Vida Além da Vida - Vol. 2
Mediunidade e comunicações mediúnicas
Este capítulo é longo, por isso está dividido em 3 partes.
Mediunidade e com unicações m ediúnicas
1. O que é mediunidade?
Joseph. No m om ento, utilizarem os um conceito clássico sobre m ediunidade, no qual ela é considerada com o sendo a capacidade de, consciente ou inconscientem ente, sentir ou dem onstrar a influência de inteligências extracorpóreas que estabeleceram vínculos com os encarnados. É um conceito abrangente e com m uitas im plicações.
Essa capacidade de interação com os outros planos de vida não denota ou caracteriza evolução espiritual, ou ausência de carm a negativo ou positivo. Entre os m eus irm ãos, a grande m aioria sofre a influenciação espiritual sem se dar conta do fenôm eno, agindo quase sem pre com o instrum entos de espíritos que, nem sem pre, estão com prom etidos com o progresso espiritual pessoal ou alheio. Em tais condições, o estabelecim ento ou não de quadros obsessivos será determ inado pela sintonia entre encarnado e desencarnado, passado espiritual de am bos, suporte fam iliar, lucidez, autocontrole e a form a com que o encarnado e seu com panheiro irão reagir diante do cham am ento para a reform a de valores. A m aior lição das obsessões é esse, o cham am ento para um a nova vida, um renascer durante a vida física. A espiritualidade sabe que, de form a geral, um a m udança de postura do obsediado acaba levando a um a progressiva m odificação daqueles que o acom panham .
As num erosas influenciações positivas, que se originam de nossos am ados e afins dos dois lados da vida, tam bém podem ser consideradas m anifestações m ediúnicas, um a vez que refletem a capacidade de interagir com o m undo espiritual que vos envolve, m esm o que não adquiram a conotação de m anifestações ostensivas da faculdade m ediúnica. Caso os encarnados não apresentassem essa sensibilidade inata, da qual todos os portadores de raciocínio e vontade são depositários, não seria possível a influenciação benfazej a de seus am igos espirituais.
A despeito dessas palavras, sabem os que o questionam ento pretende se voltar para os casos em que a m ediunidade se m antém de form a m ais ou m enos ostensiva, clara, óbvia, na ausência de influências de quadros obsessivos ou sim ilares; a m ediunidade com o atributo dos m édiuns. Em term os práticos, apenas as pessoas que apresentam m anifestações m ais ou m enos evidentes de interação com o m undo extrafísico são consideradas m édiuns, o que não é verdadeiro. Todo ser vivo possui, m esm o que de form a em brionária, a capacidade de se ligar em um a realidade m aior, que ele certam ente irá futuram ente adentrar (1).
Todas as form as de vida estruturada podem m anifestar o m undo espiritual em si, um a vez que possuem o em brião dessa sensibilidade que, som ada à razão, prepara o ser para novas etapas de seu crescim ento.
Nos hum anos, a m ediunidade dos “m édiuns ostensivos” é fruto de um discreto desacoplam ento das células do corpo perispiritual em relação ao corpo físico, fazendo com que as influências desse últim o, naquele órgão em particular, sej a m ais reduzida, perm itindo que im pressões e estím ulos do m undo espiritual adentrem a m ente do corpo físico m ais livrem ente, com m enor interferência. Nos m édiuns videntes, essa brecha se faz presente nos órgãos da visão, nos m édiuns auditivos, os órgãos da audição são os m ais afetados pelo fenôm eno, e assim sucessivam ente, nos diferentes tipos de m ediunidade.
Esse estado de discreto desacoplam ento pode ser atingido ou exacerbado através de intervenções m agnéticas espirituais, perm itindo, inclusive, que pessoas com idade avançada e que nunca tiveram m anifestações m ediúnicas claras dem onstrem essas capacidades, m esm o que por breves instantes. Nesse caso, “estam os” e não “som os” m édiuns, um a vez que a sensibilidade dem onstrada reflete um a condição de m om ento, induzida por fatores externos, oriundos ou não da ação de consciências extrafísicas.
Esse breve distanciam ento das células do corpo físico e de suas contrapartes espirituais tam bém ocorre durante o desenvolvim ento e evolução natural da consciência, cuj o progresso faz com que o “desacoplam ento” fisiológico do perispírito sej a am plo e frequente, caracterizando diversos tipos de m anifestações m ediúnicas. Nessas condições, as percepções do espírito encarnado perm anecem em um estado de transição entre o m undo espiritual e o universo físico. É o que norm alm ente observam os nos m édiuns com m aior envergadura m oral e espiritual, portadores de m ediunidade natural, que passam a transitar com grande facilidade pelos diferentes estados de consciência e planos vibratórios.
Com o os hom ens, a m ediunidade pode ser de diversos tipos, em função do grau de evolução espiritual do m édium e de acordo com o tipo de faculdade m anifestada, podendo ser agrupada em m ediunidade m issionária, um atributo conquistado pelo m edianeiro em função de suas experiências anteriores, além da m ediunidade de prova e de expiação, sendo que os dois últim os tipos representam a m anifestação dessas faculdades em irm ãos que ainda carregam diversas lim itações ligadas à sua bagagem espiritual e por isso m esm o, podem estar envolvidas em quadros de m aior ou m enor perturbação, necessitando de grande disciplina e dedicação não apenas nos estudos ligados ao desenvolvim ento das faculdades, m as tam bém na sua prática diária.
