Sonhos da diamba, controles do cotidiano: uma história da criminalização da maconha no Brasil republicano

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UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

 

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João Carlos Salles Pires da Silva

 

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Paulo Costa Lima

 

EDITORA DA UNIVERSIDADE FEDERAL DA BAHIA

 

Diretora

Flávia Goulart Mota Garcia Rosa

 

CONSELHO EDITORIAL

 

Alberto Brum Novaes

Angelo Szaniecki Perret Serpa

Caiuby Alves da Costa

Charbel Ninõ El-Hani

Cleise Furtado Mendes

Dante Eustachio Lucchesi Ramacciotti

Evelina de Carvalho Sá Hoisel

José Teixeira Cavalcante Filho

Maria Vidal de Negreiros Camargo

Jorge Emanuel Luz de Souza

 

Sonhos da diamba, controles

 

do cotidiano:

 

Uma história da criminalização

 

da maconha no Brasil

 

Republicano

 

Salvador, 2015

EDUFBA

 

Drogas: Clínica e Cultura

CETAD/UFBA

2015, Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas –

CETAD/UFBA Direitos para essa edição, cedidos à Editora da

Universidade Federal da Bahia.

Feito o depósito legal.

 

Projeto Gráfico da Coleção e Capa

Yure Aziz e Karime Salomão

 

Editoração Eletrônica e Arte Final da Capa

Rodrigo Oyarzábal Schlabitz

 

Revisão e normalização

Alassol Queiroz/Cíntia Oliveira Gonzaga

 

Digitação

Ana Cláudia Lima Portela

 

Catalogação na publicação

Ana Rita Cordeiro de Andrade – CRB-1049

 

Sistema de Bibliotecas – UFBA

 

Sonhos da diamba, controles do cotidiano [livro eletrônico]: uma história da criminalização da maconha no Brasil / Jorge Emanuel Luz de Souza. -Salvador: EDUFBA: CETAD/UFBA, 2015. 5649 Kb; ePUB. - (Coleção drogas: clínica e cultura).

 

ISBN 978-85-232-2023-5

 

1. Maconha. 2. Maconha – Padrões de uso. 3. Maconha – História. 4. Drogas - criminalização – 5. Drogas - Contexto sócio - Político - Uso. I. Jorge Emanuel Luz de Souza. II. Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas.

CDD - 616.863

CDU - 615.099

 

Editora filiada a

 

Centro de Estudos e Terapia do Abuso de Drogas – CETAD/UFBA

Extensão Permanente da Faculdade de Medicina da UFBA

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As três feminilidades da minha vida:

Lu, Lucita e Mary.

Agradecimentos

 

Se os erros, imprecisões e excessos assumimos sozinhos, o mesmo não se dá para os acertos. Esse trabalho é tributário de pessoas e relações que contribuíram cada qual da sua maneira para o seu resultado.

Agradeço de início a todos os deuses, divindades e entidades que tenho fé, na certeza de que sempre tiram um tempinho da sua eternidade para conspirar a meu favor. Merece também as primeiras homenagens a pessoa que media a minha relação com aquelas forças, minha mãe, dona Maria Lúcia Luz, ou melhor, Mãe Lúcia de Angorô. Obrigado minha Mãe! Completando as reverências aos progenitores, não poderia deixar de mencionar meu pai: obrigado Pai Vivaldo!

A orientadora não pode ser esquecida. Gabriela está bastante presente nesse trabalho, sua forma de compor o caleidoscópio da história foi uma influência positiva. Pelas análises e observações precisamente feitas para renovar, meu muito obrigado! Fundamental para esse resultado foi também o professor Edward MacRae, quem hoje considero um amigo, me indicando referências e amadurecendo discussões no percurso. Agradeço também ao professor Leonardo Pereira pelas valiosas observações que me permitiram perceber lacunas e novas perspectivas para a escrita. Não posso deixar de agradecer ao Programa de Pós-Graduação em História da Universidade Federal da Bahia e à Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior pela bolsa concedida, fundamentais para o desenvolvimento dessa pesquisa.

Amigos e amigas também não ficam de fora, incluindo-se aqui irmãos e irmã. Se tiver algo do qual me orgulho é de poder afirmar, sem o receio do equívoco, que os tenho, e não são poucos. Como poucos não são, me arriscar não irei ao inventário de vossas graças, o que poderia gerar a desmemoria de uns tantos… a referência será aquela do título conferido de forma íntima e picaresca a que nos chamamos muitos de nós: valeu malandragem!

Agradecimentos também aos muitos zeladores dos arquivos que me enfurnei nesses mais de dois anos. Os trabalhos de história, lamentavelmente, os esquecem como se os arquivos e bibliotecas que peregrinamos fossem espaços vazios de vivos. Em meio a tantos gostaria de mencionar em especial o pessoal do Arquivo Público do Estado da Bahia, sobretudo Djalma Melo, enquanto lá estava, o Sátiro do Arquivo Nacional e aos prestimosos servidores do Arquivo Histórico do Itamaraty no Rio de Janeiro, o Miranda, a Rose e a Cláudia.

A Lu devo mais que agradecimentos. Essa pesquisa coincidiu com o momento em que nos aventuramos a morar juntos. A experiência com Luciana foi o solo que me alicerçou esse tempo e seu carinho o adubo necessário para prosseguir. Muito do que está escrito aqui ela já cansou de ouvir em nossas conversas. Obrigado por entender as minhas ausências da nossa realidade, pelo incentivo e pelos prazeres da honra de dividir uma vida com você: obrigado meu amor!

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Apresentação

Prefácio

Introdução – “Bolando” a história

O vício contra a civilização pretendida: patologizando um

hábito, criminalizando uma prática

“Seus viciados pertencem à última e mais baixa escala social”:

histórias de gatunos, trabalhadores “maconheiros” e outros

desv(ar)ios inebriantes

“Fumam a planta e dela sabem mil coisas”: uso coletivo de

maconha e os significados presentes na fumaça

Conclusão - Até a última ponta...

Referências