Vida Além da Vida - Vol. 2
Esclarecimentos adicionais
Esclarecim entos adicionais
As próxim as linhas desse texto não possuem a origem e a extensão das anteriores. Não foram psicografadas, tam pouco inspiradas pelos nossos am igos do invisível (até onde eu sei). Coloquei a eles, Joseph, Ishm ael e am igos espirituais da “Casa do Cam inho Luz e Esperança” a possibilidade de inserir algum as linhas de próprio punho sobre o que tenho aprendido a respeito dos assuntos abordados no presente texto, de form a a com pletar o trabalho que havíam os iniciado m eses atrás.
Estam os felizes pela parceria que vem sendo estabelecida com a espiritualidade, m as continuam ente nos questionam os se estam os à altura dos desafios que ela nos im põe. Peço a esses am igos a paciência com o instrum ental que posso lhes oferecer e nos colocam os receptivos a críticas e ponderações.
Na redação do texto, alguns dados passados pelos com panheiros espirituais foram ligeiram ente m odificados para proteger, no anonim ato, pessoas encarnadas e desencarnadas indiretam ente envolvidas com os questionam entos feitos. Contudo, as m odificações são periféricas e não ferem a estrutura da narrativa ou desvirtuam a idéia passada pelos am igos invisíveis. Essas m odificações se fizeram m ais necessárias nas considerações incluídas nas “Notas dos autores”, um a vez que relatam , em diversos m om entos, aspectos reais envolvidos no atendim ento de pessoas nas atividades espirituais de casas espíritas associadas ao nosso grupo de trabalho.
Essa história se iniciou em 2010, quando prestei concurso para professor titular da cadeira de Microbiologia e Im unologia de um a universidade pública paulista, onde sou docente desde 1993 e trabalho com alunos de um curso da área da saúde. Deveria estar contente: fora aprovado, 41 anos de idade e atingindo o posto m ais elevado na carreira acadêm ica. Mas não estava. Pelo contrário, não gostava de tocar no assunto porque sentia que carregava um a vida vazia. As palavras que hoj e eu encontro nas autocríticas de André Luiz cairiam com o um a luva no m eu discurso, m as, na época, tudo isso m e parecia dem asiadam ente piegas para valer um m inuto de atenção.
Alguns anos antes, a senhora Elza Fernandes Jardim , m inha m ãe, pessoa de grande luz e sorriso farto, havia deixado o m undo dos vivos e sua ausência ainda era sentida por todos. Eu ainda era cham ado de “filho da Elza” pelas pessoas que a conheceram , m esm o tendo passado tantos anos do seu desencarne, o que m e deixava feliz.
Quando m e lem brava dos sonhos não realizados de m eus pais, m e questionava se “viver” era aquilo: nascer, trabalhar (alguns), sofrer (alguns) e m orrer. Aquilo parecia tão pouco, tudo era tão superficial. Na vida acadêm ica, para todos os lados, em todas as universidades que tive oportunidade de conhecer, gente interessada em engordar o currículo com papéis de todo tipo. O “eu” sendo cultivado acim a de tudo. Resultado: não sentia prazer com quase nada. O tom elevado, firm e e arrogante da voz do professor cheio de si e as citações científicas sem pre na ponta da língua faziam com as conversas por m im proferidas adquirissem tom acadêm ico e professoral, a não ser que m inhas filhas, na época com 1 e 5 anos de idade aparecessem no am biente.
Durante a noite, sonhos dos m ais terríveis sem pre tom avam o m eu coração e m ente. Sentia que entrava pela porta larga da loucura, em um m undo que não respeitava títulos acadêm icos, atrás dos quais procurava m e esconder. Uniform es de soldados, tanques, capacetes, m ortos que recobriam todos os vãos da terra, nom es de pessoas e cidades, em oções das m ais intensas povoavam a m ente do hom em que não acreditava em Deus, apenas na existência de um princípio que pusesse algum a ordem ao caos. Aquilo ocorria a despeito do auxílio de m edicam entos e suporte profissional, que passei a usar em função da depressão profunda que se anunciava.
Nas m anhãs seguintes, perguntava à m inha com panheira e am iga, Christiane, força que m e m anteve aparentem ente lúcido aos olhos de terceiros, além da razão e do coração, se ela acreditava m esm o que o pai, senhor Waldir, falecido em função de um m ielom a m últiplo, ainda existia, de algum a form a e em algum lugar. Minha querida, de form ação católica, m as de profunda m otivação espiritualista, sem pre dizia que sim , em um a m istura de fé e de vontade em ter o pai nos braços, algum dia, para devolver-lhe todo o carinho recebido na infância. De algum a m aneira e em algum lugar, ele, o pai, estaria se recuperando e se preparando para receber a fam ília. Ela acreditava nisso. Se eu acreditava? Mesm o tendo sido filho de um a m édium de am plos potenciais, não saberia dizer. Aliás, o orgulho m e cegava e eu nada m ais sabia.
