Vida Além da Vida - Vol. 2

Elerson Gaetti Jardim Junior · Capítulo 6 de 8

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Vida Além da Vida - Vol. 2

Pensamento: origem de tudo

Pensam ento: origem de tudo

1. Vocês às vezes se referem como sendo consciências livres da matéria. Até que ponto isso é real ou representa uma adaptação de terminologia?

Joseph. Em bora a distância que nos separa sej a ínfim a, do ponto de vista físico, tem os um a grande barreira vibratória criando lim itações de entendim ento e dificultando aspectos m ais precisos da com unicação. Dessa form a, tudo o que passam os para vocês é um a adaptação de nossos conceitos e pontos de vista, capturados j unto ao universo m ental do m edianeiro, daí a necessidade de sintonia e afinidade entre o espírito com unicante e o m édium . Digo que som os consciências livres da m atéria para sim bolizar que guardam os a individualidade esculpida em vidas nos diferentes planos dim ensionais, m as que agora não dispom os de um veículo m ais apropriado para m anifestações duradouras entre vocês, no plano físico.

Isso é um a aproxim ação, um a vez que o psicossom a apresenta elem entos m ateriais em sua com posição, gerando um poderoso cam po eletrom agnético ao seu redor, que pode ser m edido pelos pesquisadores terrenos. Com o ainda estam os parcialm ente lim itados pela existência do perispírito, ainda apresentam os certa m aterialidade.

A consciência de um indivíduo é o seu próprio espírito, o seu “eu verdadeiro”, destituído de qualquer invólucro m ais grosseiro. Nessa apresentação é que podem os dizer a m eus irm ãos que estam os, de fato, livres. Essa condição som ente pode ser obtida com o crescim ento espiritual contínuo e abrangente. Até que tal fato sej a consum ado, estam os m ais ou m enos ligados a corpos espirituais m ais ou m enos sutis e nossa liberdade é relativa, um a vez que ainda se faz presente sobre nós as leis que regem a tem poralidade e o espaço, m esm o que com diferenças em relação a vocês.

2. Como ocorre a transmissão do pensamento? Ele é susceptível às leis do universo material?

Joseph. Costum am os colocar que o pensam ento utiliza o fluído cósm ico universal para se difundir, m as isso é apenas um a face da realidade, um a adaptação. Ele não está preso ao espaço e tem po convencionais. Isso som ente tem sentido se entenderm os que o pensam ento não se origina no sistem a nervoso central de m eus am igos encarnados e sim dos corpos espirituais superiores, guardando relação com a natureza do próprio indivíduo. O que vocês observam nos exam es de atividade elétrica no cérebro é a exteriorização de um a atividade que se originou nos corpos espirituais superiores e passou para o corpo físico em função do cordão de ouro e do cordão de prata. Residindo no corpo m ental superior o pensam ento abstrato e, no corpo m ental inferior, o pensam ento obj etivo, que resolve nossos problem as do cotidiano, todos ganham a dim ensão física com m uitas lim itações de abrangência.

Podem os ter noção sobre esses aspectos através dos relatos de pessoas que apresentam m em órias de outras existências e a cham ada “m em ória intrauterina”, onde o adulto traz relatos de fatos que ocorreram durante a sua gestação e que não poderiam ter sido registrados no seu desenvolvim ento, um a vez que ele ainda não estava suficientem ente estruturado para fazê-lo, além de, pela ciência m aterialista, sequer ter presenciado o ocorrido. Obviam ente que m eus irm ãos das diferentes correntes do saber preferem , por egoísm o e por orgulho, supor que a pessoa teve contatos com quem pudesse fornecer esses elem entos de m em ória extra cerebral ou que o indivíduo teve acesso ao im aginário coletivo da espécie hum ana. Desde que não se fale em espírito, tudo é perm itido, até o absurdo.

Obviam ente que esse questionam ento não se destina às situações ordinárias, onde as ondas de pensam ento são detectadas em função da despolarização de m em branas neuronais, representando a exteriorização final do processo, m as sim a difusão do m esm o para fora do indivíduo em issor. Toda a atividade fisiológica e celular detectada no corpo físico deriva da propagação do pensam ento em direção do corpo físico, o único acessível a vocês, no m om ento, para avaliação.

Esse questionam ento aj udaria a explicar os “porquês” de nossos am ados escutarem nossas orações, nos planos espirituais, e daria um novo sentido à certeza evangélica de que vam os e estam os aonde o nosso pensam ento vier a nos levar. Nesse caso, precisarem os que vocês com preendam que o pensam ento que é captado por m édiuns e sensitivos, através da telepatia, não se origina do seu corpo físico, m as se observa o contato direto do pensam ento oriundo dos corpos superiores do indivíduo com unicante com os corpos espirituais do m edianeiro, que passa a registrá-los, em parte, no corpo físico. Isso aj uda explicar porque um espírito não consegue esconder, de seus iguais e superiores, um pensam ento.

