Transtorno de déficit de atenção e hiperatividade: diagnóstico e prática pedagógica

Capítulo IVA Atenção na Escola

Capítulo IV

A atenção na escola

 

Introdução

Neste capítulo apresentamos os procedimentos metodológicos para a coleta de dados em quatro escolas municipais da cidade de Maringá, no período compreendido entre novembro e dezembro de 2010 e fevereiro de 2011. Utilizamos como técnicas de coletas de informações, observações em sala (roteiro no corpo do texto) e entrevista semiestruturada (anexo), realizada com os pais e professores dos alunos selecionados com diagnóstico de TDAH.

Por se caracterizar como pesquisa qualitativa, com fundamentos materialistas e dialéticos, consideramos essenciais os modos de produção e as relações estabelecidas entre os homens, e concordamos com Triviños (1987), quando refere que estas dimensões são a base para a constituição da personalidade, das funções psíquicas e para a compreensão dos problemas e situações que perpassam a existência humana.

Essa abordagem, de acordo com Triviños (1987, p. 128), considera o meio “[…] como uma realidade mais ampla e complexa, distinguindo nela uma base, ou infra-estrutura e uma superestrutura. Ambas as realidades, dialeticamente, relacionam-se e influenciam-se, transformando-se mutuamente […]”. Privilegiam-se, assim, os fatores econômicos, mas, ao mesmo tempo, atribui-se significado à política, à religião, à ciência e aos demais aspectos que compõem a essência humana.

Nessa perspectiva, é essencial desenvolver e manter uma visão ampla da realidade em que seu objeto de estudo está inserido. Para isso, deve-se partir da aparência para conhecer a essência, a qual será desvelada ao se compreender seus significados na prática social. No processo de pesquisa, o pesquisador precisa buscar as origens do fenômeno, suas relações e suas consequências para a vida dos homens.

No espaço escolar observamos a prática pedagógica do professor, ouvimos os relatos dos pais e dos professores das crianças selecionadas para o estudo; debruçamo-nos em clássicos e em demais produções científicas com o objetivo de compreender nosso objeto de estudo: as implicações do diagnóstico de TDAH na prática pedagógica do professor.

São descritos desde os primeiros contatos com a Secretaria Municipal de Educação para a autorização da pesquisa nas escolas até a coleta de dados por meio das observações e entrevistas com os pais e os professores.

 

O processo e suas diretrizes: caminhos

percorridos na pesquisa de campo

Os participantes desta pesquisa são alunos da 1ª a 4ª série (em processo de transição para o ensino de nove anos – o que corresponde - 1º ao 5º ano) do ensino fundamental de escolas municipais de Maringá, diagnosticados com problemas de atenção, especificamente caracterizado por Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade.

Inicialmente, entramos em contato com a Secretaria Municipal de Educação e solicitamos a autorização para a realização da pesquisa. A gerente responsável pela liberação informou-nos que a Secretária de Educação (em exercício) havia autorizado, entretanto cada escola, representada pela Direção, estaria livre para aceitar ou não a realização da pesquisa. Foi-nos entregue a relação das escolas municipais, com seus respectivos endereços, números de telefone e nome das Diretoras.

Escolhemos aleatoriamente algumas escolas e entramos em contato, por telefone; algumas diretoras se recusaram a participar da pesquisa, alegando o grande número de estagiários de várias áreas atuando na escola. Conseguimos a autorização de quatro escolas para a realização da pesquisa, a qual teve início após a aprovação pelo Comitê de Ética, atendendo à Resolução 196/96. Foi agendada uma reunião com a direção e a equipe pedagógica de cada uma das quatro escolas para a apresentação do objetivo da pesquisa e para a definição de horários para a coleta inicial dos dados. Com a definição dos dias e horários, a equipe pedagógica (orientadora e/ou supervisora educacional) disponibilizou os documentos para a caracterização da escola e, em um segundo momento, foi realizado o levantamento dos alunos com problemas de atenção.

Os dados foram extraídos das pastas dos alunos que apresentavam avaliação psico educacional e neurológica, fichas individuais, fichas dos conselhos de classe e fichas de encaminhamento dos alunos para a avaliação psico educacional e/ou neurológica, indicadas pela equipe pedagógica da escola. Algumas escolas possuíam pastas com relatórios dos alunos nos quais foram identificadas as seguintes informações: motivo do encaminhamento, avaliação psico educacional ou neurológica, data da avaliação, encaminhamento paras as especialidades (psicologia, fonoaudiologia, otorrinolaringologia, terapia ocupacional e psicopedagogia) e a indicação de atendimento educacional especializado.

Após o levantamento dos alunos com a queixa de problemas de atenção, selecionamos, junto com a supervisora, a turma com maior número de alunos com diagnóstico de TDAH e que fazem uso de medicamento, para que fossem realizadas as observações. Em cada escola foram selecionadas duas turmas e, em cada turma um aluno, perfazendo o total de oito crianças participantes da pesquisa.