Pensava na m inha m ãe. A dor era intensa e as lágrim as rolavam em público. Nunca tive vergonha de sentim entos que eu sem pre j ulguei nobres. Am or m aternal, filial, fraternal e paternal são as m ais profundas e sinceras m anifestações da força que hoj e acredito m over o universo. Com o todas as form as de am or verdadeiro, o am or de um a m ãe ou de um pai por seus filhos em ana da fonte de todo o bem , Deus. Contudo, na época, nada habitava o m eu senso religioso.
Essa descrença em tudo m e surpreendia, afinal, m inha m am a, com o passarei a cham á-la nessas derradeiras linhas, era m édium espírita praticante, enferm eira que havia trabalhado nas Casas André Luiz, no m unicípio de Guarulhos, e exem plo da m ediunidade m ais ostensiva que eu j á pude presenciar. Isso tudo em um coração profundam ente cristão. Tantas foram as m anifestações da Espiritualidade Maior, na sua vida, que eu não tinha o direito de duvidar, m as não conseguia acreditar. Um dia irei colocar isso no papel, m as apenas quando o coração perm itir e ela m e autorizar.
Meus avós paternos, que m e ensinaram a ler e a escrever, que se privaram de um a alim entação m elhor e trabalhavam dias e noites com o costureira e alfaiate, colecionaram tantas e tantas obras espíritas com autógrafos de am igos com o Chico Xavier, m as eu não m e interessava por nada disso. Achava que o DNA podia responder tudo. Hoj e, refeito da m orte espiritual em vida, esses livros antigos, da década de 1930, 1940 e posteriores, fazem de nossa pequena, m as valiosa biblioteca, um local de peregrinação dom éstica. Meus avós não acreditavam no hom em tecnicista que eu estava m e tornando. Pela prim eira vez, percebi que algo em m im os envergonhava.
Das opiniões dos m eus avós, Evaristo e Cisino, j á desencarnados, só fiquei sabendo nos anos seguintes, por interm édio do am igo Carlos, m édium prim oroso em sua disciplina para o trabalho, discernim ento e desprendim ento m aterial. Sorrindo, ele m e transm itia as palavras tristonhas dos m eus avós, que m e repreendiam pela m inha incredulidade persistente, m as sem pre dando elem entos de nossa vida fam iliar, para que a autenticidade da com unicação pudesse ser com provada. Até piadas antigas, que faziam quando eu era m enino foram lem bradas. Eram os m eus queridos m esm o, sem som bra de dúvida.
Mesm o com tudo isso, a vontade de com eter suicídio crescia a cada dia, som ada ao esgotam ento físico, no trabalho, e problem as fam iliares diversos. Digo essas palavras para m ostrar a todos que se sentem colhidos por problem as aparentem ente insolúveis, em suas vidas, que a m elhor form a de resolvê-los é não se isolando, m as sim parando um m om ento, refletindo. Trabalhando em grupo e se conhecendo m elhor. No dia fatídico, em que deveria consum ar m eus desej os, j á tendo com binado com am ável pessoa da fam ília nuclear a retirada de quaisquer provas do autocídio, m inha pequena Annie, de 2 anos, telefonou, com o auxílio da m ãe, para m eu escritório, e disse as seguintes palavras:
- Papai. Papai do Céu aj uda, viu?!
Minha esposa disse que a m enina estava falando aquilo diversas vezes e que, de algum a form a, ela sentia que eu deveria escutar. Escutar não apenas com o corpo, m as tam bém com o espírito. Sim , Papai do céu aj uda...
Lágrim as copiosas rolaram na m inha fronte e logo via que, bem à m inha frente, um estoj o, com seringa a agulha, esperava por m im . Joguei tudo fora. Minhas filhas precisavam de m im . Entendi o am or que m inha m ãe sentia e um film e de m inha existência vazia passou em breves instantes. Procurei todo tipo de aj uda, em centros espíritas, que m e lem bravam as casas que frequentara em Santana, bairro de São Paulo, onde passei a infância, e m esm o igrej as evangélicas. Nada auxiliava o quadro.