A transm issão do pensam ento ocorre sem a interferência do espaço e do tem po, de form a que pessoas sintonizadas a distâncias incom ensuráveis um as das outras podem m anter um a conversa telepática norm al, em tem po real, sem burlar a leis da física, pelas as quais nada pode se deslocar m ais rápido que a luz, além do dispêndio de energia que im pediria o processo, caso ele fosse realizado da m esm a form a com o as ondas eletrom agnéticas se propagam no cosm o. Não estando associada ao universo físico, essa “propagação” é apenas sim bólica. O espaço não existe nessas dim ensões superiores, pelo m enos com o vocês costum am concebê-lo.

A sim ples utilização do fluído cósm ico universal para explicar o fenôm eno incorre na sim plificação do processo, um a vez que o pensam ento não se com porta com o onda eletrom agnética ordinária, com o a luz, e sim um tipo de excitação quântica do corpo m ental. Não podem os falar exatam ente em term os de velocidade do pensam ento, posto que ele, em verdade, está onde estão aqueles sintonizados com ele, independentem ente de sua origem e do local em que se encontram as outras pessoas. Obviam ente que essa term inologia não era disponível no século XIX, quando o Livro dos Espíritos foi redigido.

3. Existem provas científicas dessas considerações?

Joseph. Em term os e circunstanciais. Não podem os esquecer que m eus irm ãos estão engatinhando nos dom ínios do universo m ultidim ensional, que ainda é considerado aberração por m uitos físicos que se acostum aram com a visão m ais com portada de um universo portador de um único contínuo espaço-tem poral. Para m uitos outros, esse conceito j á faz parte do passado e estão certos.

Outro aspecto que influencia profundam ente o conhecim ento de m eus irm ãos sobre o tem a deriva da ortodoxia da m aioria dos estudos a espeito. Os periódicos científicos de renom e não aceitariam textos que viessem a falar sobre eventos nos quais transpira a possibilidade da existência de interações do hom em com dim ensões não físicas e a própria existência do espírito. Quando artigos desse escopo, m as com portados e sóbrios, com o m anda a boa redação científica, aparecem , m as estão lim itados a periódicos m arginais e que não atingem a m aioria do público acadêm ico. Para com plicar, os periódicos destinados ao público leigo ainda carregam nas conclusões desses m esm os estudos e, por conseguinte, geram um a reação colérica do público universitário (1).

Se o pensam ento se deslocasse no espaço e no tem po com o um a onda sonora ou um a onda de luz, a quantidade de energia necessária para um a conversa telepática seria im ensa. Entretanto, em diversos m om entos pesquisadores foram capazes de verificar que, m esm o no interior de câm aras que reduzem trem endam ente a propagação de ondas eletrom agnéticas (2), separados por todo tipo de condição isolante, a m ente de dois indivíduos em perfeita sintonia continua a trocar inform ações, m antendo-se em um estado de entrelaçam ento sem elhante ao observado entre elétrons que estão em condição de entrelaçam ento quântico. Assim , o segredo para a obtenção da com unicação não está na distancia que separa as pessoas, m as na sintonia entre elas. Essa é a base da m ediunidade.

Além desse aspecto inicial, se o pensam ento puro viesse a se difundir através do espaço e do tem po com o ocorre com as ondas eletrom agnéticas, a quantidade de energia necessária à transm issão dos im pulsos nervosos entre dois indivíduos, m esm o que colocados im ediatam ente à frente um do outro, seria m uito m aior do que a capacidade do sistem a nervoso, o que im pediria o pensam ento de vencer a resistência dos tecidos, sugerindo que o pensam ento tem um a origem extrafísica, não passando diretam ente, nos casos de telepatia, pelo corpo físico do receptor. Essa tam bém é a essência da existência de um a m em ória universal, plena, que pode ser acessada desde que o interessado sej a suficientem ente preparado para tanto.

4. A literatura espírita fala de formas pensamento e de energias deletérias que foram criadas no passado e que permanecem atuantes até o presente. Elas são reais? Como isso se dá?

Joseph. Todo pensam ento que se reveste de vontade é agente de m odificação da m atéria m ental que nos envolve a todos, aí e aqui. Essas considerações são sem elhantes aos conceitos das religiões m ais dogm áticas que colocam que as palavras se revestem de poder real. Estão certas. Os pensam entos são as forças ordenadoras do cosm o e agem de form a a criar form as m ais ou m enos efêm eras, dependendo da força m ental que os geraram . Os espíritos m ais evoluídos podem criar form as m ais estáveis e perceptíveis, que perduram por séculos ou m esm o m ilênios, resistindo a tudo e a todos.

