Tabulae scriptae: Henri Pousseur e Willy Corrêa de Oliveira
Anexos
A – Entrevista com Willy Corrêa de Oliveira (9 de
fevereiro de 2012)
Mauricio De Bonis – Encerrada a redação da tese, gostaria de perguntar, em primeiro lugar, qual foi o contato concreto que você teve com as obras e os textos de Pousseur na época em que o conheceu, em torno dos festivais de Darmstadt de 1962 e 1963.
Willy Corrêa de Oliveira – Durante os anos em torno do contato que tive com ele, foi quando ouvi pela primeira vez algumas de suas peças. Conheci na época Caractères para piano, depois Trois visages de Liège; pouco tempo depois ele me mandou uma fita, com momentos do Votre Faust ao piano (sem partes orquestrais). Os textos que conheci foram aqueles dos livros Fragments théoriques I e Musique, sémantique, société; mas acho que o mais importante de tudo eram os textos naquilo que ele falava, que não estavam escritos. Allgemeine Periodik, conheci durante o curso que ele ministrava; depois conheci o texto, excelente, mas a maneira verbal que ele utilizava durante o curso era brilhante, realmente. De certo modo eu não conheci muito mais coisas de que isso, depois. Muito poucas coisas.
M. – E entre o que você ouvia e buscava, quais obras mais o impressionaram na época?
W. – Música que me impressionou muito na época, até mais que a do Pousseur, foi a do Berio. Mas eu sempre intuía, mais de que qualquer outra coisa, que não era uma fonte de onde eu pudesse buscar a água. A água era ótima, mas era propriamente para ele mesmo, para um italiano, e mais ainda para o próprio Berio. Stockhausen, como compositor, me interessou até 1963. Depois passou a me desinteressar bastante. Mas eu achava magnífico e muito mais imitável que os outros, no fundo. Mas eram peças muito ligadas ainda ao serialismo total, e isso logo já estava totalmente liquidado, então deixou de ser uma fonte possível.
M. – E quanto à relação pessoal com Pousseur, como ela se deu e que impressões você guarda desse contato?
W. – A primeira questão que eu levantaria seria a seguinte: eu chegava lá com uma ignorância daquilo que estava efervescendo na Europa, e de todos os contatos que tive lá na época o Pousseur pode se caracterizar, em primeiro lugar, pela capacidade de concretamente dizer coisas muito substantivas, com uma precisão milimétrica; uma fluência de pensamento, virtuosística, eu diria (a capacidade dele, falando sobre temas diversos, de desenvolvê-los não só em relação ao pensamento musical mas aos seus desdobramentos, ao conhecimento em geral); e além disso, a boa vontade em responder perguntas de um bobo alegre latino-americano. Mas logo percebi que o fato de o bobo alegre ser latino-americano tornou-se uma espécie de senha para ser imediatamente atendido. Ele tinha em altíssima conta toda a movimentação das ideias revolucionárias marxistas que estavam muito crepitantes na América de modo geral; em relação ao Brasil, de modo particular, ele tinha um conhecimento incrível, um interesse enorme pelo que ocorria aqui.
De todos os outros personagens da música na Europa naquela época, com que tivemos contato ali, eu diria que foi um contato bastante marcante porque ele não só ouvia com muito cuidado as perguntas, mas respondia de maneira mais cuidadosa ainda. Até com certa devoção pela causa latino-americana. Ao passo que os outros personagens tinham certo carisma, representavam naquela época uma espécie de ideal (não diferente de Pousseur), mas ou esse contato se traduzia num “à vontade” muito italiano, mas de certo modo inconsequente (como era com Berio), ou como em relação a Stockhausen, por exemplo, que sempre parecia que estava o tempo todo achando-se Stockhausen; nunca estive muito à vontade com ele. Maderna dormia muito às aulas e durante o dia; comentava-se na época que era porque ele tinha casado de novo recentemente e passava as noites em claro.
De todos, o que mais marcou, que gerou uma vontade de voltar a ter contato, de perguntar muito, foi Pousseur, por essas questões que já abordei. Fundamentalmente um coração magnânimo, uma especial contemplação pela América Latina e seu movimento de libertação, conhecimento enciclopédico que não se restringia à música, mas abrangia ciência e filosofia acima de tudo, de forma que foi muito buscado e muito inquietante na época. Além de pessoalmente muito dado: perguntava-me sobre aspectos particulares da minha vida, e eu contava de uma namorada que eu tinha no Brasil; ele dizia que quando casássemos ele gostaria muito de conhecê-la. Até cumprimos essa promessa em 1967, em uma viagem que fizemos especialmente até Malmedy para isso, onde passamos dois dias, e ele nos colmou com aquela simpatia realmente fragorosa. Além do conhecimento, do modo extremamente prático de colocar esse conhecimento mundial, ele também tinha outra qualidade que eu acho excepcional, que era uma fé, uma esperança, e isso transbordava em cada palavra, vírgula que ele pusesse no discurso.
M. – Quais outros encontros você recorda nesse contexto?
W. – Boulez foi, comigo e Rogério Duprat (companheiro de viagem na primeira vez), o mais amical de que posso me lembrar; veio ao nosso quarto, passou uma tarde toda conosco, e durante a conversa, quando viu que eu levava uma garrafa de pinga e dois cocos para um amigo na Holanda (presente de grego que a mãe dele enviara por meio de mim), ele aliviou-me do peso tomando grande parte da garrafa durante a tarde e levando o restante de presente, porque ele adorava. Eu diria que todo o encanto daquela tarde deveu-se sobretudo a um bilhete do Décio Pignatari, que havia sido muito amigo de Boulez em Paris em um tempo em que ele era desconhecido, o que fez com que ele fosse muito atencioso. Mas não me lembro de ele ter tocado em algum assunto que até hoje me lembrasse. Talvez ao Rogério, mas ele não está mais aqui para dizer.
Berio era muito receptivo, mas não guardo nenhuma palavra em especial, a não ser que quando ele nos apresentou o Circles, numa fita (ainda não tinha sido gravado em disco) e que me encantou sobremodo (e continua até hoje me maravilhando), eu pedi para ele uma cópia. A partitura ele me havia oferecido de presente. Todos os dias nos encontrávamos, e eu dizia: “Já gravou minha fita?”. Ele respondia: “Cerco un nastro!”. E continuou procurando até o último dia, da última cobrança, e eu fiquei desolado (a música havia me interessado demasiadamente). Mas nem uma semana depois eu já via nas lojas de música da Alemanha o disco para a venda. Talvez por isso ele não tenha encontrado um nastro...
Lembro-me do encontro marcante nessa época não em Damstadt, mas em Paris, com René Leibowitz. Em vários encontros com ele, inclusive em sua própria casa, ele continuava o incansável porta-voz de Schoenberg. Até fiz uma entrevista com ele para o jornal A Tribuna, na época, publicada quando voltei. Surpreendia-me sobremodo que ele nunca falava de si. Sempre de Schoenberg. Mas quase nada dos outros dois. Exemplos ao piano: Schoenberg. Acho que me deu um embasamento para depois continuar estudando a Escola de Viena de maneira bastante profícua, segundo me pareceu.
M. – Que composições suas você chegou a mostrar para esses compositores na época, e quais foram as suas reações?
W. – Naquele momento eu tinha muito pouca coisa para mostrar. Com o pouco que mostrei eles foram condescendentes, mas não me pareceram estupefatos. De fato, eu estava tão distante de onde eles tinham chegado naquela ocasião, que não era o caso.
