As cinco feridas emocionais

Lise Bourbeau · Capítulo 7 de 15

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As cinco feridas emocionais

6. A injustiça

CAPÍTULO 6

A INJUSTIÇA

 

Injustiça é o ato ou a ação contrária à justiça. A justiça se define como a apreciação, o reconhecimento e o respeito dos direitos e do mérito de cada um. A palavra justiça remete a retidão, equidade, imparcialidade, integridade. Uma pessoa que sofre de injustiça, portanto, é aquela que não se sente apreciada em seu justo valor, que não se sente respeitada ou que julga não receber o que merece. Um indivíduo também pode sofrer de injustiça quando recebe mais do que julga merecer.

Essa ferida é despertada no período do desenvolvimento da individualidade da criança, entre os 4 e os 6 anos aproximadamente, no momento em que ela se torna consciente de que é um ser humano, uma entidade autônoma com suas singularidades.

A criança acha injusto não conseguir integrar sua individualidade, não conseguir se exprimir e ser ela mesma. Ela vive essa ferida principalmente com o genitor do mesmo sexo. Ela sofre com a frieza desse genitor, com sua incapacidade de sentir e se exprimir. Não estou dizendo que todos os pais dos que sofrem de injustiça são frios, apenas que são percebidos assim pela criança. Ela sofre igualmente com o autoritarismo, as críticas frequentes, a severidade, a intolerância ou o conformismo. Na maioria dos casos, o pai/a mãe sofre da mesma ferida. Ela talvez não seja vivenciada da mesma maneira ou nas mesmas circunstâncias, mas está presente e a criança a sente.

A alma que decide voltar à Terra para curar a ferida da injustiça escolhe pais que a ajudarão a lidar com essa ferida. A reação face à injustiça consiste em se isolar dos sentimentos, acreditando que assim irá se poupar. A máscara criada pela criança para se proteger nesse caso é a da rigidez. O fato de uma pessoa se isolar do que sente não significa que não sinta nada. Pelo contrário: indivíduos rígidos são muito sensíveis, mas desenvolvem a capacidade de não reconhecer essa sensibilidade e de não mostrá-la aos outros. Eles se iludem, julgando que nada os afeta. Eis por que parecem frios e insensíveis.

Várias pessoas rígidas me contaram que, na adolescência, havia amizade entre elas e seu genitor do mesmo sexo. No entanto, era uma relação superficial, em que nenhum dos dois falava do que sentia.

Os rígidos muitas vezes têm o hábito de cruzar os braços, bloqueando a região do plexo solar para não sentir. Outra maneira de ocultar seus sentimentos é se vestir de preto. O escapista também gosta de se vestir de preto, mas ele o faz por uma razão diferente, que é não querer aparecer. As pessoas que têm as duas feridas, da rejeição e da injustiça, costumam ter apenas roupas pretas ou muito escuras no armário.

O rígido procura a justiça e a correção a todo preço. É sendo um perfeccionista que tenta ser justo. Acha que, se o que diz ou faz é perfeito, será necessariamente justo. É muito difícil para ele compreender que, agindo com rigor segundo seus próprios critérios, também pode cometer injustiças.

O indivíduo que sofre dessa ferida é mais inclinado a sentir inveja dos que têm mais e que, segundo ele, não são merecedores. Também pode acreditar que os outros o invejam quando ele tem mais. O ciúme, ao contrário da inveja, é mais vivenciado pelo dependente ou pelo controlador. O dependente é ciumento porque teme ser abandonado; o controlador, porque teme ser traído.

A máscara do rígido se caracteriza por um corpo reto, empertigado e proporcional. Os ombros são retos e da mesma largura dos quadris. O rígido pode ganhar peso ao longo da vida, mas seu corpo continuará proporcional.

Devo admitir que é o rígido quem tem mais medo de engordar e fará de tudo para isso não acontecer. Ele não aceita nem mesmo uma barriga proeminente. Quando está em pé, tende a encolhê-la. A mulher rígida, porém, tende a acreditar que o corpo da mulher deve ter curvas. Senão, não é feminino.

Os homens, assim como as mulheres, têm as nádegas arredondadas. As mulheres têm baixa estatura. Os rígidos gostam de usar roupas justas na cintura ou de colocar um cinto para marcá-la. Esse tipo de pessoa crê que, afinando a cintura – que se acha na região do plexo solar (região das emoções) –, sentirá menos.

São pessoas inquietas, com movimentos dinâmicos. No entanto, seus gestos são rígidos, sem grande flexibilidade, e demonstram certo retraimento, como manter os braços colados ao corpo, por exemplo. Elas têm a pele clara e o olhar brilhante, vivo. Seu maxilar é cerrado e o pescoço, rijo, reto de orgulho; é comum inclusive vermos os nervos do pescoço salientes.

