Vida Além da Vida - Vol. 2
Saúde do Corpo e da Alma
Saúde do Corpo e da Alm a
1. O que é saúde?
Joseph. Saúde é um estado harm ônico, de equilíbrio dinâm ico, entre os diferentes constituintes de nosso com plexo físico-espiritual, incluindo aí os corpos espirituais e o corpo físico, bem com o sua interação com o m undo social, que nos rodeia. Manifesta-se pela form a positivista e otim ista de encarar e resolver problem as e de se posicionar diante de desafios; se apresenta não apenas com o ausência de m ales físicos, m as tam bém com o capacidade de interação social.
Em um a acepção m aterialista, saúde consiste, erroneam ente, na ausência de doença e pode ser caracterizada pelo funcionam ento satisfatório de todos os sistem as orgânicos. Isso é um a falácia, um a ilusão. Em prim eiro lugar, porque ignora que grande parte dos problem as ou fatores que interferem com a “sensação de saúde” tem origem externa ao sim ples funcionam ento dos sistem as orgânicos propriam ente ditos, por vezes apresentando origem puram ente ligada ao passado espiritual daquele irm ão, ou m esm o ao seu universo m ental, tão pouco tocado pelas considerações m aterialistas da m edicina terrena. Antes de tudo, o que o corpo físico traduz não é m ais do que um estado de m om ento, que reflete todo tipo de influências, desde perdas de equilíbrio fisiológico, associado ou não às doenças som áticas, a condições energéticas e espirituais.
Exatam ente sobre essas condições energético-espirituais citadas acim a é que tem os as influências de elem entos dissonantes, com plexos m orais, psicológicos, carm as negativos de um passado que ainda não quer calar ou harm onizar, produzindo brechas para influenciação e para vam pirism o energético, que fatalm ente irão se estabelecer e se m anifestar no corpo físico, na form a de doenças que, aos olhos do m undo, não tem um a relação direta com o m odo de vida ou a m aneira de pensar do encarnado. A saúde do corpo físico é apenas a ponta do “iceberg” e, infelizm ente, é a única fração do problem a que está parcialm ente disponível para a ciência m aterialista e para a m edicina terrena.
As m anifestações clínicas de um a doença física nada m ais são do que o resultado do aprofundam ento de condições que se iniciaram anteriorm ente e que, por falta de resolução adequada, adentraram o universo m aterial com o form a de alerta, pedindo correções de rum o e de postura. Quando as pessoas aceitarem que som os anteriores ao m om ento da concepção, do encontro dos gam etas de nossos pais terrenos, passarem os a com preender m elhor os porquês das dores e padecim entos que desenvolvem os ao longo de nossa estada no m undo das consciências e form as ligadas ao corpo físico (1).
Não raro, a nossa m iopia espiritual é tam anha que a doença física, da m esm a form a que a m iséria m aterial, se converte no m elhor instrum ento disponível à Espiritualidade Maior para nos m ostrar os verdadeiros problem as de nosso espírito im ortal, que não reconheceríam os em nossa frente, são com o bússolas a indicar a necessidade de m udança e o rum o a tom ar.
2. Q ual relação pode ser traçada entre as doenças da alma e do corpo físico?
Joseph. Com o em outros aspectos abordados aqui, essa questão tam bém representa a interação entre os diferentes corpos que com põem o hom em integral.
O corpo físico tem que ser entendido dentro do conceito de que ele não é o “ser”, m as parte do m esm o, constituindo um a vestim enta que habilita a consciência im ortal, o espírito, a se expressar no plano físico. Existe um fluxo de energias e inform ação em direção aos corpos espirituais inferiores e desses para o corpo físico. Não são sistem as estanques e sim com plem entares. A base dessa interação entre o corpo físico e dem ais corpos espirituais reside na existência de m últiplas dim ensões espaciais no universo, onde os níveis superiores se sobrepõem aos inferiores e, nesse processo, inform ações e influências vem e vão através de liam es fluídico-m agnéticos que ligam os diferentes corpos espirituais e entre esses e o corpo físico, para os irm ãos encarnados. Por esse m ecanism o, os vícios terrenos interferem na estrutura do perispírito e as desarm onias nos corpos superiores determ inam as doenças físicas.
O corpo físico sofre influências estruturais do psicossom a ou perispírito, que traz em si as m anifestações do passado reencarnatório e do estado m ental do irm ão, que são em itidos pelos corpos superiores, com o os corpos m entais. Nessa condição, a desarm onia m ental pode levar a alterações profundas na estrutura perispirítica e, por conseguinte, no próprio corpo físico. Da m esm a form a, o uso inadequado do corpo físico tam bém leva a im pregnações do psicossom a que irão se interferir futuram ente na vida do irm ão, nessa ou em outra existência. Não podem os deixar de considerar que vivem os em um contínuo tem poral...
Vej am os o caso do tabaco, exem plo que utilizam os pela frequência com que m eus irm ãos se entregam a ele e pela ciência m aterialista j á ter obtido enorm e quantidade de inform ações a respeito das suas consequências sobre o corpo físico. Além dos efeitos celulares no organism o dos encarnados, com o desarranj o crom ossôm ico, com notória capacidade m utagênica, o tabaco ainda é capaz de im pregnar, na condição de agente de suicídio inconsciente, o perispírito do irm ão, interferindo com o cam po eletrom agnético que o perispírito cria ao redor do corpo encarnado. Assim , m esm o que o seu usuário não desenvolva qualquer alteração neoplásica (2) em consequência do consum o desse produto, em anações desse agente deverão continuar a segui-lo após o óbito, podendo se m anifestar em doenças de cunho energético, no psicossom a, com sinais de fibrose pulm onar, enfisem a, câncer e outras condições, que dem andarão tem po para sua elim inação e poderão acom panhar o espírito em um a encarnação posterior. No retorno ao corpo físico, os efeitos dessas im pregnações do perispírito poderão aparecer na form a de m aior tendência as enferm idades associadas ao fum o, o que deverá m anter o am igo afastado do vício. Até nesse m om ento, a vida apresenta um caráter em inentem ente educativo.
Com o não existe um a perda de continuidade entre as diferentes existências aí e aqui, cada dia na Terra acrescenta linhas ao texto de nossa história, tanto no crescim ento espiritual, com o no uso que fazem os de nossa instrum entalidade, que por sua vez poderá afetar nossa saúde em um futuro retorno ao plano físico e isso continua operante m esm o após o desencarne, um a vez que nosso “eu” verdadeiro não aceita nossas j ustificativas, quase sem pre esfarrapadas, para as falhas que carregam os de um lado para outro. Precisam os dar passagem a esses atos de letargia espiritual e assum ir o nosso papel de agentes ativos de nossa própria existência, tanto na esfera física, quanto nas m últiplas esferas “não físicas”.
Muitas doenças que os acom panham na crosta são parte de tratam entos para doenças da alm a, que m eus irm ãos envergavam desse lado da vida e em existências anteriores. Situações existem em que o espírito vai para o plano físico com profundas lim itações m otoras para evitar que suas atitudes tenham consequências m ais sérias para ele e para os seus fam iliares, com o o j ovem que, após inúm eras existências interrom pidas voluntariam ente, renascera sem os m em bros superiores e inferiores, além de profundas lim itações neurológicas, o que o obrigaria a convencer outra pessoa a auxiliá-lo na tentativa de novo suicídio, o que seria pouco provável em função da reconhecida condição m ental do paciente. Aqueles que o acom panhavam no m undo físico se questionavam sobre o que m otivara tam anha “crueldade”, sem saber que aquele estado de coisas havia sido plantado com o form a de im pedir o pior e com o consequências das próprias atitudes anteriores do irm ão. As doenças tam bém im põem lim ites às nossas inconsequências, m as geralm ente não vem os dessa form a.
Ou o j ovem paralítico, cego e m udo, que havia m atado e ferido tantos congêneres seus em encarnação anterior. As lim itações que possuía o obrigavam a escutar o evangelho cristão, um a vez que sua casa era visitada por inúm eros irm ãos religiosos, de espíritas a evangélicos, que se com padeciam daquela condição e procuravam dar-lhe esperança. Sem poder andar ou falar, não ofendia e tam pouco ou se retirava do recinto na presença desses abnegados servos do Criador. Foi a única form a encontrada pela espiritualidade para sua evangelização.