Entretanto, a ação plasm adora da m ente não tem relação direta com evolução espiritual, o que significa que as criações refletem as m entes que as criaram , boas ou m ás. Nos diversos planos extrafísicos que rodeiam o orbe terreno, existem criações m entais que se m antém por m ilênios, enquanto o próprio universo, em suas m ais variadas form as e m anifestações, representa a criação da m ente do divino Pai e tem m ais de 13 bilhões de anos, sendo que m uitos outros o precederam e m uitos outros ainda o sucederão, além daqueles que ocupam dim ensões paralelas ou que estão a distâncias incom ensuráveis, constituindo em um verdadeiro m ultiverso.

Os antigos sábios e m agos do Crescente Fértil, Israel, Egito, Índia e m esm o os xam ãs dos povos am ericanos eram capazes de produzir a m odificação na estrutura da m atéria m ental de form a a serem vistos à distância ou terem o produto de suas m entes visualizados por diversos m em bros de suas coletividades, que os j ulgavam seres que apresentavam um relacionam ento especial com o Criador. Essas energias se dissipam lentam ente sem a interferência daqueles que as m anipularam e podem vir a se ligar à estrutura perispiritual de m eus irm ãos por tem po bastante prolongado, até que a afinidade vibratória entre esses últim os e os pensam entos que criaram tais agregados energéticos se dissipe.

Desde que a m ente geradora dessas form as pensam ento se m ostre suficientem ente disciplinada, criações m ais estáveis podem ser obtidas e são alim entadas por pensam entos enferm iços sem elhantes àqueles que as geraram . Assim , essas criações m entais refletem , ao m esm o tem po, o estado daqueles que as produziram , bem com o as condições dos alvos capazes de m antê-las. Elas se ligam na estrutura perispiritual de m eus irm ãos, produzindo um a verdadeira drenagem de energias, levando ao desânim o, angústia, aflição, dores no corpo físico, por vezes acom panhadas por arritm ias cardíacas e problem as circulatórios. A elim inação dessas form as pensam ento depende da reeducação m ental, procurando-se elim inar toda agressividade, sentim entos inferiores de raiva, invej a e discórdia.

5. Muitos companheiros de trabalho falam de influências que os encarnados e desencarnados criam no ambiente em que se dão as reuniões mediúnicas ou onde convivem. Existem de fato essas egrégoras ou isso é fruto de influências de doutrinas orientais na casa espírita?

Joseph. Essas egrégoras ou “form as pensam ento de grupo” existem sim e podem ser sentidas por todos aqueles que adentram o am biente em que as m esm as se desenvolveram . Mais do que form as pensam ento, elas representam a som atória do quantum energético de todos que com partilharam os m esm os am bientes e pensam entos.

Essas egrégoras tam bém sofrem influências dos pensam entos de consciências extracorpóreas que estão no am biente e daí resulta a necessidade de preparação para a reunião m ediúnica. Médium que não se educa é instrum ento de discórdia e pode interferir com o am biente de trabalho, da m esm a form a que dirigentes autoritários e egocêntricos. Essas pessoas tendem a se sentir especiais e acabam por contam inar o am biente coletivo com o tipo de fluído que prej udica as atividades m ediúnicas m ais altruístas, com o o passe e as atividades de desobsessão. Com o pode um grupo m ediúnico solicitar que os espíritos tenham hum ildade e procurem reiniciar suas j ornadas, através do perdão, se os m édiuns e dirigentes da casa não o fazem ?

Quantas vezes os m eus caros irm ãos não puderam sentir a influência de energias desarm ônicas ou harm oniosas que envolvem certos am bientes e pessoas? Isso não ocorre apenas na casa espírita. Será que não deixam os resíduos de nossas atividades e pensam entos? Ledo engano, deixam os a nossa assinatura vibratória em tudo que fazem os e tocam os e o conj unto dessas assinaturas constitui as egrégoras. Isso tudo sem m isticism os irracionais que apenas atrapalham a com preensão da Doutrina dos Espíritos.

Para os trabalhos m ediúnicos, tem os de prim ar por am bientes controlados, seguros e fraternos. Por isso não podem os ter pressa para dar início às atividades de desobsessão e cura. Elas devem ser fruto do am adurecim ento das relações fraternas e de trabalho da equipe da casa espírita. Apenas nessas condições tem os com o operar o controle m ais estreito dos fenôm enos que deverão se dar nessas reuniões. As atividades de estudo poderão m ostrar, de fato, quais trabalhadores se sentem realm ente com prom issados com as atividades da casa e passarão a colaborar de form a m ais ativa, enquanto outros ainda não se sentem suficientem ente envolvidos com os trabalhos a serem executados.