Se você reconhece em si todas as características físicas descritas acima, é sinal de que sofre de uma grave ferida da injustiça. Se tem apenas algumas particularidades, sua ferida da injustiça é mais leve.

Já muito jovem, o rígido percebe que as pessoas o apreciam mais pelo que ele faz do que pelo que ele é. Ainda que isso não seja verdade, ele está convencido de que essa é a realidade. Eis por que, desde cedo, busca ser rápido e eficiente naquilo que faz. Procura de todas as formas se afastar dos problemas e, mesmo que esteja cheio deles, prefere dizer que não tem nenhum para evitar sentir o sofrimento que eles trazem. É muito otimista; talvez em excesso. Acha que, dizendo a si mesmo “Sem problema!”, as situações difíceis se resolverão mais depressa. Aliás, faz o possível e o impossível para resolvê-las sozinho. Só pede ajuda em último caso.

Quando enfrenta decepções ou imprevistos, ele repete mil vezes interiormente: “Sem problema!” Consegue, assim, esconder de si e dos outros o que sente, simulando indiferença.

O rígido, como o controlador, costuma sofrer com uma eterna falta de tempo, mas as razões de ambos são distintas. O rígido não tem tempo suficiente porque quer muito que tudo saia perfeito; o controlador, porque está muito ocupado cuidando dos assuntos alheios. O rígido não gosta de atraso, porém, como leva muito tempo se arrumando, tende sempre a se atrasar.

Quando o rígido, diante de uma autoridade ou de alguém que se julga especialista em determinada matéria, está convencido de seu raciocínio, ele argumenta até que lhe deem razão. Se uma pessoa duvida ou questiona alguma decisão que tomou, que ele sabe ter sido honesta e justa, ele vivencia aquilo como uma inquisição e se ressente da injustiça.

Como sempre procura a justiça, ele quer se certificar de que é digno do que recebe. O mérito é importante para o rígido e significa obter uma recompensa decorrente de uma boa performance. Se recebe muito sem ter se esforçado muito, julga não merecer e dá um jeito de perder tudo que recebeu. Os extremamente rígidos se planejam inclusive para não receber nada, pois, a seu ver, devem ser extraordinários para merecer uma recompensa.

O rígido quer que todos os detalhes de tudo que diz ou faz sejam corretos, mas sua forma de se expressar está longe de ser correta, pois ele costuma exagerar. Utiliza bastante as palavras “sempre”, “nunca” e “muito”. Por exemplo, uma mulher rígida diz ao marido: “Você nunca está aqui, você está sempre fora!” Ela não percebe que se exprimindo assim está sendo injusta, uma vez que é muito raro que uma situação aconteça sempre ou nunca. Para o rígido tudo é muito bom, muito bem, muito especial, etc. Por outro lado, ele não gosta que os outros usem essas palavras. Quando o fazem, ele os acusa de estarem exagerando ou de se expressarem incorretamente.

Há mais chance de a religião impactar ou influenciar o rígido do que os que sofrem das outras feridas. O bem e o mal, o certo e o errado são muito importantes para ele. São, aliás, o que rege sua vida. Podemos observar isso em sua linguagem. Ele costuma começar suas frases com “bem” ou “bom” para se certificar de que o que vai dizer será correto. E termina-as com “concordam?” para verificar a correção do que acaba de dizer. Utiliza vários advérbios e gosta das explicações claras e precisas.

Quando o rígido está tenso, ele não quer demonstrar, mas podemos perceber isso pelo tom de sua voz, que se torna seco e duro. Pode utilizar o riso para esconder sua sensibilidade e suas emoções. Pode rir à toa, por coisas que ninguém acha engraçado.

Quando alguém encontra um rígido e pergunta como ele está, ele responde sistemática e rapidamente: “Superbem!” Durante a conversa, fala de vários acontecimentos em sua vida que não vão tão bem assim. Então o interlocutor lhe diz “Mas você disse que estava superbem!”, e ele argumenta que não são problemas sérios.

O medo de errar é muito forte no rígido. Em minhas oficinas, só as pessoas rígidas me perguntam: “Será que fiz o exercício de maneira correta?” Em vez de observar o que sentem e o que podem aprender sobre si mesmas durante o exercício, elas se interessam mais em saber se o fizeram direito. Também notei que, quando falo de um comportamento ou de uma atitude que o rígido vê em si como um novo defeito, ou seja, não se considera correto por ter aquele comportamento, ele me interrompe antes mesmo de eu terminar para me perguntar: “O que faremos agora?” Ele quer dicas para se tornar perfeito o mais rápido possível, ou terá de se controlar para não deixar transparecer o defeito que acaba de descobrir. Ele não percebe, mais uma vez, que está sendo injusto e exigindo demais de si mesmo. No ímpeto de resolver tudo imediatamente, não se permite um tempo para sentir a situação, para ter o direito de ser humano e de ter feridas não curadas.