Outro exem plo dessa realidade reside nas enferm idades m entais, que m uitas vezes im pedem que antigos obsessores sedentos de vingança consigam detectar ou controlar seus desafetos encarnados, que hoj e abundam em sanatórios e casas de tratam ento especializado. O equilíbrio será restabelecido e o espírito logo estará em condições de recobrar as rédeas de seus destinos e seguirá adiante, após benfazej o m om ento de reflexão que, na esfera física, foi sentida com o um a vida em um corpo que não era capaz de fazer prevalecer os pensam entos oriundos dos corpos m entais do irm ão. No plano espiritual o tratam ento deverá continuar e habilitará o paciente a novo reencarne, dessa vez em condições plenas.
Dia virá em que o histórico das vidas de um indivíduo será considerado integralm ente para o diagnóstico e tratam ento de suas enferm idades físicas. As consequências desse enfoque logo se fariam sentir, com a redução significativa de quadros depressivos e o surgim ento de um a postura m enos preconceituosa diante de tantas doenças debilitantes, o que m uito aj udaria os seus portadores. O núm ero de suicídio seria drasticam ente reduzido.
3. Existem doenças que se desenvolvem após a morte?
Ishmael. Com o não? Os m édicos desencarnados têm m uito trabalho (3).
Am igos, am igos... São com uns os casos em que o indivíduo, na tentativa de obter a própria m orte, através do suicídio, e o espírito por ação do m onoideísm o, acabam por deform ar seu corpo perispiritual, gerando aberrações de form a, podendo m esm o vir a perder o perispírito em um processo conhecido com o segunda m orte, nesse caso, por ovoidização.
A reconstituição do corpo perispiritual necessita de tratam ento prolongado e se assem elha ao procedim ento dispensado aos pacientes m antidos em um a unidade para queim ados ou poli traum atizados, onde utilizam os o corpo m ental para o processo recom posição do perispírito, visto ser ele im une a todo tipo de agressão. Isso em nada difere da m orte do corpo físico para os encarnados. Muitos desencarnados m anifestam as m esm as doenças que outrora envergavam no corpo físico e isso tam bém requer tratam ento adequado, não apenas no perispírito, m as tam bém de evangelização, um a vez que as desarm onias e desequilíbrios espirituais continuarão gerando esses problem as ao longo dos anos de perm anência naquilo que vocês cham am de erraticidade.
Com o citado acim a, todas as doenças se estabelecem com consequências de falta de equilíbrio do indivíduo com o m eio am biente e seu estilo de vida. Aqui não é diferente. Grande parte das enferm idades adentra o corpo espiritual através da fixação na doença e no descontrole e desarm onia.
Dependendo da faixa vibracional, existem agentes que podem levar a doenças degenerativas, neoplásicas, neurológicas e outras, geralm ente frutos de desarm onia persistente, estabelecida aí e aqui, ao longo dos ciclos reencarnatórios. Nas esferas superiores, nada disso existe. Com o havia lhes falado, não ocorre um salto após a m orte, m as um a longa j ornada que deverá ser trilhada a cada santo dia. Mesm o assim , o perispírito é bastante resistente às agressões do m eio e som ente sucum be quando o seu detentor desenvolve reações profundas à vida. Na Terra vocês falam que a pessoa só m orre quando não quer m ais viver, aqui essas palavras são ainda m ais verdadeiras.
Nos planos m ais elevados, após a m orte física, a consciência é tudo que som os e ficam os onde e com o ela determ ina, perdem os todos os invólucros m ateriais. Saúde ou doença são estados da alm a, assim com o Céu e o Inferno tam bém o são. Ou vocês ignoram que em quase todas, senão todas, as doenças terrenas os fatores predisponentes são tão im portantes quanto o próprio agente causal? A m ente deve estar sadia para m anter um corpo sadio.
4. Poderia nos dar um exemplo de doença que se manifesta após a morte?
Ishmael. Com o pode um fum ante reclam ar de um câncer de pulm ão, fruto tão reconhecido de inúm eras substâncias m utagênicas e carcinogênicas capazes de danificar o DNA das células do corpo físico? Da m esm a form a, o fum o afeta o equilíbrio das células do corpo espiritual e, a partir daí, os desequilíbrios se m anifestam no corpo físico. No caso do corpo espiritual, as influências se dão em função das energias e fluídos associados à dependência que se estabelece.
Devem os sem pre nos lem brar de que o perispírito determ ina a estrutura do cam po eletrom agnético que existe ao redor de todas as form as vivas e esse cam po é o agente estruturador do corpo físico. As em anações energéticas do duplo etéreo, perispírito e o cordão de prata são as m anifestações m ais sim ples e palpáveis desses cam pos. Um a m odificação do perispírito im ediatam ente interfere com tais estruturas, que transferem para o corpo físico os efeitos dessas m odificações no corpo espiritual.
Para vocês, na esfera física, os m esm os elem entos podem ser fartam ente encontrados na literatura, com o ocorre com as infecções sexualm ente transm issíveis e o relacionam ento prom íscuo de parcela significativa dos envolvidos. Outro exem plo é o câncer de colo uterino e sua relação com infecções virais, que deixa claro que o com portam ento dos indivíduos é fator determ inante no desenvolvim ento de enferm idades. Parte desse com prom etim ento físico tam bém atinge o perispírito e, dependendo das condições espirituais do am igo que desencarna, podem se fazer presentes desse lado da vida tam bém .
A nossa vida é rica em consequências da interação corpo físico-corpos espirituais. Por esse m otivo, as cirurgias espirituais são realizadas no perispírito, sem necessidade de incisões ou cortes no corpo físico. No passado, m édiuns e as equipe espirituais, em m uitos casos, prom oviam a rem oção física de lesões do corpo físico para m ostrar a necessidade de estudarm os a m edicina espiritual e para cham ar a atenção para o fenôm eno das curas espirituais e a realidade da vida após a m orte e da m ediunidade. Essa fase passou e podem os trabalhar em grandes e produtivas equipes, que atendem a casas espíritas e m uitas outras igrej as e pessoas que se ligam à Espiritualidade Maior em função da sinceridade de caráter e de propósito de seus integrantes, independentem ente do nom e da religião.
A prom iscuidade sexual, m ais um a vez, é a porta de entrada de num erosas doenças parasitárias e m icrobianas no corpo físico e, após a m orte de seus portadores (4), anom alias de todos os tipos se m anifestam no corpo perispiritual, podendo, futuram ente, atingir o organism o físico em novo reencarne. Muitas podem ser as consequências dessas atitudes, em encarnações futuras, com o a im potência sexual, deform ações na genitália e, principalm ente, a m ácula m ental de não conseguir am ar a outrem com o coração, levando à dificuldades profundas de estabelecer vínculos afetivos m ais sólidos, bem com o a sensação de autocídio inconsciente e dificuldade de sentir prazer em relações sexuais “norm ais” ou consensuais. Muitos hom ens e m ulheres tam bém acabam tendo dificuldade em aceitar a paternidade e a m aternidade em virtude de desvios pretéritos.
Nas dim ensões espirituais m ais densas, a perda progressiva da saúde perispiritual é consequência das em anações fluídicas insalubres do am biente, que tende a produzir profundas alterações de form a e função na organização orgânica do perispírito. Nessas condições, germ es e m icróbios do am biente podem vir a afetar o corpo perispiritual dos m oradores dessas com unidades de sofredores, levando ao desenvolvim ento de doenças, m im etizando m uitas enferm idades infecciosas terrenas. Nessa condição, o fato determ inante é o estado m ental do espírito atingido. Se ele estivesse em condições satisfatórias de harm onia e autocontrole, não seria tingido. Agora terá de se subm eter a tratam entos de tipos variados, quase sem pre agindo sobre o hospedeiro para controlar e extirpar a doença. Essas m odificações podem levar ao m esm o quadro de perda da estrutura perispirítica e necessidade de atendim entos prolongados (5).
Aprendam que a lei de ação e reação não é apenas um a bela teoria. Muitos dos que adoecem em suas vidas atuais estão passando por aj ustes que foram estabelecidos há séculos e não podem fugir disso. A m elhor m aneira de atravessar esses m ares revoltos é encará-los frente a frente, sem m edo, e aprender com eles. Aprender a dizer NÃO tam bém é im portante. A dor cria novas oportunidades para o crescim ento pessoal, ao m esm o tem po em que a resignação nos fornece condições para superarm os os desafios. Apenas a revolta cega.
Para encerrar essa questão, aquele que cuida do veículo físico com am or durante sua vida, tam bém atravessa a m orte de form a a readquirir a saúde quando retorna para a pátria m aior.