M. – Nem ao Pousseur?
W. – Não. Nunca enviei uma peça para ele.
M. – Por quê?
W. – Voltando de lá, eu estava em estado de choque de consciência. Em uma tentativa enorme de buscar um caminho, uma saída para minha situação, tão grande que não achei em nenhum momento que eu teria alguma coisa que poderia enviar, especialmente para ele, que seria tão aberto para comentar. O máximo que fiz foi enviar uma vez um cartão de Natal, com uma colagem sobre o Vietnã. Ele era muito receptivo, tudo que se mandasse ele recebia com um carinho muito especial, uma irradiação, exalava felicidade. Em uma resposta sua, ele dizia que recebera minha carta “de fendre l’âme”. Mas não cheguei a mandar peças, realmente. E algum tempo depois, eu já estava tão ocupado em cortar o mato para divisar um caminho para passar, que eu achava em todo aquele labor de cortar o mato, fazer a trilha, que não teria ainda algo pra mandar, e fiquei só no cortar do mato. Talvez eu tenha pensado depois que nos separava muito o fato de se pensar a música na América de um europeu que nasceu na música, na Europa, do ovo da História.
M. – Mesmo sem levar peças suas, você chegou a trabalhar diretamente com ele, na realização de exercícios, por exemplo?
W. – Tínhamos discussões absolutamente peripatéticas. Às vezes ao piano, ele colocava um problema, eu respondia, mas por escrito mesmo mostrei apenas Um movimento, que ele examinou, e parte da Sinfonia-signos, mas muito pouco. Eu queria mais ouvir dele, das experiências de um mestre, mais de que ele responder desde meus rabiscos. Eu queria era mais ouvir. Depois eu teria um grande trabalho em transformar aquilo que ele dizia e me passava em exercícios em respostas minhas. E quando aquilo começou a se transformar em exercícios, eu achei que já tinha passado o momento de mandar. Mas bem sei que ele seria receptivo, sim. Falava com complacência, com ternura, de correspondências e pequenos trabalhos que, na época (por volta de 1965), o Denisov enviava para ele. Podia-se sentir o quanto ele era receptivo e serviçal.
M. – E quanto a compositores com quem você travou relações de amizade naquela época, como Luigi Nono, Bernard Rands, você guarda uma experiência musical desses contatos ou apenas a relação pessoal?
W. – Guardo a relação pessoal, mesmo. Do Nono, por exemplo, até hoje lembro muito de uma tarde em que ele convidou-nos (Marta e eu) para visitá-lo na Giudecca. Chegando lá, esperamos por duas horas; depois de duas horas ele chega aflito, tinha ido levar o cachorro ao veterinário, com a perna bastante machucada, o que o impedia de levantar-se e fazer suas necessidades longe de casa. Por isso ele tremia e sofria tanto, deixando o Nono tão aflito como se fosse com as próprias filhas. Até que mais tarde ele voltou aliviado, e passamos a tarde lá, jantamos, conversamos, ele mostrou muitas peças dele. Ouvi praticamente tudo que ele fazia na época, em gravações ou mostrado por ele desde os manuscritos, notas e montões de diagramas.
M. – Em que sentido você considera o Pousseur como seu mestre (ou em que sentido você se coloca como seu discípulo), enquanto você conheceu pouco sua obra e não seguiu um trabalho regular com ele ou uma frequentação mais constante?
W. – Tento responder isso assim: a marca de tudo que me saciava junto a ele, no pensamento dele, era fundamentalmente a questão da sobrevivência daquilo que animava as grandes obras do passado e da necessidade de buscar este algo para a música do presente. Naquele momento, sobretudo, Votre Faust foi fundamental, realmente. Ouvi não só depois a fita que ele me mandou, mas lá ainda, ouvi fragmentos que ele tocava e vi que ali havia algo que, de tudo que eu encontrei, aquilo era tudo que eu realmente buscava e na época eu não saberia dizer o porquê. Mas acho que ele soube muito bem dizer porquê, no sentido de apelar a uma fundamentação filosófica, e tecnicamente ele tinha um virtuosismo absoluto. Depois vi que ali estava o que eu buscava. Estava no deserto e vislumbrei a terra prometida. Durante toda a caminhada no deserto, não mostrei nada a ele, mas em espírito e em verdade, eu estava sempre mostrando e consultando Pousseur. O que guardo dele foi uma experiência peripatética mesmo. Não foi nem em sala de aula em Darmstadt, mas foi no que ele era capaz de doar de si mesmo para quem viesse buscá-lo e no seu espírito sacerdotal muito forte. E a mesma fé marxista que nos unia deve ter sido um fator de grande simpatia entre nós.
M. – Em que consistem, para você, as suas maiores diferenças com relação a Pousseur? No que você não se sente em sintonia com ele, ou seja, em que aspectos o legado dele não corresponde ao que você construiu posteriormente?
W. – Antes de responder, preciso fazer uma pequena introdução. Do contato com Pousseur, eu voltei para o Brasil com uma visão, de fato, do que eu teria que fazer, com muita segurança. Veja que as influências poderiam ter sido milhares, como Berio de quem conheci tantas obras, diferentemente de Pousseur que praticamente desconheci. Mas voltei com a certeza de que eu buscava aquilo. Acho que dois anos depois ele me manda a fita do Votre Faust, na qual eu via na mesma encenação passado e presente de maneira tão viva, como se o passado existisse só no presente. De tal forma ocupei-me em buscar esse diálogo que ele conseguiu, que a primeira coisa que se me apresentou como muito fundamental foi “eu não posso conhecer Pousseur”. Foi a primeira coisa que me passou pela cabeça. E mesmo um pouco a seguir, quando ele mandava os livros que ele editava, eu relutava em lê-los. De tudo que eu queria saber dele, eu não poderia saber mais, para não usurpá-lo. Isso me amedrontava, mesmo. E em todas as coisas que eu ia produzindo por então, eu não tinha segurança se eu tinha chegado perto daquilo que eu vislumbrava ou se fora só um oásis, e eu precisaria caminhar mais, acumular mais trabalhos até ter a coragem de mandar para ele alguma coisa.
Mas foi então que fui para a USP, em 1971. E lá deparei, de repente, com uma montanha quase intransponível, que era “e agora, o que direi aqui?”. Tudo o que eu tinha tido, tinha tido para meu uso, mas e agora para dizer de volta, para que se pudesse dizer para mais pessoas além de mim? Esses primeiros anos na USP foram muito extenuantemente trabalhosos, no sentido da busca, da verificação dos significados que a história tinha tido até então, sobre o que na história traria frutos para o presente, e sobre o que na história foi frutífero na época mas não poderia vingar depois, e quais coisas ainda precisariam ser esquecidas.
Era um trabalho enorme que eu tinha pela frente. Inclusive toda a reconstrução de uma história ideal, distante da história com a qual eu tinha um contato pessoal, mas uma história mais efetiva. Foi quando escrevi uma série de pequenos ensaios sobre cada uma das formas, o que nelas haveria ainda para renascer no presente e o que nelas eu teria que afastar por estar demasiadamente ligado às circunstâncias. Esse trabalho foi demasiadamente grande, e perdi então o contato epistolar com Pousseur e com outros. Desde então parei inclusive de voltar à Europa.
Passei muitos anos transformando aquelas descobertas em dois níveis: em um nível, em obras que eu queria produzir e que eu precisava produzir, para poder falar sobre isso. Vico dizia que “o que homem só entende em profundidade aquilo que ele cria”. E por outro lado, como apresentar esses estudos como linhas de força capazes de germinar no presente, de maneira concreta. Nesses anos, em vez de dialogar com Pousseur, passei a dialogar com a história, o que eu sinto muito; esquecemo-nos, no caminho, um do outro. Por um lado, de início, ainda me ative àquela superstição de não conhecer as obras dele (que de resto, eram de muito difícil acesso, na época). E depois, quando isso já poderia ter passado, todo o resto também já tinha passado; foi por volta dos anos 1980, eu não estava cuidando mais de arte burguesa. Nem da minha nem da de ninguém.
