Sonhos da diamba, controles do cotidiano: uma história da criminalização da maconha no Brasil republicano
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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA
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Vice-reitor
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Cleise Furtado Mendes
Dante Eustachio Lucchesi Ramacciotti
Evelina de Carvalho Sá Hoisel
José Teixeira Cavalcante Filho
Maria Vidal de Negreiros Camargo
Jorge Emanuel Luz de Souza
Sonhos da diamba, controles
do cotidiano:
Uma história da criminalização
da maconha no Brasil
Republicano
Salvador, 2015
EDUFBA
Drogas: Clínica e Cultura
CETAD/UFBA
2015, Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas –
CETAD/UFBA Direitos para essa edição, cedidos à Editora da
Universidade Federal da Bahia.
Feito o depósito legal.
Projeto Gráfico da Coleção e Capa
Yure Aziz e Karime Salomão
Editoração Eletrônica e Arte Final da Capa
Rodrigo Oyarzábal Schlabitz
Revisão e normalização
Alassol Queiroz/Cíntia Oliveira Gonzaga
Digitação
Ana Cláudia Lima Portela
Catalogação na publicação
Ana Rita Cordeiro de Andrade – CRB-1049
Sistema de Bibliotecas – UFBA
Sonhos da diamba, controles do cotidiano [livro eletrônico]: uma história da criminalização da maconha no Brasil / Jorge Emanuel Luz de Souza. -Salvador: EDUFBA: CETAD/UFBA, 2015. 5649 Kb; ePUB. - (Coleção drogas: clínica e cultura).
ISBN 978-85-232-2023-5
1. Maconha. 2. Maconha – Padrões de uso. 3. Maconha – História. 4. Drogas - criminalização – 5. Drogas - Contexto sócio - Político - Uso. I. Jorge Emanuel Luz de Souza. II. Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas.
CDD - 616.863
CDU - 615.099
Editora filiada a
Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas – CETAD/UFBA
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As três feminilidades da minha vida:
Lu, Lucita e Mary.
Agradecimentos
Se os erros, imprecisões e excessos assumimos sozinhos, o mesmo não se dá para os acertos. Esse trabalho é tributário de pessoas e relações que contribuíram cada qual da sua maneira para o seu resultado.
Agradeço de início a todos os deuses, divindades e entidades que tenho fé, na certeza de que sempre tiram um tempinho da sua eternidade para conspirar a meu favor. Merece também as primeiras homenagens a pessoa que media a minha relação com aquelas forças, minha mãe, dona Maria Lúcia Luz, ou melhor, Mãe Lúcia de Angorô. Obrigado minha Mãe! Completando as reverências aos progenitores, não poderia deixar de mencionar meu pai: obrigado Pai Vivaldo!
A orientadora não pode ser esquecida. Gabriela está bastante presente nesse trabalho, sua forma de compor o caleidoscópio da história foi uma influência positiva. Pelas análises e observações precisamente feitas para renovar, meu muito obrigado! Fundamental para esse resultado foi também o professor Edward MacRae, quem hoje considero um amigo, me indicando referências e amadurecendo discussões no percurso. Agradeço também ao professor Leonardo Pereira pelas valiosas observações que me permitiram perceber lacunas e novas perspectivas para a escrita. Não posso deixar de agradecer ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Bahia e à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior pela bolsa concedida, fundamentais para o desenvolvimento dessa pesquisa.
Amigos e amigas também não ficam de fora, incluindo-se aqui irmãos e irmã. Se tiver algo do qual me orgulho é de poder afirmar, sem o receio do equívoco, que os tenho, e não são poucos. Como poucos não são, me arriscar não irei ao inventário de vossas graças, o que poderia gerar a desmemoria de uns tantos… a referência será aquela do título conferido de forma íntima e picaresca a que nos chamamos muitos de nós: valeu malandragem!
Agradecimentos também aos muitos zeladores dos arquivos que me enfurnei nesses mais de dois anos. Os trabalhos de história, lamentavelmente, os esquecem como se os arquivos e bibliotecas que peregrinamos fossem espaços vazios de vivos. Em meio a tantos gostaria de mencionar em especial o pessoal do Arquivo Público do Estado da Bahia, sobretudo Djalma Melo, enquanto lá estava, o Sátiro do Arquivo Nacional e aos prestimosos servidores do Arquivo Histórico do Itamaraty no Rio de Janeiro, o Miranda, a Rose e a Cláudia.
A Lu devo mais que agradecimentos. Essa pesquisa coincidiu com o momento em que nos aventuramos a morar juntos. A experiência com Luciana foi o solo que me alicerçou esse tempo e seu carinho o adubo necessário para prosseguir. Muito do que está escrito aqui ela já cansou de ouvir em nossas conversas. Obrigado por entender as minhas ausências da nossa realidade, pelo incentivo e pelos prazeres da honra de dividir uma vida com você: obrigado meu amor!
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Tabla de Contenido
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Apresentação
Prefácio
Introdução – “Bolando” a história
O vício contra a civilização pretendida: patologizando um
hábito, criminalizando uma prática
“Seus viciados pertencem à última e mais baixa escala social”:
histórias de gatunos, trabalhadores “maconheiros” e outros
desv(ar)ios inebriantes
“Fumam a planta e dela sabem mil coisas”: uso coletivo de
maconha e os significados presentes na fumaça
Conclusão - Até a última ponta...
Referências