Com o a condição geral reflete o estado de cada um dos participantes, tanto entre vocês com o tam bém aqueles que j á atravessaram a barreira da vida corpórea, a oração e a vontade de auxiliar são os m aiores antídotos para os problem as que vierem a se desenvolver no grupo m ediúnico, prevenindo a egolatria.

6. Existem muitos livros que falam da manipulação da matéria de diferentes dimensões pela ação da mente. Em outros textos, parece que os espíritos têm de construir artefatos com as próprias mãos. Vocês mesmos já colocaram alguns aspectos aqui relativos a essa problemática. O que existe de criação mental e de criação manual, por assim dizer, na vida espiritual?

Joseph. O m undo extrafísico apresenta-se estruturado em diversos planos vibratórios, que refletem a condição m oral, intelectual e espiritual de seus habitantes. Todos esses planos, sem exceção, foram construídos, em seu arcabouço básico, por consciências extrafísicas m uito evoluídas, os Im ortais, dos quais o m estre Jesus faz parte, m as os detalhes que caracterizam essas esferas têm relação direta com seus habitantes, consciências extrafísicas em diferentes níveis de aprendizado, envergando corpos m ais ou m enos m aterializados ou sutilizados, com diferentes densidades vibratórias: nós, os espíritos.

Todo aquele que é possuidor de vontade e raciocínio m ais estruturado, com o acontece com os hum anos, pode agir sobre a m atéria, m esm o a m atéria bariônica ordinária. É de conhecim ento de m eus irm ãos que os com ponentes elem entares do universo possuem tanto a função de onda quanto partícula e que sua sim ples observação faz com que sofram interferências, se m odifiquem , e isso é fruto da vontade daqueles que realizaram a observação. É um fenôm eno quântico pouco com preendido até hoj e, m as que não constitui apenas um a sim ples teoria. Ao observarm os um evento, estam os m odificando-o, independentem ente de nossa vontade.

A codificação da Doutrina Espírita deixa claro que a m orte do corpo físico não nos transform a de um a hora para outra, tam pouco nos converte em super-hom ens. Daí a necessidade de colocarm os a gradação dos eventos que som os capazes de operar com a m ente. Os livros da codificação, em função da extensão do trabalho, não puderam abordar as diferentes características dos espíritos que habitam os diferentes planos vibratórios, se concentrando na descrição das potencialidades que todos envergam . Contudo, os espíritos possuem as m esm as potencialidades, m as não podem os dizer o m esm o de suas habilidades j á desenvolvidas. As potencialidades dizem respeito ao que todos os espíritos poderão vir a executar quando tiverem desenvolvido todo o seu potencial de trabalho, enquanto as habilidades dizem respeito aos aspectos que eles j á conseguiram disciplinar e colocar em prática e nesse sentido a evolução individual é o aspecto central.

Para espíritos m ais sublim ados, j á senhores do próprio tem po e destino, a m atéria densa não oferece resistência à m anipulação m ental. O espírito m uda a condição vibratória de todos os constituintes da m esm a, que no fundo tam bém deriva do fluído cósm ico, de origem divina. Nesse estado, a estrutura atôm ica adquire novas conform ações, com portam entos e propriedades, m odificando-se totalm ente e não apenas nas aparências. Jesus prom oveu diversos fenôm enos sem elhantes, m ostrando, com isso, o poder e a m agnanim idade de Deus.

Para os irm ãos de m ediana evolução, que ainda não são tantos no orbe terreno, habitando colônias nas regiões m ais leves dos um brais e nos planos interm ediários, a m atéria ordinária oferece m uita resistência à m anipulação, de form a que a sua transform ação som ente pode ser feita dentro de condições bastante peculiares, com o as apresentadas em reuniões m ediúnicas de m aterialização, onde concorre, para o fenôm eno, todo um grupo de irm ãos m odificando e m anipulando energias, com o o ectoplasm a, obtido do m édium e dos dem ais presentes, ao m esm o tem po em que as interferências indesej adas dos pensam entos dos encarnados, que tam bém atuam sobre a estrutura fluídica, são m inim izadas. Essa redução dos efeitos dos pensam entos de m eus irm ãos do plano físico é bastante relevante, um a vez que tam bém podem interferir com a estrutura das energias que estão sendo cuidadosam ente m anipuladas, m esm o que essas interferências sej am nubladas e atenuadas pela presença do corpo físico.

Esses espíritos de evolução m ediana têm ação sobre a m atéria da dim ensão astral, m as de form a ainda lim itada, podendo m udar m ais a aparência do que a natureza dos obj etos. A capacidade de plasm ar obj etos m ais densos, a partir dos com ponentes fluídicos do m eio, ainda não está disponível para a grande m aioria dos habitantes das colônias, os quais obtêm o que necessitam em lavouras, fábricas e oficinas condizentes com a evolução tecnológica de seu plano e sua colônia. As profissões, outrora consideradas “terrenas”, tam bém podem ter grande utilidade na vida além da vida, m otivo pelo qual todos recebem a possibilidade de continuar a estudar e a seguir suas inclinações pessoais, no aprim oram ento constante.