Antes de iniciarmos as observações, aconteceu, em cada escola, uma reunião da qual participaram a pesquisadora, a supervisora e as professoras das turmas selecionadas. Apresentamos o projeto da pesquisa e seus objetivos, informamos que seriam realizadas algumas observações e, posteriormente, faríamos uma entrevista semiestruturada. Iniciamos as observações somente depois da autorização das professoras e dos responsáveis pelos alunos selecionados.

Destacamos no quadro a seguir o nome fictício dos alunos, professores e mães, os quais serão utilizados no capítulo seguinte, a idade e a turma que cada aluno frequentava no período da pesquisa.

Quadro 1 – Alunos com problemas de atenção selecionados para a

pesquisa

Escola Nome do Idade Turma Professora Mãe

aluno33

Escola Camila 08 3ª Professora Mãe

Municipal Bia anos série I A

Colombo34 10 4º Professora Mãe

anos série II B

Escola Gustavo 06 1º ano Professora Mãe

Municipal Taís anos 2º ano III C

Cerro Azul 08 Professora Mãe

anos IV D

Escola Leo 07 2º ano Professora Mãe

Municipal Willian anos 4º ano V E

Mandacaru 10 Professora Mãe

anos VI F

Escola José 08 2º ano Professora Mãe

Municipal Mário anos 4º ano VII G

Paraná 10 Professora Mãe

anos VIII H

Fonte: As autoras

A coleta de dados evidenciou que todos os alunos selecionados apresentam diagnóstico de TDAH com predomínio do déficit de atenção e usam metilfenitado, medicamento popularmente conhecido por Ritalina.

Mediante a seleção, as supervisoras entraram em contato com os responsáveis por esses alunos; alguns, por telefone, outros, pessoalmente, e agendaram as reuniões, que tiveram por objetivo: solicitar a autorização para a realização da pesquisa que incluiria a realização de observações em sala de aula e no horário do intervalo das aulas; e a participação dos pais em uma entrevista semiestruturada (em anexo), referente ao desenvolvimento, trajeto escolar e aspectos envolvendo os problemas de atenção da criança. Para tanto, foram explicados os objetivos da pesquisa e informado que este estudo havia sido aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa envolvendo Seres Humanos, da Universidade Estadual de Maringá –

Com a aprovação do projeto pelo Comitê de Ética da UEM, e após as famílias e professores terem assinado o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, foram iniciadas as observações e, posteriormente as entrevistas com os pais e professores das crianças selecionadas.

A coleta de dados estava programada para os meses de setembro a dezembro de 2010. Entretanto, devido à demora nos trâmites do projeto, os dados foram colhidos no período de novembro de 2010 e março de 2011.

Apresentamos a seguir o cronograma das observações das turmas selecionadas. Mais uma vez observamos que os nomes das escolas são fictícios.

Quadro 2 – Cronograma das observações das turmas selecionadas

Escola Data Nº. de Dias da Horário

alunos semana

Escola 03, 08, 10, 2 Segunda-07h30min

Municipal 22, 24/11 e feira e às Colombo 01/12/2010 quarta-11h30min

feira

Escola 09, 18, 19, 2 Quinta-13h30min

Municipal 25/11 e 02, feira e às

Cerro Azul 03/12/2010 sexta- 17h10min

feira

Escola 01, 04, 11, 2 Segunda-07h30min

Municipal 14/02 18,21 e feira e às

Mandacaru 25/03/2011 sexta- 11h30min

feira

Escola 04, 07, 11, 2 Terça- 13h30min

Municipal 14/02 18,21 e feira e às

Paraná 25/03/2011 sexta- 17h10min

feira

Fonte: As autoras

Foram realizadas seis observações em cada escola. Para a escolha das datas foram utilizados os seguintes critérios: a presença da professora titular na sala e não ser dia das aulas de Artes e Educação Física. O objetivo foi verificar a atenção do aluno, o interesse, a participação e os comportamentos mediante atividades envolvendo os conteúdos de português e matemática.

Cada observação teve duas horas de duração. Foram observados seis dias em cada turma perfazendo o total de 24 horas em cada escola, compondo um total geral de 106 horas de observação. Os horários das observações foram intercalados: em um dia, era observada a turma antes do horário do lanche, no outro dia, esta turma era observada após o lanche. Este procedimento foi adotado para observarmos se o aluno apresentava comportamento diferenciado entre o início e fim do período de aula.

O quadro a seguir apresenta o número e o mês em que as observações foram realizadas em cada escola.