E após voltar à minha escrivaninha, oito ou nove anos depois, eu já estava ocupado com outros misteres – basicamente, o de sobreviver, já seguro de que não existe prática social da música erudita no capitalismo e conhecendo a enorme lacuna que a ignorância estabelecida pelo sistema produziu com afinco. Passei então a escrever só para mim mesmo, num solilóquio atroz que foi a única possibilidade de sobreviver na barbárie. Divisava então a possibilidade de transformar as experiências vividas não apenas musicais em materiais musicais para a composição. Certificava-me de que o contato com as experiências musicais anteriores não encontrava solo propício para germinar naquela hora. Sabia então que teria que bater com a cabeça na duríssima parede do individualismo mais atroz. Nesta hora, eu estava tão ocupado em escarafunchar a memória e saber como eu poderia dizê-la (ao ponto de que esse dizer me satisfizesse), que eu não estaria mais em contato direto com Pousseur. Pena. Lastimável. Mas a vida quis assim.
Mais recentemente, Maurício, dado o teu trabalho com Pousseur, foi que eu voltei a ouvir mais diligentemente, pelo desenrolar do teu
trabalho, e inclusive a ver aquele filme que você trouxe, 4 que foi um bálsamo especial: cem anos depois de eu conhecer aquele homem, ele continuava com aquele encantamento, e aquele encanto que ele produzia vinha desse encantamento dele com o mundo, com a fé que o Bloch tinha destilado nele com tanta força, desde o livro que ele ganhara do Stockhausen. Brincadeira: na realidade eu acho que esse princípio esperança sempre foi o princípio Pousseur. Até acho que possivelmente ele nem conhecesse o livro naquela época. No filme, maravilhou-me sobretudo ver aquele homem de 80 anos, que não aparentava mais que um adolescente diante do mundo, da fé, do fervor.
Voltando à sua pergunta, eu só posso responder o que você perguntou a partir do teu trabalho, porque eu desconheci absolutamente o legado do Pousseur. A diferença que eu vejo, fundamental, foi a que você colocou, o propósito da tua tese. Até, quando há um tempo atrás você me falou do projeto de fazer esse trabalho, eu sempre me inquietava. “Devo calar-me e deixar que ele vá em frente, como todo toureiro em qualquer arena, ou dissuado-o, amicavelmente, porque não vejo sítio por onde escapar?”. Mas optei por ficar quieto: “ele é que tem o projeto, se ele cair, ele que aprenda a se levantar”. Uma temeridade, visto que o prazo se esgotava, mas eu pensava: “se eu tenho confiança no que ele possa fazer, como eu confiava no Pousseur, deixe que a coisa aconteça, depois vemos como vai ficar”. E eu pensava, pode ser muito arriscado, que depois de tudo pronto, eu diga a ele o que estou dizendo aqui, agora. Mas tenho um bicho de jogador dentro da alma e corri o risco. Mas à medida que você mostrava alguns dos escritos que ia concluindo, eu me dava conta que eu nem precisava mais ficar preocupado com o que eu te revelaria no final, que você estaria num mato sem cachorro. No final, quero deixar aqui inclusive assentado na tua própria tese, que foram extremamente aliciantes e contundentes as questões que você levantou e como você desenvolveu-as. Durante esse tempo eu pude escutar grande parte da obra do Pousseur, que você mesmo obteve, e também voltar a abraçá-lo, como se fosse em vida, por meio do teu trabalho. Abraçá-lo ao vivo e não depois de morto. Aliviei um tanto das minhas penas de não ter utilizado mais penas e prosseguir na troca de cartas que eram tão desejáveis para um tal destinatário, para aquele grande emissário.
Anexo B – Relação das obras de Henri Pousseur
(1929-2009)
1949 Sonatine, para piano CeBeDem
1950 Sept Versets des Psaumes de la Universal
Pénitence, para quatro vozes Edition mistas
Para Pierre Froidebise por seus 36
anos
Missa Brevis, para quatro vozes Suvini mistas Zerboni
1951 Trois Chants sacrés, para soprano e Suvini
trio de cordas Zerboni Para Célestin Deliège et Michel
Schoonbrood
1952 Prospection, para três pianos
(afinados em sextos de tom), em
dois movimentos
Para André Souris
1954 Séismogrammes, música Studio WDR
electrônica em duas partes
Symphonies à quinze Solistes, para Universal orquestra de câmara, em sete
movimentos
Para Théa
1955 Quintette à la mémoire d’Anton Suvini
Webern, para clarinete, clarone, Zerboni violino, violoncelo e piano
1956 Exercices, para piano, em dois Suvini
movimentos Zerboni Para David Tudor
1957 Scambi, música eletrônica Studio di
fonologia
RAI
Mobile Suvini , para dois pianos Para Pierre Boulez Zerboni
1958 Madrigal I, para clarinete Universal
Para o nascimento de Denis
Rimes pour différentes sources Suvini sonores, para orquestra e fita Zerboni
magnética, em três partes
Para Luciano Berio et Bruno
Maderna
1960 Electre, música eletroacústica para Universal
um ballet de Janine Charrat
Texto de Sófocles
Répons, mobile para flauta, violino, CeBeDem violoncelo, dois pianistas, celesta,
órgão elétrico, harpa e percussão
Para John Cage
Obs.: há outra versão com a adição
de um ator, Répons avec son paysage (1965)
Ode, para quarteto de cordas Universal
Para o quarteto LaSalle
1961 Caractères, para piano, em duas Universal
partes
Para Marcelle Mercenier
Trois Visages de Liège, música Universal
eletrônica, em três movimentos
Studio de Bruxelles
Madrigal II Universal , para quatro
instrumentos antigos: flauta (ou
violino), violino (ou segundo
violino), viola da gamba e cravo
Para Alfred Schee por seu 60º
aniversário
Votre Faust, fantasia variável do Universal
gênero opera, para cinco atores, (completada
quatro cantores, orquestra de em 1968)
câmara e fita magnética
Colaboração com Michel Butor
1962 Trait, para quinze instrumentos de
corda
Para Mauricio Kagel
Madrigal III, para clarinete, violino, Universal
violoncelo, piano e dois
percussionistas
À memória de Wolfgang Steinecke
1964 Miroir de Votre Faust, para piano e Universal
soprano ad libitum, em três movimentos
Apostrophe et six Réflexions, para Universal
piano
Para Madame Antoinette Wittwer
1966 Phonèmes pour Cathy, para Suvini
mezzosoprano Zerboni A partir de textos de Paul Claudel
Para Cathy Berberian
Caractères madrigalesques, para CeBeDem
oboé solo
Para Pierre Boulez por seus 40
anos
Jeu de Miroirs de Votre Faust, para Universal piano, soprano ad libitum e fita magnética
Studio de Bruxelles
1967 Couleurs croisées para grande Suvini
orquestra Zerboni
1968 Suvini Mnémosyne , monodia para voz ou
instrumento solo ou coro Zerboni
Texto de Friedrich Hölderlin
Para Karlheinz Stockhausen por
seus 40 anos
1969 Mnémosyne II, sistema de Suvini
improvisação para efetivo variável Zerboni Obs.: realização para piano de
Pierre Bartholomé em Mnémosine II para piano (1973)
Echos de Votre Faust, para voz Universal
feminina, flauta, violoncelo e piano
1970 Les Ephémérides d’Icare 2 para Suvini
solista e conjunto instrumental Zerboni
variável
Para Luis de Pablo, Pierre
Bartholomée, Marcelle Mercenier
etc.