Os centros espíritas que conheci nessa fase, a despeito de todo auxílio que recebia, não m e passavam o rem édio para o aperto no peito e a depressão se assenhoreava de tudo. As igrej as evangélicas, a despeito da alegria e da energia que m uitas transm itiam , não respondiam nada ao m eu coração. Passei a ver que m uitos dos que frequentavam essas igrej as e centros som ente o faziam por tradição pessoal e m uitos desses am bientes estavam se tornando clubes sociais, ou centros espíritas sem espíritos, com o nossos am igos do invisível denom inaram -nos no presente livro. A razão e a fé estavam profundam ente dissociadas na m inha vida. Eu som ente poderia respeitar um Deus que se fizesse presente pela razão; sem a lógica, não conseguia acreditar em nada.
E a m edicina? Os m edicam entos de tarj a preta deixavam o corpo “m ole”, sem vontade de fazer nada, m as eles aj udaram m uito. Não falo contra os m édicos e seus m edicam entos, posto que graças, tam bém , a eles eu sobrevivi pelo tem po suficiente para tratar as causas de doença que se abatia severam ente sobre m im . Medicina espiritual e m edicina terrena, um casam ento perfeito, que pode se realizar diariam ente, desde que respeitem os os lim ites de atuação de cada um a.
Levado por um a am iga a um a casa espírita-cristã, no m unicípio de Fernandópolis, tive contato com um a equipe m aravilhosa de trabalhadores da seara do Cristo. Era a prim eira vez, em m uitos anos, que eu sentia um a energia tão forte e benfazej a em algum lugar. Pude conversar com um a das guias da casa, que passarei a cham á-la de Vó Catarina, preta-velha de coração doce e sorriso farto, que trabalha dentro das norm as da Doutrina Espírita, e com o pai João de Aruanda, espírito de palavras fortes e francas, que espalha segurança pelo “recinto” onde se apresenta. Muita inform ação sobre eles pode ser colhida nas obras psicografadas pelos m édiuns Robson Pinheiro e Wanderley de Oliveira.
Disseram -m e que padecia de séria obsessão, fruto de m inhas atitudes m entais arrogantes, postura cientificista e, acim a de tudo, um passado reencarnatório de não deixar dúvidas sobre a quem eu havia servido por séculos. Meses depois, a Vó Catarina, em tom am oroso e m eio irônico (que ela quase sem pre utiliza), brincou dizendo:
- Está lendo o livro Legião... De novo... É saudade de casa.
Eu estava lendo m esm o, m as nem m inha esposa sabia disso. O referido livro trata da ação das trevas nos m undos espiritual e m aterial. É um a leitura que im pressiona pelas cores fortes, m as retiradas as licenças poéticas do espírito com unicante e do m édium , são im agens até leves perto daquelas que sobrevinham em m eus sonhos. Pessoas que tinham o m eu histórico eram personagens daquele livro, daí o m otivo da Vó ter citado “saudades de casa”, sim saudades das furnas abissais de onde eu havia sido resgatado.
O livro "Legião" tem aspectos bastante controversos, não aceitos por m eus am igos espíritas, e não pretendo fazer defesa do autor ou do texto, m as não posso m e furtar de dizer que várias pessoas do nosso grupo de trabalho m ediúnico, que nunca leram nada do tipo, foram capazes de descrever im agens e situações que são corriqueiras naquele texto. Consigo detectar as licenças poéticas dos autores e tirar proveito do que j ulgo m ais adequado para m inha realidade. Isso é o que eu com preendo que deveria ser feito com tudo que pegam os para ler, inclusive esse texto que agora concluím os.
Logo depois, com as palavras doces que a caracterizavam , o espírito de m inha m am a se m anifestou, cum prim entando os presentes, com particular carinho pela m inha esposa, a quem ela trata por “filha querida” ou “m enina”. Pedia, de form a m uito em ocionada, que m e lem brasse do que ela sem pre havia dito sobre o am or e o perdão. Que eu não era m ais o soldado m orto em com bate, que a guerra havia acabado e não havia m otivo para retornar aos cam pos cobertos de dor. Por fim , disse que a m inha querida avó, Maria, estava sem pre próxim a da fam ília, quando ela própria não podia estar. Dizia que m inha avó não queria que o m eu destino, nos precipícios do suicídio, viesse a se repetir, com o ocorrera em m eados de m aio de 1945. Essas im agens estavam frescas na m inha m ente, m esm o tantas décadas depois.
Eu e m inha avó nunca fom os m uito próxim os, “chegados”, por problem as de distância física m esm o, m as hoj e posso agradecer à m inha querida vozinha por tudo que m e perm itiu ver e sentir. Um abraço e beij o do “Juninho”, com o ela m e cham ava, seriam dados no seu rosto sulcado pelo trabalho, m as que ainda conservam o brilho daqueles que se sentem úteis e am ados.