5. Há poucos momentos vocês falaram que trabalham com a saúde do perispírito e que esse corpo espiritual pode adoecer. Existe necessidade de tratar doenças após a morte?
Ishmael. Vocês conhecem alguém que "m orreu" sadio? Isso é raro, principalm ente tratando-se de consciências pesadas. Os hospitais são a porta m aior para os diferentes estados da alm a.
Para aqueles que m orrem sem preparo para a m orte física, o corpo perispiritual traz um a extensa gam a de enferm idades, que são obj eto do nosso trabalho reparador. Para aqueles que sofrem acidentes ou m orrem de form a brusca, apenas os irm ãos m ais libertos do m undo terreno podem se recuperar sem m uito auxílio externo.
Tam bém atendem os aqueles que, em suas enferm idades psíquicas, criaram condições para a perpetuação do câncer e outras doenças após a m orte. Apenas com o tratam ento prolongado, m uita oração, acom panham ento e reform a de postura, eles podem recuperar o equilíbrio m ínim o sobre suas faculdades e acabam por retornar ao m undo físico. Sem acom panham ento especializado, eles poderiam passar séculos para sanear as doenças que deveriam ter sido deixadas no túm ulo. Esse aspecto tem relação íntim a com o “aprender e crescer com o sofrim ento”. Quem não tira lições e proveito das pequenas dificuldades da vida, terá de aprender a fazê-lo com o auxilio de problem as m aiores. Esse é um bom alerta.
Um a vez que falam os de doenças da alm a, gostaria de pedir a atenção de todos para a problem ática da eutanásia. Os pacientes cuj o ciclo de vida carnal é interrom pido pelos fam iliares acabam desenvolvendo problem as ainda piores após o desencarne, um a vez que o processo de desenvolvim ento da enferm idade física é parte da expiação de débitos do com panheiro ou é capítulo do livro da vida daquele irm ão, constituindo lição que o indivíduo deveria passar.
Quando interrom pem os a vida, elim inam os os breves m om entos em que o m oribundo teria, com todo o auxílio espiritual, de refazer antigas ideias que precisavam de nova abordagem . Mom entos para perdoar e pedir perdão por exem plo. Muitos espíritos profundam ente endividados pedem para deixar o m undo físico através de doenças debilitantes, com o form a de sanear sua consciência em relação a atos violentos praticados no passado.
Se o próprio paciente solicita a eutanásia, o que ocorre na m aioria dos casos, suas condições tornam -se ainda piores após o desencarne, posto que, na condição de suicida, não m ais dispõe do corpo físico para separá-lo de seus obsessores e tam pouco terá tem po para se recuperar da m orte. Poderá ficar ao lado do corpo físico sofrendo o processo de decom posição, à espera de um anj o que vá acom panhá-lo para os Céus, o que não acontece. Em m uitas situações desse tipo, os liam es que prendem os pacientes suicidas ao organism o putrefato não são desfeitos pelas equipes espirituais para evitar que o am igo sej a conduzido, por falanges de inim igos, para os um brais e trevas profundas.
Aquele que sofre com resignação seus estertores acaba se preparando m elhor para o desencarne e sua recuperação é significativam ente m ais rápida após a m orte física. Todo aquele que aprende com o sofrim ento, tem auxílio na elim inação dos vínculos que m antinham o seu perispírito ligado ao corpo m oribundo ou j á destituído de vitalidade, im pedindo a ação de espíritos trevosos e obsessores no processo.
Os fam iliares deveriam tornar os últim os m om entos dos portadores de enferm idades graves m ais proveitosos para eles m esm os, sem dor e envolto em am or fam iliar. A fam ília deveria evitar as crises em otivas, com pulsivas, geralm ente associadas a sentim entos de culpa ou im inência de perda. Eu sei o quanto isso pode ser difícil para todos.
Quanto às nossas atividades, participam os da recom posição do corpo espiritual de irm ãos que o perderam , convertendo-se em ovoides, e realizam os m uitas cirurgias espirituais para a rem oção de aparelhos parasitas, com o vocês os cham am , e dem ais estruturas, com o os próprios ovoides, im plantados j unto ao perispírito de encarnados e desencarnados por forças que resistem ao progresso. Outros com panheiros m eus tam bém trabalham em centros de auxílio à reencarnação, desenvolvendo m oldes para estruturação de novos corpos físicos, para atender às necessidades da genética e do psicossom a do reencarnante, enquanto m uitos outros trabalham com m odelos de aparelhos e m odificações da hereditariedade.
Não raro, vem os pessoas que ainda m anifestam um a extensa gam a de doenças que são reflexos de reencarnações há m uito esquecidas, m as cuj as personalidades desarm ônicas, que se revoltam contra o passado do próprio indivíduo ou contra a nova m aneira de agir do desencarnado, ainda perm anecem ativas e gerando alterações na m aneira indivíduo agir e pensar. Com o essas personalidades e sua m aneira de agir ficam confinadas em arquivos m entais nos corpos espirituais superiores e m antém sua integridade, a desarm onia pode se m anifestar novam ente em um a futura reencarnação, gerando diversos problem as afetivos, em ocionais e m esm o físicos. Elas seriam fruto de conflitos entre as personalidades individuais que com põem o indivíduo. O tratam ento desses quadros pode vir a necessitar de um a abordagem integral, associando-se a m edicina espiritual e m edicina terrena.
Além dessas condições citadas, existem m ilhares de outras situações que podem necessitar de acom panham ento da m edicina espiritual, após o desencarne, e outras tantas que interferem com a saúde dos encarnados. Pode-se dizer que, nos diversos segm entos da vida terrena, tudo se inter-relaciona e pode m odificar o curso das coisas, de form a que não podem os olhar sob um único prism a os desafios que a existência nos im põe.
6. Essas questões sobre personalidades passadas, níveis de consciência não são fantasias que ganharam a intimidade da doutrina espírita em função de técnicas de Apometria que, por vezes, têm sido enxertadas na Doutrina?
Ishmael. Não, não, não. Não são fantasias não. Necessitam os com preendê-las de form a m ais am pla, porque esses conceitos e suas consequências são reais. Daí a utilizá-las livrem ente e sem cuidado, a distância é grande. Apom etria é um conj unto de técnicas, com indicações e contraindicações, que sai do escopo do que pretendem os discutir aqui, m as algum as considerações sobre as personalidades dissonantes são úteis.
A ciência m aterialista atribui tudo à existência de um inconsciente coletivo, com partilhado por todos os hum anos, o que é ridículo, desvios de sexualidade ou dom ínio, influências genéticas e outros fatores. Fazem isso porque é côm odo desconsiderar a sobrevivência da alm a após a m orte, um a vez que isso irá m odificar a form a com que terem os de lidar com a vida. Sabem os que as influências orgânicas se interconectam com as características espirituais em questão e o resultado é o que vocês observam clinicam ente. As influências são sem pre recíprocas, m as a ciência prefere ignorar que algo possa existir do outro lado do véu, ou m elhor, prefere ignorar até a possibilidade de existir outro lado.
Os níveis de consciência representam estados da alm a, tanto de encarnados, quanto de desencarnados. O m édium pode sintonizar na pessoa e passar a captar sentim entos e idéias das pessoas sintonizadas. Durante o período que vocês cham am de Guerra Fria, os dois lados envolvidos na corrida arm am entista utilizaram -se desses elem entos em suas pesquisas sobre o oponente, com resultados bastante satisfatórios.
As personalidades passadas se baseiam no espectro de vidas passadas de um a pessoa, com suas vivências, dúvidas, am ores e rancores. Nada disso se perde e m antém -se m ais ou m enos individualizado, na consciência da pessoa, nos corpos espirituais superiores. Com o tem po, na prática, nos tornam os um a coletividade de seres que vivem de form a m ais ou m enos harm ônica. Quando a pessoa vive im pregnada pelo rem orso de atos com etidos ou tem revolta contra sua condição encarnatória atual, as personalidades do passado podem em ergir e criar conflitos internos bastante graves.
A m anifestação dessas personalidades pode variar am plam ente de intensidade, indo do m odelo padrão, quando o encarnado ou desencarnado age segundo alguns padrões m uito nítidos de condicionam ento psicológico, m uitas vezes desafiando as suas próprias crenças, até casos de conflitos intensos entre personalidades que não se aceitam e induzem com portam entos diversos em pacientes com quadros de apresentação de personalidades m últiplas.
