Surpreza
Entre-acto num acto, e o cenário é uma saleta pobre: um fogareiro de barro, mesa, ferro de engomar, um cesto de costura. Laura engoma e canta uma cantiga sobre a mulher caída sem tecto amigo; o irmão Arthur, que faz onze anos, trata do lume e vai espreitar à porta porque lhe pareceu ouvir a voz do senhor tenente. Ainda não são horas. O autor conta na dedicatória que a peça lhe saiu em duas horas rigorosamente contadas, uma furtada a um auto de penhora e outra a um de embargo, quando era escrivão na Beira. Porto, Typographia Lusitana, 1873.
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