Minha m am a explicou com detalhes, j untam ente com a vó Catarina, nas sessões de tratam ento espiritual que se seguiram , os problem as de depressão, auto-obsessão e pesada influenciação que eu sofria. Os sonhos não eram , de fato, sonhos, m as retorno a um passado que a reencarnação deveria ter apagado, m as que inconscientem ente eu buscava. Inserido em um a fam ília com nítidos contornos de reaj ustam ento, teríam os de vencer, pelo desenvolvim ento do am or, que hoj e nos une a todos, filhos, pais e netos. Aos m eus sócios de j ornada e irm ãos am ados, Elton Ricardo e Ellen, os m eus agradecim entos e am or sincero. Aos m eus guias encarnados, m eu pai e avó, bem com o aos irm ãos que recebi da vida, Tatiane, Cássio, Guilherm e, Christie e Christine, o m eu m uito obrigado. A fam ília se reaj ustou, depois de anos de luta e persistência. Com o é bom !
Vej o hoj e que os obsessores não m e odiavam , pelo contrário, eram am igos de outras épocas que sentiam falta da vida física e que se aproxim aram de m im em função da profunda sintonia vibratória, a qual havia sido estabelecida nos m uitos anos que passam os j untos, nas regiões de com bates m ais atrozes na Rússia, na Segunda Grande Guerra, além de m uitos anos nas zonas purgatoriais e subcrostais. Sobre a m inha pessoa recaia o peso excruciante de ter envergado o uniform e de oficial. Mas o m aior agravante, a m orte viera através de suicídio e, na m inha condição responsável por m eus cam aradas, fui im itado por vários, exacerbando as dores de consciência que passei a sentir e isso explicava os pesadelos do m enino.
Todas essas lem branças fluíam naturalm ente desde os tem pos de criança, m as agora, na m eia idade, ganhavam cores escuras do rem orso e da obsessão, tão am plam ente cultivados na m ente que pareciam ter expulsado o Pai dos seus arquivos. Mas Ele não m e expulsara de Sua casa. Fui recobrando a vontade de viver, desenvolvendo os poucos dons m ediúnicos que m e foram colocados à disposição pela espiritualidade e descobrindo que, se no passado haviam incêndios que deveriam ser apagados, antes que a m orte viesse novam ente, tam bém haviam flores para serem colhidas.
Os pesadelos foram sum indo. A vontade de por fim à m inha existência desapareceu. Minha tendência à resposta curta e autom ática foi se reduzindo e passei a ver m eus alunos com um carinho que nunca havia sentido. A paz estava entrando no m eu coração...
Certo dia, tentei telefonar para m inha esposa, para lhe propor a criação de um grupo de estudo ou m esm o um a nova casa espírita, m as o telefone soava sem pre ocupado. Ela não é de utilizá-lo m uito; é cirúrgica nas conversas. Tem doutorado em Engenharia Elétrica pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo e professora de m atem ática com putacional em um a universidade pública paulista; não é de perder tem po com conversa tola no telefone. O que significava aquilo? Ela estava tentando ligar para m e propor a m esm a coisa, criar um a casa espírita. Sintonia, m eus am igos, é isso. O m ais teim oso venceu e ela propôs a criação da “Casa do Cam inho Luz e Esperança”.
Hoj e procuram os trabalhar com hum ildade porque tem os m uito o que aprender e o aprendizado é longo e trabalhoso, m as estam os felizes pelo início da j ornada. Aprendi que nunca estam os sós e Deus não nos desam para j am ais. O tratam ento da obsessão, que foi m uito m ais pavoroso do que posso colocar no papel, para não criar dram as ou perder qualquer credibilidade que a descrição teria, depende essencialm ente do aprim oram ento pessoal, através do autoconhecim ento e m udanças profundas na m aneira de encarar a vida.
Muitos dos antigos com panheiros vêm sendo resgatados de suas m oradas um bralinas e m uitos ainda o serão, com a perm issão do Alto e o auxílio daqueles que podem m uito m ais do que nós. O prim eiro passo dessa j ornada é o m ais difícil e com eça com a abdicação total da violência nos pensam entos; é o abandono da agressividade, o que irá habilitá-los a sentir, ver e escutar vozes am orosas que brotam ao lado. Ponderem sobre o que essas palavras dizem e pensem sobre sua origem . Deus nos fala de m uitas form as, inclusive através dos nossos filhos, m esm o quando eles têm 2 anos.
