Roube como um artista: 10 dicas sobre criatividade

Imitação não é bajulação

IMITAÇÃO

NÃO É

BAJULAÇÃO.

 

“Queremos que você pegue de nós. Queremos, primeiro, que você

roube de nós porque você não sabe roubar. Você vai pegar o que

damos e colocar na sua própria voz, e é assim que encontrará a

sua voz. É assim que se começa. E então um dia alguém vai roubar

de você.”

– Francis Ford Coppola

 

Em algum momento, você terá que passar da imitação dos seus heróis para a emulação deles. Imitação tem a ver com copiar. Emulação é quando a imitação dá um passo adiante e ganha sua própria forma.

 

“Não há uma jogada que seja uma jogada nova.” A estrela do basquete Kobe Bryant admitiu que todas as suas jogadas na quadra foram roubadas dos vídeos que assistia. Mas no início, quando Bryant as roubava, percebeu que não podia executá-las completamente porque não tinha o mesmo tipo físico dos caras de quem estava roubando. Ele precisou adaptar as jogadas para torná-las suas.

 

Conan O’Brien mostrou como comediantes tentam emular seus heróis, fracassam, e por isso acabam criando o seu próprio material. Johnny Carson tentou ser Jack Benny mas acabou Johnny Carson. David Letterman tentou copiar Johnny Carson mas acabou David Letterman. E Conan O’Brien tentou ser David Letterman mas acabou Conan O’Brien. Nas palavras de O’Brien: “É o nosso fracasso em nos tornar o que percebemos como ideal que no fim das contas nos define e nos torna únicos.” Ainda bem.

“Eu roubei todas essas jogadas de todos esses grandes jogadores.

Tento honrar os caras que vieram antes, porque aprendi muito

com eles. É tudo em nome do jogo. É muito maior do que eu.”

– Kobe Bryant

 

Uma falha maravilhosa que há nos seres humanos é o fato de sermos incapazes de fazer uma cópia perfeita. É em nossa falha em copiarmos nossos heróis que descobrimos onde está o que é nosso. É assim que evoluímos.

 

Portanto: Copie seus heróis. Perceba onde você fica aquém. O que existe aí que o torna diferente? Isso é o que você deveria ampliar e transformar em seu próprio trabalho.

 

No fim das contas, a mera imitação de seus heróis não é homenagem. Transformar o trabalho deles em algo seu, sim, é homenageá-los. Dando algo ao mundo que só você poderia conceber.