Gostaria de deixar claro que não é a m ediunidade de prova ou de expiação que favorecem as perturbações em seus possuidores, m as sim as im perfeições que os m esm os carregam em si. Nesses casos, o portador da faculdade deve fazer uso de sua m ediunidade com o form a de resgatar e serenidade através do trabalho, para contrapor aos problem as que ele m esm o criou em existências pregressas.
2. Existem pesquisadores que separam a sensibilidade extra-sensorial dos fenômenos mediúnicos. Essa divisão é natural ou existe apenas do ponto de vista didático?
Joseph. Em bora a divisão sej a clara, do ponto de vista teórico, nem sem pre pode ser facilm ente percebida na prática por vocês. O que realm ente m otiva essa divisão é a relutância de alguns pesquisadores da psicobiofísica ou parapsicologia em aceitar que algo sobreviva à m orte física. Para esses m eus irm ãos, é o orgulho o fator determ inante desse estado de coisas. Preferem aceitar que o paranorm al é capaz de sondar a m ente dos dem ais indivíduos ao redor, captando inform ações do am biente, do que im aginar que os dados que ele transm ite se originaram com a interação de um a entidade desencarnada. As teorias criadas para j ustificar habilidades desse tipo são m uito m ais fantásticas do que seria o reconhecim ento de que os espíritos existem e que a m ediunidade é um dom inerente, em m aior ou m enos grau, a todos os seres hum anos.
Se aceitassem a existência desse fato, poderiam ter um a noção m ais abrangente de toda a fenom enologia estudada, que, em term os práticos, é m uito sem elhante nos dois casos.
A sensibilidade extra-sensorial é, a priori, “sensu strictu”, um fenôm eno aním ico, produto do espírito do indivíduo, que pode não ser m édium , m as geralm ente o é. A m ediunidade, com o discutido acim a, é fruto da interconexão de dois planos vibratórios diferentes e o m édium atua com o um interm ediário entre um a consciência que habita um a dim ensão que vocês consideram não-física e o seu universo físico. Por outro lado, gostaria de destacar que espíritos podem ser m édiuns de outros espíritos, situados em esferas diferentes.
Fenôm enos de telecinesia e telepatia podem ser detectados com bastante segurança ao redor do m undo e m uitos estudos foram feitos nesse sentido. Não raro os portadores de m ediunidade tam bém são portadores de sensibilidade extra-sensorial de cunho essencialm ente aním ico, m as não obrigatoriam ente. Em Jesus podem os ver claram ente a interação do m édium sublim e e do paranorm al extrem ado. Em diversos m om entos, Seu espírito atuou diretam ente na cura de doentes além de, ao m esm o tem po, m anter diálogos m entais com a grande coorte de entidades espiritualizadas que assessoravam as Suas atividades terrenas. Tanto na m ediunidade quanto nos fenôm enos de sensibilidade extra-sensorial tem os o pensam ento com o base para a fenom enologia.
A base desses fenôm enos é sem elhante, com o afrouxam ento dos vínculos entre os corpos espirituais e o corpo físico, fazendo com que os m esm os ganhem m aior autonom ia e consciência. Porém , no caso da sensibilidade extra-sensorial, a consciência do indivíduo virtualm ente se proj eta e ele passa a ter contato com fatos e im agens, sons e energias que norm alm ente desconhece. Sua m ente ganha dim ensões que, em função da ligação j unto ao corpo físico, seriam norm alm ente insondáveis. Isso tudo pode ocorrer m esm o em condições de total consciência. Na telecinesia, o próprio indivíduo é responsável pelos efeitos físicos observados e tem os, na condição de consciências autônom as, algum a capacidade de produzir esses fenôm enos, sendo que estudos m ostram que a ação da vontade de um grupo de indivíduos pode afetar eventos que deveriam ser aleatórios, com o a queda de dados e o m ovim ento de gotas de líquidos ou sorteio de bolas coloridas em j ogos de azar.
Muitos “sensitivos” não têm condições de ver ou escutar espíritos, tam pouco de receber suas idéias através do pensam ento, m as a m aioria tam bém é portadora de m ediunidade, de form a que raram ente vocês podem ter a certeza de que um a entidade desencarnada não está interferindo no fenôm eno observado.
3. Para aqueles que receberam a mediunidade como instrumento de trabalho, sem apresentá-la como conquista inalienável do espírito, quemsão os responsáveis pela atribuição desses dons?
Joseph. Creio que o direcionam ento dessa questão sej a ligeiram ente do form ulado, um a vez que vocês parecem desej ar saber quem detém as condições técnicas de produzir as m odificações associadas ao desenvolvim ento de fenôm enos m ediúnicos na interação entre os corpos espirituais e o corpo físico.
Nesse caso, todo aquele que apresenta vontade e razão pulsantes podem interferir com a condição de sensibilidade m ediúnica de m eus irm ãos.
Com o esse processo de intercâm bio, pelo m enos na Terra, entre espíritos profundam ente endividados para com as leis divinas, não reflete qualquer ascensão m oral ou espiritual de m eus irm ãos, por vezes as forças da desarm onia procuram obliterar os canais m ediúnicos disponíveis aos encarnados, reduzindo as frequências vibratórias a que os m édiuns estão lim itados, em term os de estabelecim ento de sintonias. Em outros casos, essas forças exacerbam a sensibilidade m ediúnica desses m esm os canais, em m édiuns com os quais sintonizam . A m ediunidade por si só não é boa ou m á, ela é o instrum ento que poderá nos levar para outras esferas, m as o destino que dam os a ela irá depender da vontade e da dedicação do seu portador.
Obviam ente, essas m odificações na condição m ediúnica de m eus irm ãos requerem leis de afinidade, de form a que, com o todos os fatos im portantes de vossas vidas, nos diversos planos em que ela se m anifesta, não recebem os nada que não tenham os plantado, nessa ou em outras existências anteriores.