Recentem ente, passei a sentir a presença de dois am igos que m e enxiam de vontade de escrever. Os textos traziam inform ações que não faziam parte do m eu escopo de assuntos preferidos, m as eram agradáveis e traduziam um carinho especial. Alguns am igos do centro espírita Seara a Cam inho do Mestre e da Fundação Espírita Cristã Adolpho Fritz j á os haviam identificado ao m eu lado. Eu não m e sentia em condições de assinar as psicografias com os nom es desses irm ãos, posto que tinham textos publicados por m édiuns renom ados e não sou nada. Gente m uito m elhor do que eu podia ser encontrada em qualquer casa espírita ou não espírita.
Enquanto eu tinha pensam entos desse tipo, Ishm ael, um dos com panheiros, falou assim :
¾ Mas essas pessoas não viram o que você vê e não têm a afinidade que tem os. Som os um só. Você foi m eu filho de coração e com o tal te tratei e sem pre tratarei. Por séculos estivem os ligados e ainda continuarem os por m uito tem po trabalhando em parceria. Assum a o seu papel e cum pra seu dever com toda a dedicação que for capaz de reunir. Muito m ais im portante do que os erros do passado são as propostas de trabalho futuro, você j á escutou essas palavras e não creio que tenha que repeti-las.
Joseph, o am igo, sorria, de form a sóbria, com o sem pre passei a vê-lo.
Alguns m édiuns confirm aram os nom es desses com panheiros e, convenham os, pronunciavam corretam ente os nom es de lugares e pessoas que viveram nos tem pos idos, na Europa. Não podia fugir do trabalho.
Ao m esm o tem po em que as linhas se avolum avam e as características do prim eiro livro em parceria com eçaram a se firm ar, passei a discernir m elhor sobre as inform ações dos autores invisíveis. Suas presenças produziam , em m im e dem ais pessoas ao redor, profundas sensações de paz e tranquilidade. Eram as m arcas de um recom eço.
Meus com panheiros de outrora, com o obsessores do passado próxim o, quase presente, vem sendo continuam ente tratados e peço ao Pai que nos dê oportunidade e condições de auxiliá-los da m elhor form a possível, porque a felicidade verdadeira não consegue dividir espaço com a dor e a m iséria. Não há paz, de fato, quando sabem os que nossos iguais ainda padecem das dores que nós m esm os bem conhecem os.
Sem tristeza e rem orso, m as cheio de esperança, devo confessar que a m aior lição da m inha vida foi dada por um a criança de 2 anos...
- PAPAI. PAPAI DO CÉU AJUDA.
Sim , filha am ada que m e enche de alegria, você e sua m aninha, Giulia, são prova disso. Nunca estam os sós. Ele se fez presente em diversos m om entos, principalm ente naqueles em que eu não tive a paz de coração para senti-Lo.
Minha própria m am a, nos braços de um a m enina de treze anos (m inha irm ã) disse, nos m om entos em que o infarto fulm inante a conduzia para a Morada Maior:
- Filhinha abrace a beij e a m am ãe, porque eu vou fazer um a viagem m uito longa agora e pode dem orar um pouco para nos encontrarm os de novo.
Meses depois, em m ensagem psicografada pelo m édium Carlos Baccelli, essa m esm a m ulher de coração sem pre devotado aos filhos, arrem atou com um a pérola do am or incondicional, colocando, textualm ente:
- Filho, nada separa o que o am or verdadeiro uniu.
Ela se referia ao am or que sentia pela fam ília. Se ela, ser im perfeito, am a tanto a ponto de pensar prim eiro nos seus descendentes, im aginem o que o am or divino pode e tem feito por cada um de nós, Seus filhos...
Meus am igos, com lágrim as de alegria nos olhos, devo dizer que Ele sem pre aj uda e nunca poderem os entender a extensão real do am or que Ele dedica a todos nós. Não conheci ninguém para o qual o Pai não tenha dado todo o instrum ental de trabalho necessário para que essa j ornada cham ada “vida” sej a coroada de êxito.
Sem pre há esperança, porque Deus é Am or, Esperança e Justiça com Misericórdia e Piedade.
Notas dos autores:
1. Nota do autor encarnado : a guia espiritual se referia ao livro intitulado
“Legião”, de autoria do espírito Ângelo Inácio e psicografado por Robson Pinheiro, sendo o volume inicial de uma trilogia sobre os reinos de trevas que nos envolvem. Mostra as condições de grupos de espíritos militarizados e demais grupos trevosos.
2. Nota do autor encarnado: o primeiro texto refere-se ao livro intitulado “A
Longa Jornada do Homem”, de autoria de Joseph Gleber, lançado em 2012, no formato digital pela Digital Books Editora para popularizar o tema da evolução planetária e espiritual, a um custo não proibitivo.