Roube como um artista: 10 dicas sobre criatividade
Fingir até conseguir
FINGIR ATÉ
CONSEGUIR.
Já ouviu falar de dramaturgia? É um termo pomposo para algo que William Shakespeare descreveu detalhadamente em sua peça Como gostais, por volta de 400 anos atrás:
O mundo inteiro é um palco,
E todos os homens e mulheres não passam de meros atores:
Eles entram e saem de cena;
E cada um a seu tempo representa diversos papéis.
Outra maneira de dizer isso? Fingir até conseguir.
Adoro essa frase. Há duas maneiras de lê-la:
1 . Finja ser algo que você não é, até ser – finja até ser bem-sucedido,
até todos te olharem da maneira como você quer; ou
2 . Finja fazer algo até estar realmente fazendo algo.
Adoro as duas leituras – você precisa se vestir de acordo com o trabalho que quer, não de acordo com o trabalho que tem, e precisa começar a fazer o trabalho que quer agora.
Também adoro o livro Só garotos, da cantora e poeta Patti Smith. É uma história sobre como dois amigos que queriam ser artistas se mudaram para Nova York. Sabe como aprenderam a ser artistas?
“Você começa
como um impostor
e torna-se real.”
– Glenn O’Brien
Eles fingiam ser artistas. Na minha cena favorita, da qual o livro extrai o seu título, Patti Smith e seu amigo, o fotógrafo Robert Mapplethorpe, vestem seus figurinos de ciganos boêmios e vão para Washington Square Park, onde todo mundo está. Um casal de velhinhos turistas olham para eles boquiabertos. A esposa diz ao marido: “Tira uma foto deles. Acho que são artistas.” “Ah, vamos andando”, o marido discorda, “são só garotos.”
A questão é: O mundo inteiro é um palco. Trabalho criativo é um tipo de teatro. Seu palco é o seu estúdio, sua mesa ou sua estação de trabalho. O figurino são os seus trajes – suas calças de pintor, seu terno de negócios ou aquele chapéu engraçado que te ajuda a pensar. Os equipamentos são seus materiais, suas ferramentas e seus formatos. O roteiro é só o simples e velho tempo. Uma hora aqui ou uma hora ali – apenas tempo calculado para que coisas aconteçam.
Fingir até conseguir.