Quadro 3 – Observações realizadas

Mês Escola Escola Escola Escola

Municipal Municipal Municipal Municipal

Colombo Cerro Mandacaru Paraná

Azul

Novembro 5 5 - -

2010

Dezembro 1 1 - -

2010

Fevereiro - - 4 4

2011

Março - - 2 2

2011

Total 6 6 6 6

Fonte: As autoras

Além das observações, em cada escola foi realizada a coleta de dados referentes à caracterização das escolas e levantamento dos alunos com déficit de atenção, especificamente TDAH. Para esse trabalho foram dedicados três dias para cada escola e as sessões de coleta duraram três horas, totalizando 36 horas para essa etapa do estudo.

Entre as técnicas empregadas em pesquisa social, Soriano (2004) apresenta a observação ordinária, a qual se caracteriza pelo fato de o pesquisador encontrar-se fora do grupo estudado, ou seja, não participar do cotidiano do referido grupo. A pesquisadora participou de seis aulas em cada turma, e de um conselho escolar, não se envolvendo e nem interferindo na dinâmica da turma.

Segundo o autor, a técnica de observação exige um guia específico com o objetivo de coletar informações úteis e relevantes à problemática estudada. Com este objetivo, definimos os seguintes pontos norteadores das observações, a fim de direcionar os registros em sala de aula:

Aluno

Tempo que permanece com a atenção direcionada à atividade; Tempo que a turma permanece com a atenção direcionada à atividade;

Comportamentos apresentados pelo aluno durante a aula (solicitação do professor, participação em sala, conversas paralelas, disperso);

Realização e conclusão de todas as atividades propostas pelo professor;

Interação com os colegas.

Prática pedagógica

Atividade(s) desenvolvida (s);

Tempo utilizado em cada atividade;

Organização do conteúdo (planejamento, e intencionalidade das atividades);

Materiais utilizados;

Postura do professor (permissivo, autoritário, compreensivo, diretivo) referente ao aluno observado.

Concluídas as observações, as supervisoras entraram em contato com os pais das crianças que fizeram parte da amostra para o agendamento das entrevistas, respeitando dias e horários de disponibilidade, anteriormente apresentados, no quadro 3. As entrevistas, cujo roteiro consta nos anexos deste trabalho, foram gravadas com a autorização dos entrevistados e, após as transcrições, foram submetidas à apreciação para que os entrevistados tomassem ciência e anuência. Esse procedimento também foi adotado com os professores.

Quadro 4 – Cronograma das entrevistas realizadas com os

responsáveis

Escola Nome Data Horário

Escola Municipal Colombo Mãe A 07/12/10 13h15min

Mãe B 07/12/10 15h00min

Escola Municipal Cerro Mãe C 07/12/ 07h30min

Azul Mãe D 10 10h30min

07/12/10

Escola Municipal Mãe E 10/04/11 15h00min

Mandacaru Mãe F 06/04/11 13h30min

Escola Municipal Paraná Mãe 27/04/11 13h20min

G 06/04/11 13h20min

Mãe H

Fonte: As autoras

No mesmo período foram agendadas e realizadas as entrevistas semiestruturadas com as professoras, no horário da hora-atividade de cada uma delas. O objetivo foi conhecer como estavam a aprendizagem e o desenvolvimento do aluno, qual o conhecimento acerca dos problemas de atenção apresentados pela criança e como o professor organizava sua prática pedagógica. Os dias e

horários são apresentados no Quadro 5, a seguir:

Quadro 5 – Cronograma das entrevistas com os professores

Escola Nome Data Horário

Escola Municipal Professora I 07/12/10 14h00min

Colombo Professora 10/12/10 15h:30min

II

Escola Municipal Professora 07/12/ 09h00min

Cerro Azul III 10 07h:40mim

Professora 08/12/10

IV

Escola Municipal Professora 8/04/11 08h00min

Mandacaru V 06/04/11 15h00min

Professora

VI

Escola Municipal Professora 14/04/11 07h:40 min

Paraná VII 13/04/11 08h00min

Professora

VIII

Fonte: As autoras

Dentre as professoras entrevistadas, sete são formadas em Pedagogia (entre elas, uma com formação em Psicologia também) e outra em Letras. Duas são especialistas em Psicopedagogia; três, em Administração e Supervisão; uma, em Educação Infantil, Educação Especial e Artes Visuais; uma, em Educação Especial e Gestão Escolar e uma, em Didática. Duas são apenas graduadas. A faixa etária está situada entre 28 e 49 anos e o tempo de atuação no ensino fundamental é de um a 29 anos.

 

A pesquisa nas escolas

Com o objetivo de apresentar o universo de nossa pesquisa, caracterizamos as escolas pesquisadas com suas peculiaridades e semelhanças, espaço rico e fundamental àqueles que buscam compreender as nuances entre teoria e prática. Na sequência, apresentamos alguns dados coletados referentes ao número de alunos com diagnósticos de neurologistas, fazendo uso de medicamentos e encaminhados para a avaliação neurológica.