Nas colônias interm ediárias e as de transição, no um bral m ais leve, com o Nosso Lar, Nossa Aliança, Morada Divina e Vida Nova, que existem “sobre” os céus de seu país, alguns de seus m oradores têm grande capacidade de plasm ar, criar e m odificar a m atéria astral existente, enquanto a m aioria engatinha no processo e precisa utilizar a m usculatura de seus corpos espirituais para o trabalho. Isso vai contra o que m uitos de vocês esperam encontrar após o desencarne, m as precisam entender que m uitos dos predicados que vocês esperam possuir após a m orte do veículo físico som ente serão atingidos após m ilênios de evolução contínua, enquanto outros aspectos fazem parte de contos voltados para o público infanto-j uvenil.

Os espíritos com poder m ental m ediano conseguem produzir criações fluídicas de curta duração, m uitas vezes belas até, m as efêm eras. Quase sem pre essas criações representam detalhes do am biente fam iliar e de sua própria aparência pessoal, que com o tem po se m odifica em função do pensam ento, adquirindo novas feições. Não podem os dizer que isso é desconhecido de m eus irm ãos encarnados, um a vez que a nossa aparência pode denunciar aspectos que ocultam os, com o tristeza, loucura e desam or e o princípio é o m esm o, com a diferença de que o psicossom a, em função de sua m enor m aterialidade e m aior plasticidade reflete m ais facilm ente o que trazem os na alm a.

Além desses aspectos, nas colônias espirituais interm ediárias, o poder m ental coletivo dos m oradores pode m udar, m esm o que inconscientem ente, as características atm osféricas e clim áticas, tornando-as m ais am enas e agradáveis. Contudo, a m atéria astral é relativam ente refratária às transform ações m ais pronunciadas, enquanto os espíritos ali residentes trabalham essencialm ente sobre a m atéria m ental, criando obj etos e form as de duração m ais ou m enos perm anente a partir dessa m atéria sutil. A colônia propriam ente dita e tudo que a envolve é fruto do labor de seus m oradores e obedece às m esm as leis de trabalho e descanso que existem entre vocês.

Por outro lado, a m atéria m ental, na qual todos os pensam entos são gravados e que perm eia tudo no universo, com o o fluído universal do qual é constituinte, apresenta enorm e sensibilidade à ação dos pensam entos e vontade, criando form as m ais ou m enos efêm eras, dependendo da capacidade m ental da entidade e da vontade envolvida nos processos de criação. Logicam ente que essas estruturas não são tão palpáveis com o as criações obtidas com a m atéria astral (3). Nessas colônias interm ediárias, o que existe de “sólido” é fruto do trabalho árduo de equipes de todos os tipos de profissionais. O alim ento é cultivado e a terra é arada. O suor é vertido e o descanso é obtido com o consequência do trabalho realizado.

A m atéria m ental, quando sofre a influência de pensam entos incessantes e intensos de grande quantidade de m eus irm ãos, independentem ente de sua evolução espiritual, pode adquirir vida própria por algum tem po, podendo inclusive im pressionar os sentidos ordinários dos encarnados e desencarnados, com o as im agens de corpos de vítim as de assassinatos e de crueldades sem fim , cuj a presença caracteriza os estereótipos que vocês fazem , acertadam ente, de extensas áreas dos um brais terrenos, produzidas por m entes doentias e em estado lastim ável de rem orso e m onoideísm o. Da m esm a form a que essas criações tam bém podem ser captadas em am bientes da crosta que foram palco de m om entos cruciais da vida hum ana, com o a destruição das cidades de Herculano e Pom péia pela ação de vulcanism o na região do Mediterrâneo.

Nas colônias de espíritos felizes, m as não livres da influência da m atéria, onde seus m oradores ainda estão presos a encarnações e lim itados em suas habilidades, podem os dizer que m aiores ou m enores extensões da m atéria astral podem ser m odificadas e utilizadas em construções de prédios e grandes estruturas, cuj a perenidade tem relação direta com o poder m ental daqueles que as criaram , com o tudo de resto. A m ente passa a dom inar ostensivam ente a vida desses irm ãos m ais velhos que os hom ens em geral e as atividades “físicas” vão se restringindo a um m ínim o com a evolução.