A condição de breve e transitório desacoplam ento do psicossom a tam bém pode ser dar espontaneam ente, m as nesses casos o fenôm eno é particularm ente efêm ero, fazendo com que pessoas sem m ediunidade ostensiva vej am , escutem , sintam o outro lado da vida, na form a de relances e flashes inusitados. Tais ocorrências podem ser exacerbadas em condições de profundo estresse, com o acontece com irm ãos que perderam entes queridos recentem ente ou indivíduos que estão em risco im ediato de m orte física ou em situações de grande em otividade, em bora, nessa últim a condição, tam bém tem os de considerar a possibilidade de que os efeitos narrados podem estar sendo influenciados pela ação da im aginação superexcitada sobre as faculdades hum anas. O desacoplam ento m ediúnico do psicossom a tam bém é bastante frequente entre os m oribundos, que passam a ver, ouvir e interagir com os planos extrafísicos antes do verdadeiro desenlace final.
A possibilidade de se alterar, com grande facilidade, inclusive, a sensibilidade m ediúnica de am igos que receberam o m andato de trabalho na Terra, m as ainda não possuem a sensibilidade natural dos espíritos com m aior evolução, faz parte do próprio term o de outorga dos dons m anifestados. Em m uitos casos, a supressão total ou parcial dessas faculdades obj etiva reduzir as possibilidades de quedas m aiores para os m édiuns que não utilizaram adequadam ente seus dons. Muitos pedem a oportunidade de trabalho j unto à m ediunidade, m as m uito poucos estão dispostos a reeducar a sua própria m aneira de agir e pensar diante dos desafios que o m undo reserva para todos.
A Doutrina dos Espíritos deixa claro que qualquer um pode ser m édium , m as um bom m édium tem que ser um bom hom em . Aí reside a m aior lim itação dessa equação. É m uito m ais fácil encontrar alguém com grande sensibilidade m ediúnica, m as que apresenta lim itações severas de postura ou intelectuais, do que encontrar um hom em de bem disposto a auxiliar.
Nas colônias espirituais terrenas, a atribuição de faculdades m ediúnicas é resultado de diversos fatores, com o ocorre com a própria reencarnação. O histórico cárm ico do irm ão, m ostrando seus m aiores potenciais de trabalho, bem com o lim itações e pontos que deverão ser trabalhados durante o retorno ao m undo físico, sua dedicação e adesão ao planej am ento estabelecido, bem com o o preparo intelectual e espiritual para a educação dos diferentes atributos m ediúnicos são detidam ente considerados. Aspectos com o honestidade, credibilidade e hum ildade (ou a falta dela) são elem entos que m erecem considerações na atribuição dos dons m ediúnicos para aqueles que ainda não alcançaram a conquista dos m esm os por m érito.
De um a form a geral, a m ediunidade acaba sendo associada ao histórico evolutivo de m eus irm ãos. Nesse sentido, m uitos dos principais m édiuns de cura foram profissionais que angariaram profundas experiências na área m édica, nem sem pre trabalhando para o bem . Com esse conhecim ento, ainda que adorm ecido, eles podem interagir de form a m ais am pla com a m edicina espiritual. Médiuns de vibrante vontade são ótim os doadores de fluídos. A atividade intensa nos corpos superiores de m uitos m édiuns é condição que facilita profundam ente a m ediunidade de efeitos intelectuais. Reparem , essas condições são facilitadoras, m as não indispensáveis.
Um m édium que estuda é am plam ente valorizado pela espiritualidade, um a vez que o estudo facilita as com unicações, enriquece o universo intelectual do m edianeiro, im pede que ele com eta erros crassos no exercício dos seus dons, além de funcionar com o um poderoso instrum ento contra a soberba que atinge todos que se sentem m aiores do que são. Essa condição é particularm ente útil para os m édiuns intuitivos que, não raram ente, são orientados, sem que o saibam , a determ inadas leituras que deverão facilitar o intercâm bio m ediúnico ou o trabalho na casa espírita.
O m om ento e as condições em que a sensibilidade m ediúnica desabrocha sofrem influências do carm a pessoal. Por exem plo, um espírito que apresenta severo carm a negativo e pode ser alvo de diferentes abordagens de seus antigos desafetos, m as com um program a extenso de trabalho restaurador, no início de suas atividades, norm alm ente apresenta a sensibilidade que irá perm itir que seu trabalho terreno sej a iniciado, m as que não o leve a quadros de m aior perturbação até que consiga desenvolver m aior controle sobre seus potenciais. A seguir, com a educação e a disciplina, sentirá que seus potenciais e sensibilidade irão se am pliar significativam ente. De certa form a isso ocorre com todos que de dispõem ao trabalho m ediúnico, m as é m ais significativo nesses irm ãos.
Contudo, não raro, a despeito desses cuidados da espiritualidade, as atitudes dos m édiuns com pesadas dívidas cárm icas acabam por precipitar o quadro obsessivo e, por m eio dessa situação, o m edianeiro acaba sendo encam inhado para o atendim ento espiritual que fará com que tenha as noções de sua responsabilidade e com prom isso. Cada m édium tem a m ediunidade que consegue adm inistrar e tornar produtiva e não aquela que ele, quando encarnado e destituído de m aior conhecim ento sobre si m esm o, desej a.
Muitos de m eus irm ãos m édiuns se j ulgam m issionários em j ornada redentora para a hum anidade, m as têm um a m issão principal, salvar a sua própria história reencarnatória de m ais um a queda.