Crosses of Crossed Colors, para Suvini
voz feminina, dois a cinco pianos, Zerboni
seis operadores de magnetofones,
toca-discos e receptores de rádio
In memoriam Martin Luther King
Icare Apprenti, sistema de improvisação para um número
indefinido de intérpretes
1971 Stravinsky au Futur, criação coletiva
L’Effacement du Prince Igor, para Suvini
orquestra Zerboni
In memoriam Igor Stravinsky
Invitation à l’Utopie Suvini , para solista,
conjunto instrumental variável, Zerboni
narrador, duas cantoras e coro
misto
Texto de Michel Butor
Ex Dei in Machinam Memória, para instrumento solo e dispositivo
eletroacústico
Para Evert van Tright
1972 Icare obstiné, programa de CeBeDem
composição
Obs.: acompanhado de Icare obstiné Vol n.1, realização para piano (Suvini Zerboni)
Huit Etudes paraboliques, música eletrônica – Studio WDR
Paraboles-Mix, música eletrônica variável
Obs.: versão alternativa com textos
diversos em Lob des Langen Marsches (1973) e realização fixa a oito pistas em Paraboles-Mix avec Leçons d’Enfer (1999))
1973 Vue sur les Jardins interdits, para Suvini
quarteto de saxofones Zerboni
À memória de Bruno Maderna
Obs.: presente em outras seis
versões para diversas formações
(de 1974 a 1996), incluindo arranjos
de Peter Monk, Jean-Louis Robert e
Jean Pierre Peuvion
Nouvelle Invitation à l’Utopie, narrador, música eletrônica, grupo
de músicos improvisadores
Obs.: combinação de Invitation à l’Utopie e Huit Études paraboliques.
1974 Suvini Die Erprobung des Petrus
Hebraïcus Zerboni , teatro musical de
câmara em três atos, para dois
atores, soprano dramático, tenor e
contratenor, barítono, clarinete e
clarone, trompa, violino e viola,
violoncelo, piano, harpa, percussão
Para o 100º aniversário de Suvini nascimento de Arnold Schoenberg Zerboni Texto de Michel Butor
Obs.: versão francesa em Le procès du jeune chien (1978)
Parade de Votre Faust, para Universal
orquestra
Para Jean-Louis Robert
1975 Chroniques berlinoises, para piano Suvini
e quarteto de cordas com barítono Zerboni
ad libitum
Modèle réduit, para clarone (ou CeBeDem
violoncelo) e piano
Para os Due Boemi de Praga
L’Ibéricare, para violão Para CeBeDem
Gonzales Mohino
1976 Racine 19e de 8/4, para violoncelo CeBeDem
Para Rohan de Saram
Chroniques illustrées, para grande Suvini orquestra com barítono ad libitum Zerboni
1977 Ballade berlinoise, para piano Suvini
Zerboni
Liège à Paris, música eletroacústica Textos de Michel Butor et André
Breton Studios CRFMW et IRCAM
1978 Suvini Les Ruines de Jeruzona , para coro
misto, contrabaixo, piano, órgão e Zerboni
bateria
Vocalise, para voz e piano Suvini
Zerboni
Humeurs du Futur quotidien, para Suvini dois narradores e orquestra de Zerboni
câmara
Pour Baudelaire, monodia para voz Suvini solo ou coro em uníssono Zerboni
Para Jacques Fourgon
Obs.: Versões para flauta, trompete,
violino, viola e violoncelo em
Flexions I-V (1979/1980)
1979 Chevelures du Temps, oratório
popular para conjuntos amadores e
profissionais Colaboração com
Michel Butor
Tales and Songs from the Bible of Suvini Hell, música eletroacústica com Zerboni
quatro vozes amplificadas em
tempo real
Textos de William Blake e Edgar
Allan Poe
1980 Le Bal de Cendrillon, “dicté par...” Suvini
n.0: P. I. Tchaïkowsky, para piano Zerboni
Canines, para voz e piano Suvini Para minha cara Marianne Zerboni
La Patience d’Icarène para harpa CeBeDem
Para Irène Butor por seus 18 anos
Les Iles déchaînées Suvini , para formação de Zerboni jazz , conjunto de sintetizadores
e orquestra, em três movimentos
Colaboração com Denis Pousseur
Fantaisie et Fugue, “dicté par...” Suvini
n.1a: Arnold Schoenberg 1930, Zerboni
para quarteto de cordas
Obs.: também em versões para
instrumento melódico grave e piano
(“dicté par...” n.1b), e para orquestra de câmara (“dicté par...” n.1c): arranjo de Claude Ledoux
Variations, “dicté par...” n.2: Anton Suvini
Webern 1940, para clarinete e Zerboni
piano, em três movimentos
Naturel, para trompa Para Francis Orval
Pedigrée para voz feminina e sete instrumentos
1981 La seconde Apothéose de Rameau, Suvini
para orquestra de câmara (21 Zerboni
músicos)
La Passion selon Guignol, para Suvini
quarteto vocal eletrificado e Zerboni
orquestra
Colaboração com Paulo Chagas
1982 La Paganania, para violino Suvini
Na ocasião do bicentenário de Zerboni
Paganini
Obs.: versão para violoncelo em La Paganania seconda (1982)
La Rose des Voix Suvini , para quatro
narradores, quatro quartetos vocais, Zerboni quatro coros e oito instrumentistas
improvisadores
p o sado es
Colaboração com Michel Butor Para
Marie-Jo e Théa, por um centenário
bem temperado
Obs.: versão reduzida em L’Etoile des Langues para narrador e coro (1984)
Variations-Caprice, para flauta e Suvini
cravo Zerboni
Para Heinrich e Brigitte Keller-
Steinbrecher
1983 Hermes I, “dicté par...» n.3: Béla Suvini
Bartók, para clarinete Zerboni
Hermes II, “dicté par...” n.3: Béla Suvini
Bartók, para violino Zerboni
Trajets dans les Arpents du Ciel, Suvini
para instrumento solista indefinido e Zerboni orquestra
Carrés et Triangles, seis peças para Suvini piano Zerboni
Para Denis, Urs-Peter Schneider
(adição da última peça: 1999)
1984 Patchwork des Tribus américaines, Suvini
para banda sinfônica Zerboni
Para a Real Fraternidade de
Malmedy pelo seu 100º aniversário
Chroniques canines, para dois Suvini
pianos e soprano ad libitum Zerboni
Cortège des belles Ténébreuses au Suvini Jardin boreal Zerboni , para corne inglês,
viola, trompa, tuba e dois
percussionistas
Para Hélène, Marianne, Isabelle et
Théa.
