Amor de Salvação

Camilo Castelo Branco · Capítulo 1 de 26

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Amor de Salvação

Observação

A JOSÉ GOMES MONTEIRO

 

Meu amigo

 

Peço licença para inscrever o seu nome na primeira pagina d'este livro. Esta fica sendo para mim a mais prestante da obra. As outras são futilidades; por que lagrimas e alegrias de romance é tudo futil.

No Minho, em 1864.

 

Camillo Castello-Branco.

 

OBSERVAÇÃO

O leitor folhêa duzentas paginas d'este livro, e o amor de felicidade e bom exemplo não se lhe depara, ou vagamente lhe preluz. Tres partes do romance narram desventuras do amor de desgraça e mau exemplo. A critica, superintendente em materia de titulos de obras, querendo abater-se a esquadrinhar a legitimidade do titulo d'esta, póde embicar, e ponderar—que o amor puro, o amor de salvação vem tarde para desvanecer as impressões do amor impuro, do amor infesto.