4. Muitos médiuns reclamam de cursos de desenvolvimento de suas faculdades. Dizem são muito enfadonhos e geralmente dissociam a prática mediúnica da formação teórica. O que fazer nesses casos?
Joseph. Prim eiram ente tem os de ponderar se tais reclam ações contêm aspectos reais.
Toda atividade intelectual apresenta um aprendizado m uito m ais significativo quando a teoria é associada à prática. O m édium , principalm ente aquele que vem de um a base fam iliar espírita e j á tem noções sobre m ediunidade, deve estudar e trabalhar seus dons sim ultaneam ente à sua preparação teórica. Existem atividades que poderão ser desenvolvidas por m édiuns iniciantes, sem com prom eter seu aprendizado e a qualidade dos atendim entos espirituais realizados pela equipe da casa espírita.
A m ediunidade é um canal para a vida entre planos dim ensionais paralelos e deve ser utilizada para o crescim ento geral e pessoal, tendo o “servir” com o centro de tudo. Estar em um a casa espírita e ter de estudar a teoria por anos antes de qualquer contato com a prática m ediúnica é um contrassenso e prej udica sobrem aneira o desenvolvim ento m ediúnico de m eus irm ãos. Os dirigentes do centro serão cobrados por essa filosofia. Por vezes a invej a e o am or ao poder são os verdadeiros m otivadores dessa postura dos dirigentes, que esperam m anter suas casas sob sua influência m ais direta, sem que novos talentos despontem em suas atividades. Lam entável, apenas isso.
Muitos alegam que essa era postura fere as prim eiras recom endações sobre os cuidados com a form ação dos m édiuns, m as o estudo da m ediunidade, no presente, deve considerar que o padrão de conhecim ento da população a respeito do tem a é m uito m ais profundo, o interesse geral é m uito m ais dissem inado, além do reconhecim ento de que a pedagogia deve m odificar os m étodos em píricos que eram utilizados no com eço do século passado. A educação m ediúnica deve ser fluída e não podem os dizer que param os de estudar. É atividade de desenvolvim ento constante.
Essa é um a orientação elem entar. Não podem os burocratizar o exercício da m ediunidade. Mesm o aqueles que vieram à casa espírita devido a problem as espirituais ou obsessões, ali estão porque assim o desej am . Devem ser tratados com o voluntários que se habilitaram ao trabalho fraterno e devem ser rapidam ente envolvidos com os exercícios e atividades da casa (2). Através dessa nova fam ília, eles reconhecerão seus deveres e aprenderão o valor da responsabilidade. Muitos dirigentes preferem utilizar os cursos de form ação de m édiuns com o form a de m anter a m ediunidade a seus serviços e isso é profundam ente antagônico ao exercício responsável dos dons m ediúnicos, que não possuem dono, m as tem obj etivo claro: o resgate e a evolução de todos.
Mesm o aqueles irm ãos que sofrem de influenciações negativas podem colaborar em determ inadas atividades, auxiliando na elim inação das energias m ais densas, form as pensam ento e parasitas psíquicos que estiverem atuando. Esse tipo de atividade irá interferir profundam ente nos hábitos do irm ão e no tipo de sintonia que ele passará a estabelecer com os planos invisíveis. Nessas situações, a equipe dirigente deverá apenas determ inar a participação de tais m édiuns sej a evitada nos trabalhos de ectoplasm ia e fluidoterapia, nas prim eiras sem anas do seu próprio tratam ento espiritual, para evitar que parte das energias m ais densas que ainda os acom panham sej a incorporada aos dem ais trabalhadores da casa e no grupo m ediúnico, m as esse estado de atenção é transitório e o irm ão, ao m ostrar sinais de equilíbrio, deve participar de todas as atividades que puderem ser atribuídas e executadas com harm onia. A espiritualidade pode m inim izar quaisquer trocas deletérias de energias, m as devem os trabalhar sem pre em regim e de parceria, com responsabilidade.
Equilíbrio é fruto de harm onia e buscam os pessoas harm oniosas para o trabalho, principalm ente se elas estiverem conscientes de seu papel.
O m édium se sentirá valorizado e isso irá auxiliar no estabelecim ento de um a sintonia fina entre ele e seus guias espirituais. Em casos de dúvidas dos m em bros dos grupos m ediúnicos sobre as atividades que deverão ser com partilhadas com os m édiuns ingressantes, a equipe espiritual, que coordena as atividades na casa, deverá ser consultada. O estudo acrescenta qualidade às m anifestações m edianím icas e perm ite o crescim ento interior de todos, partindo do pressuposto de que o conhecim ento liberta, vence preconceitos e lim itações pessoais, com o Jesus j á dizia.
Para os m édiuns que apresentam m ediunidade de prova ou expiação, o exercício de suas faculdades deve estar profundam ente alicerçado no estudo de si m esm o, no autoconhecim ento, para evitar quedas espirituais m otivadas pelas suas im perfeições hum anas, m as m esm o nesses casos não se pode esperar anos para iniciar suas atividades práticas sob pena do desânim o e de m udança de rota. Trazer o irm ão m édium para a casa espírita é algo que a espiritualidade faz com grande frequência, m as m antê-lo envolvido com o seu crescim ento irá depender dele e do am biente que os dem ais trabalhadores desenvolverão ao seu redor. Isso tudo é responsabilidade coletiva. A harm onia espiritual é adquirida m uito m ais rapidam ente nas atividades de apoio fraterno aos sofredores, do que em atividades exclusivam ente teóricas.
O outro lado dessa equação tam bém m erece algum as palavras.