Nas colônias espirituais superiores, de espíritos que não m ais precisam reencarnar na Terra e m esm o em outros orbes m ais avançados, a própria estrutura da colônia é fruto da vontade de seus integrantes. São colônias que não m ais se revestem de elem entos m ateriais. Na prática, diria que elas estão integradas às atividades divinas no cosm o, m as adquirem as lindas form as e estruturas descritas por m édiuns apenas quando esses últim os e irm ãos vindos de planos inferiores, em m issão de estudo, necessitam ter um referencial de espaço e tem po. Em um a situação desse tipo, ao visitante, as construções, os m óveis e a estrutura da colônia parecem constituídos de elem entos físicos, tratando-se, em verdade, de um a proj eção das m entes sublim es dos seus m oradores, que j á abandonaram a vida corporal com o a conhecem os, m as que sabem que precisam os de referenciais. Eles buscam , em nossas m entes, o que j ulgam os m ais harm ônico e agradável e procuram nos transportar em direção a esses quadros. Espíritos de evolução diferente poderiam descrever de form as diferentes os m esm os planos sublim es, em função de suas percepções.

Determ inar, nessas condições, o que é fruto dos sentidos e o que é “real” torna-se um desafio, aliás, isso ocorre em qualquer lugar no universo. O que vem os, escutam os e sentim os é fruto da interação de nossa m ente com o obj eto ou am biente que se tornou o centro da observação. Dessa form a, concluím os que o “real” é aquilo que se m ostra capaz de im pressionar os sentidos e a m ente dos dem ais indivíduos presentes e esse fenôm eno tem relação direta com a capacidade m ental dos espíritos envolvidos e a sensibilidade das pessoas. Alguém poderia diferenciar as percepções da realidade? Sem influências do subj etivo?

Com o m encionado anteriorm ente, com o as criações m entais não possuem relação direta com a elevação m oral ou espiritual daqueles que m anipulam a estrutura da m atéria e sim com a capacidade de desej ar e m entalizar algo, tam bém podem os encontrar grandes construções plasm adas pelo pensam ento de entidades inteligentes e poderosas, m as atreladas a concepções de profunda desarm onia, em am bientes trevosos. Nessas cidades, podem os nos deparar com grandes construções produzidas por espíritos que não possuem a vontade de buscar a luz e essas estruturas m ateriais refletem os estados m entais desarm ônicos de seus criadores, inspirando cuidados e transm itindo, deliberadam ente, a opressão que ali im pera. Não há o “verdadeiram ente belo” nesses am bientes, um a vez que a verdadeira beleza é fruto da sim plicidade e da paz. O que vem os é a opulência opressiva, que transm ite a existência de um a hierarquia determ inada pela capacidade de causar dor e dom inar as m entes dos que se encontram revoltados com suas realidades.

Para os habitantes das regiões trevosas, a escravidão é continuam ente utilizada com o form a de m anter dom ínios, m as tam bém com o força de trabalho para as coletividades da escuridão. A escravidão real ainda existe e atinge extensos dom ínios, distantes dos olhos da hum anidade m ais esclarecida. Mas esse estado de coisa vai progressivam ente sendo elim inado, um a vez que tudo é dinâm ico e, na m edida em que o conhecim ento se alastra e os bolsões de dor vão sendo saneados, as condições dessas regiões vão sofrendo alterações pronunciadas. Nas sociedades m ais prim itivas do cosm o, constituídas de espíritos que apenas recentem ente ingressaram no universo sim bólico da razão, as realidades extrafísicas refletem apenas as condições da Mente Criadora Prim ária, Deus, e essas entidades levam um a vida em tudo sem elhante à que apresentavam no plano físico.

Muitos espíritos podem m anipular rapidam ente a sua aparência externa diante de vossos olhos, m as a sua estrutura psicossom ática, nos planos extrafísicos, não são tão m aleáveis, som ente se m odificando através do exercício constante da vontade e do estado m ental de m eu irm ão. Isso aj uda a explicar as m anifestações de entidades que m udam frequentem ente a aparência física e aqueles que, por indução m ental persistente, produziram m odificações na m atéria astral m ais densa, adquirindo form as que não m ais podem ser facilm ente revertidas sem auxílio de tratam ento especializado.

7. O que é a consciência propriamente dita? Como ela se comporta em relação ao homem encarnado?

Joseph. A consciência é tudo que, de fato, existe no cosm o, que passa a ser considerado com o fruto da m ente sublim e e infinita da consciência divina, causa prim eira de todas as coisas.

A consciência é fruto de evolução e crescim ento do princípio inteligente que se origina do sopro divino e passa a viaj ar pelos grandes dom ínios da natureza. Em cada um deles adquire atributos e peculiaridades, aprendendo sem pre e se aproxim ando cada vez m ais da condição de perfeição, quando passa a interagir com suas sim ilares e com o Criador.