Observei na pessoa com a máscara de rígido uma tendência a se ruborizar com facilidade quando me conta alguma coisa que julga não ser correta. Isso pode acontecer, por exemplo, quando ela relata sua dificuldade de perdoar alguém que lhe fez mal ou quando fala mal de alguém que não aguenta mais e julga sua atitude injusta. Essa reação indica que esse indivíduo tem vergonha de si mesmo, do que faz ou não faz. Só que ele não sabe que é por essa razão que se ruboriza e às vezes nem sequer percebe que faz isso. Aliás, são as pessoas rígidas e as escapistas que têm mais problemas de pele.

É esse medo de não ser perfeito que faz com que uma pessoa rígida se coloque frequentemente em situações em que precise fazer escolhas que considera difíceis. Quanto mais temos medo, mais situações

correspondentes a esse medo atraímos. Acontece frequentemente de uma pessoa rígida se proporcionar um prazer escolhendo determinada opção e, em seguida, ter a impressão de falhar em outra coisa. Tomemos o exemplo do homem que resolve fazer uma cara viagem de férias. Mais tarde, ele dirá que deveria ter usado o dinheiro para fazer uma reforma na casa. Por causa do seu medo de tomar a decisão errada, o rígido se pergunta constantemente se suas escolhas são as melhores e mais justas para ele.

Se você quer que alguma coisa seja dividida igualmente entre várias pessoas, como um bolo, uma garrafa de vinho, a conta no restaurante, etc., pode ter certeza de que é o rígido que deve chamar para essa tarefa, pois ele se sairá muito bem nela. Quando me reúno com um grupo num restaurante, divirto-me observando o que acontece quando a conta chega. O controlador assume as rédeas da situação dizendo: “O que acham de dividir essa conta em partes iguais? Será muito mais rápido e menos complicado.” Ele se exprime com tamanha força e tal controle que os outros concordam de modo educado. Ele calcula rapidamente, dividindo o total pelo número de pessoas e lhes comunica o montante a pagar. É nesse momento que os rígidos reagem. Acham justo que aqueles que consumiram mais paguem mais. Nesse tipo de situação, é preciso, em geral, refazer a conta.

As pessoas rígidas são muito exigentes consigo mesmas na maioria dos domínios de sua vida. Têm grande capacidade de se controlar, de se impor tarefas. Vimos no capítulo anterior que o controlador gosta muito de controlar o que acontece à sua volta. O rígido, por sua vez, procura de tal forma a perfeição que é levado, antes, a controlar a si mesmo. Ele se torna eficiente e exige tanto de si que os outros passam a exigir muito dele também. Quantas vezes ouvi mulheres rígidas dizerem aos que a cercavam: “Parem de achar que eu sou uma supermulher que pode tudo!” Na realidade, essas mulheres falam consigo mesmas. Os outros estão ali como reflexo de sua autoexigência.

Um participante de um dos meus cursos contou que o pai sempre repetia para ele: “Você não tem nenhum direito, só deveres.” Desde criança, essa frase ficou enraizada nele, que admite ter muita dificuldade de relaxar. Não se permite parar, divertir-se, descansar. Julga-se obrigado a estar sempre em ação. Assim, cumpre seu dever. Como há sempre muito a fazer no dia a dia, isso significa que o rígido raramente se permite relaxar sem se sentir culpado. Ele então se justifica quando descansa ou se diverte, dizendo, por exemplo, que afinal merece parar depois de tudo que fez. Além disso, o rígido se sente especialmente culpado quando não faz nada enquanto alguém trabalha. Acha isso injusto.

É por isso que seu corpo, especialmente pernas e braços, se tensiona mesmo em repouso. O rígido precisa se esforçar para distender as pernas, deixá-las relaxar. Só depois de alguns anos que me dei conta de que, quando estou sentada no cabeleireiro ou lendo, de repente sinto minhas pernas rígidas. Devo conscientemente permitir às minhas pernas, meus ombros ou braços relaxar. Antes, eu não tinha consciência dessa rigidez.

O rígido tem dificuldade não só de respeitar seus limites, como também de conhecê-los. Como nunca tem tempo de sentir se o que faz corresponde ou não a uma necessidade, ele faz demais e só para quando explode. Aliás, custa-lhe pedir ajuda. Prefere fazer tudo sozinho para que saia perfeito. É por essa razão que o rígido é o mais propenso a sofrer estafa ou esgotamento profissional.

