Vida Além da Vida - Vol. 2
Introdução ao tema
Introdução ao tem a
No volum e 1 dessa obra discutim os os diferentes aspectos da vida após a m orte do corpo físico e as relações interpessoais entre os espíritos dos dois lados do véu, com um a linguagem direta, abordando assuntos com o a vida nas com unidades espirituais, obsessão, reencarnação, reprodução assistida, clonagem , aborto, bem com o as forças das trevas e sua relação com a evolução planetária. No presente volum e, procuram os abordar alguns assuntos de relevância na casa espírita, com o m ediunidade, religiosidade, saúde do corpo físico e do espírito, problem as ligados aos tratam entos espirituais e o poder do pensam ento.
Esses assuntos, da m esm a form a que aqueles abordados no volum e 1, vêm sendo explorados pela literatura espírita, m as quase sem pre com certo viés dogm ático ou m ístico, o que atrapalha sua com preensão e discussão. Esse universo que se descortina aos nossos sentidos é m uito m ais rico e com plexo do que podíam os im aginar no passado próxim o. Muitas surpresas ainda estão reservadas para o nosso lento cam inhar em direção a Deus. Por outro lado, tem os observado a penetração paulatina de im agens pouco reais da vida espiritual, j unto às com unidades espíritas, que acabam incorporando traços de lendas e tradições exóticas à filosofia dos espíritos. Não som os avessos às transform ações, m as devem os ponderar sobre o conteúdo daquilo que recebem os na seara cristã. A lógica deve se im por sem pre.
Nessa j ornada aprenderem os que “a vida além da vida” é apenas m ais um a etapa e não encerra um a verdadeira m udança, um a vez que o ingresso para os reinos divinos é exatam ente a reform a pessoal. Com o j á dissem os, “ainda nos iludimos com aspectos romanceados do plano espiritual. Entretanto, a reforma pessoal e o preparo para essa derradeira jornada são os principais objetivos da Doutrina dos Espíritos. Estamos falhando muito na compreensão de suas leis e implicações”.
No presente volum e, verem os que a condição que envergam os no corpo físico reflete nosso perispírito, o qual é estruturado a partir de outros corpos espirituais em dim ensões superiores, os cham ados corpos superiores. Nessa j ornada, descobrirem os que a m ediunidade é m aravilhoso instrum ento para auxiliar a j ornada de cada um , m as pode vir a se converter em veículo de quedas espirituais significativas. O estudo e o bom uso dos dons m ediúnicos são antídotos contra a vaidade e egocentrism os que deform am o caráter de tantos m edianeiros pelo país e pelo m undo.
Os autores desencarnados, Ishm ael e Joseph Gleber, em bora profundam ente ligados ao Espiritism o, possuem um a abordagem pouco ortodoxa dentro da Doutrina dos Espíritos, fruto de seu passado j udaico e alem ão, com grandes vínculos acadêm icos, que podem ser vislum brados na sua cordial e fraterna relação com o autor encarnado, trabalhando no atendim ento e dem ais atividades do centro espírita-cristão "Casa do Cam inho Luz e Esperança", situado no m unicípio de Ilha Solteira.
Com o apresentado no volum e 1, em sua últim a existência no plano físico, tanto Ishm ael, quanto Joseph, foram considerados j udeus pelo governo do III Reich e pagaram com a própria vida a origem racial, em função das leis de Nurem berg, prom ulgadas em 1935 (Gesetz zum Schutze des Deutschen Blutes und der Deutschen Ehre, ou seja "Lei da Proteção do Sangue e Honra Alemães", ou simplesmente "Leis Raciais" ou “Leis Contra Miscigenação Racial”). Ishm ael era professor de renom ado curso da área de saúde da Universidade de Berlim , enquanto o am igo Joseph trabalhou no program a de arm am entos do III Reich, não por iniciativa própria, um a vez que todos os indivíduos com capacitação técnica foram alvo de recrutam ento com pulsório, particularm ente na área de com bustíveis, propulsão e energia atôm ica; sua tentativa de retardar os esforços de guerra do Reich acabaram rendendo-lhe a m orte, j untam ente com sua fam ília.
Os am igos espirituais têm rico conhecim ento científico a respeito da m edicina espiritual e das im plicações da ciência terrena nos processos de reencarnação e evolução individual e planetária. Porém , suas abordagens são m uito diferentes. Ishm ael possui um enfoque m ais pessoal, enquanto Joseph adota um tom m ais acadêm ico. Eles desfrutam de nosso apreço e carinho. Com o eles m esm os dizem , preferem posturas críticas nas reuniões de trabalho do grupo, prevenindo os elem entos da discórdia, polêm ica estéril e desinform ação.