Para harm onizar essas condições conflitantes, o espírito, independentem ente do lado da vida em que se encontra, deve procurar se aceitar e buscar o conforto evangélico. Em m uitos casos, a psicoterapia auxilia essa harm onização e os m édiuns, através do estabelecim ento de sintonias com esses níveis conscienciais e personalidades passadas, podem im pedir que o am igo afetado sofra ainda m ais, nos quadros m ais agudos. Todo esse acom panham ento religioso deve ser feito concom itantem ente com a avaliação m édica, que deverá detectar problem as de saúde, em particular os endócrinos e neurológicos, além de acom panham ento social. É um tratam ento m ultifacetado que não dá resultados rapidam ente e que precisa de força de vontade e am biente favorável.
Deve-se, entretanto, evitar tratar essas personalidades de form a sem elhante ao que fazem os com os trabalhos de desobsessão. Caso não tenham os esse cuidado, o resultado é m ais desconforto à pessoa envolvida, posto que as personalidades desarm ônicas fizeram e fazem parte do indivíduo afetado. O obj etivo é exatam ente contrário. É m ostrar que o indivíduo está bem encam inhado e procura ascender espiritualm ente com as novas posturas de vida adotadas. Que o perdão pode ser obtido e que aquela personalidade deve colaborar para o crescim ento e fortalecim ento do presente m om ento, o que acalm a e elim ina grande parte da carga ególatra e de rem orso nos quais esses casos geralm ente estão envolvidos. Acreditam os que o conhecim ento de psicologia da alm a seria de grande valia para os atendim entos espirituais em curso no presente.
Mais um a vez: da m esm a form a que reconhecem os a necessidade de um a m edicina espiritual, as dem ais ciências da alm a tam bém são relevantes, posto que não podem os, quando na condição de encarnados, ver as reais condições desses com panheiros de j ornada. Independentem ente da origem dessas influências sobre o Espiritism o, elas podem aj udar m uito o tratam ento de pessoas que atingem as bordas dos precipícios da alm a e estão se preparando para j ornadas difíceis e, por vezes, com plicando o seu j á m iserável histórico de vida.
Estudar apom etria e outras técnicas é de bom tam anho, não pelos benefícios diretos das técnicas em si, m as por perm itir que pontos positivos dessas m etodologias sej am incorporados à filosofia de tratam ento da casa espírita. Cada grupo de trabalho pode criar suas próprias técnicas e deve procurar avaliar as vantagens e desvantagens de cada um a. Só a reclam ação gratuita e frequente, a ignorância e o preconceito são realm ente prej udiciais ao trabalho espiritual. O desdobram ento e a criação de cam pos de força de proteção e m anutenção sem pre foram realizados dentro de nossas sessões espíritas e continuarão sendo realizadas da m esm a form a, independentem ente da denom inação que venham os a atribuir-lhes.
Não tenho m uitas reservas às técnicas apom étricas, que considero eficientes para m uitos pacientes, m as devem os nos cuidar quanto à im aginação de m uitos apôm etras, que supostam ente, em desdobram ento, presenciam e descrevem coisas que som ente podem ocorreram em suas m entes superexcitadas. Isso não se dá com a m aioria, que é constituída de m édiuns bastante educados e sensatos, m as ainda é um fato com um , contribuindo para a visão distorcida que a Apom etria goza entre m eus am igos espíritas.
Aprim orar técnicas de atendim ento espiritual com conhecim entos oriundos de qualquer filosofia ou ciência não torna a casa espírita m enos nobre diante dos olhos de Deus, que preza o atendim ento fraterno entre seus filhos, em pé de igualdade. Pregam os a tolerância na adversidade e a sintonia na diversidade. Essa associação tem resultados m ágicos. Cultivem -na, apôm etras ou não.
7. Acreditamos que as obsessões são os principais problemas de saúde espiritual que vemos entre os encarnados. E entre os desencarnados, quais são os principais problemas de saúde espiritual?
Joseph. Infelizm ente sem pre procuram os as razões de nossas m azelas no am biente exterior, com o se fôssem os sem pre vítim as de um destino cruel, o que não é real. Muitas vezes atribuím os aos obsessores as causas de nossos problem as m ais sérios da vida cotidiana, m as esquecem os de nossas responsabilidades. Não podem os separar as duas realidades, nos m undos físicos e extrafísicos, posto que se com pletam . São duas faces da m esm a estrutura, com o j á dissem os.
Quase todos os problem as de ordem espiritual são causados por fenôm enos de desarm onia vibratória, com plexos de culpa, revolta e não aceitação do histórico cárm ico. Sabem os que o rem orso e as lágrim as sinceras são os prim eiros passos para o reinício de um a j ornada redentora, m as não podem os estacionar nessa condição. Fala-se m uito de obsessão e pouca im portância é dada à auto-obsessão, a form a m ais com um dessa doença, tanto entre vocês quanto entre as consciências livres da m atéria ordinária, até porque ela é porta de passagem para os dem ais tipos dessa doença silenciosa e profundam ente debilitante.
Na obsessão sim ples e m esm o nos casos de obsessão m ais com plexa, onde o indivíduo pode ser vítim a não apenas da influenciação m ental, m as tam bém sofre os efeitos de tecnologia astral, o tratam ento e a cura dependem de interações com as consciências invisíveis envolvidas. Contudo, nos casos que envolvem a auto-obsessão, cuj as portas foram abertas pelo próprio indivíduo para os inim igos do passado e do presente. Esses irm ãos acabam desenvolvendo profunda aversão a eles m esm os, que se m anifesta com o autoboicote, um a não aceitação, com o se a própria pessoa não se j ulgasse digna de ser feliz.
O tratam ento para esses casos de auto-obsessão é longo e tem de passar pela autoaceitação, que procura m ostrar ao irm ão que ele é m ais um ser da criação divina e que o Pai zela por todos, incluindo-o. Mesm o os piores delitos não podem m udar o fato de todos são filhos do Altíssim o e um dia retornarão a Ele.
Com a m orte do veículo físico, o espírito passa a ter novas percepções de si m esm o e do m undo que o envolve. Reconhece, de form a m ais nítida, seus erros e passa por um a reavaliação profunda, que coincide com o j ulgam ento de seus m éritos e dem éritos ao longo de sua últim a existência. Essa é um a avaliação que se inicia com o caráter de fórum íntim o e é concluída com o processo form al de estudos sobre o seu desem penho. Da m esm a form a que m uitas são as influências que sentim os durante nossa estada no plano físico e m uitos são os irm ãos que intercedem por nós, para um a possibilidade de retorno, m uitos são os interessados em nossa vitória diante das exigências do m undo.
As influências negativas tam bém existem , m as não podem ser responsabilizadas pelas derrocadas que sofrem os, um a vez que não são capazes de m odificar nosso padrão m ental e apenas nos estim ulam a atitudes e pensam entos que j á nos são bastante fam iliares.
A vida após a vida é um a sim ples continuação daquela que tínham os aí, particularm ente quando nos sentim os satisfeitos com o que produzim os e desenvolvem os em nossa estada terrena. Do contrário, o desânim o e a estagnação parecem tirar toda e qualquer vontade de prosseguir, principalm ente para aqueles que foram depositários de grandes esperanças e que não puderam fazer frente às suas im perfeições, m esm o com toda colaboração de entidades dos dois lados da vida. Para esses, quase sem pre apenas um novo retorno à vida física poderá trazer a paz, que é conquistada com o trabalho. A consciência é a j uíza im placável de nossos atos e anseios. Existem casos de irm ãos que se sentem falidos após a m orte física, m as conseguem , com o trabalho nas colônias espirituais, reavivar suas esperanças e dar continuidade ao seu progresso pessoal, m esm o sem o im ediato retorno ao plano físico (6).
Muitos daqueles que são recém -desencarnados sofrem dores atrozes após a sua fatídica viagem porque não aceitam as próprias culpas ou não entendem as leis que regem o todo. Sábias e j ustas, tais diretivas divinas não perm item que ignorem os as nossas responsabilidades diante de atitudes e pensam entos. E as obsessões se estabelecem aí. Mas tais sim bioses espirituais são fruto da m aneira de m eus irm ãos em encarar a vida e sua postura diante de tudo, representando exem plos de parasitism o fluídico. A obsessão não é causa de nada, m as consequência de tudo que som os. Essa posição desagrada a m uitos espíritas, m as pode explicar porque o parasitism o espiritual som ente desaparece no m om ento em que a pretensa vítim a decide m udar seus hábitos e adota um a nova postura de vida.