Você pode constatar que a maior injustiça que o rígido vivencia é com relação a si mesmo. Ele se acusa com facilidade. Por exemplo, se resolve se dar de presente alguma coisa que julga não ser absolutamente necessária, terá que justificar essa compra dizendo a si mesmo que a merece. Caso contrário, acusa-se de estar sendo injusto.

A ferida da injustiça é outra ferida que preciso curar nesta vida. Aconteceu-me diversas vezes perder ou quebrar alguma coisa no primeiro uso, pois, no fundo, acreditava não precisar daquilo.

Aprendi que não é porque tentamos mentalmente nos convencer de que merecemos alguma coisa que a aceitação é de fato consumada. Nesse caso, ainda falta a capacidade de sentir que temos direito àquilo. Podemos saber em nossa mente que somos merecedores, mas também precisamos sentir que é justo. Várias pessoas já me ouviram dizer que a melhor recompensa que posso me dar é ir ao shopping para comprar uma coisa bonita de que não preciso. Hoje sei que, se tenho essa necessidade, é para me ajudar a parar de acreditar no mérito e me permitir oferecer a mim mesma, sem culpa, o que me faz bem.

Constatei diversas vezes que os participantes de tipo rígido das minhas oficinas gostam de deixar claro para o seu grupo que estão ali para fazer um curso, e não para se divertir, que vieram para trabalhar sua presença no mundo. Os que vêm de longe e precisam hospedar-se num hotel se organizam para que seja o menos caro possível. Alguns inclusive escondem dos colegas que ficarão num hotel, com medo de como serão tachados. Quando procura dissimular o que faz ou o que compra, o rígido vivencia não só a culpa como também a vergonha.

O rígido gosta que aqueles que o cercam estejam a par de todos os seus afazeres. O controlador também age dessa forma, mas por uma razão diferente. Este último quer mostrar que é responsável, ao passo que o rígido faz isso para mostrar que merecem ser recompensados. Assim, quando se proporciona algum luxo, não se sente culpado. Espera que os outros achem justo que ele se recompense. Como você pode ver, a noção de mérito é muito importante para o rígido. Ele não gosta de ouvir que tem sorte, pois, a seu ver, ter sorte não é justo. Ele quer merecer tudo que lhe acontece. Se alguém diz que ele é sortudo, ele responderá: “Não é sorte, trabalhei muito para chegar aqui.” Se ele julgar que o que obteve deveu-se à sorte e não a merecimento, vai se sentir muito incomodado e em dívida com alguém. Dará então um jeito de não conservar tudo para si.

Uma característica do rígido difícil de ser vista naqueles que não portam a ferida da injustiça é o fato de que ele costuma julgar mais injusto ser favorecido do que desfavorecido em relação aos outros. Em casos assim, alguns rígidos encontram uma razão para se queixar a fim de esconder do seu grupo que eles têm mais. Outros se julgam obrigados a dividir o que possuem. Sendo eu mesma do tipo rígido, posso confirmar isso, pois, desde pequena, sempre tive muitos talentos e facilidade em diversos domínios. Fui várias vezes a queridinha dos professores. Comecei então a fazer de tudo para ajudar os outros e assim tornar a situação mais equilibrada para eles. Aliás, essa é a razão pela qual uma pessoa rígida será induzida a ajudar o próximo.

A pessoa rígida não fica muito à vontade ao receber presentes ou agrados, pois se sente devedora. Mais do que se sentir obrigada a dar ao outro alguma coisa do mesmo valor (para ser justa), ela prefere não receber nada ou até recusar. Quando alguém se oferece para lhe pagar um almoço, por exemplo, ela prefere recusar a ter que se lembrar que na próxima saída será sua vez de pagar. Se aceitar, o fará prometendo-se retribuir na mesma medida.

É normal que alguém que sofre de injustiça seja do tipo que costuma atrair para si acontecimentos, a seu ver, injustos. Na verdade, uma situação que ele qualifica de injusta é interpretada de maneira bem diferente por uma pessoa que não sofre dessa ferida. Eis um exemplo: conversando com uma senhora que sofreu muito por ser a filha mais velha, ela me confidenciou que sempre achou injusto ter que ajudar a mãe a cuidar dos irmãos e, principalmente, ter que ser um exemplo para eles. Em contrapartida, outras mulheres me disseram ter achado injusto ser a segunda ou terceira filha, pois raramente ganhavam roupas novas, sendo obrigadas a usar as das mais velhas.

Perdi a conta do número de vezes que ouvi mulheres e homens me contarem como achavam injusto ter de cuidar de seu pai ou mãe idoso ou doente! O que consideravam mais injusto era o fato de seus irmãos sempre apresentarem boas desculpas para não ajudar e eles precisarem assumir tudo sozinhos. Esse tipo de situação não é fruto do acaso. Na verdade, sua ferida da injustiça atrai esse tipo de situação, que cessará apenas quando a ferida for curada.

