Roube como um artista: 10 dicas sobre criatividade
Comece copiando
COMECE
COPIANDO.
Ninguém nasce com um estilo ou uma voz. Não saímos do útero sabendo quem somos. No começo, aprendemos fingindo que somos nossos heróis. Aprendemos copiando.
Estamos falando de prática, não de plágio – plágio é tentar fazer o trabalho de outro passar por seu. Copiar é engenharia reversa. É como um mecânico removendo partes de um carro para ver como ele funciona.
“Comece copiando o que você ama. Copie copie copie copie. Ao
final da cópia, você encontrará a si mesmo.”
– Yohji Yamamoto
Aprendemos a escrever copiando o alfabeto. Músicos aprendem a tocar treinando escalas. Pintores aprendem a pintar reproduzindo obras-primas.
Lembre-se: Até os Beatles começaram como uma banda cover. Paul McCartney confessou: “Eu imitei Buddy Holly, Little Richard, Jerry Lee Lewis, Elvis. Todos nós fizemos isso.” McCartney e seu parceiro John Lennon tornaram-se uma das maiores duplas de compositores da história, mas como McCartney lembra, eles começaram a compor suas próprias músicas somente “como uma maneira de evitar que outras bandas tocassem o nosso repertório”. É exatamente como Salvador Dalí alfinetou: “Aqueles que não querem imitar nada, produzem coisa alguma.”
Primeiro, você tem que descobrir quem vai copiar. Depois, tem que descobrir o que vai copiar.
Escolher a quem copiar é fácil. Você copia os seus heróis – as pessoas que ama, as pessoas que te inspiram, as pessoas que você quer ser. O compositor Nick Lowe aponta: “Você começa reescrevendo o catálogo dos seus heróis.” E você não rouba apenas um dos seus heróis, rouba de todos eles. Para o escritor Wilson Mizner, se você copia de um autor, isso é plágio, mas se você copia de muitos, é pesquisa. Uma vez ouvi o cartunista Gary Panter dizer: “Se há uma pessoa que te influencia, todos dirão que você é o seu sucessor. Mas se você rouba de cem pessoas, todos dirão que você é muito original!”
O que copiar é um pouco mais complicado. Não se limite a roubar o estilo, roube o pensamento por trás do estilo. Você não quer parecer os seus heróis, você quer enxergar como eles.
A razão de copiar seus heróis e o estilo deles é que assim você talvez vislumbre o que vai em suas mentes. É isso o que você realmente quer – internalizar o modo como eles olham para o mundo. Se você apenas mimetizar a aparência do trabalho de alguém sem entender de onde ele brota, seu trabalho nunca será mais do que uma farsa.