O Quadro 6 demonstra a modalidade de ensino, o número de professores e funcionários, os recursos físicos e equipamentos das escolas pesquisadas.

Quadro 6 – Informações gerais referentes às escolas pesquisadas

Modalidade Corpo Recursos físicos Equipamentos

de ensino docente e

funcionários

Escola Municipal

Colombo

1ª à 4ª série 10 salas de aula, Jogos e 1º ao 5º biblioteca, sala de pedagógicos, ano; Sala recursos, sala dos blocos lógicos, de professores, sala geoplano, Recursos; multiuso, sala de material Educação informática, dourado, de jovens e refeitório, cozinha, material para adultos. secretaria, 4 práticas

sanitários(femininos esportivas e e masculinos), 2 artísticas, sanitários globo terrestre,

adaptados, mapas, sanitário adaptado bandeiras, e comum para microscópio, professores, torso, 2 plataforma televisões, elevatória, vídeo cassete,

almoxarifado, 3 1 microfone, 2

depósitos, cozinha, DVD, 2 pátio e externo aparelhos de cobertos. som, 3

computadores,

retroprojetor,

projetor de

slides,

duplicador a

álcool, acervo

de literatura

infantil e

específica.

Escola Municipal Cerro Azul

1ª à 4ª série 16 10 salas de aula, Computadores, e 1º ao 5º professores, sala de arte, sala 2 retroprojetor, ano, 1 professor de educação física, aparelho de Educação de artes, sala AEE, sala de som, 4 Especial, apoio, sala aparelhos de 1 professor

Sala de multiuso, ambiente som portáteis, de educação

Recursos. informatizado, sala 2 caixas de física,

1 professor de professores, som, de apoio sala da direção, da microfone, permanente, orientação, da vídeo cassete,

1 professor supervisão, DVD, telefone,

 

auxiliares, pátio coberto, 4 impressoras, quadra coberta, 31 1 diretora, parque ecológico, 2 ventiladores, 1supervisora almoxarifados, 2 geladeira, e sanitários freezer 1 (masculino e 2 secretaria, 5 suporte refeitório, cozinha, álcool em gel, professores de AEE, biblioteca, 5 bebedouros,

orientadora. feminino), 2 horizontal, freezer vertical,

1 secretária, sanitários micro-ondas,

1 cozinheira, adaptados e 2 máquina de

1 auxiliar de sanitários para lavar roupas,

cozinha, professores. tanquinho, 4 serviços materiais gerais e 1 pedagógicos e

caseiro livros didáticos.

Escola Municipal Mandacaru

1ª à 4ª série 30 Diretoria, salas da DVD, vídeo e 1º ao 5º professores, orientação, cassete, ano e supervisão, televisores,

Educação 1 professores, aparelhos de Especial. supervisora, biblioteca, cozinha, som, caixa de

1 diretora e 1 depósito de amplificação,

orientadora. alimentos, 13 salas microfones, 2 secretárias, de aula, sala de retro projetor,

1 professora vídeo, pátio computadores,

responsável coberto, 2 impressoras,

pela sanitários livros didáticos

biblioteca, adaptados e 4 e literários, 7 auxiliares sanitários comuns revistas, de serviços (masculino e jornais, gerais feminino), 2 dicionários,

sanitários para Atlas professores, 1 para geográficos, os auxiliares de mapas serviços gerais e geográficos, 2

merendeiras, globos parque infantil, terrestres, ginásio de esportes jogos com quadra pedagógicos,

esportiva torso, fitas de

polivalente, vídeo, fitas vestiários, cassete, CDs,

sanitários, armários, almoxarifados e estantes, salão de jogos. cadeiras,

carteiras,

mesas,

escrivaninhas,

2 geladeiras, 2

freezer, forno

micro-ondas,

bebedouros,

ventiladores,

máquinas

fotográficas e

baú.

Escola Municipal Paraná

1º ao 5º ano 11 salas de aulas, Bancadas, 15 e Educação pátio coberto, computadores Especial. secretaria, sala da

direção, da

orientação e da

supervisão,

biblioteca,

almoxarifado,

Ambiente

Informatizado, sala

multiuso, sala de

apoio, sanitários

masculinos e

femininos comuns e

adaptados, sala de

professores com

sanitários, cozinha,

despensa, área de

serviço e central de

gás, Ginásio de

esportes com

quadra

poliesportiva.

Fonte: As autoras

Escola Municipal Colombo

A escola Municipal Colombo está localizada na região central de Maringá e foi fundada na década de 1950, quando os imigrantes começaram a povoar a região e instalaram no local uma serraria que trouxe trabalhadores para a região, tornando necessário atender aos colonos das fazendas do município.