Mencionei anteriormente a capacidade do rígido de se controlar, de criar obrigações para si. Eis por que é o lado rígido de uma pessoa que consegue seguir um regime alimentar, por exemplo. Uma pessoa sem vestígios da ferida da injustiça tem mais dificuldade em fazer isso pois não consegue se controlar como um rígido. O propósito do rígido ao criar suas motivações é alcançar a perfeição por si mesmo, segundo seu ideal de perfeição.

A pessoa não rígida que é incapaz de privar-se de algo se acusará de falta de força de vontade, mas é importante fazer a distinção entre “ter vontade” e “controlar-se”. A pessoa que se controla é aquela que se impõe alguma coisa sem que isso corresponda obrigatoriamente a uma necessidade. Por trás do controle, esconde-se um medo. A pessoa que tem vontade sabe o que quer e está determinada a obtê-lo. Ela alcança seus objetivos organizando-se, não desprendendo os olhos de seu objetivo, ao mesmo tempo que respeita suas necessidades e seus limites. Quando um incidente vem contrariar seus planos, ela pode ser flexível e é capaz de refazer os planos para chegar a seus fins. A pessoa rígida, por sua vez, não verifica sequer se o que ela deseja corresponde de fato a uma necessidade. Ela não se permite um tempo para se interiorizar e se perguntar: “Como eu me sinto com esse desejo e com a maneira que escolhi para realizá-lo?”

O rígido às vezes pode parecer controlador, mas, quando intervém junto aos outros, não é para controlar e chamar a atenção ou se mostrar forte como faz o controlador; ele só intervém quando o que acaba de ser dito ou feito é injusto com alguém ou não lhe parece correto. Quando conversa com alguém, o rígido retifica o que acaba de ser dito, ao passo que o controlador acrescenta ao que acaba de ser falado. O rígido pode repreender uma pessoa se acredita sinceramente que, com sua capacidade ou seus talentos, essa pessoa poderia ter realizado melhor uma tarefa. O controlador, por sua vez, repreende o outro quando a tarefa não é executada à sua maneira, segundo seu gosto ou sua expectativa.

Há outra diferença entre esses dois tipos de personalidade: a pessoa rígida se controla para não perder o controle, pois acha que, perdendo-o, será injusta com o outro. A pessoa controladora, por sua vez, se controla para controlar melhor uma situação ou outra pessoa e mostrar-se a mais forte.

Um indivíduo rígido gosta de tudo bem arrumado. Detesta ter que procurar alguma coisa. Alguns podem se tornar obsessivos em sua aflição para que tudo esteja de maneira perfeita.

O rígido também tem uma grande dificuldade em distinguir entre rigidez e disciplina. Eis minha definição: uma pessoa rígida esquece seu objetivo inicial, preferindo prender-se ao meio pelo qual irá realizá-lo; uma pessoa disciplinada dá um jeito de concretizar seu objetivo e não o perderá de vista. Tomemos o exemplo de uma pessoa que decide caminhar uma hora por dia para levar uma vida mais saudável e ficar em forma. O meio, portanto, é a caminhada. Ela se impõe caminhar todos os dias, chova ou faça sol, tenha vontade ou não. Se um dia não for, se odiará por isso. A pessoa disciplinada, por sua vez, não se esquece por que caminha todos os dias. Um dia, decidirá não caminhar, sabendo que será melhor para sua saúde não forçar a barra. Não se sentindo culpada por isso, reiniciará as caminhadas no dia seguinte, com o espírito tranquilo. A pessoa disciplinada não abandona um projeto porque perdeu um dia ou porque há uma mudança em seu planejamento.

O rígido é bastante propenso ao estresse, pois faz questão da perfeição em tudo. O controlador também, mas por outra razão: ele quer triunfar. Quer evitar o fracasso a todo custo, com medo da imagem que passaria para os outros e de como isso afetaria sua reputação.

A pessoa com máscara de rígido raramente fica doente. Ela é muito severa com seu corpo. É o tipo de pessoa que não sente quando o corpo tem necessidades fisiológicas. Só decide ir ao banheiro quando não pode mais se conter. Ela também é muito resistente à dor. Se sente um pouco de dor no momento em que esbarra em alguma coisa, seu mecanismo de controle dispara imediatamente, o que lhe dá uma enorme faculdade de esconder o sofrimento. Você pode notar que, nos filmes em que alguém é torturado ou em que há espionagem, os atores escolhidos sempre têm as características físicas do rígido. Podemos facilmente reconhecer um policial pelo seu corpo de rígido. Essas pessoas podem ter outra ferida, mas é o seu lado rígido que as faz escolher uma profissão em que acreditam promover a justiça. No entanto, quando um policial ou espião parece ter prazer em mostrar seu poder e sua força, foi sua máscara de controlador que o fez escolher essa profissão.