Muito m ais do que a obsessão, creio que a m aior doença que a hum anidade enfrenta, tanto aí quanto aqui, é a ignorância, que gera revolta, ociosidade e egoísm o. O restante é consequência disso.
8. Esses casos de doenças mentais, enfermidades de natureza infecciosa, neoplásica, de desenvolvimento, entre outras, podem produzir a morte do corpo “perispiritual”? O que seria essa morte?
Ishmael. Claro que podem levar à “m orte” do corpo perispiritual, m as não da m aneira com o vocês encaram a m orte do corpo físico. O espírito não está, em suas potencialidades, contido unicam ente dentro de um corpo m aterial, ele é livre e se apresenta no que cham am os de corpos superiores.
O que determ ina a propagação e danos ao perispírito é a m ente que o controla, o corpo m ental e dem ais corpos superiores. Os danos são ditados pela desarm onia e a extensão da m esm a pode ser contem plada no psicossom a. Mesm o entre vocês j á se insinuam os efeitos das desarm onias no desenvolvim ento das doenças infecciosas e de outras naturezas, m as que ficam m ascaradas em função da m aterialidade da existência física. Aqui isso é m ais evidente.
Em pessoas que anseiam a vida, o corpo físico poderia sofrer trem endam ente e o perispírito sairia ileso. Mesm o após anos em am bientes degradantes após a m orte do corpo físico, o perispírito poderia sofrer profundas lesões e se recom por caso o corpo m ental viesse a determ inar esse destino. Nos irm ãos que adentram a vida espiritual através da m orte do corpo físico doente e ainda m antém essa condição, a força m otriz da doença reside na m ente do doente, onde brechas são criadas para o estabelecim ento e dissem inação de m uitas enferm idades, que irão necessitar de tratam ento adequado e m uito sem elhante ao que vocês encaram no plano físico (7). Nas doenças infecciosas com o m encionadas acim a, o espírito se fragiliza a tal ponto, em função de suas desarm onias, que os agentes infecciosos se dissem inam na estrutura sutil, m as resistente do perispírito. Quanto m ais sutilizado, m ais resistente se torna o invólucro espiritual e m enos susceptível a agressões externas e internas. Tem os de considerar que num erosas form as de vida dividem o nosso plano, incluindo m icróbios.
Com a dissem inação dessas doenças infecciosas ou de outras naturezas, o corpo perispiritual vai obedecendo aos desej os não declarados do próprio espírito, podendo conduzir ao processo de ovoidização ou perda da estrutura perispiritual. Nesses casos, o corpo m ental terá de ser utilizado para a reconstituição do psicossom a do com panheiro atingido pela doença. Obviam ente, esses casos são raros nos planos astrais, m esm o nos um brais e zonas subcrostais, onde o desej o de viver é um a força im portante que m antém a estrutura do perispírito a despeito dos efeitos do am biente. Assim , m esm o nos am bientes pouco salutares do um bral, o espírito desej oso de crescer e ganhar novas oportunidades na Terra se m antém saudável e todas as suas enferm idades são rapidam ente elim inadas após alguns dias de internação nos hospitais das colônias espirituais ou das casas de socorro espalhadas pelos um brais.
Não podem os nos esquecer de que o corpo perispiritual é constituído de m atéria vibrando em frequência diferente da m atéria ordinária que com põe o corpo físico, além de constituintes do próprio plano físico, com o íons e outras partículas carregadas eletricam ente, m as pouco interativas com o universo que as envolve, isso na dim ensão física. Assim , ele tam bém sofre os efeitos de todos os fatores que, m ais cedo ou m ais tarde, acabam atingindo o corpo denso, com o o envelhecim ento e doenças de todas as naturezas. O pensam ento elevado e o am or ao próxim o são os principais antídotos para esse estado de coisas. Quem am a tem vida em abundância, bela consideração evangélica e com profundas im plicações em term os de saúde da alm a. Quem se m antém ativo e em atitude de colaboração não sente os efeitos da densidade vibratória do planeta e tam pouco sofre os efeitos do tem po após a m orte física.
Obviam ente que o envelhecim ento do perispírito não se m anifesta com a presença de rugas ou expressões da idade. Em realidade, é algo m uito m ais sutil, que se apresenta com o lentidão de raciocínio, perda do interesse pelas atividades rotineiras e fenôm enos de retorno às lem branças de vidas anteriores e m esm o a respeito dos m om entos vividos na últim a existência terrena. Quanto m ais próxim o plano vibratório for da crosta, m ais pronunciados serão os efeitos desse processo. Por isso, nas esferas sublim es, onde o espírito j á foi despoj ado de seus invólucros m ais pesados, o processo desaparece a e vida adquire um a expressão m ais suave e contínua.
Para as entidades que vivem em planos m ais densos, principalm ente nas áreas m ais pesadas dos um brais, regiões subcrostais e abissais, esse processo é profundam ente acelerado e tam bém determ ina o m om ento de reencarnações com pulsórias. Dessa form a, na ausência da reencarnação, o espírito passa a sofrer deform ações cada vez m ais pronunciadas, até que sua aparência e capacidade pessoal perdem totalm ente a relação com as que outrora envergaram no m undo físico, podendo ser conduzido à perda de form a e função do perispírito, no processo de ovoidização acim a citado. Para as entidades que perm anecem por m ilênios em am bientes um bralinos, a transform ação gradual gera im agens tenebrosas que povoaram as m entes de m uitos povos antigos e m edievais, popularizadas nos desenhos e esculturas de seres dem oníacos e suas pretensas vítim as terrenas.
Os Dragões têm conseguido reduzir essas transform ações físicas através da m anutenção de vontade férrea de sobreviver e m anter seu dom ínio sobre os espíritos e legiões que se m antêm distantes do am or divino. A m ente controla o processo. Além desse aspecto, o uso de dispositivos tecnológicos capazes de m anter o arcabouço energético ao redor da entidade perm ite que assim perm aneçam por m uito tem po, m esm o na ausência do reencarne.
Para os dem ais, quanto m ais livre for o espírito, m enos m atéria no seu corpo espiritual e m enor serão os efeitos da densidade da vida no planeta sobre ele. Cada plano vibratório acaba tendo o seu ritm o. O corpo m ental é plenam ente capaz de retardar indefinidam ente esse processo degenerativo e m anter a estrutura perispiritual por m ilênios ou m ais. Contudo, isso não se com para à eternidade que se coloca diante de um com panheiro desencarnado e a reencarnação se torna um im perativo, até para os espíritos bons, m as que não se livraram de seu carm a pessoal. Apenas com a condição de “angelitude” (8) é que o espírito deixa de possuir um corpo m ais ou m enos m aterial e se torna totalm ente im une às influências deletérias do am biente externo.
Nas esferas felizes, essas transform ações não ocorrem porque seus m oradores transcendem o fenôm eno narrado e estão na condição de irm ãos m ais velhos que velam pela criação celestial, em tem po integral. A sim ples presença de um desses espíritos em um a com unidade é capaz de m udar a condição vibratória do lugar, perm itindo que m uitos m ales da alm a sej am instantaneam ente sanados, se o doente estiver receptivo e m erecedor das influências benditas. Muitos desses nossos com panheiros trabalham nos um brais e regiões subcrostais em atendim ento e vigilância, um a vez que não sofrem os efeitos do am biente externo.
9. O que vocês chamam exatamente de larvas e bacilos psíquicos?
Joseph. O pensam ento é capaz de plasm ar e transform ar a m atéria m ental que existe ao redor do universo e a transitoriedade dessas criações tem relação direta com o poder m ental de seu criador e do am biente j unto ao qual foram geradas.
Os “bacilos psíquicos e as larvas” são denom inações que se popularizaram , m as tecnicam ente não se diferenciam de toda um a extensa gam a de form as de energias densas que são continuam ente m anipuladas e que se acum ulam ao redor de seus criadores, m odificando o estado de saúde de seu psicossom a e do corpo físico e constituem o alim ento prim ordial das entidades que se dedicam ao vam pirism o energético. O nom e dado a elas é irrelevante (9).