O que norm alm ente observam os é que as pessoas gostam da indústria da reclam ação. Tantos se queixam de tudo, m as não m ostram com prom etim ento com nada. Muitos m édiuns ociosos e incautos culpam os estudos form ais da m ediunidade para j ustificar que não têm disciplina e dedicação suficientes para exercer suas faculdades. Muitos levam um a vida libertina fora do âm bito da casa espírita, envolvendo-se, por conta própria, com dependência quím ica, sexo desregrado e todo tipo de atividade que produz sérias consequências para seu corpo físico e corpos espirituais e espera encontrar a casa espírita totalm ente aberta às suas sugestões que, se im plem entadas, levarão à perda da coesão entre os dem ais m édiuns e a elim inação de qualquer papel de gerência sobre as atividades da casa. Por isso, nesses casos, cada m édium é livre para procurar o local m ais adequado para trabalhar e que espelha a filosofia com a qual ele tem m ais afinidade.
O estudo m ediúnico, sem pre associado à prática da m ediunidade, é um grande antídoto para as influenciações m aléficas, tão com uns em m édiuns orgulhosos e fascinados com seus próprios dons, além de perm itir o estabelecim ento de sintonia entre os integrantes da casa espírita e as equipes espirituais. Através daqueles m om entos de estudo teórico e prático, aprendem os a reconhecer a natureza das com unicações e os com unicantes, além de desenvolverm os a sensatez necessária para o exercício racional das faculdades m ediúnicas. Mas sem pre devem os ter em m ente que o conhecim ento deve vir acom panhado pelo exem plo (3).
5. Outra reclamação frequente dos médiuns refere-se às cobranças de disciplina de horário, consumo de bebidas alcoólicas e dieta. Q uais as consequências para o médium e para o trabalho mediúnico da não observância desses cuidados e do preparo do ambiente?
Joseph. Prim eiram ente, tem os de esclarecer que m ediunidade é, geralm ente, um a faculdade que foi solicitada por um espírito profundam ente endividado com a lei divina, para, com o seu uso, facilitar o resgate de im ensos débitos. Muito poucos m édiuns adquiriram os seus dons através de degraus evolutivos j á vencidos. Para a m aioria, a m ediunidade é um em préstim o que precisa ser bem utilizado. Geralm ente aqueles que adquiriam , através da evolução, as faculdades m ediúnicas são os que m enos reclam am das obrigações e deveres que sem pre deverão acom panhar o exercício da m ediunidade.
Quando esses nossos irm ãos se encontram nos planos extrafísicos e passam a reconhecer o seu estado geral, sentem o peso dos débitos cárm icos acum ulados, fazem diversos planos para adquirir um a oportunidade de trabalho e resgate. Atiram -se ao trabalho com o form a de tornar exequível a proposta reencarnatória apresentada. Em m uitos casos, a m ediunidade é dada com o form a de m anter um contato m ais próxim o com a própria espiritualidade que o assessora, reduzindo as possibilidades de fracasso e quedas m aiores. Quando reencarnam , os desej os m udam e as prom essas de trabalho cedem lugar ao ego e ao desej o de usufruir os m esm os m odelos de vida que os levaram às condições deploráveis que atualm ente envergam .
Com o toda faculdade, a m ediunidade precisa ser trabalhada para produzir frutos. Durante a vida terrena, pela Providência Divina, o indivíduo perde parte do conhecim ento que tinha a respeito de seus débitos do passado e m uitas vezes encara a faculdade m ediúnica com o um prêm io pelos trabalhos prestados, representando um a evolução espiritual atingida. Nada m ais enganoso. Torna-se alvo de espíritos que, por seu conhecim ento sobre o tem a, sua capacidade m ental e disponibilidade quase absoluta de tem po, poderão vir a estabelecer vínculos com o m edianeiro, que paga, através da fascinação, o preço de sua arrogância e orgulho. Os m entores e orientadores desses irm ãos, m ais com edidos e disciplinadores, se afastam , abrindo espaço para os servidores da escuridão, um a vez que a postura do m édium os convidou graciosam ente.
Outros m édiuns se tornam pouco produtivos ou im produtivos porque abom inam qualquer noção de obrigação ou não dão um sentido real aos dons m ediúnicos de que são possuidores tem porários. A esses personagens, gostaria de dizer que o sorriso da boa e tranquila existência que usufruem na Terra, no m om ento, contrasta com as lágrim as e o rem orso profundo que tais irm ãos sentiam quando solicitaram os dons que ora negligenciam e o tem po que desperdiçam em passatem pos vãos lhes será cobrado pela própria consciência, exacerbando o rem orso que, seguram ente, sentirão. As lágrim as voltarão a rolar em suas faces e a som ente a dor vai trazer-lhes de volta ao equilíbrio.
A m ediunidade é um canal que pode facilitar as interações com o m undo espiritual, m as é garantia de batalhas espirituais na m ente do m édium , podendo se converter, para aqueles irm ãos que não se dedicam ao bem com um , em instrum ento de grandes quedas e fracassos. Ela é am iga da disciplina, do trabalho e do autocontrole e nada disso tem relação com o sacrifício inútil. Nosso Deus não se alegra com atos que im plicam ascetism o (4) puro e sim ples, sem im plicações m ais profundas na vida das pessoas e sem benefício ao próxim o. No fundo, Ele desej a que os dons que recebem os sej am instrum entos de um a reform a pessoal profunda, m as associada com o prazer de viver. Vida em plenitude, com am or e responsabilidade.
Mediunidade não é sinônim o de dor e pode ser am iga da alegria, da saúde e de um a vida plena, desde que tenham os organizado nossas atividades e proj etos.