A área destinada à escola é de 1878m², cujo terreno foi doado ao Governo do Estado do Paraná pela Companhia de Melhoramentos do Norte do Paraná. A escola foi fundada em 1956, com o nome de Grupo Escolar, por meio do Decreto n. 7457 de 29 de março de 1962.

A homologação para o funcionamento do ensino noturno aconteceu via aprovação do Plano de Implantação, n. 321-74, havendo a interrupção temporária por meio da Resolução n. 473-91, de 07-02-1991, no que se refere ao ensino de 5ª à 8ª série. Em 2007, foi municipalizada e passou a ser administrada pela Secretaria de Educação do Município.

De acordo com a Deliberação n. 03-07 do Conselho Estadual de Educação, Artigo 1º, a implementação progressiva do ensino fundamental de nove anos no sistema de ensino do Paraná estava prevista para o ano de 2010, podendo as mantenedoras ofertar simultaneamente o ensino de 1ª à 4ª série, no ensino de oito anos e o anterior deveria ser excluído progressivamente.

Apresentamos no Quadro 7, as turmas de 1ª à 4ª série do ensino fundamental, foco de nossa pesquisa.

Quadro 7 – Série, turno, número de turmas e quantidade de alunos

Série Turno Turma No. de No. de

alunos turmas

3ª série Manhã A 31 1

3ª serie Tarde B-C 62 2

4ª serie Manhã A-B 68 2

4ª serie Tarde C-D 57 2

Total 218 7

Ensino 1- 5 ano

fund. ciclo

1º ano do 1º Manhã A-B 24- 23 2

ciclo

1º ano do 1º Tarde C - D 24- 24 2

ciclo

2º ano do 2º Manhã A-B-C 26-26-26 3

ciclo

2º ano do 2º Tarde D-E 24- 23 2

ciclo

Ens.fund.1-

5ano

3º ano Manhã A-B 28-30 2

3º ano Tarde C-D 31-30 2

Total 119 4

Total 337 31 geral

Fonte: As autoras

A escola foi reformada no ano de 2008 e dispõe de instalações adequadas para a Direção, Secretaria, Orientação Educacional e Sala dos professores. Por não ter quadra esportiva para a prática de educação física, as aulas dessa disciplina são realizadas na quadra da Igreja. Este espaço foi construído com a colaboração dos pais, da prefeitura e da comunidade.

Escola Municipal Cerro Azul

Em razão da mudança de uma Escola Estadual para um novo prédio, no final de 1979, e com a sua transformação em escola de 5ª à 8ª série, os alunos de 1ª à 4ª série foram obrigados a efetuar matrícula em outras escolas. Mediante as solicitações feitas pelas famílias e encaminhadas por um vereador ao prefeito deste Governo do Estado, o governador autorizou o funcionamento de uma escola de 1ª à 4ª série para atender às crianças daquela localidade e dos bairros periféricos. Em abril de 1980, passou a funcionar no antigo prédio da escola estadual a Escola Cerro Azul, ensino de 1º grau, acrescentando, em 1998, de acordo com a LDB 9394/96, Deliberação 003/98 da Secretaria de Estado da Educação, o título Municipal ao seu nome. Atualmente é chamada Escola Municipal Cerro Azul – Ensino Fundamental Primeiro Segmento – 1º e 2º ciclos e desenvolve os projetos Mais Educação, Escola de Trânsito e Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (PROERD).

Apresentamos a seguir, no Quadro 8, as turmas de 1ª à 4ª série do ensino fundamental, foco de nossa pesquisa.

Quadro 8 – Série, turno, turmas e quantidade de alunos

Série Turno Turma No. de No. de

alunos turmas

1ª ano Manhã A 29 1

2ª ano Manhã A 26 1

3ª ano e 3ª Manhã A/A 55 2

série

4ª série Manhã A 32 1

Total 142 5

1º ano Tarde B 30 1

2º ano Tarde B 28 1

3º ano e 3ª Tarde B 61 2

série

4ª série Tarde B 28 1

Total 147 5

Total 289 10 geral

Fonte: As autoras

Mediante os dados obtidos por meio da pesquisa socioeconômica realizada em 2007, constatou-se que a maioria dos alunos pertence a famílias de baixa renda, são filhos dos trabalhadores do comércio e trabalhadoras domésticas.

Quanto à questão cultural, demonstraram nível médio-baixo em relação à leitura, considerando que alguns pais relataram que a leitura não é prática constante na vida das crianças. A grande maioria das famílias não tem acesso a atividades de lazer como cinema, teatro e viagens. A maior parte dos alunos vai a pé para a escola; alguns utilizam o ônibus; uma minoria usa transporte particular.

