma vez e (novo
Extranho caso foi!)
Por entre tanto povo...
Tanta mulher... Suppõe
Que mãe estremecida
Via o seu filho andar
Sobre muralha erguida,
Onde o fizesse ir dar
Aquelle remoinho,
Aquella inquietação
D'um pobre innocentinho
Ainda sem razão!
E ora estendendo os braços...
Ora apertando as mãos...
Vendo-lhe o gesto, os passos,
Quantos esforços vãos,
O triste na cimalha
Faz por voltar atraz...
Sem vêr como lhe valha!
A vêr o que elle faz!
Pallida, exhausta, muda,