éa
Litanie du Miel matinal, para Suvini instrumento melódico Zerboni
indeterminado agudo
Para Eliott Carter por seu 80º
aniversário
Obs.: transposição para
instrumento melódico grave em
Litanie du Miel vesperal
Sonate des Maîtres viennois, para Ed. Gérard
piano, em três movimentos (“dictés Billaudot par...” n.-1a, b, c)
Vers l’Ile du Mont pourpre, para Suvini flauta Zerboni
Les Noces d’Icare et de
Mnémosyne
Para Jean-Yves Bosseur
1985 Nuit des Nuits (Nacht der Nächte), Suvini
ou La Voyante Insomnie de Zerboni
Monsieur Goldberg, para orquestra Para Hans Zender
Sur le Qui-Vive, para voz feminina, Suvini clarinetes, violoncelo, tubas, piano, Zerboni sintetizador, percussão, cinco
instrumentos e sons pré-gravados
Textos de Michel Butor. Para
Luciano Berio por seu 60º
aniversário
1986 Arc-en-Ciel de Remparts, para coro Suvini
em uníssono e orquestra de Zerboni
estudantes
Texto em colaboração com Michel
Butor
1987 Un Jardin de Passacailles, para
, p
doze instrumentos Suvini
Zerboni
Traverser la Forêt, cantata para Suvini narrador, soprano, barítono, coro e Zerboni orquestra de câmara
Textos de Baudelaire e Michel Butor
A travers les petits Miroirs, jogo musical para voz, instrumentos e
objetos diversos
1988 Figure et Ombres, para instrumento
qualquer
Mnémosyne (doublement) obstinée, Suvini para quarteto de cordas com voz Zerboni
feminina ad libitum Texto de Hölderlin
Méthodicare, estudos de CeBeDem
compreensão, interpretação e
invenção na música
contemporânea, em três volumes
Déclarations d’Orage, para Suvini narrador, soprano, barítono, sax Zerboni
alto, tuba, sintetizador, grande
orquestra e fitas magnéticas
Colaboração com Michel Butor
1989 Cinq Soupirs pour une Clairière, Suvini
para voz feminina e piano Zerboni
Para Marianne
L’Ecole d’Orphée, para narrador, Suvini órgão e fitas magnéticas ad libitum Zerboni Colaboração com Michel Butor
At Moonlight, Dowland’s Shadow Suvini passes along Ginkaku-Ji Zerboni para
Shakuhachi, Shamisen e Koto
Para o conjunto Yonin no Kai, de
Tokyo
Obs.: versão para trio de cordas
como La Lune et les Flots (1989), e para flauta, viola e harpa como
Confidence des roseaux (2005)
Flexions hermétiques pour Suvini
Baudelaire, para voz feminina e Zerboni
violino
1990 Amen, para coro misto a cappella Suvini
em uníssono Zerboni
Puer Natus, moteto para soprano, Suvini
contralto e barítono Zerboni
Para Dominique et Alain Tapié pour
la naissance de leur fille Laure
Obs.: versão para flauta, oboé e
fagote como Motet (1995)
Suite de Cœur et de Pique para Suvini
clarinete violino, violoncelo e piano, Zerboni em seis movimentos
Para Fabrizio Cassol, Italo Calvino
(in memoriam), Denis, Valeri Bartholomé, Christophe Legast,
Hélène Pousseur, Georges Remy,
Jean-Louis Robert (in memoriam)
Leçons d’Enfer, teatro musical para Suvini dois atores, três cantores, clarinete, Zerboni sax alto, tuba, harpa, piano e dois
percussionistas, fitas magnéticas e
dispositivos eletracústicos ao vivo
Textos de Arthur Rimbaud e de
Michel Butor À memória de Arthur
Rimbaud
U oder E-Musik? Universal para quarteto de
p q
cordas
Para o 90º aniversário de Alfred
Schlee e da U. E.
1992 Song on Love’s Eternity para voz e
acompanhamento ad libitum Poema de Emily Dickinson
Para Linda Hirst, para um
casamento pastoral
Coups de Dés en Echo (pour Suvini ponctuer – au piano – le Silence de Zerboni John Cage)
Dichterliebesreigentraum, para Suvini soprano, barítono, dois pianos, coro Zerboni e orquestra
Para minha cara Théa
1993 Trois petits Caprices sur une Suvini
Mélodie populaire hongroise, para Zerboni
violino
Para György Ligeti por seus 75
anos
Tarot pérégrin para voz de baixo, CeBeDem
flauta, clarinete, clarone, violino,
violão e piano
Para Jacques Feuillie e ao NEC de
Rouen
Devise para quatro vozes mistas Para Isabelle, autora do texto, pelo
nascimento de Madeleine
Caprices de Saxicare, mobile Suvini concertante para saxofone alto e Zerboni
orquestra de câmara
1994 Suvini Aquarius-Mémorial (in memoriam
Karel Goeyvarts), em quatro
a e Goey a ts), e quat o
movimentos (adição da última peça: Zerboni 1999)
Para Frederic Rzewski, Jan
Caeyers, Mark Delaere e Madame
Jola Goeyvaerts
Le Sablier du Phœnix para Suvini
narrador, quinteto vocal e orquestra Zerboni de câmara
Colaboração com Michel Butor
Para o 400º aniversário da morte de
Roland de Lassus
1995 Triptyque des Septuajubilaires, para
dois violinos, viola e violoncelo, em
três movimentos
Para Pierre Boulez, György Kurtag
e Luciano Berio
1996 Zwei kleine Spinnereien über einem Suvini
Thema von Clara Wieck, para piano Zerboni
Rasche Fuge zur Sache Bach para quarteto de cordas
Para os 90 anos de Paul Sacher
Chaconne para violino Suvini
Para os 50 anos de Sigiswald Zerboni
Kuijken
Don Juan à Gnide ou les
Séductions de la Chasteté (Répons
III), teatro musical para ator, soprano, barítono, flauta, violino,
violoncelo, harpa, piano e projeções
luminosas
Para os 70 anos de Michel Butor
Textos de Michel Butor, Charles
Fourier, Charles Baudelaire e
François Couperin.
ç p
Duel de Capricares, móbile para Suvini
saxofone alto e piano Zerboni
1997 Suite du Massacre des Innocents, Suvini
para banda sinfônica e coro em Zerboni
uníssono ad libitum, em seis movimentos
Reflets d’Arc-en-Ciel para violino e Suvini piano Zerboni
Para Eric Sprogis e Jean Leber
La Guirlande de Pierre, grande ciclo de canções para soprano, barítono
e piano
Para Pierre Bartholomée por seus
60 anos
1999 Ombres enlacées para órgão Suvini
manualiter Zerboni
Les Métamorphoses de Marie- Suvini
Madeleine para coro misto, piano e Zerboni dois percussionistas
2000 Navigations para harpa, em três
movimentos
Para Francette Bartholomée, Lidia,
Irene Butor
Anneaux du Soleil para piano Suvini
Móbile dedicado a Pierre Boulez Zerboni
por seus 75 anos
Seize Paysages planétaires, música etno-eletroacústica em dezesseis
movimentos Studio Crossed Lines
Bruxelles
Obs.: há uma versão multimídia de
cinco movimentos em Voix et Vues
planétaires (2003/2004) e uma versão reduzida do conjunto em Un jour du monde en 280 minutes
(2002)
Jardinet avec Automates, Suvini
dezessete pequeninas peças para Zerboni piano
Para Luis de Pablo por seus 70 e
Bernard Dekaise por seus 50 anos
Obs.: versão para dois instrumentos
melódicos como Automates dans leur Jardinet
2001 Quatre Berceuses para voz solo ou Suvini
coro em uníssono Zerboni
Textos de Michel Butor
Eclipticare (ou les périples Suvini
constellés) para um, dois ou três Zerboni
instrumentos, envoltos ou não, cada
um, por um grupo instrumental
À memória de Yannis Xenakis
75 caractères d’un alphabet icaro- Suvini
mnémosynien, para violino (e viola), Zerboni trombone e piano, em três
movimentos (adição da última peça:
2004)
Para Michel Butor, György Kurtag e
Frederic Rzewski
2002 Aiguillages au Carrefour des Suvini
Immortels para orquestra de Zerboni
câmara
Para Pierre-Alain Monot e o Nouvel
Ensemble contemporain
Les Icare africains Suvini , para três vozes
femininas (ou infantis), coro infantil Zerboni
( )
(ou feminino) ad libitum e orquestra À memória de Yaguine et Fodé
2003 Arioso, monodia para voz feminina
Texto de Michel Butor
Rossignolade, micrópera para voz Suvini
feminina e clarinete Zerboni
À memória de Cathy Berberian e de