Escola Municipal Mandacaru

A escola Municipal Mandacaru – Educação Infantil e Ensino Fundamental, pertence à rede municipal de ensino de foi criada pelo Decreto no 316/96. Está localizada no município de Maringá, e foi inaugurada em 18/09/1996, pelo prefeito em exercício, mas só começou a funcionar em fevereiro do ano de 1997, na gestão do prefeito do mandato seguinte. Esse estabelecimento passou a ser norteado por um Regimento Escolar próprio, aprovado pelo Parece n. 110/96 do NRE de Maringá e passou a denominar-se Escola Municipal Mandacaru – Ensino Pré-escolar e de 1º Grau.

Por meio da Resolução n. 4737/96, a SEED autorizou o funcionamento do curso de Educação Infantil, com oferta do Jardim III. E pela Resolução no 4705/96, autorizou o funcionamento de ensino de 1ª à 4ª série, pelo prazo de dois anos, a partir do início do ano letivo de 1997.

Em 1998, procurando se adequar a determinações da nova LDBEN, passa a se chamar Escola Municipal Mandacaru – Educação Infantil e Ensino Fundamental, de acordo com a Resolução n. 3120/98, de 11/09/1999. Em virtude do processo de municipalização no ensino fundamental (LDB) a escola recebeu gradativamente alunos de uma Escola Estadual próxima, a partir do ano de 1998. Em 2000, começou a oferecer atendimento à Educação Especial, pela Resolução nº 662/91. Em 2003, foi construído o ginásio de esportes coberto, com quadra polivalente, salão de jogos, sala de apoio, almoxarifado, vestiários e sanitários.

O PROERDE, Projeto Contra a Violência e Contra o Uso de Drogas, da Polícia Militar, começou a funcionar com as quartas séries, em 2004, tendo continuidade nos anos seguintes. Em 2006, foi implantando o projeto de xadrez na escola, em todas as terceiras séries, continuando em 2007 apenas em duas turmas. Em 2006, iniciou-se o Projeto de Teatro para a Qualidade de Vida, da Secretaria da Cultura, com os alunos do período da tarde; ambos os projetos foram extintos posteriormente. No ano de 2005, foi criada a Sala de Recursos para o atendimento de alunos com dificuldades de aprendizagem; em 2006, foi implantado no ensino noturno a Educação de Jovens e Adultos de 1ª à 4ª série, em 2007, o prédio foi cedido ao Estado para uma turma de CEBEJA, de 5ª à 8ª série, modalidades de ensino ofertadas até o momento.

O Projeto de Informática foi implantado na escola em 2002 e contava com cinco microcomputadores; em 2003, recebeu mais três microcomputadores; em 2004, mais dois; e em 2005, foi instalada a Internet. No ano de 2006, o laboratório ganhou uma impressora a laser e, em 2007, seis mesas Alfabeto do Programa Educacional Positivo, laboratório este em funcionamento.

Em cumprimento às determinações da LDB 9394/96, o nível educacional atendido pela instituição é a Educação Básica, incluindo as modalidades: Educação Básica e Educação Especial. Deverá, ainda, cumprir as alterações quanto ao ensino de nove anos alteração presente na Lei nº 11.274, de 06 de fevereiro de 2006.

Apresentamos, no Quadro 9, a seguir, as turmas de 1ª à 4ª série do ensino fundamental, foco de nossa pesquisa.

Quadro 9 – Série, turno, turmas e quantidade de alunos.

Série Turno Turma No. de No. de

alunos turmas

1º ano Manhã A e B 43 2

2º ano Manhã A e B 58 2

3º ano Manhã A e B 51 2

4º ano Manhã A e B 60 2

4ª série Manhã A e B 58 2

Total 270 8

1º ano Tarde C e D 36 2

2º ano Tarde C e D 50 2

3º ano Tarde C e D 52 2

4º ano e 4ª Tarde C 68 2

série

Total 206 8

Total 476 16 geral

Fonte: As autoras

Em relação ao espaço físico, a escola conta com 5.777,70m2, sendo 2.225,73m2 de área construída. Com a pesquisa socioeconômica realizada em 2007 pela Secretaria de Educação do município, constatouse que 70% das famílias residem próximo à escola, a menos de 1.500 metros, e 30% a mais de 1.500 metros de distância.

Em 42 famílias, apenas um membro contribui para a renda familiar; em relação à renda familiar, 11 famílias recebem um salário mínimo; 64 recebem de um a três salários; 10 recebem de três a cinco salários; três recebem mais de cinco salários; e 15 não possuem renda fixa.

As 79 famílias passam a maior parte do tempo livre assistindo à TV; 70 preferem ir à igreja, sete dedicam-se às atividades físicas, três vão ao cinema; 18 gostam de ouvir músicas; 22 fazem leituras; 40 realizam passeios; e seis dedicam-se a outras atividades. Os meios de comunicação mais utilizados são: 21 famílias – jornal e revista; 18, Internet; 52, noticiários pelo rádio; 94, televisão; e duas não utilizam nenhum destes meios. A profissão dos pais inclui trabalhadores do comércio, comerciantes, funcionários públicos e autônomos. Quanto à profissão das mães, algumas desenvolvem atividades como diaristas, autônomas e trabalhadoras do comércio.