A aparência que tom am , desde form as m icroscópicas até estruturas que podem ser facilm ente observadas pelos m eus irm ãos m édiuns, é consequência do desequilíbrio m ental e em ocional que as produziu, geralm ente estando associadas às energias sexuais, neuroses, psicoses, viciações com portam entais, dependência quím ica, entre outras. O efeito dessas im pregnações e viciações não se faz esperar, atraindo toda gam a de espíritos que delas dependem e prom ovendo ainda m ais o adensam ento vibratório de m eus irm ãos, produzindo estados de apatia, irritabilidade, angústia e depressão, dentre outros.
Quadros tenebrosos podem vir a se instalar se não houver um a reeducação m ental dos envolvidos, com graves consequências para todos. Elas constituem um canal que atrai e m antém a presença espíritos vam pirizadores j unto de m eus irm ãos.
Da m esm a form a, pensam entos elevados e em sintonia com os desígnios do Alto podem atuar sobre a m atéria m ental e energia que envolve a psicosfera terrena criando form as m aravilhosas, com o cam pos floridos e pétalas, além de riachos, bosques e outras estruturas que são vistas pelos m édiuns quando são trazidos para os planos espirituais em desdobram ento. São estruturas efêm eras, m as que terão profundo im pacto sobre o visitante. Essas estruturas criam e exalam um a condição de paz e harm onia que obj etivam dar ao visitante todo o suporte para as atividades que ele irá desem penhar naqueles breves m om entos. Muitas vezes essas criações m entais são utilizadas nos tratam entos de entidades que j á perderam a relação com a realidade e padecem de inúm eras doenças no perispírito, um a vez que são capazes de restaurar o equilíbrio perdido.
10. De que forma o tratamento espiritual pode atuar sobre as formas pensamento e sobre as contaminações fluídicasentre os encarnados e mesmo entre os desencarnados?
Joseph. Com o na m edicina tradicional, a terapia espiritual pode abordar o problem a de dois enfoques diferentes e norm alm ente é o que fazem os.
Um deles é de caráter em ergencial, sintom ático, com a elim inação das form as pensam ento através de alteração do cam po vibratório ao redor do irm ão, m as esse procedim ento é apenas paliativo e, a despeito da m elhora significativa dos sintom as apresentados pelos encarnados e desencarnados envolvidos, o quadro tende a retornar à condição inicial depois de algum tem po, caso não se faça a reeducação do pensam ento, da postura de vida, que deve seguir concom itantem ente com o tratam ento espiritual. Sem essa reeducação, nenhum a m odalidade terapêutica terá efeitos satisfatórios e perenes.
O segundo enfoque é estim ular o indivíduo a reavaliar suas m azelas e procurar a reform a interior. Essa parte do tratam ento deve com eçar im ediatam ente e não tem tem po para term inar, afinal, erros m ilenares não são resolvidos com a participação em algum as atividades da casa espírita (ou não espírita) alguns dias no m ês e de um m om ento para outro. As severidades dos efeitos e das causas das enferm idades observadas determ inarão a sequência das m edidas terapêuticas, que poderão incluir reencarnações expiatórias com diversas oportunidades de crescim ento e trabalho.
A espiritualidade não desam para a ninguém e o ponto m ais im portante dessa equação é a aceitação do auxílio, que no fundo condiciona a eficácia de todo o processo. A revolta apenas torna o quadro m ais grave e dificulta qualquer tipo de intervenção espiritual j unto ao irm ão.
Para deixarm os essa condição para trás, devem os im ergir em nova filosofia de vida, m ais alegre e responsável, para ver em ergir um novo hom em , após o período de transform ação interior.
11. A cada dia vemos que muitos casos de obsessão tem relação com aspectos sexuais e afetivos. Q ual relação que podemos traçar entre amor, sexo e obsessão?
Joseph. Não existe relação entre am or e obsessão. Aquele que am a de fato não exerce qualquer influência negativa sobre aquele para o qual seu am or é endereçado, m as esse conceito de am or é m uito diferente daquele que circula entre vocês.
O que vem os no caso do sexo-am or e obsessão é o profundo sentim ento de posse que se estabelece de form a doentia entre encarnados e, futuram ente, desencarnados. Esse estado de coisas quase sem pre é sintom ático de um a relação falida que não encontrou term o com o desencarne e o reencarne subsequente.
O sexo é a fonte de energia criativa em todo o universo e foi adornado do prazer físico apenas com o estím ulo à procriação, sem a qual a vida não poderia se expressar com a am pla gam a de form as e cores que possui. Contudo, o ato sexual não é a única m anifestação dessas forças, sendo que as m esm as se m odificam em suas m ais variadas form as à m edida que o espírito evolui. Em planos vibratórios verdadeiram ente superiores, j á libertos da obrigatoriedade de reencarnações em planos físicos, não existe o sexo com o ato reprodutivo e toda a energia é convertida em atividades produtivas e criativas. O “am or”, outrora ligado ao ato sexual nas esferas m ais prim itivas de desenvolvim ento, agora se converte em sentim ento pleno, destituído de recalques e verdadeiram ente infinito, posto que não pode ser descrito ou categorizado adequadam ente. O am or torna-se AMOR e passam os a com ungá-lo, de form a natural, com a vida no universo, um a vez que sua sem ente deriva do Criador e nada O representa m elhor do que esse sentim ento.
Na Cabala, esse Am or é reflexo do am or divino, cuj o fluxo para a Terra foi interrom pido pela postura hum ana de revolta e insurreição diante das leis divinas, interrom pendo um fluxo livre e contínuo que sem pre j orrou em direção ao plano terreno. Para receber essa luz, o hom em teria de m udar a sua postura, algo m uito sem elhante ao que colocam os para vocês no presente, m as no espiritism o essa filosofia adquire form as m ais m odernas e racionais, sem tantos apelos étnicos, m ais universalistas.
Meus caros, esse é um processo natural e, em nenhum m om ento, coloquei que a castidade representa evolução espiritual. Nesse caso, o que determ ina ou não a condição espiritual é a m ente e o coração do irm ão, que denunciam o tipo de ligação que ele estabeleceu com o m undo de form as exteriores onde se encontra. Muitos se castram , voluntariam ente, m as desej am ardentem ente o ato sexual em si, o que im pede que a energia sexual sej a convertida naturalm ente em força criadora e dá origem a desvios de conduta e doenças físicas e espirituais. O ato em si é m enos relevante do que as energias e pensam entos m obilizados no m esm o.
A relação sexual é um a profunda troca de energias e influências de todos os tipos, desde m anifestações sublim es, onde se obtém naturalm ente o realinham ento energético dos chacras, quando praticada com “am or” por pessoas afins, até trocas energéticas espúrias e extrem am ente nocivas que se estabelecem com os viciados em sexo ou quando o desej o de agredir é o cerne da m otivação envolvida. Muitas obsessões se agravam em função dessas experiências enferm iças e podem com prom eter todo o equilíbrio em ocional e vibratório de um indivíduo, atirando-o nas m ãos de vam piros capazes de exacerbar quadros de depressão e induzir um a deterioração ainda m ais profunda de hábitos e com portam entos, que passam a ser coletivos e não m ais restritos ao casal.
Parte dos problem as ligados à sexualidade deriva dos conceitos que a sociedade faz da m oral. As leis m orais do hom em sofrem influências de toda natureza, particularm ente da religião e das convenções sociais. Fom os claros ao colocar que o am or é m uito m ais do que sexo e, em algum as situações, ser aprofundado pela ausência de contato m aterial, com o ocorre entre espíritos afins, m as que não puderam se encontrar na vida física. As religiões acabaram incorporando num erosos artifícios para m anter a vida sexual das pessoas sob seu controle estrito, criando diversas deform ações. Incutindo com plexos de culpa e, ao m esm o tem po, estim ulando a lascívia, prom iscuidade. Sexo não é pecado, para utilizar um a term inologia que vocês em pregam com frequência, m as pode ser a tam pa da caixa da Pandora (10), trazendo para nossa vida física e m esm o extrafísica todo tipo de desequilíbrios e viciações.
Devem os saber que o ato sexual é m om ento sublim e, abençoado pelo Criador, e, com o tal, deve ser respeitado e valorizado. A prom iscuidade expõe os indivíduos a am bientes nocivos e m antém os m antêm presos a condições vibratórias bastante degradantes, que poderão interferir com a saúde de m eus irm ãos. Que o tem po am adureça as escolhas certas em nossas vidas. Devem os tratar a todos com a m elhor das intenções e com o coração aberto. Com o parte da educação, aprenderem os a diferenciar os sentim entos baseados em sintonia e afinidade e aqueles oriundos da atração física. O corpo é a vestim enta bendita do espírito e constitui presente do Altíssim o para nossa estada terrena e nada que possa vir a com prom eter sua integridade, com o a prom iscuidade, constitui procedim ento que agrada a espiritualidade, que respeita todas as escolhas dos encarnados em função do livre-arbítrio.