Observei diversas vezes as pessoas rígidas se vangloriando de nunca precisarem de remédios ou de médico. A maioria delas, inclusive, não tem sequer um clínico e, se acontecer uma emergência, não saberá a quem recorrer. Quando elas decidem pedir ajuda, podemos concluir que estão sofrendo há tempos e que chegaram ao seu limite.

É importante saber que ninguém consegue se controlar a vida inteira. Todos nós temos limites nos planos físico, emocional e mental. É o que explica o fato de ouvirmos frequentemente falarem sobre uma pessoa rígida: “Não entendo o que está acontecendo com ele. Nunca ficava doente, mas agora tem um problema atrás do outro.” Esse tipo de situação ocorre quando a pessoa rígida não consegue mais se controlar.

A emoção mais vivenciada pelo rígido é a raiva, principalmente em relação a si mesmo. Tomemos o caso de uma pessoa rígida que empresta dinheiro a um amigo, sabendo que este costuma passar por dificuldades financeiras. Empresta-lhe o dinheiro porque o amigo promete devolvê-lo em duas semanas, mas ele não cumpre a promessa. O rígido então vivencia a raiva, odiando-se por não ter pensado direito e ter-lhe dado outra chance. Mas ele é inclinado a dar chances aos outros; acha-se mais justo assim. Se for muito rígido, é provável que não queira enxergar a própria raiva e tente dar um jeito de desculpar o outro.

Esse mesmo exemplo pode ser vivido como uma ferida da traição, se for um controlador a emprestar o dinheiro. Este, no entanto, não se odeia como faz o rígido. Ele recriminará o amigo, em quem confiou, por não cumprir sua palavra.

O rígido é o tipo de pessoa que tem dificuldade em se permitir ser amado e demonstrar seu amor. Costuma pensar tarde demais no que gostaria de ter dito ou nas provas de afeição que adoraria ter dado a quem ama. Promete sempre que fará tudo isso da próxima vez, mas esquece quando a oportunidade se apresenta. Passa então a ideia de uma pessoa fria e pouco afetuosa. Agindo assim, é injusto com os outros e consigo mesmo, pois se priva de exprimir o que sente de fato.

O rígido evita ser tocado pelos outros. Esse medo de ser tocado ou afetado por outras pessoas pode ser bastante intenso, a ponto de gerar problemas de pele. Sendo um órgão de contato, a pele ajuda-nos a tocar e ser tocados, aproximando-nos dos demais. Mas, na verdade, se ela for repugnante, pode afastar. A pessoa que possui um problema de pele costuma ter vergonha do que os outros podem ver ou pensar sobre ela.

Esse medo de ser tocado pode ser notado em seu corpo. Os braços colados ao corpo, em especial do cotovelo ao ombro, as mãos cerradas e as pernas grudadas uma na outra são sintomas de fechamento.

O rígido tende a usar muito a comparação, sendo injusto com ele mesmo. Ele se compara com os que considera melhores e, sobretudo, mais perfeitos do que ele. Desvalorizar-se assim representa uma grave injustiça e uma forma de rejeição do seu ser. É muito comum o rígido sentir-se comparado, quando jovem, aos irmãos, irmãs ou colegas de escola. Então, ele acusa os outros de serem injustos com ele, pois não sabe que, se os amigos o comparam, é porque ele faz isso interiormente.

Se você se reconhece nessa ferida da injustiça e porta a máscara de rígido, a primeira coisa a fazer é admitir o número de vezes que foi injusto com os outros e consigo mesmo num único dia. Essa é a parte mais difícil de aceitar, mas será o início da sua cura. No próximo capítulo, abordaremos mais extensamente os meios de curar essa ferida.

Lembro-me de um incidente que aconteceu com um de meus filhos quando ele tinha 17 anos e que afetou muito minha ferida. Um dia, estávamos sozinhos e lhe perguntei: “Diga-me uma coisa, desde a sua infância, qual foi minha atitude como mãe que fez você sofrer mais?” Ele respondeu: “Sua injustiça!” Fiquei chocada e muda, tão grande foi a minha surpresa. Eu rememorava todas as situações em que tentara ser uma mãe justa. Colocando-me na pele de meus filhos, posso agora compreender que eles tenham me achado injusta em alguns momentos. Entretanto, as características físicas de meu filho indicam que a experiência de injustiça vivida comigo despertou sua ferida da traição. De fato, ele deve ter achado injusta a indiferença de seu pai diante do meu comportamento. No seu corpo, podemos ver duas feridas, a da injustiça e a da traição. Isso é muito frequente e significa que ele tem alguma coisa de diferente a acertar com cada um dos pais: a ferida da traição comigo e a ferida da injustiça com o pai.