Com o apresentado no volum e 1, Ishm ael se apresentou com o um senhor de sorriso aberto e um a postura bastante paterna. Sem im posições ou vaidade, dirigia os questionam entos que lhe foram feitos com extrem a alegria e m aestria, com o se aquilo representasse um a grande honra. Tudo apontava para a alegria de trabalhar e poder ser útil de algum a form a. Ele traz um lado m ais pessoal às nossas discussões e não tem receio de proferir um “não sei” ou “desconheço” a respeito de um determ inado aspecto da consulta.
Por outro lado, Joseph é m ais form al e gosta que questionem os os tem as a fundo. Sua postura bastante acadêm ica por vezes dificulta a com preensão de suas abordagens, m as nada que não pudéssem os solucionar. Adm ira a dedicação e cobra m uito estudo. Sua presença é bastante forte e tem grande apreço pela associação entre a doutrina dos espíritos e a ciência m oderna, em particular nas áreas m édicas e na física, que considera a m ãe de todas as outras.
Inicialm ente, propusem os um questionário que foi sendo dilatado na m edida em que as com unicações eram recebidas. O autor encarnado psicografava os textos segundo a ordem na qual recebia as inform ações e não na ordem final em que as perguntas foram dispostas. A transm issão dos textos era realizada na form a de im agens e “insights” nítidos. Em diversos m om entos, durante a psicografia com lápis e papel, ou durante a digitação das laudas, os am igos fizeram com entários que foram registrados entre parênteses ou com o notas no fim de cada capítulo.
Esse livro foi o fruto de num erosos encontros espirituais e psicografias recebidas entre fins de dezem bro de 2011 e m eados de setem bro de 2012. Em todas as reuniões m ediúnicas em que as psicografias foram obtidas, procurava-se apresentar os questionam entos da form a m ais clara possível aos irm ãos do invisível e, em diversos m om entos, questionam entos adicionais foram feitos para com plem entar os tem as previam ente form ulados. As reuniões foram realizadas na "Casa do Cam inho Luz e Esperança", no m unicípio de Ilha Solteira-SP, e no centro espírita-cristão "Seara a Cam inho do Mestre", no m unicípio de Birigui-SP. Questionam entos adicionais foram endereçados a esses am igos a partir da Fundação Adolpho Fritz, m unicípio de Terenina-PI, e centro espírita Chico Xavier, m unicípio de Ilha Solteira-SP.
Em diversas ocasiões, outros m édiuns deram passividade m ediúnica aos autores desencarnados, reforçando sugestões e críticas transm itidas ao autor encarnado.
Os temas
Quanto aos tem as a serem discutidos...
Muitos dos assuntos aqui discutidos constituem verdadeiros tabus dentro das religiões m ais dogm áticas e, infelizm ente, não são frequentem ente discutidos dentro da Doutrina Espírita, principalm ente a relação entre religiosidade e reencarnação, que m uitos espíritas consideram com o um a exclusividade de sua fé, além de aspectos dessas crenças e sua relação com obsessão, bem com o saúde física e espiritual.
Em anos recentes, ao m esm o tem po em que um a enxurrada de textos exóticos passou a penetrar na seara espírita, m uitos dos quais sem a m ínim a noção sobre os assuntos que pretendiam abordar, pintando a ciência e os cientistas com o inúteis (em bora usem os serviços m édicos e as com odidades do m undo m oderno, cheios de ciência), um a reação ortodoxa com um a postura excessivam ente retrógrada de m uitos dirigentes e federações, que não aceitam sequer discutir os novos tem as, tom ou corpo e vem dividindo o m ovim ento espírita. A Doutrina dos Espíritos não pode ser dividida, m as sabem os que m uitos aspectos que foram transm itidos a Kardec estavam carregados de figuras de linguagem e se referiam às potencialidades do espírito hum ano e não são condizentes com o que encontrarem os, em nosso nível evolutivo, na vida além da m orte física. Autores encarnados e desencarnados j á nos alertaram sobre isso.
Estam os nos tornando tão apegados aos textos básicos da Doutrina, a despeito de seu enorm e valor, que podem os nos tornar sem elhantes aos “doutores da lei”, que tanto lutaram contra a interpretação m ais espiritualizada das escrituras j udaicas no início da era cristã. Jesus teve problem as apenas com eles e não com os pobres de espírito. Os textos estão prestes a se tornarem m ais im portantes do que a m ensagem neles contida. Muitos espíritas aceitariam discuti-los apenas se o espírito de Kardec ou do Mestre Jesus se m aterializasse em um a reunião am plam ente docum entada e sugerisse a discussão em voga. Pobre hom em que se sente culto. Esse é o verdadeiro grande hom em pequeno.
Com o j á evidenciado em textos anteriores, os am igos do invisível fazem questão de estim ular a discussão, m esm o sabendo que, no geral, a crítica sai m ais facilm ente da boca do que as ponderações m ais lúcidas e desapaixonadas. O Mestre Jesus, que está m uito acim a de tudo o que j á pudem os divisar na Terra, foi alvo das críticas m ais atrozes proferidas pelos doutores da lei. Doutores da lei...