Essa força im aterial ou estado não está preso a fatores espaço-tem porais e pode buscar e ter acesso a toda a estrutura do universo, um a vez que dele é parte integrante e plena. Com o força criativa, cada consciência, m esm o que ainda bastante sim ples e fragm entada, tem a capacidade de criar e plasm ar na m atéria ordinária, astral ou m ental onde se encontra inserida, cada qual segundo sua capacidade adquirida. Essas atividades de cocriação são extrem am ente im portantes no desenvolvim ento de sistem as estelares e das grandes estruturas cósm icas, com o as estrelas gigantes denom inadas de hipernovas, que sem eiam , com suas explosões cataclísm icas, os elem entos pesados que constroem a vida orgânica terrena.

Essas atividades de cocriação estiveram presentes em todo o processo de evolução da hum anidade no plano sideral e no âm bito local. Dela tom aram parte os espíritos m ais sublim es, que em função do seu estágio evolutivo foram m uitas vezes confundidos com o próprio Pai, sem sê-lo de fato, os Im ortais, e os m inúsculos seres vivos que surgindo a partir do princípio vital que passou a se m anifestar nas form as m ais sim ples, criava, com seu m etabolism o, os elem entos que perm itiriam estruturas m ais com plexas no futuro. O hom em terreno faz parte desse todo, com o um dos filhos do Pai Eterno, dentro de um a hum anidade m aior.

No hom em terreno, a consciência encontra-se lim itada pelo grau de evolução que ele ainda enverga na Terra e pela presença do corpo físico, que lhe nubla a capacidade de raciocínio e as percepções sobre o universo que o envolve. Com as reencarnações sucessivas, nesse ou em outros orbes, as experiências acabam perm itindo m aior independência da consciência em relação à m atéria, até que essa últim a deixa de exercer qualquer influência e a liberdade de ação torna-se plena para o espírito.

Com o esclarecim ento e o conhecim ento sobre as leis divinas, sem a necessidade de reencarnar, a consciência está livre para seguir o cam inho que se m ostrar m ais adequado, sendo norm alm ente escolhido aquele que perm ite o auxílio aos irm ãos m ais retardatários nessa j ornada. O livro tibetano dos m ortos ilustra as atividades das consciências plenas e ilum inadas, quando destituídas do corpo físico. Escrito há m ilênios, esse texto não pode ser atribuído aos espíritas m odernos, tam pouco era de conhecim ento do codificador, de form a que a universalidade das revelações dos espíritos e da Doutrina Espírita sobre o tem a pode ser m ais um a vez evocada.

8. Temos um pouco de dificuldade em entender o que são os elementais naturais e elementais artificiais. Poderia nos esclarecer isso?

Joseph. A literatura m ostra, com diversas abordagens e enfoques, o que são essas entidades. A m aior dificuldade que tem os é entender, enquanto encarnados, que tais seres existem de fato, sem m isticism o e sem ferir o bom senso.

Os elem entais naturais são seres que ocupam a dim ensão espiritual, evoluindo para aquisição de raciocínio m ais estruturado, após longa j ornada em diferentes dom ínios de form as. A quase totalidade deles ainda não apresenta tirocínio e não pode ser j ulgada pelo que faz. São cham ados de “espíritos da natureza”, em bora não sej am os únicos. Participam da harm onização do am biente natural, sendo que as antigas tradições citam suas existências ligadas aos elem entos naturais, com o as m atas, o fogo, águas e outros. Não podem os extrapolar os seus papéis, m as sabidam ente atuam no equilíbrio entre os elem entos abióticos naturais e as form as de vida que abundam no planeta, com o o controle do clim a.

Eles representam um a etapa de transição, com o nós m esm os tam bém o som os, não se iludam do contrário, um a vez que nada perm anece estático no universo. Para a vida dos planos espirituais, os elem entais naturais estão a cam inho de ingressar entre os hom ens, saindo de form as de consciência m ais fragm entária. No passado distante, quando hom inídeos m ais prim itivos ainda percorriam as trilhas das m atas e cam pinas, esses espíritos elem entais tinham a oportunidade de reencarnar com o parte desses grupos, seguindo sua ascensão evolutiva em direção ao gênero hum ano. Atualm ente, a transição entre elem entais naturais e os hum anos m ais sim ples se faz em outros sistem as planetários, um a vez que o hom em terreno, na sua form a atual, não m ais representa, em condições norm ais, oportunidade im ediata de evolução para esses nossos com panheiros.

Os elem entais naturais vivem da enorm e gam a de energias que form a o nosso am biente fluídico e constituem fam ílias com o nós m esm os o fazem os. Possuem grande capacidade de m anipular e entender as forças naturais, podendo ser em pregados para o bem ou para o m al, sendo que os espíritos que os com andam para as trevas serão j ulgados severam ente, da m esm a form a que os professores serão j ulgados por terem dado orientações nefastas para seus alunos.