O maior medo do rígido é a frieza. Ele tem tanta dificuldade em aceitar a própria frieza quanto a dos outros. Faz tudo que pode para se mostrar caloroso. Aliás, ele se julga caloroso e realmente não imagina que os outros possam achá-lo insensível e frio. Ele não tem consciência de que evita estar em contato com sua sensibilidade para não mostrar sua vulnerabilidade. Não consegue aceitar essa frieza, pois isso seria admitir que não tem coração, o que equivale a dizer que é injusto. Por isso é tão importante para o rígido ouvir as pessoas falarem que ele é bom no que faz ou cheio de bondade. No primeiro caso, ele se considera perfeito e, no segundo, afetuoso. Ele também aceita com dificuldade a frieza alheia. Quando alguém é frio com ele, fica transtornado e se pergunta imediatamente o que fez ou disse de incorreto para que o outro agisse daquela forma.

Ele é atraído por tudo que é nobre. O respeito e a honra são igualmente importantes. Fica impressionado com as pessoas que têm títulos importantes. Se sabe que algo pode lhe valer um título, torna-se ainda mais eficiente. Está pronto a fazer todos os sacrifícios necessários, embora, na realidade, nem veja isso como sacrifício.

Em sua vida sexual, o rígido tem dificuldade de relaxar e sentir prazer. Tem problemas para exprimir toda a ternura que sente. É, no entanto, o tipo mais sensual fisicamente. As pessoas rígidas gostam de se vestir com roupas que moldem o corpo e adoram ser atraentes aos olhos alheios. É comum dizerem de uma mulher rígida que ela é provocante, isto é, que gosta de atrair os homens, ao mesmo tempo que os repele friamente se julgar que a coisa está indo longe demais. Quando adolescente, a rígida irá se conter, preservando-se pura para seu eleito. Ela fantasia uma relação sexual perfeita e, claro, irreal. Quando enfim decide se entregar, fica decepcionada, pois aquilo não corresponde ao seu ideal. Quando a pessoa rígida tem dificuldade de se comprometer, é por causa do seu medo de se enganar na escolha do parceiro. Esse medo é diferente do medo do controlador, que, por sua vez, receia a separação, temendo faltar com o compromisso.

A pessoa rígida cultiva vários tabus na esfera sexual, pois o bem e o mal também dirigem sua vida sexual. A mulher é habilidosa em fingir gozar. Quanto mais intensa sua ferida, mais rígida a pessoa e mais difícil para ela alcançar o orgasmo. O homem, por sua vez, pode sofrer de ejaculação precoce ou mesmo de impotência sexual, dependendo de sua capacidade de ter prazer na vida.

Observei que muitas prostitutas têm as características rígidas em seu corpo. Elas conseguem ter relações sexuais apenas por dinheiro, pois são capazes de bloquear suas sensações com mais facilidade do que outras pessoas.

Os temores que impedem o rígido de se comunicar com clareza são: medo de se enganar, de não ser claro, de ser criticado, de ter escolhido a hora errada, de falar demais, de se exaltar ou perder o controle, de desagradar, de parecer muito exigente, de despertar ciúme ou inveja, de ser considerado um aproveitador. Se você se reconhece nesses medos, provavelmente não está sendo você mesmo e tem a ferida da injustiça.

No que se refere à alimentação, o rígido prefere o salgado ao doce. Também gosta de tudo que é crocante. Conheço alguns que gostam de morder gelo. Em geral, é adepto de uma alimentação equilibrada. Dos cinco tipos, sem dúvida é o mais propenso a virar vegetariano. Isso não significa necessariamente que ser vegetariano corresponda de fato às necessidades de seu corpo. Lembre-se de que o rígido costuma tomar suas decisões para ser justo. Se ele é vegetariano, por exemplo, porque acha injusto o abate de animais, seu organismo pode sofrer de falta de proteínas. Em contrapartida, se ele faz essa escolha porque não gosta de carne e, além disso, tem prazer em salvar os animais, a motivação é diferente. Seu corpo, nesse momento, se comporta melhor.

Embora exerça um controle severo sobre o que ingere, ele pode perdê-lo diante do álcool. Se isso acontece na frente de outras pessoas, ele corre para explicar que é raro se descontrolar assim, que aquele momento é uma exceção. Quando o rígido vive uma situação que o emociona, como um aniversário ou encontro especial, tem mais dificuldade de se controlar. Nessas ocasiões, come o que habitualmente se proíbe, em especial aquilo que o faz engordar. E se justifica dizendo: “Nunca como isso, mas hoje vou abrir uma exceção só para acompanhá-lo.” Ele se esquece de que disse a mesma coisa não faz muito tempo. Sente-se culpado, se acusa e jura recomeçar o controle no dia seguinte.