A disciplina é im portante por diversos aspectos e apresenta diversas vertentes e nuances. Prim eiram ente, a necessidade de se educar com o ser hum ano, a im portância do estabelecim ento de horários para com unicações m ediúnicas, o im perativo de procurar m anter com portam ento íntegro e a im portância do estudo e do atendim ento espiritual com o form as de vivenciar a dor e os anseios alheias e auxiliar o próxim o através do aprendizado constante. Principalm ente os m édiuns de efeitos intelectuais, com o os dedicados à psicografia e psicopictografia (5), devem participar de atendim entos espirituais fraternos, com o form a de estreitar laços com a espiritualidade que trabalha nessas reuniões e com o form a de m anter o egocentrism o fora do foco de seu trabalho, com o um banho de im ersão na hum ildade, que transparece a partir das dores e sofrim entos pessoais que os espíritos com partilham em tais sessões.
Quando falam os do estabelecim ento de horários, não querem os dizer que som os escravos dos m esm os. Um centro espírita é um a escola e, ao m esm o tem po, hospital, de form a que não podem os esquecer que as em ergências não possuem hora m arcada, de form a que o atendim ento tem que contem plar essa possibilidade. Isso não significa que possam os ter reuniões m ediúnicas a qualquer m om ento, m as tam pouco significa que são proibidas as intervenções fora dos horários previam ente estabelecidos. Atendim ento espiritual não é sinônim o de com unicação m ediúnica. Devem os ter bom senso, sem o qual não será a existência ou não de horários de trabalho que im pedirá a chegada das dificuldades na casa espírita.
O principal obj etivo de um a existência do plano físico, para a m aioria de nós, é o aprim oram ento pessoal, o crescim ento com o criatura hum ana. Todos os dem ais aspectos derivam desse prim eiro. A m ediunidade facilita o estabelecim ento de vínculos de sintonia com diversos planos vibratórios e consciências extrafísicas, de form a que estarem os em contato com a espiritualidade que reflete nossos atos e pensam entos. Se fizerm os e desej arm os o bem , estabelecem os vínculos com irm ãos que nos auxiliarão nesse crescim ento, caso contrário, outros tipos de vínculos pouco enobrecedores tam bém serão estabelecidos.
Quando nos com portam os com o se a vida fosse um espetáculo m aterialista, onde o hom em deve aproveitar cada m om ento e oportunidade para fugir às suas obrigações, estabelecem os contato com com panheiros espirituais que tam bém têm essa visão do cosm o e sentirem os m aior dificuldade e relutância para m udar nossos rum os, até que problem as graves venham a acontecer e nos obrigar a reavaliações. Isso é m uito m ais frequente com os m édiuns ostensivos do que com as dem ais pessoas.
Auxiliando o próxim o serem os auxiliados e não podem os nos esquecer de que a própria condição de saúde que envergam os no corpo físico é um a condição tem porária que reflete a harm onia, ou a falta dela, na vida de m eus irm ãos. Aqueles que trazem os seus dias de form a equilibrada e coerente com sua program ação reencarnatória têm suas dores atenuadas pelo suor do seu trabalho; aquele que se revolta contra seu próprio planej am ento espiritual acaba sentindo os efeitos na psique, gerando aflições e angústias e, no corpo físico, com doenças de todos os tipos, que clam am por um a m udança de vida. Daí a necessidade de se educar e trabalhar. A disciplina e disposição ao trabalho previnem essas situações.
A necessidade de disciplina de horários e condições am bientes para com unicações m ediúnicas deriva das características do fenôm eno m ediúnico em si m esm o. O m édium é um interm ediário ativo, coparticipe do processo, de form a que ele não apenas abre as portas do seu universo psíquico com o tam bém é o direcionador, j untam ente com o espírito com unicante, dos rum os e conteúdo da com unicação em curso. Dependem os, pois, do estabelecim ento de sintonias entre dois seres diferentes, representando dois universos psíquicos diferentes, que tem bagagens diferentes e que precisam se harm onizar da m elhor m aneira possível para que a com unicação se realize de bom grado e com resultados palpáveis. Com o estabelecer sintonias se o m edianeiro não se sente com prom issado com o trabalho a ser executado? De que form a poderíam os trabalhar se ele, nos m om entos m ais relevantes de nossas atividades, está pensando no m undo que deixou fora da casa espírita?
Além desses aspectos óbvios, estabelecer horários é necessário porque todos os envolvidos têm obrigações a cum prir, m uito m ais desse lado da vida do que do lado físico do fenôm eno. Para nós, é deprim ente estabelecer parcerias que se desfazem continuam ente, porque o m édium não está em condições adequadas para o trabalho, que quase sem pre se apresenta com o atividade com partilhada. Os eflúvios de bebidas alcoólicas, tabaco, sexo e excessos pessoais dificultam toda a fenom enologia envolvida.
Nesse cam po, gostaria de solicitar que m eus irm ãos dessem atenção não apenas ao horário, m as tam bém à ingestão de alim entos de difícil digestão, e não m e refiro apenas a produtos de origem anim al e com postos quím icos deletérios, com o o tabaco e álcool, m as tam bém tom assem cuidado com os pensam entos e as atitudes que antecedem as reuniões. O saneam ento psíquico é m uito m ais im portante do que o saneam ento gástrico. Com o participar de calúnias contra terceiros e logo após dar as m ãos aos dem ais trabalhadores e evocar a proteção do Alto? São posturas m utuam ente excludentes.