Luciano Berio
Litanie du Miel des Nuits hivernales Suvini para viola e piano Zerboni
Para Emile Cantor e Philippe
Terseleer
2004 Mínima sinfonia para quarteto de Suvini
cordas e voz feminina ad libitum Zerboni
Para Pierre Boulez em memória de
um dia de junho de 1951 (adição da
última peça: 2006)
2005 Il sogno di Leporello (Leporellos Suvini
Traum) para orquestra Zerboni
Para Hans Zender e à memória de
W. A. Mozart
Petit Mausolée ambulant (pour Suvini
honorer le nom de George Enesco), Zerboni para violoncelo e piano
Para Yvonne Timoianu et Alexandre
Preda
2006 L’Antre de la Nymphe para voz Suvini
feminina, flauta, clarinete Zerboni
violoncelo, piano e percussão
Texto de Michel Butor
Para Robert Wangermée por seus
85 anos
Huit petites Géométries para flauta,
u t pet tes Géo ét es pa a auta,
clarinete, violino, viola, violoncelo e Suvini dois percussionistas, em oito Zerboni movimentos
2007 Dépli et Configuration de l’Ombre Suvini
para arpeggione Zerboni Para Nicolas Deletaille, Marie-Jo e
Michel Butor
Auguri per i Lustri futuri para oboé, Suvini clarinete, percussão, piano, quinteto Zerboni de cordas
Para Mauro Ceccanti e seu
Contempoartensemble (Prato)
2009 Stèle à la mémoire de Pierre Suvini
Froidebise para clarinete Zerboni Obra inacabada, concluída por
Jean-Pierre Peuvion
Anexo C – Relação das obras de Willy Corrêa de
Oliveira (nascido em 1938)
1957 Tre canzonetti, para coro MS
(diversas formações)
Poemas de Geir Campos e
Carlos Drummond de Andrade
Dedicado ao Conjunto Coral de
Câmara
1958 Canção polifônica IV, para São Paulo:
soprano e piano Edusp/ Poema de Roldão Mendes Rosa ÁguaForte, Para Marta 2006 (revisão:
1992)
Petit chanson pour une douce MS dame jolie, para soprano e viola Poema de Guillaume de
Machault
1959 Introitus et fuga, para orquestra MS
Música para Marta, para MS orquestra de câmera (piccolo, english horn, trumpet, trombone,
vibraphone, celesta, Tam Tam,
piatti, bongos, tumbadora)
1960 Duas canções, para barítono e MS
conjunto de câmara (flauta,
trompete, bongos, celesta, alto e
cello)
Poemas de El Rei D. Diniz Para
Marta
Sinfonia – signos, para grande MS orquestra MS
1962 Um movimento, para coro misto MS
a cappella
Poema de Décio Pignatari
1965 Ouviver a música, para piano e MS
orquestra de câmara (cordas) “To my wife”
1967/ Kitsch, ciclo de cinco peças para São Paulo:
1968 piano Ricordi
Dedicatórias: para Paulo Affonso, Brasileira, “to my wife”, para Gilberto 1969 Mendes, para Suzana e Daniel e
“to whom it may concern”
1970 3 canções, para barítono e piano Ricordi, 1970
Poemas de Augusto de Campos,
Décio Pignatari e Haroldo de
Campos
In memoriam Arnold Schoenberg (n.1)
1971 Impromptu para Marta, para Ricordi, 1972
piano
LIFE: Madrigal, para coro misto a São Paulo: cappella Com-Arte,
Poema de Décio Pignatari 1971 Para os dez anos do Madrigal
Ars Viva, para Klaus Dieter Wolff
e Luis Heitor Corrêa de Azevedo
Und wozu Dichter in dürftiger MS Zeit?, duas canções para soprano, guitarra e quinteto de
cordas
Poemas de Haroldo de Campos
Dedicado ao Pro-Musica Köln
Prelúdio I, para piano MCA – SP,
1977
1972 Phantasiestück I, para viola, MS
trompa e trombone tenor/baixo
Para G. Olivier Toni com um
abraço (fortíssimo e crescendo)
Manuscrito (revisão: 1974)
Dois intermezzos, para piano Ricordi, 1973
Para Jorge Zulueta (n.1), In
memoriam Missin (n.2)
1973 Cicatristeza, para soprano solo MS
Poema de Augusto de Campos
Para Jacobo Romano
Phantasiestück II, para flauta, MS oboé, clarineta, trompa e fagote
Para Maria e Caio Pagano
Phantasiestück III, para violino, MS viola, cello, piano, trompa, trombone
Para Jota J. M. de Morais e A.
Gesang des Abends, para flauta Bloomington: solo Zalo Para Jean Noel Saghard Publications,
1979
Adagio, para orquestra Criadores do
Para Haydée e Carlos Eduardo Brasil, 2003
Prates
1974 Duo I, para flauta e violão MS (revisão:
Para Silvia e Clemente Portella 2003)
Claviharpsicravocembalochord, MS para cravo
Para Felipe Silvestre
1975 Prelúdio II, para piano MCA 1977
1976 La flamme d’une chandelle, para MS
flauta, oboé, clarineta, trompa,
piano, viola, violoncelo
Kyrie (in memoriam Klaus Dieter
y (
Wolff) São Paulo: , para coro misto
Texto litúrgico Para Celso Feliz Novas Metas,
Del Neri e Luiz Augusto Milanesi 1975
1977 3 Instantes, para piano MCA 1977
Memos, para soprano e MCA 1977
percussão (orquestra)
Poema de Augusto de Campos
Dedicada a Augusto e Haroldo
de Campos e Décio Pignatari
(memos por uma amizade)
Sursum corda: uma nênia, para São Paulo:
orquestra de cordas Ed. USPECA,
Dedicado ao Maestro Ronaldo 1978 Bologna
1978 Hipervolumen, para coro misto a São Paulo:
cappella Novas Metas,
Poema de Hector Olea 1980
Vyvyam a Cartesiana, para coro São Paulo: misto Novas Metas,
Poema de Florivaldo Menezes 1979
Exit, para soprano e percussão São Paulo:
Poema de Haroldo de Campos Novas Metas,
Dedicada ao Haroldo de 1979 Campos, como agradecimento
pela tradução dos Cantos do
Paraíso de Dante
Passos da Paixão, para coro Rio de Poema de Affonso Ávila Janeiro: Ed.
In memoriam Murilo Mendes MEC/Funarte,
1982
Concerto, para piano e orquestra MS Para Caio Pagano
Materiales, para soprano e
ate a es, pa a sop a o e
1980 São Paulo: percussão
Poema de Hector Olea Novas Metas,
Dedicada ao grupo Percussão 1980 Agora e ao “livro em progresso”
Seuleil de Hector Olea
Apocalipsis de Solentiname, para MS oboé solo
Para Ernesto Cardenal e Julio
Cortazar
1981 Cinco cantares por Diamantina, MS
cinco canções para barítono e
piano (1ª versão)
Poemas de Bertolt Brecht
1985 Cantata de aniversário para o MS
amigo Koelrreuter, para contralto e clarineta, em seis movimentos
(1ª versão)
Poemas de Bertolt Brecht
1986 Tengo que seguir cantando, para MS
soprano e piano (duas versões)
Poema de Rafael Alberti
Sete ou oito peças mais fáceis São Paulo:
(variações sobre “sapatinho Novas Metas,
branco”), para pian 1987
1987 Nove peças fáceis, para piano São Paulo:
(revisão: 2008, com a dedicatória Novas Metas, “Para o Dany”) 1987
1988 In memoriam Blas de Otero São Paulo:
(peça em estilo cursivo), para Novas Metas,
piano 1989
In memoriam Andrei Tarkowski São Paulo:
(peça em estilo cursivo), para Novas Metas,
piano 1989
Pequena peça Zen, para piano São Paulo:
Para Marta Novas Metas,
1989
1989 11 de Dezembro de 1988: um São Paulo:
cântico antigo, para piano Novas Metas,
1989
In memoriam Hanns Eisler: para São Paulo: o povo da DDR, estudo para Edusp/Água
piano Forte, 2006
Dedicado a José Eduardo
Martins por culpa sua
Recife, infância: espelhos, São Paulo:
dezesseis peças breves para Novas Metas,
piano 1989
1990 Hamlet, para coro misto MS
Poema de Boris Pasternak
Lendo Hamlet, para soprano e MS piano
Poema de Ana Akhmatova
Anna A., uma valsa: lendo São Paulo:
“Hamlet”, para piano Edusp/Água
(revisão: 1995) Forte, 2006
Estudo-retrato de Iago, para MS piano
Se fôssemos infinitos, para São Paulo:
soprano e piano (1ª versão) Edusp/Água
Poema de Bertolt Brecht Forte, 2006
L’eternel printemps, estudo para São Paulo: piano Edusp/Água
Forte, 2006
1991 2 acquarellas copiadas do MS
natural, duas peças para piano
MS
Fôssemos infinitos, para coro a cappella (2ª versão) Poema de Bertolt Brecht