Além desse aspecto, a vida sexual representa um ponto de apoio im portante durante nossa estada na esfera física e sabem os que pode se converter em causa frequente de quedas espirituais, principalm ente quando utilizada de form a irresponsável, levando ao estabelecim ento de vínculos afetivos que não se sustentam , prej udicando terceiros. Som os realm ente responsáveis por aqueles que cativam os e, nesse aspecto, não existe sequer a necessidade de relação sexual em si (11).
Devem os procurar a reciprocidade em nossas relações pessoais e lem brar que o sexo foi o m otivo da queda de m uitos m édiuns e m issionários enviados pela espiritualidade, sendo que, nesses m om entos de agravam ento do processo de transição planetária, as crises fam iliares e pessoais seguem o m esm o rum o. A responsabilidade e a educação fam iliar, com os pais m antendo um diálogo franco e aberto com os filhos, os m elhores m edicam entos para os cam inhos tortuosos da sexualidade, principalm ente nas prim eiras fases da vida.
12. Até que ponto o envolvimento sexual e os hábitos pessoais, em uma sociedade cada vez mais liberal, podemlevar a um envolvimento fluídico-magnético?
Joseph. O envolvim ento fluídico, energético, entre as pessoas não tem relação com o grau de liberalidade de um a população, m as sim com a troca de energias durante as relações pessoais e isso pode se dar até em nível de pensam entos. Meus irm ãos j á estão a par das criações m entais e da m anipulação da m atéria m ental.
A sociedade, durante m ilênios, esteve presa a dogm as variados sobre códigos m orais e éticos que não se sustentavam , tornando a vida sexual um a vertente m enor e im pura da vida terrena. Com o algo assim poderia ter ocorreu? Muitos aspectos devem ser colocados dentro dessa equação, m as a questão é que a sociedade m oderna, ao se libertar dessas am arras, passou a banalizar as relações interpessoais, o que é tão ruim quanto a postura dogm ática e preconceituosa de outrora. A vida das pessoas era invadida por instituições de todos os tipos que as tolhiam profundam ente em todos os aspectos do viver. As palavras de tolerância de Jesus quanto ao pecado, no sentido de que todos poderiam reiniciar sua j ornada em direção ao Pai, foram substituídas por posturas estereotipadas.
As religiões dom inantes se preocupavam m ais em dom inar e estigm atizar a vida pessoal, principalm ente em seus aspectos sexuais, e m enos em evangelizar os seus fiéis. Quando a sociedade pôde escapar desse dom ínio, m antido com o interesse das forças m ais trevosas da Terra, caiu no colo daqueles que desej avam a desestruturação da fam ília e a dissolução dos poucos vínculos que nos m antinham ligados à nossa herança divina. Porém , a partir das profundas m odificações sociais, econôm icas e culturais que tom aram corpo nos últim os três séculos e, principalm ente, nos últim os 100 anos, um a parcela bastante significativa da população encarnada passou a sofrer os efeitos da nova m aneira de “viver”, abrindo as portas da viciação quím ica e com portam ental.
Não é porque o sexo e o consum o de drogas se tornaram frequentes e generalizados, levando parte dessa população a pedir a liberação do consum o desses agentes quím icos, que esses vícios não terão consequências graves, que ainda não foram m ensuradas adequadam ente, um a vez que os cientistas terrenos desconhecem o lado espiritual dessa realidade. As doenças associadas a esses agentes e hábitos grassam pelo m undo e creio que tenham se tornado um dos principais problem as de saúde em nível m undial e m esm o que o seu consum o desaparecesse de um a hora para outra, as próxim as gerações de espíritos encarnados ainda trarão as suas m arcas estam padas no corpo físico e os desequilíbrios psíquicos pungentes continuarão sendo observados por séculos.
Quanto ao sexo, as doenças sexualm ente transm issíveis e as crises de identidade e fam iliares estão aí para que possam os ver, em nossos j ovens, principalm ente, as consequências de um a educação que não valorizou a responsabilidade e supervalorizou o prazer a qualquer preço. Que a sociedade se responsabilize pela infâm ia gerada. Contudo, a j ustiça divina se fará presente em profunda com unhão com Sua m isericórdia e piedade, de form a que a hum anidade será assistida em todo o processo. Terem os de repensar a educação e o papel da religião na vida das pessoas. Deus nunca esteve distante das pessoas e as religiões não podem criar barreiras para a com unhão com o Criador.
A razão se fará sentir e o caos social será um fator de agregação de todos em prol de um a nova postura, m ais hum ana e fraterna. Descobrirem os que a sociedade é um a corrente onde a integridade de todos os elos é dem asiadam ente im portante. De que vale o crescim ento financeiro da fam ília se aqueles que deveriam se beneficiar dele estão j ogados em um m undo do qual poderão não sair m ais? Com o colocado anteriorm ente, tem os de definir nossas prioridades.
Meus irm ãos andam sem rum o e dessa form a perdem m uitas oportunidades de crescim ento. Quantas vezes pedem “aos céus” alguém que possa com preendê-los e com o qual possa constituir um a fam ília, m as quando essas pessoas se apresentam , o solicitante acaba tendo a m esm a postura reprovável que m ostrou em diversos m om entos anteriores. Com o valorizar alguém se não dam os valor a nós m esm os?
Com relação às trocas energéticas elas ocorrerão de qualquer form a, independentem ente de desej arm os ou não o fenôm eno, com o consequência de todo tipo de relação interpessoal, onde deixam os um pouco do que som os e levam os um pouco do que colhem os dos outros.
13. Nas reuniões de terapia espiritual e desobsessão, muitos espíritos aparecem com dilacerações e ferimentos sérios. Outros parecem alcoolizados ou estão famintos. Muitas vezes os médiuns procuram condicionar esses irmãos a uma resolução do quadro, mostrando que as doenças da alma refletem a condição da mente e sugerindo, por indução, que a resolução do quadro está sendo operada naquele momento. Até que ponto essas induções utilizadas na cura e reparação do corpo perispiritual produzem efeitos reais na estrutura do perispírito desses amigos?
Joseph. Com o nas dem ais questões que versam sobre saúde, o princípio do tratam ento depende significativam ente do diagnóstico da enferm idade e dos fatores que levaram ao seu desenvolvim ento, ou sej a, a sua etiologia. Nesse sentido, quase sem pre tem os a participação consciente ou inconsciente da vontade do espírito enferm o.
Meus irm ãos precisam saber que m uitos espíritos possuem deform idades físicas que dem oraram séculos para se desenvolver em função da condição vibratória desarm ônica que criaram para si m esm os, bem com o pela ação do am biente em que passaram a ocupar. Não raro, vem os espíritos que aceitaram a influenciação hipnótica de terceiros, adquirindo características assinaladam ente anim alescas. Contudo, o que im porta no tratam ento desses espíritos não é o grau aparente de com prom etim ento do psicossom a, m as a real extensão dos danos gerados pela desarm onia nos corpos superiores, que determ ina o grau de envolvim ento do psicossom a, o qual é observado pelos m édiuns durante o atendim ento.
As presenças de dilacerações, ferim entos, cicatrizes, deform idades do perispírito e doenças de cunho neurológico podem ser atenuadas com o contato de energias que se estabelece em reuniões de desobsessão, onde as correntes m ediúnicas são utilizadas para dar um choque de realidade no com panheiro desencarnado, fazendo com que ele m esm o perceba os efeitos dos seus pensam entos e hábitos sobre o corpo espiritual. Em função dessa necessidade de cooperação do próprio espírito envolvido, pode-se dizer que as entidades encam inhadas para tratam ento nas casas espíritas j á apresentam algum a predisposição à cura de suas enferm idades. Nessas circunstâncias, o próprio espírito passa a se ver de form a diferente, abraçado pelo am or reinante no am biente e pela equipe de trabalho, onde as alterações sutis, induzidas pelos m édiuns, irão conferir ao irm ão a sensação de libertação, de form a que o m esm o será encam inhado para a conclusão do tratam ento em condições m uito m ais favoráveis. O espírito sente o desej o que vocês têm em aj udá-lo e isso é im prescindível, atuando com o lenitivo para seus problem as m ais agudos.