Os produtos quím icos citados acim a j á trazem em si m esm os, pela form a que são produzidos e encarados pelos espíritos que conhecem seus efeitos de longo prazo sobre os encarnados, energias pesadas e bastante negativas, capazes de dim inuir o padrão vibratório de m eus irm ãos e dificultando o estabelecim ento de sintonias finas com planos e entidades espirituais m ais elevadas. Além disso, os efeitos que possuem sobre as células do corpo físico se estendem até o psicossom a, além de lesar e entorpecer o Duplo Etéreo, que constitui um a defesa do corpo físico, prej udicando significativam ente a possibilidade de um trabalho realm ente eficiente e envolvente. O m édium que preza pelo uso de suas faculdades se afasta desses agentes, m esm o que não sej a dia de com unicação e intercâm bio m ediúnico.
Por outro lado, não devem os nos abster de refeições m ais leves porque a fom e e a sede tam bém nos im pedem de estabelecer um a parceria efetiva com a espiritualidade superior, o que é tão desastroso quanto a ingestão de alim entos que provocam indigestão e m odificações de com portam ento, com o o sono e a irritação.
Com o os encarnados têm sua percepção da realidade nublada pela presença do corpo físico e corpos espirituais inferiores, os cuidados quanto a horários, postura pessoal, alim entação e educação m ediúnica obj etivam assegurar que o m édium se encontre adequadam ente assessorado no desenvolvim ento de suas atividades e em plenas condições físico-psíquico-espirituais para o intercâm bio, protegendo-se de influências deletérias e indesej adas, que poderão lança-lo em um carrossel de problem as que não se extinguirão facilm ente no despertar do dia seguinte.
6. O uso das faculdades mediúnicas pode afetar a saúde do médium? Como isso se dá? Alguns médiuns relatam que passaram a ter mais problemas de saúde, como dores articulares, de visão ou mesmo envelhecimento mais pronunciado após o início das atividades mediúnicas.
Joseph. Inicialm ente gostaria de lem brar que a m ediunidade é um instrum ento de trabalho, nada m ais. Com o tal, os efeitos que ela provoca ao seu redor são com patíveis com as energias utilizadas e as intenções e obj etivos do seu uso. O bem faz bem e o m al faz m al, algo bastante claro e sim ples.
O exercício da m ediunidade não deve e não pode se converter em prej uízo para os m édiuns e dem ais trabalhadores da seara divina. Entretanto, som os m atéria e energia e durante o exercício de todas as atividades m ediúnicas, desde o passe m agnético até os trabalhos de cura e efeitos físicos, trabalham os com energias, m uitas das quais ainda não conhecidas da ciência terrena. Essas forças circulam e se reciclam , m odificando as condições do am biente. São energias bastante sensíveis à ação do pensam ento e da vontade do m edianeiro e dem ais consciências presentes, encarnadas ou não, e por isso o preparo do am biente de trabalho deve ser im plem entado com rigor.
As energias m anipuladas nessas condições possuem diversas origens, podendo vir dos encarnados e desencarnados presentes ou com por o fluído cósm ico universal, onde um a infinidade de partículas com pouca ou nenhum a capacidade de interação com a m atéria bariônica, constituindo a essência do tecido do universo. Nada disso acessível aos cinco sentidos ordinários de m eus irm ãos. Durante essas trocas de energias, quando realizadas em am bientes preparados, prom ove-se um a m odificação substancial da condição vibratória e energética dos m édiuns e dem ais presentes. O alinham ento e harm onização dos centros de força, ou chacras, é um elem ento relevante no processo, sendo que o resultado dessas atividades, após essa interação com os corpos espirituais, é a profunda sensação de leveza e satisfação física e espiritual de todos, m esm o que expostos por breves m om entos. A saúde física é beneficiada nessas condições.
No intercâm bio, m uito do ectoplasm a, ou fluído vital, que é doado pelo m edianeiro, acaba retornando acrescido de energias sutis, oriundas da com unidade de espíritos que trabalha na casa espírita, garantindo a elevação vibratória do irm ão, produzindo a sensação de felicidade e dever cum prido, por vezes calor físico nas m ãos e dem ais m em bros do corpo. Obviam ente que os resultados dessas trocas obedecem aos princípios de afinidade e sintonia, sendo profundam ente influenciados por diversos fatores, com o o desej o de progresso e a natureza do am biente fluídico onde tais eventos são observados.
Aquele que trabalha sem respeito aos princípios evangélicos tam bém estabelece trocas fluídico-m agnéticas com a espiritualidade com a qual se ligou. O m édium orgulhoso, presunçoso, ou envolvido em trabalhos com intentos pouco nobres, acaba criando condições perfeitas para o parasitism o espiritual, que produz, no corpo físico, os m esm os sinais e sintom as de diversas doenças físicas e m entais, que tam bém podem se originar dessas sintonias parasitárias. Essas doenças podem não aparecer prontam ente, m as acabam por condenar o m édium a um a vida sem sentido, doente do corpo e da alm a, levando para o final de sua existência um reencontro com os espíritos vam pirizadores que sem pre o iludiram e com os encarnados e desencarnados que tam bém se deixaram enganar com esses trabalhos. Após a m orte, sem ter para onde carregar seus dram as, acaba se unindo a entidades sem elhantes a ele m esm o, com o form a de fugir da culpa e da agressão dos seus antigos parceiros.