Cantio ad laudem Sancti MS Francisci, para soprano e violino Poema de Rainer Maria Rilke
Para Claudio Giordano
Sanguine, duas peças para MS piano
Velhos hinos cantados de novo, São Paulo: doze peças para piano Edusp/Água
Forte, 2006
Lendo Thomas Wolfe, para piano MS (revisão: 1995)
Valse desde um quadro de São Paulo:
Orlando Marcucci, para piano Edusp/Água
Forte, 2006
1992 Trini, para piano MS
Ilustração para o casamento de MS Ivani e Orlando Marcucci, para piano (revisão: 2003)
Noite de Natal, para clarineta e São Paulo:
soprano Giordano, Poema de Joan Alavedra 1992 (In: Joan
Alavedra,
Poema do
Presépio)
1993 Caderno de desenho, quinze MS e PC
peças para piano
(adição da peça n.11: 2003)
Cantar de Magali, para piano MS Para Claudio Giordano
Giz-negro e gouache: Egon São Paulo:
Schiele, valsa para piano Edusp/Água
À Kartijn Friant Forte, 2006
Seis capítulos para cinco anéis MS Búdicos – para uma novela de
Hector Olea, para piano
Paisagem a nanquim, feita de MS memória, para piano Para Paulo Maldos e Maria Laura
Mazurca do cansaço e dos MS adeuses (collage), para piano
Que trata de España, cinco UFMG, Belo
peças para violão Horizonte, Agradeço a assistência 2003 (In: Per constante de Flávio Apro (com Musi nº 8)U sua guitarra em punho)
An die Nachgeborenen (in São Paulo:
memoriam Cornelius Cardew), Edusp/Água
cinco peças para piano Forte, 2006
Obs.: terceiro movimento (em revisão
publicado também em separado de 2003 – como Waltz ouvida através da nova revisão
neblina. da peça n.3:
2013)
1994 Pequena canção, para soprano e São Paulo:
piano Edusp/Água
Poema de Rainer Maria Rilke Forte, 2006
Com ilustrações de Franta São Paulo:
Richter, sete pequeninas peças Ed. para piano ComArte/USP,
Para o Dr. Ruy Yamanishi, com 1996 muitos agradecimentos
Água-tinta: Meu pai contava,
gua t ta eu pa co ta a,
MS
para piano
Água-tinta: Meu pai contava (2º MS estado), para piano
Água-tinta: Meu pai contava (3º MS (revisão:
estado), para piano a 4 mãos 2000) Para Heloísa e Amilcar Zani
1995 Realismo socialista, programa MS
para rádio
Não entres nessa noite MS acolhedora com doçura, espetáculo para dois pianistas,
ator, soprano, clarineta, luzes,
projetor de slides, tv, película
Água-tinta: Meu pai contava MS (prova do artista), para dois pianos
Para Marta (em 1º de maio de
1995)
Valsa da eterna primavera, para São Paulo: piano Edusp/Água
Forte, 2006
1996 Rua do Padre Inglês nº 154 São Paulo:
(estampa recifense), valsa para Edusp/Água
piano Forte, 2006
Para Thiago e Beatriz
1997 In memoriam Xaxim Nin, para MS
coro misto e flauta obligatto Poema de Rainer Maria Rilke
The Storm of Stars in The sky will São Paulo: Turn to Quiet (Marina Tsvetaeva: Edusp/Água “I know the truth”) Forte, 2006
Para Suzana e Daniel (homages
to Mike Figgis, Elizabeth Shue, Nicolas Cage, Sting, the crew)
Canções de Celan, três canções PC para contralto e piano (1ª versão)
Poemas de Paul Celan
Para Helô e Amilcar Zani (nº 2),
para Ênio Squeff (nº 3)
1998 Conté e toques de aquarela, para MS (revisão:
violoncelo e piano 2003) Para Alberto e Isabel Kanji
Ophelia in defence of the Queen, MS para soprano e piano
Poema de Marina Tsvetaeva
Para Martha Herr
A truta e o peixe-boi, quinteto em MS cinco aquários para violino, viola,
violoncelo, contrabaixo e piano
Instantâneos desde o peixe boi, PC seis snapshots para contrabaixo e piano
Para Gustavo Lange Fontes
1999 Miserere, ciclo de 21 peças para MS / PC
piano
Para Álvaro Guimarães (adição
da última peça: 2013)
Soneto de Maio, para soprano e São Paulo: piano Edusp/Água
Poema de Roldão Mendes Rosa Forte, 2006 Para Marta, quarenta anos mais
tarde
Viola azul, para viola PC Para Marcelo Jaffé
São Paulo:
Muros de pedra de Segóvia, para Edusp/Água soprano e piano Forte, 2006
Poema de Otoniel Santos Pereira
Para Françoise Vanhecke
Suíte para cello e basso, em três MS movimentos
In memoriam Sheretta (nº 1)
2000 Ave Maria, para dois sopranos MS
Texto litúrgico
In memoriam Philadelpho MS Menezes, para flauta doce soprano
Para Maurílio Silva Junior
Valsa, para soprano e piano PC Textos de diversos autores
Para Caratinga, Mauricio e
Thiago
Cartão de Natal, para coro misto PC Poema de João Cabral de Melo
Neto
Para Samuel Kerr
2001 Cantares por Diamantina, quatro São Paulo:
canções para soprano e piano Edusp/Água
(2ª versão) Forte, 2006
Poemas de Bertolt Brecht
A voz do canavial, para canto e MS jornal (1ª versão)
Poema de João Cabral de Melo
Neto
Dedicado a Cintia Pinheiro Alireti
Quarteto de cordas nº 1, em três MS movimentos, para dois violinos,
viola e violoncelo
viola e violoncelo
Rua Colômbia, 20, para soprano São Paulo: e piano Edusp/Água
Versos de Rainer Maria Rilke Forte, 2006
Para Marta, em 1º de maio de
2001
Evocação no Recife, para piano PC Para o Lucas (que está vindo):
uma estória de frevo
Cristal, para soprano e piano São Paulo:
Poema de Paul Celan Edusp/Água
Para Caroline e Mauricio Forte, 2006
Coral, para soprano e piano São Paulo:
Poema de Jorge Koshiyama Edusp/Água
In memoriam Yula Forte, 2006
Quarteto de cordas nº 2, para MS dois violinos, viola e violoncelo
Antífona (1ª versão), para São Paulo:
soprano e piano Edusp/Água
Poema de Jorge Koshiyama Forte, 2006
In memoriam Orlando Marcucci
Ricercata, para soprano e piano São Paulo: Poema de Jorge Edusp/Água
KoshiyamaRicercata, para Forte, 2006
soprano e piano
Poema de Jorge Koshiyama
O Capibaribe, para soprano e São Paulo:
piano Edusp/Água
Fragmento de um poema de Forte, 2006
João Cabral de Melo Neto
Solitude, para trompete solo MS Para Jezreel Silas da Silva
Em teu crespo jardim, anêmonas MS
j
castanhas, para soprano solo (1ª versão)
Poema de Carlos Drummond de
Andrade
Vislumbres, para soprano e São Paulo:
piano Edusp/Água
Poema de Jorge Koshiyama Forte, 2006
2002 Valsa no fim do ano, para piano São Paulo:
Para Lilian Tonella Edusp/Água
Forte, 2006
Canções de Celan, três canções São Paulo: para soprano e piano (versão Edusp/Água
para Caroline) Forte, 2006
Poemas de Paul Celan Para
Helô e Amilcar Zani (nº 2), para
Ênio Squeff (nº 3)
Noturno em torno de uma deusa São Paulo: nua, para piano Edusp/Água
Para Bruno Monteiro, Forte, 2006
devidamente
Janelas, para soprano e piano São Paulo:
Poema de João Cabral de Melo Edusp/Água Neto Forte, 2006
Para Caroline De Comi
Suíte para cello MS desacompanhado, para violoncelo, em três movimentos
Readymade I, achado para PC soprano e piano
Poema de Manoel Francisco
Neder
Infância (1ª versão), para São Paulo:
soprano e piano
soprano e piano
Edusp/Água
Poema de João Cabral de Melo Forte, 2006 Neto
Infância (2ª versão), para São Paulo:
soprano e piano Edusp/Água
Poema de João Cabral de Melo Forte, 2006 Neto
2003 Infância (3ª versão), para São Paulo:
soprano e piano Edusp/Água
Poema de João Cabral de Melo Forte, 2006 Neto
Lluvia, para soprano e piano São Paulo:
Poema de Manoel Altolaguirre Edusp/Água
Forte, 2006
Madrigale: In my Craft or Sullen MS Art, para dois sopranos, barítono, flauta, violão, piano e percussão
Poema de Dylan Thomas
Dedicado ao Núcleo Hespérides
Un lis pour Elise, para violino e PC piano
Song, para voz e piano São Paulo:
Poema de Seamus Heaney Edusp/Água
Forte, 2006
2004 Canto de Paulo, para soprano e MS
piano
Textos do Novo Testamento
Ao Ênio Squeff, pelo grande
mural!