Escola Municipal Paraná

O prefeito do Município de Maringá, no uso de suas atribuições legais, decretou a criação da Escola Municipal Paraná – Ensino préescolar e 1º Grau, no dia 13 de fevereiro de 1989. As obras foram concluídas em 14 de maio de 1989, data da inauguração que contou com a presença da comunidade escolar, do prefeito e de demais autoridades.

O uso do estabelecimento só se efetivou em 22 de junho de 1989, integrando a Rede Municipal de Ensino, funcionando inicialmente com as quatro séries iniciais. A secretaria de Estado da Educação autorizou seu funcionamento em 29/12/89, pela a Resolução 3488/89. Em 1990, a escola foi ampliada com recursos da Prefeitura, FUNDEPAR e Governo do Estado; em 1992, foram construídas quatro salas com verbas da Prefeitura e do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação.

No ano de 1992, a escola foi privatizada, funcionando como escola cooperativa, tendo seus cursos reconhecidos em 1994. Em 1995, foi ampliada a quadra de esportes e, em 1996, foi elaborado o 1º plano pedagógico da escola e implantado o curso de informática e Clube Ler é Gostoso.

Em 1998, o curso de informática estendeu-se para os alunos de 1ª à 4ª série. Neste mesmo ano, em cumprimento à determinação da nova LDB, a Secretaria de Estado da Educação do Estado do Paraná, por meio da Resolução nº 3120/98, passa a denominá-la de Escola Municipal Cerro Azul – Educação Infantil e Ensino Fundamental.

Por causa da falta de espaço para o setor administrativo, em 2000 houve a desativação de duas turmas, cujas salas foram ocupadas pelo reforço escolar e pelo Ambiente Educativo Informatizado. No ano de 2004, a escola passou por uma nova reforma e ampliação, aumentando em 1.475,19m2 a área construída, em um total de 7.448,76 metros quadrados.

Apresentamos, no Quadro 10, a seguir, as turmas de 1ª à 4ª série do ensino fundamental, foco de nossa pesquisa.

Quadro 10 – Série, turno, turmas e quantidade de alunos

Série Turno Turma No. de No. de

alunos turmas

1º ano Manhã A e B 47 2

2º ano Manhã A e B 51 2

3º ano Manhã A e B 49 2

4º ano Manhã A e B 55 2

4ª série Manhã A e B 52 2

Total 254 10

1º ano Tarde C e D 49 2

2º ano Tarde C e D 53 2

3º ano Tarde C 28 1

4º ano e 4ª Tarde C/C 61 2

série

Total 191 8

Total 445 18 geral

Fonte: As autoras Mediante os resultados da pesquisa socioeconômica realizada em 2007, constatou-se que a maioria dos alunos reside próxima à escola; as famílias, em sua maioria, têm casa própria, sendo constituída por quatro pessoas, entre elas, uma abaixo de sete anos de idade. A maioria das famílias recebe, em média, três salários mínimos e, em maior frequência apenas uma pessoa é a provedora econômica do lar. No tempo livre, o número de famílias que costumam assistir a programas de televisão é bem maior que aquelas que participam de atividades recreativas e culturais. As principais atividades de lazer das crianças e adolescentes são brincar na rua, jogar bola no gramado ou na quadra da escola e, em grande número, frequentar as atividades religiosas. A televisão e o rádio são os meios de comunicação mais utilizados como fonte de informação.

A pesquisa revelou que a maioria das famílias pertence à classe popular e exercem profissões que não exigem Ensino Médio ou Superior, como auxiliar de enfermagem, balconista, serralheiro,

tapeceiro e metalúrgico35. Em percentual muito significativo das profissões das mães, destacam-se: atividades do lar, diarista e zeladoras. Destaca-se, ainda, que quanto à formação dos pais, o índice maior está no ensino médio completo e incompleto; poucos cursaram o ensino superior; e alguns permanecem analfabetos.

 

Levantamento do número de alunos com

diagnóstico com TDAH

A seguir apresentamos os gráficos por escola, contendo o levantamento referente ao número de alunos com diagnóstico de TDAH. Tomamos como fonte para a coleta de dados as fichas e pastas individuais dos alunos que demonstravam problemas de atenção e, com a colaboração das supervisoras/orientadoras educacionais, realizamos o levantamento do número de alunos que apresentavam déficit de atenção, diagnosticados por TDAH, e que estavam fazendo uso de medicamento no ano de 2011. Em razão da dinâmica própria de cada escola, encontramos diferentes informações sobre estes alunos, as quais serão relatadas na descrição de cada gráfico.