Muitos m édiuns se convertem em canal da espiritualidade m enos evoluída, no m undo físico, passando a oferecer todo tipo de vínculo pouco nobre com entidades que apresentam viciações profundas nas áreas da dependência quím ica, sexo e com portam ento desregrado. Não raro, observa-se o m édium atuando com o um a ponte entre as viciações do espírito, que o acom panha, e o m undo físico. Os efeitos desse quadro quase sem pre não se lim itam ao m edianeiro, um a vez que acabam se dissem inando para o am biente fam iliar, onde as pessoas não m ais suportam as profundas m odificações de com portam ento do m édium obsediado. Agressões e neuroses se j untam ao triste quadro e a desagregação fam iliar pode sobrevir se nada for feito.
A culpa é da m ediunidade? Claro que não, m as dos intentos do próprio m édium . Partindo desse fato tão am plam ente relatado na literatura espírita, com o o m édium obsediado esperava se sentir ao longo de anos de exposições a essas energias? Será que essa relação parasitária, que serviliza e deturpa a m ente do encarnado, desaparecerá com o desencarne do m edianeiro? Certam ente que não, pelo contrário, irá se acentuar e produzir m ais dependência e dor.
Após anos trabalhando com o m al e corrom pendo expectativas de tantos, através do uso m alsão de energias espirituais negativas e densas, em rituais de “feitiçaria”, os centros de força de m eus irm ãos estão exauridos de toda vitalidade m ediúnica e energética. Com o desencarne, os antigos colaboradores invisíveis necessitam estabelecer vínculos com outras fontes de energias densas na crosta e o antigo m édium agora é utilizado com o escravo na realização de trabalhos e influenciações espirituais, onde ele próprio poderá saciar, m esm o que brevem ente, as suas viciações fluídicas, exacerbadas pelo exercício inadequado de suas faculdades m ediúnicas ao longo de sua últim a vida terrena. Esse círculo de coisas tem que ter um fim no plano terreno.
Com o j á m encionei, o exercício caritativo da m ediunidade é fruto do equilíbrio e autoconhecim ento; o m édium não pode ser penalizado por condições inadequadas de trabalho na casa espírita. Se isso estiver ocorrendo, algo está errado na execução das atividades ou no preparo das m esm as. Devem os evitar o cansaço excessivo e a sobrecarga, em quaisquer condições. A espiritualidade que cuida dos trabalhos deverá ser consultada através da direção da casa para determ inar a existência de problem as com os m édiuns e a possibilidade de sobrecarga e problem as de saúde, que podem significar falta de entrosam ento com a equipe e problem as de ordem fluídico-m agnética, que deverão ser equacionados.
O exercício consciente da m ediunidade, com propósitos de auxílio ao próxim o, produz m uitos efeitos sobre a saúde física e espiritual, trazendo para dentro de seus corações a paz que em ana de um trabalho bem feito e da sensação de dever cum prido.
7. Na população em geral, o Espiritismo é visto como sinônimo de mediunidade e manifestações mediúnicas. Com frequência vemos pessoas que fazem atendimentos espirituais em residências. G ostaríamos de saber as consequências desses atendimentos para o ambiente doméstico onde ocorrem.
Joseph. É um questionam ento bastante válido, m as cuj a resposta deve observar diversos fatores. Essencialm ente, irem os recorrer aos aspectos de sintonia e afinidade vibratória.
Para os espíritos plenos, aqueles que j á se libertaram da necessidade de retorno periódico ao corpo físico, não m ais obrigados à reencarnar, e, quando o fazem , é para nos dar lições de am or e desprendim ento, o estabelecim ento de vínculos espirituais elevados é consequência da própria elevação m oral e espiritual da entidade. Na condição de m édiuns, esses irm ãos podem exercer seus dons em condições m uito adversas em função de seu dom ínio sobre o am biente que o circunda e, m esm o assim , não deixam de pedir e estabelecer barreiras defensivas ao redor dos locais onde os trabalhos serão realizados. As orações e leituras preparatórias são realizadas com esse intuito.
Sem pontos fracos a serem trabalhados, esses hom ens e m ulheres são capazes de exercer suas faculdades m ediúnicas plenas em todo e qualquer lugar onde o trabalho vier a se fazer sentir.
Para os dem ais espíritos encarnados, profundam ente endividados, ainda com prom etidos com o seu crescim ento espiritual, os trabalhos devem , sem pre que possível, acontecer em condições controladas, em am biente preparado e diante de um a assem bleia espiritual am iga. Nessas condições, as fragilidades do m edianeiro são am plam ente com pensadas pela vontade de auxiliar e pela proteção e am paro dos m entores a guardiães do centro espírita.
Suas casas espíritas e dem ais casas de oração são os locais que, por natureza, deverão sediar essas atividades, m as tam bém não podem os deixar de colocar que m uitos desses centros e igrej as tam bém não oferecem o equilíbrio para a execução de trabalhos m ediúnicos sérios, por falta de cuidados, educação dos m édiuns, preparo do am biente e pelos verdadeiros interesses de dirigentes e frequentadores do lugar.
A realização de reuniões m ediúnicas ou trabalhos espirituais em residências esbarra na problem ática descrita acim a, m as agravada pelo fato de que o universo fluídico-m agnético da fam ília que ali reside acaba sendo m antido em contínuo intercâm bio com os espíritos encarnados e desencarnados que adentram o lar. A influencia negativa pode atingir as outras pessoas expostas a esses fluídos e não necessariam ente o m édium , que j á deveria apresentar m aior preparo. Mais um a vez, o desej o de aj udar e o am paro espiritual podem m inim izar e até elim inar os efeitos deletérios das energias dos irm ãos sofredores, de todos os planos vibratórios, sobre os m oradores da casa, m as esse fato depende tam bém da condição vibratória dos envolvidos, que não são estáticas, de form a que esse procedim ento deve ser desestim ulado.