A clínica psicanalítica na contemporaneidade
Sobre os autores
Ana Costa é psicanalista, doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), com pós-doutorado na Université de Paris XIII, professora visitante da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) e membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA). Autora dos livros A ficção do si mesmo: interpretação e ato em psicanálise (Cia de Freud), Corpo e escrita: relações entre memória e transmissão da experiência (Relume-Dumará) e Tatuagem e marcas corporais
(Casa do Psicólogo). E-mail: aclv@plugin.com.br
Carla Cumiotto é psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA) e professora do Departamento de Psicologia da Universidade Regional de Blumenau (FURB). E-mail:
carlacumiotto@yahoo.com.br
Carmen Backes é psicanalista, mestre em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), psicóloga do Instituto de Psicologia da UFRGS e membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA). Autora do livro O que é ser brasileiro? (Escuta, 2000). E-mail:
cbackes@cpovo.net
Gerson Smiech Pinho é psicanalista, mestre em Psicologia Social e Institucional pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA) e membro da equipe do Centro Lydia Coriat. E-mail:
gersonsmiech@cpovo.net
Liz Nunes Ramos é psicanalista, membro da Associação
Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA). E-mail:
liz.ramos@terra.com.br Lúcia Alves Mees é psicanalista, membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA). Autora do livro Abuso sexual: trauma infantil e fantasias femininas (Artes e Ofícios, 2001).
E-mail: lmees@portoweb.com.br
Maria Cristina Poli é psicanalista, mestre em Filosofia pela Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), doutora em Psicologia pela Université Paris XIII, professora do Programa de Pós-Graduação em Psicologia da PUCRS e membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA). Autora dos livros: O espírito como herança: as origens do sujeito contemporâneo na obra de Hegel (EDIPUCRS, 1998) e Clínica da exclusão: a construção do fantasma e o sujeito adolescente (Casa
do Psicólogo, 2005). E-mail: crispoli@plugin.com.br
Otávio Augusto Winck Nunes é psicanalista, psicólogo, mestre em Psicologia do Desenvolvimento pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), mestre em Psicopatologia e Psicanálise pela Universidade Paris VII e membro da Associação Psicanalítica
de Porto Alegre (APPOA). E-mail: otaviown@terra.com.br
Rosane Monteiro Ramalho é psicanalista, mestre em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUCSP), professora do curso de Aperfeiçoamento Especializado em Saúde Mental do Ministério da Saúde e membro da Associação
Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA). E-mail:
rosaneramalho@brturbo.com
Valéria Rilho é psicanalista, psicóloga da Creche da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e membro da Associação Psicanalítica de Porto Alegre (APPOA). E-mail:
valrilho@plugin.com.br
Editora da UFRGS • Ramiro Barcelos, 2500 – Porto Alegre, RS –
90035-003 – Fone/fax (51) 3308-5645 – www.editora.ufrgs.br –
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Notas
Sobre a clínica psicanalítica com crianças
1. Aqui, fazemos referência ao Nó Borromeano, elaborado por
Lacan nos últimos anos de sua obra, e que permite articular os três registros – Simbólico, Imaginário e Real.
↩
A ultrapassagem do pai na adolescência
1. Um exemplo disso é o ritual judaico bar mitzvah, que simboliza,
grosso modo, a entrada na vida adulta perante Deus e a sociedade, realizado aos doze anos, para as meninas, e aos treze, para os meninos.
↩
2. Nesse texto, o autor elabora o mito do pai da horda primeva
como suporte de pensamento, entre outras, das condições estruturais da cultura, cuja atualização é feita por cada indivíduo através do complexo de Édipo. Segundo tal mito, teria existido um chefe que detinha o gozo absoluto, sendo o único a gozar de todas as mulheres da tribo e a deter o poder sobre todos os seus súditos. Estes, revoltados com tal submissão, um dia insurgiram-se e mataram-no. A partir de então, os revoltosos estabeleceram regras e leis, das quais a principal era a interdição sexual com as mulheres pertencentes à mesma tribo. Organizaram-se social e religiosamente em torno do mesmo totem, o qual era reconhecido como o ancestral sagrado, cujo culto se realizava através do banquete totêmico.
↩
Construção da fantasia, constituição do
fantasma
1. Freud, no entanto, afirma que a perversão infantil "pode
sucumbir ao recalque, ser substituída por um produto de reação ou transmutada por uma sublimação" (Freud, 1919, p. 2.466). Haveria de se diferenciar, aqui, a forma como Freud e Lacan concebem esta relação entre fantasia e sintoma. Remetemos o leitor ao trabalho que fizemos em Poli (2005). Retomá-lo fugiria aos propósitos deste trabalho.
↩
A clínica da "nova histeria"
1. Não vou tratar aqui da relação entre bulimia e feminilidade.
Para esse tema, ver Ramalho (2001).
↩
2. Estamos nos ocupando de pensar na posição da mulher, mas
chamo a atenção de que não se trata somente de uma posição ocupada por mulheres; muitos homens também fazem montagens desta ordem.
↩
O fóbico e seu acompanhante
1. Retomo aqui essa afirmação feita por Liliane Froemming por
ocasião da oficina "O sujeito e a construção do espaço urbano", promovida pela APPOA durante o II Fórum Social Mundial, em Porto Alegre, em fevereiro de 2002.
↩
2. Por questões éticas não citaremos nomes.
↩
3. Esse era também o irmão que acompanhava F. em sua
circulação pela cidade e nas saídas à noite.
↩
4. Lacan, a partir das Confissões de Santo Agostinho, assim relata
a cena da mãe amamentando o filho mais moço: "Eu vi com meus olhos e observei uma criança cheia de inveja. Ela ainda não falava e já contemplava com um olhar amargo (envenenado) seu irmão de leite" (Lacan, 1999, p. 256).
↩
5. Expressão utilizada por Maria Rita Kehl (2000).
↩
Toxicomania(s)
1. Metáfora paterna: conceito proposto por Jacques Lacan como
sendo o operador necessário para a inclusão da lei simbólica na relação entre a mãe e o seu bebê que, rompendo com a dualidade, possibilita a inclusão de um terceiro e também inaugura a possibilidade do sujeito se incluir na via desejante.
↩
2. TextoCastração: presente na circulação pelo complexo de
Édipo, operação que instaura a lei simbólica, interdição do incesto, permitindo a inscrição na cultura e, também, na referência ao significante fálico.
↩
3. Outro: conceito lacaniano, lugar do significante, da linguagem.
Tomado inicialmente como o discurso parental que tem, porém, uma dimensão mais abrangente, pois é a lei simbólica instaurada que articula o desejo do sujeito com o desejo do Outro.
↩
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Carmen Backes
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