Escola Municipal Colombo

Gráfico 1: Alunos com diagnóstico diagnóstico de TDAH

 

Fonte: As autoras

A escola tem 337 alunos; destes, 18 ( 5,34% ) apresentam o diagnóstico de TDAH emitido pelo neurologista e todos fazem uso de medicamento. Destas 18 crianças, 13 (3,86%) utilizam a ritalina e cinco (1,48%) fazem uso de outros medicamentos como Depakene e Tofranil. Dos 18 alunos diagnosticados, 13 são meninos e cinco são meninas. Na escola, seis alunos foram encaminhados para a avaliação com o neurologista, todos com queixa de problemas de atenção.

Escola Municipal Cerro Azul

Gráfico 2: Alunos com diagnóstico de TDAH

 

Fonte: As autoras

Dos 289 alunos da Escola Municipal Cerro Azul, 36 (12,45%) são acompanhados por um ou mais especialistas das áreas de neurologia, psicólogia, fonoaudiologia, psiquiatria e psicopedagogia. Destes 36 alunos, 27 têm diagnóstico emitido por neurologista e 23 deles tomam medicamentos.

Dos 27 alunos diagnosticados, 17 apresentam o diagnóstico de TDAH e fazem uso de medicamento, o que representa 5,88% do número total de alunos. Destes 17, 14 (4,84%) tomam Ritalina; e três (1,03%) tomam outros medicamentos como Depramina e Risperidona. O número de meninos com diagnóstico é 14 e de meninas, três. Dois alunos encontram-se em processo de avaliação com a queixa de TDAH.

Escola Municipal Mandacaru

Gráfico 3: Alunos com diagnóstico de TDAH

 

Fonte: As autoras

A escola Municipal Mandacaru tem 476 alunos; destes, 31 apresentam avaliação com o neurologista e 30 tomam Ritalina; alguns deles fazem ainda uso associado de outro medicamento. Dos 31 alunos avaliados, 15 (3,1%, em relação ao total) foram diagnosticados com TDAH, 14 (2,94%) deles tomam Ritalina, apenas um não toma medicamento e faz acompanhamento psicoterápico. Segundo a escola, esse aluno apresenta TDAH de fundo emocional (informação coletada com a orientadora) não precisando ser medicado. Destes alunos, 13 são meninos e dois são meninas. Segundo dados da orientação, 29 alunos estão aguardando consulta com o neurologista por causa da queixa de falta de atenção; três em razão de outros problemas; e três foram encaminhados para o psiquiatra.

Escola Municipal Paraná

Gráfico 4: Alunos com diagnóstico de TDAH

 

Fonte: As autoras

Dos 445 alunos que estudam na Escola municipal Paraná, 26 alunos apresentam diagnósticos emitidos por neurologistas e estão fazendo uso de medicação. Destes 26, 18 (4,04%, em relação ao total) foram diagnosticados com TDAH e fazem uso do medicamento, especificamente a Ritalina; 11 deles são meninos e sete meninas. Além destes alunos com TDAH, que fazem acompanhamento com o neurologista, um aluno foi encaminhado para uma avaliação neurológica.

No próximo capítulo, apresentamos as unidades selecionadas e as análises efetuadas com base na Psicologia Histórico-Cultural, com vistas à totalidade do fenômeno estudado.

Triviños (1987) apresenta três etapas necessárias ao processo da análise do conteúdo: pré-análise, descrição analítica e interpretação inferencial. A primeira etapa consiste na organização do material, que poderá ser composto por documentos, respostas das entrevistas e observação livre. A segunda, dá-se início já na etapa anterior, e se estende ao estudo aprofundado, orientado pelas hipóteses e pelo referencial teórico adotado. Neste momento do estudo, a codificação, a classificação e a categorização se caracterizam como aspectos básicos do processo. A última fase de interpretação referencial, fundamenta-se em materiais de informações elencados nas fases anteriores, buscando-se análises ainda mais profundas.

Apoiando-nos nestas fases, organizamos as fontes dessa pesquisa, que consistiu em pastas individuais dos alunos selecionados, das respostas das entrevistas com os pais e com os professores e as observações realizadas em salas de aula. Com base nos dados colhidos elencamos as unidades de análise que compõem o capítulo a seguir.

 

33 Para preservar a identidade dos alunos, escolhemos nomes fictícios, em substituição aos nomes de registro de cada aluno; as mães serão representadas por letras do alfabeto; e as professoras, por algarismos romanos.

34 Para proteger a identidade das escolas pesquisadas, elegemos o nome de quatro importantes Avenidas de Maringá – Colombo, Cerro Azul, Mandacaru e Paraná – para representá-las.

35 Os dados apresentados na caracterização das escolas são fiéis as informações contidas no Projeto Político Pedagógico e nos relatórios fornecidos pelos campos de pesquisa.

André Luis Onishi. TDAH 1. Acrílico sobre papel A4, 2013.