As alterações m orfológicas do psicossom a podem ser revertidas, m as para tanto é necessário o conhecim ento de com o elas se estabeleceram . De um a form a geral, as alterações m ais antigas e profundas dem oram m ais tem po para serem revertidas, m as o processo é bem sucedido. Muitas vezes as alterações são auto induzidas e sua reversão irá depender da elim inação do fator que propiciou o fenôm eno, quase sem pre o rem orso.
Entendo a preocupação quanto à transitoriedade dos efeitos do tratam ento indutivo e sei que, em m uitos irm ãos desencarnados, o processo terapêutico se arrasta por anos, m as devo confessar que parcela significativa apresenta um a m elhora sensível nas prim eiras intervenções a que são subm etidos no plano da casa espírita. Inicialm ente, com o falei, a m elhora se dá no âm bito sensorial, do alívio de dores e angústias, seguido por m odificações gerais de saúde, que podem se estender a novo processo reencarnatório.
Notas dos autores:
1. Nota do autor encarnado: o texto a seguir foi direcionado pelo amigo Ishmael
para uma jovem que apresentava muitos problemas de natureza psicológica e que não
via alegria no seu dia a dia e coloca a relação direta entre doença e reencarnação. O texto foi recebido na casa espírita-cristã Seara a Caminho do Mestre, no município de Birigui, SP, no dia 16 de agosto de 2012:
Em um círculo fechado, não há início ou fim. Passamos inúmeras vezes pelas mesmas experiências até que tenhamos aprendido todas as lições contidas nas menores adversidades da vida.
Sim, a vida tem um formato de espiral, muito mais do que um círculo fechado, que sempre conduz para cima, para o infinito retorno ao Criador.
Durante nossa estada terrena, muitos se perguntam “Por quê?”, “Por quê?”, “Por que eu?”, mas muitos viram as costas para as respostas que sempre lhes são endereçadas.
A existência terrena não é feita para o sofrimento, mas sim para o aprendizado. Aquele que age contra si mesmo, em desafio às leis divinas, converte seus dias em duro penar. Como o Cristo colocou, aqueles que andam na direção e sentido corretos carregam um fardo leve e estão submetidos a jugo suave.
Hoje plantamos o amanhã.
Quem poderia ser beneficiado pelo sofrimento do homem? A dor é sinal de desarmonia e apenas aqueles que menosprezam o amor divino podem sorrir diante do sofrimento alheio. São irmãos nossos e nada pode mudar isso, nem os milhares de séculos semeando o mal. A natureza que os habita é a mesma que emana do interior de cada um de nós, de origem divina, a centelha do Criador. Isso nunca irá mudar.
Tantos reclamam das doenças do corpo, mas cometeram toda sorte de irresponsabilidades quando seus corpos sadios andavam pela crosta. Não seriam, então, as doenças uma reação a esse estado de coisas? Não seriam as doenças um santo remédio contra nossa tendência de cometer os mesmos erros de outrora?
Não seria a paraplegia o instrumento para levar o irmão para uma casa de oração? Não seria o câncer, não apenas o reflexo de nossos débitos passados, mas também o motivo que fará o homem orgulhoso lembrar que existe um Pai acima de todos nós? Não irá esse homem dar mais valor à vida sabendo que a sua corre risco de ser abreviada? Não irá ele estender a mão, com mais facilidade, para aqueles que sofrem sendo ele um sofredor também?
Não seria a loucura do corpo físico um reflexo da nossa loucura interior?
Santas e perfeitas são as leis divinas. O sofrimento somente penetra em nossas vidas quando nos mostramos incapazes de abraçar o trabalho, no retorno à seara divina. Mais que castigo, tais provações são professoras cuidadosas e benditas que hão de mostrar a jornada a ser percorrida pelo homem desatento ou pretensioso.
Sem culpa, ansiedade e angústia, vamos nos dar as mãos e seguir esse caminho até a luz intensa e cálida que emana de Deus e é refletida por nossos irmãos mais plenos, como Jesus.
Aquele que tropeça recebe toda a atenção e o lenitivo pode ser amargo, mas sempre surte os efeitos desejados. Não deixem que nos momentos difíceis tirem sua alegria de viver e a suavidade dos momentos felizes da vida.
Diante da misericórdia divina e a eternidade do tempo, nossos momentos ruins são breves instantes que logo serão deixados para trás.
Tenham fé e esperança. Nunca estarão sós.
Do amigo Ishmael.”
1. Nota do autor encarnado: neoplasia é o termo utilizado na ciência médica para
designar novas formações celulares, que se originam das células normais do corpo. Podem ser de dois tipos, as benignas, onde o organismo ainda conserva algum controle sobre essas células e elas ainda exercem o seu papel na sinfonia orgânica, e as malignas, chamadas popularmente de “câncer”, que não conseguem executar suas atividades normais e se multiplicam à revelia do controle fisiológico.
2. Nota do autor encarnado: para detalhes sobre esse assunto recomendamos a
leitura das cartas de jovens desencarnados, que relatam o que passaram após a morte física. Sugerimos textos como “Jovens no além", psicografado por Chico Xavier, organizado e comentado por Caio Ramacciotti, editado pela editora GEEM, e “Assuntos da vida e da morte”, organizado e comentado por Paulo de Tarso Ramacciotti, também editado pelo Grupo Espírita Emmanuel (GEEM).
3. Nota do autor desencarnado: isso ocorre mesmo que a morte física se dê por
outro fator qualquer.
4. Nota do autor encarnado: diversas obras psicografadas pelo elogiado e
combativo médium Carlos Baccelli dizem respeito a doenças atingindo o perispírito, sendo que no livro intitulado “Trabalhadores da última hora”, de autoria de Inácio Ferreira e do referido médium, existe uma clara alusão a doenças infecciosas atingindo o perispírito em ambientes insalubres. Por mais que as licenças poéticas e literárias sejam feitas pelos autores espíritas, na redação de suas obras, fica claro que o perispírito é perecível e fruto da interação com a vida física pretérita e os corpos espirituais superiores.
5. Nota do autor encarnado: muito semelhante ao que ocorreu com André Luiz,
que passou anos em ambiente umbralino, mas conseguiu dar continuidade à sua jornada no plano espiritual, fazendo de sua derrota na Terra um exemplo de como não proceder. Sua humildade cativou muitos e muitos deram uma mudança radical em seus projetos de vida em função dos muitos livros por ele redigidos. Hoje sabemos que André Luiz também exagerou a sua miséria espiritual terrena como forma de estimular os encarnados a iniciar uma mudança de rumo ainda em vida.
6. Nota do autor encarnado: a continuação de doenças sobre o corpo
perispiritual após a morte pode ser vislumbrada em toda a sua riqueza de detalhes no texto psicográfico de um jovem que perdeu a vida física através de uma leucemia e sofreu profundas crises desarmônicas no plano espiritual, sendo submetido a tratamento quimioterápico e diálise. O desencarnado diz que sofria dores terríveis durante o tratamento e não havia possibilidade do uso de sedativos. O texto pode ser
encontrado no livro “Assuntos da vida e da morte”, obra psicográfica obtida pelo médium Chico Xavier, com organização, compilação e discussão das mensagens por Paulo de Tarso Ramacciotti.
7. Nota do autor encarnado: os termos “anjo” e “angelitude” vêm sendo
emprestados de outras religiões pelos adeptos do Espiritismo cristão, mas, em realidade, não existem seres especiais, criados em uma condição de pureza natural desde o berço cósmico. Muitos espíritos atingem um grau de superação e alinhamento com os desígnios de Deus que passam a se apresentar com muitos atributos que os textos antigos atribuíam exclusivamente aos anjos, daí a utilização dessa terminologia. Nosso Pai não privilegia ninguém, mas auxilia no crescimento de todos os Seus filhos.
8. Nota do autor encarnado: as obras de André Luiz trazem inúmeras referências
a esses organismos energéticos criados a partir de atitudes mentais enfermiças.
9. O autor desencarnado faz uma alusão ao mito grego de Pandora, primeira
mulher criada por Zeus. Dentro dessa caixa foram colocados todos os males do mundo. Por vezes, essa terminologia é aplicada para descrever a liberação de problemas de difícil solução.
10. Nota do autor encarnado: o livro “Sexo e Destino”, de autoria de André Luiz,
psicografado por Francisco Candido Xavier e Waldo Vieira, apresenta im portantes elem entos sobre a relação entre sexo, obsessão e carm a.