É triste, m as ao m esm o tem po lógico, saber que aqueles que se dizem doutos apresentam m aior resistência às m udanças. O espírito André Luiz, em conversa com Lísias, foi inform ado que durante as m odificações em preendidas na colônia Nosso Lar, a respeito da utilização de um a alim entação m ais leve e m enos m aterial, que a m aior resistência veio dos intelectuais e pesquisadores da cidade, que não viam com o o corpo perispiritual sobreviveria sem m aior aporte de nutrientes e m atéria. Em nosso m eio, as coisas não são m uito diferentes. Tudo é com plicado, tudo é difícil, tudo é “doutrina”, para alguns.
As m entes com ideias cristalizadas não aceitam discussão, aliás, nem que se discuta na ausência delas, com o se o universo fosse m udar sim plesm ente porque a vontade de alguns irm ãos assim o determ ina. Ledo engano. A verdade, sej a ela qual for, se im põe, j á colocava o sábio rabino Gam aliel, j unto ao Sinédrio de Jerusalém , diante dos apóstolos cristãos. Apenas o tem po poderá nos dizer os resultados dos nossos esforços na busca pela m elhor com preensão do m undo onde estam os inseridos.
Alguns dos aspectos m ais controversos apresentados no presente estudo, foram discutidos com os guias espirituais e dirigentes das casas espíritas citadas acim a, destacando-se os num erosos questionam entos que foram direcionados aos guias espirituais da Fundação Adolpho Fritz, onde o m édium era cham ado (com o m uitos o são) de "o brasileiro", para diferenciá-lo dos diversos com panheiros de origem germ ânica citados ou envolvidos com o texto.
A todos um abraço fraterno desse brasileiro.
O clim a de cooperação era m otivado não apenas por interesses com uns, m as principalm ente pelo passado que fala a favor de um a relação de trabalho am igável entre os envolvidos. Todos foram j udeus, alguns j udeu-alem ães, outros j udeus e alem ães.
A existência de grandes clássicos da literatura espírita sobre os tem as aqui tratados não invalida a iniciativa, um a vez que a desinform ação da população, em geral, sobre os tem as propostos, é significativa e m esm o entre os espíritas os chavões e clichês são com uns e não condizentes com a riqueza de aspectos relativos à m ediunidade e da vida espiritual .
Esperam os que os textos possam representar auxílio nessa cam inhada em direção ao entendim ento da realidade m aior, trazendo conforto e alento. O conhecim ento é um a das m elhores arm as para vencerm os as trevas que ainda resistem em nosso coração. Com o a verdade evangélica, conhecereis a verdade e ela vos libertará...
Em bora não com prom eta os obj etivos desse estudo, os dados de algum as pessoas citadas no texto foram m odificados para não criar constrangim ento para suas fam ílias.
Com o colocado no volum e 1, “aproveitamos para deixar registrado que toda a luz e amor vêm de Deus, que não nos desampara e, através de Seus muitos filhos mais velhos, nos guia até mares mais calmos e praias acolhedoras”.
Ilha Solteira, 09 de setem bro de 2012.
Elerson Gaetti j ardim Júnior
Uma palavra dos autores desencarnados sobre o texto “Vida além da vida”, volumes 1 e 2:
A vida é presente divino que se reveste de profundo significado para todos nós, independentemente do onde ela se manifesta. É uma escola inigualável, capaz de operar milagres em nossa maneira de ver o universo.
Muitas vezes negligenciamos, por ignorância, o chamado da espiritualidade a respeito de nossas obrigações para com os nossos queridos e mesmo para com os nossos antigos desafetos. Erramos e persistimos no erro. Contudo, as lições se sucedem e o espírito amadurece pelo trabalho ou pelo sofrimento, que nos ajudam a expiar as falhas do passado.
A reencarnação e a vida do outro lado da vida constituem elementos indispensáveis para a evolução espiritual de todos nós, em ciclos que não se fecham, mas se completam como em uma estrutura em espiral, onde acrescentamos novos degraus ou voltas ao nosso acanhado conhecimento das leis divinas.
Nós fazemos coro às palavras do nosso amigo encarnado, que assevera ser o amor o único sentimento que permanece após a perda das roupagens transitórias, com as “mortes” que teremos de encarar no futuro, além daquelas que já foram vivenciadas em nosso passado profundo. Nessa escola, as palavras dos espíritos superiores sobre o renascer soam como mágica oferta de redenção para todos os que se sentem aflitos com sua condição presente.
Nada ocorre como resultado dos caprichos do destino ou do acaso, tudo está interligado em nosso universo e feliz é aquele que tem paz no coração para tirar as boas lições de todas as vicissitudes e alegrias que a vida oferece.
Um abraço fraterno.
Ilha Solteira, 11 de junho de 2012.
Ishmael
Joseph