Nos centros espíritas, são responsáveis, em parte, pelo preparo do entorno fluídico da casa e dependências, principalm ente para aquelas reuniões que se fazem próxim as de am bientes agrestes. Apresentam grande capacidade de ação na elim inação de fluídos m ais densos, energias deletérias e form as pensam ento, transm utando-as, com facilidade, em form as neutras que desaparecem do recinto. Essa utilização dos elem entais é im portante e deve ser estim ulada, um a vez que colabora para o desenvolvim ento de noções de ética e perm ite que esses irm ãos nossos tenham contato com espíritos capazes de lhes auxiliar na prática do bem .

Os elem entais naturais podem ser encontrados nas dim ensões espirituais m ais próxim as da crosta e nessa últim a, por vezes interagindo com os hum anos desencarnados ou m esm o encarnados, que m uitas vezes não sabem do que se trata. Em centros espíritas podem ser vistos com frequência, em bora norm alm ente não deem com unicação. Contudo, com o tam bém ocorre entre os m eus irm ãos, existem elem entais que possuem m aior discernim ento e são orientadores e líderes de outros, podendo, em casos m ais raros, se m anifestar j unto a vocês. Alguns espíritos hum anos vivem e prosperam entre os elem entais, procurando dar-lhes m aior percepção sobre a vida e a criação divina, colaborando com o processo evolutivo desses am igos.

Os elem entais artificiais são frutos efêm eros da m anipulação da m atéria m ental e astral. São fruto do pensam ento e ao pensam ento sem pre estarão ligados. Podem se originar de pensam entos elevados ou, m ais frequentem ente, de m entes enferm iças que sorrateiram ente procuram se assenhorar de pessoas incautas. Nesse últim o caso, o pensam ento enferm iço e doentio de entidades das trevas com grande poder m ental pode levar a criação de form as que variam de estruturas pouco organizadas, até entidades aparentem ente hum anoides ou até anim alescas, cuj a vida transitória pode durar por dias, sem anas, m eses ou m ais. Nos um brais e regiões subm etidas ao im pério das trevas essas criações são particularm ente frequentes.

Quando oriundas de m entes doentias, podem ter algum a iniciativa, m as tais forças são utilizadas apenas para a obtenção de energias vitais j unto à crosta e para prática aberta do m al institucionalizado. Ao se aproxim arem de encarnados com os quais estabelecem sintonia vibratória, os elem entais de m atéria m ental poderão ter contato com a intim idade do sistem a nervoso do irm ão, enquanto aqueles que são form ados de m atéria astral, m ais densa, ganham acesso através da respiração ou através dos chacras inferiores, em particular o plexo solar.

Em todos os casos, havendo sintonia entre o pensam ento que gerou a form a Elem ental e o seu alvo encarnado, estabelece-se um a relação de sim biose na qual o hum ano m antém a integridade do ser “invasor” através de seus pensam entos, ao m esm o tem po em que perde tônus energético, passando a apresentar todos os sinais típicos de m al-estar e depressão, além de sentir profunda inclinação para a prática de todas as m azelas que sua alm a j á era predisposta pela sua história reencarnatória. A queda vibratória decorrente irá facilitar a aproxim ação de entidades trevosas e o desenvolvim ento de obsessões.

Com o dito anteriorm ente a respeito das form as pensam ento, a m elhor form a de se m anter distante da influência desses seres de vida transitória criados pelas m entes trevosas é a reeducação do pensam ento, buscando a paz e o trabalho fraterno. A reform a pessoal é o cam inho que m eus irm ãos deveriam procurar seguir, afinal, é o verdadeiro obj etivo da reencarnação de cada um de nós.

Notas dos autores:

 

1. Nota do autor encarnado: muitos dos meus colegas de profissão, acadêmicos,

possuem livros espíritas ou evangélicos tradicionalistas contando experiências de vida nas áreas da fé ou da espiritualidade, mas esses textos somente deverão ser publicados (isso se forem publicados, o que não acredito), após suas aposentadorias. O receio de perder o respeito dos pares atinge níveis significativos, principalmente entre os mais velhos e conceituados. Preferem centenas de artigos científicos nobres e úteis do que um dia assumir posição diante desses pontos da fé pessoal, mesmo que viessem a auxiliar as pessoas que passam pelos mesmos problemas que eles passaram e venceram. Tudo fica em nível de conversas pessoais e informais.

2. Nota do autor encarnado: o autor espiritual faz uma menção bastante clara às

gaiolas ou câmaras de Faraday.

3. Nota do autor desencarnado: a matéria aqui denominada de “astral” constitui

toda a estrutura material que vibra em frequência diferente da observada no mundo físico, mas que apresenta, para os espíritos, a mesma condição que a matéria ordinária apresenta para os encarnados. Alguns círculos espirituais em nossa colônia não se utilizam dessa terminologia, até porque a matéria ordinária poderia ser chamada de “matéria astral” por espíritos que não habitam o plano vibratório de vocês, na Terra.