Caderno de canções com MS percussão, nove canções para soprano e percussão
Poemas de Bertolt Brecht, Paul
Celan Carlos Ávila Florivaldo
Celan, Carlos Ávila, Florivaldo
Menezes, Carlos Drummond de
Andrade, Jorge Koshiyama, João
Cabral de Melo Neto e textos do
Novo Testamento.
Dedicatórias: ao Joaquim Abreu,
aos queridos amigos Caratinga e
Lauren
Obs.: inclui a 2ª versão de Canto de Paulo (Paulus Apostolus), Em teu crespo jardim, Antífona e A voz do canavial.
Cantata de aniversário para o MS amigo Koelrreuter, para soprano e clarineta, em seis movimentos
(2ª versão)
Poemas de Bertolt Brecht
2005 In memoriam Xaxim Nin, para PC
coro misto e oboé obligato (2ª versão)
Poema de Rainer Maria Rilke
Ao grande Samuel Kerr
L’art d’être grand-père, vinte PC peças para piano
Para o Lucas pelo dia 13 de
junho de 2005
L’art d’être grand-père (ainda PC outro caderninho), dezoito peças para piano
Quattro arie per per clarinetto MS / PC
basso, para clarone solo (e clarinetto piccolo em mi♭)
3 Duetti, para soprano, PC mezzosoprano e piano
Poemas de Emily Dickinson
Para Adriana Clis, Gabriela Pace
e Gilberto Tinetti
2006 Ophelia, cena dramática para MS
soprano solo, crótalos
executados pela cantora,
elementos cenográficos e difusão
de 1 CD fornecido pelo autor
Libreto do compositor a partir de
poemas de Marina Tsvetaeva e
Anna Akhmatova
Para Martha Herr
Álbum de bagatelas, dezesseis PC
peças para orquestra
Entre as dedicatórias, in memoriam: Giorgio Morandi, Michelangelo Antonioni, Ingmar
Bergman, Alberto Giacometti
(última adição: 2012, incluindo
uma peça para soprano e
orquestra sobre poema de Nazim
Hikmet)
Piccolo brano per l’amico Pietro, MS para piano
2007 Preludio de Sonia Rubinsky, para MS
piano
Glosas sobre o Hino Nacional PC
Brasileiro, para piano Em memória das vítimas da
odienta ditadura militar de 1964
In memoriam Mompou, para PC
soprano e piano
Melodia tradicional catalã
Para Caroline, com certeza
Para Tuana, para piano MS
Para o Mestrinho, para piano MS
2008 Crisálida, para soprano e piano PC
Poema de Affonso Ávila
In memoriam Laís Corrêa de Araújo
Petite Valse de Lucas (d’après PC
Francis Kleynjans), para piano (última revisão: 2012)
Prefácio ao livro “Na prisão”, de PC
Egon Schiele, para piano Para Marcelo Martorelli Vessoni
Oráculo, para tenor e violão PC
Poema de Donizete Galvão
2009 Madrigale II: An Walter Benjamin, PC
der sich auf der Flucht vor Hitler
entleibte, para barítono, duas sopranos, flauta (do, sol,
ottavino), piano, violão, percussão
Poema de Bertolt Brecht
Para o Núcleo Hespérides,
novamente, com imenso carinho
Allgemeine Periodik (In PC
memoriam Henri Pousseur), para violino
Para Simona Cavuoto
In memoriam W. B., para PC
soprano e piano
Poema de Bertolt Brecht
Para Caroline e Maurício
Oráculo para soprano e violão
Oráculo, para soprano e violão
PC
Poema de Donizete Galvão
A pedido de Caroline
Oráculo, para soprano e violão PC
(2ª versão)
Poema de Donizete Galvão
A pedido de Caroline
Modelos para armar, para piano MS Para Marta, em 26 de junho de
2009
2010 Em Lisboa, para piano (1ª PC
versão)
Em Lisboa, para piano (2ª PC
versão)
¡Oh, este viejo y roto víolin!, para MS violino
2011 Arya per Yara, para violino MS
Poema 3, para soprano e piano PC Poema de Alexandre Barbosa de
Souza
Capital da dor, para soprano e MS
piano
Poema de Alexandre Barbosa de
Souza
Para Marta, em 1º de maio, velha
fotografia do artista quando
jovem
Uma porta, para soprano e piano PC Poema de Alexandre Barbosa de
Souza
Infância (cena dramática) PC , para
soprano e piano
Poema de João Cabral de Melo
Neto
Lucas em agosto, estudo n.4 MS
para piano
Obs.: também integra o Miserere
Petite Valse de Lucas, para PC
piano (2ª versão)
2012 La prima vez, para piano PC
Para Suzy
5 Cânticos, para soprano e PC
violoncelo
Poemas de Ruy Proença
Para Lolô e Tecris, com carinho
Tango, para soprano e guitarra PC
Poema de Donizete Galvão
Para Caroline De Comi
Uso, para soprano e guitarra PC
Poema de Donizete Galvão
Night Windows, para soprano e PC
guitarra
Poema de Donizete Galvão
Os olhos de Analivia, para PC
soprano e guitarra
Poema de Donizete Galvão
Musa, para voz e dois seixos PC
Poema de Alexandre Barbosa de
Souza
Sem título, para soprano e piano PC Poema de Alexandre Barbosa de
Souza
Noche para soprano e guitarra
Noche, para soprano e guitarra
2013 PC
Poema de Federico García Lorca
À Caroline e ao Gilson
Cantar, para soprano e guitarra PC Poema de Alexandre Barbosa de
Souza
A noite entre paredes brancas, PC
para soprano e guitarra
Poema de Alexandre Barbosa de
Souza
Rasgos, para soprano e guitarra PC Poema de Federico García Lorca
Para Mauricio e Caroline
El silencio, para soprano e MS
silêncios
Poema de Federico García Lorca
Flor, para soprano e guitarra PC
Poema de Federico García Lorca
Ao Thales, recém-vindo
Replica, para soprano e piano MS
Poema de Federico García Lorca
Para Gilberto Mendes
Nove gravuras, para guitarra PC
Dedicadas a Gilson
AntunesNove gravuras, para guitarra Dedicadas a Gilson
Antunes
2014 3+7 Haikais, para soprano e PC
piano
Poemas de Bashô, Shosei, Issa,
Ryota, Buson, Chiyo, Shiki.
Dedicatórias: para o Toni, para o
Mestre Yutaka, para Dr. Ruy
Y i hi
Yamanishi
4 Hommage au sauvage: un portrait d’Henri Pousseur (Lohlé; Hinant, 2005).