As enfermidades e doenças que a pessoa que porta uma máscara de rígido pode atrair para si são:

 

dormências e tensões. Ele sente a rigidez na parte superior da coluna e no pescoço, bem como nas partes flexíveis do corpo (tornozelos, joelhos, quadris, cotovelos, punhos, etc.). Os rígidos gostam de estalar os dedos, tentando assim relaxá-los. Podem sentir uma couraça envolvendo seu corpo, mas não percebem o que se esconde por trás dela. estafa.

tendinite, bursite, artrite. Essas e outras doenças de natureza inflamatória indicam uma raiva interior represada, o que é frequente nos rígidos. torcicolo. Também é propenso ao torcicolo, por causa de sua dificuldade de enxergar todos os aspectos de uma situação que considera injusta. prisão de ventre e hemorroidas. São problemas muito frequentes por conta de sua dificuldade de relaxar e da repressão que impõe a si mesmo. cãibras. O rígido pode ter cãibras, pois elas se manifestam quando uma pessoa se contém por medo.

varizes. Sua dificuldade de sentir prazer pode provocar problemas de

circulação no sangue, causando varizes.

pele ressecada. O rígido tem frequentemente problemas de pele. espinhas. Ele pode ter espinhas no rosto quando tem medo de se enganar, de fazer papel de tolo, de não estar à altura das próprias expectativas.

psoríase. É curioso que as crises de psoríase, em geral, aconteçam com as pessoas rígidas durante as férias ou em momentos em que tudo está correndo bem em suas vidas. (Seria injusto com os outros se tudo estivesse perfeito.)

problemas no fígado. São frequentes por causa de sua raiva contida. nervosismo. É comum, mesmo que, na maior parte do tempo, o rígido consiga controlá-lo.

insônia. É muito comum o rígido sofrer desse mal, sobretudo aquele que só se sente bem quando tudo está terminado e perfeito. problemas de visão. Também sofre disso por conta de sua dificuldade em enxergar que tomou uma decisão ruim ou que pode ter percebido de modo errado uma situação. Prefere não ver tudo que considera imperfeito, pois assim não sofre. Usa frequentemente a expressão “isso não está claro”, o que não ajuda a melhorar sua visão.

 

A maioria das doenças do rígido não costuma ser suficientemente grave para justificar uma consulta médica. Ele espera curar-se com o tempo ou tenta se medicar por conta própria, sem falar nada para os outros, pois tem muita dificuldade de admitir que precisa de ajuda. Quando decide pedir ajuda, o problema já pode estar bastante sério.

As enfermidades e doenças mencionadas podem se manifestar em pessoas com outras feridas, embora pareçam mais comuns naquelas que sofrem de injustiça.

Mencionei no capítulo anterior que a máscara de controlador (ferida da traição) esconde a ferida do abandono. Acontece o mesmo com a máscara de rígido, que serve para dissimular a ferida da rejeição. Se você voltar ao capítulo sobre a ferida da rejeição, verá que esta se desenvolve nos primeiros meses de nascimento, ao passo que a da injustiça se forma entre os 4 e os 6 anos. A criança que se sente rejeitada por um motivo qualquer tentará ser o mais perfeita possível para evitar essa rejeição. Após alguns anos, apesar de seus esforços visando a perfeição, não se sente mais amada e não considera isso justo. Decide então se controlar mais e se tornar tão perfeita que ninguém mais possa rejeitá-la. É assim que cria para si a máscara de rígida. Isola-se de seus sentimentos, o que a ajuda a não sentir a rejeição.

Entretanto, alguém pode sofrer de rejeição sem sofrer de injustiça, mas, segundo minhas observações, todos os indivíduos que sofrem de injustiça escondem uma ferida da rejeição. É o que explica por que, muitas vezes, o corpo de mulheres e homens rígidos, ao envelhecer, pareça diminuir. Seus corpos adquirem gradualmente as características da máscara do escapista.

Se você se reconhece nessa ferida da injustiça, é importante lembrar que o genitor do mesmo sexo que você provavelmente viveu ou ainda vive essa mesma ferida com seu próprio genitor do mesmo sexo. No capítulo seguinte, ensino como agir para curar essa ferida.

 

Ressalto que as características e os comportamentos descritos neste capítulo estão presentes apenas quando uma pessoa decide usar a máscara de rígido

julgando assim evitar viver a injustiça. Conforme a gravidade da ferida e a

intensidade da dor, essa máscara pode ser usada apenas alguns minutos ou

praticamente o tempo todo.

CARACTERÍSTICAS DA FERIDA DA

INJUSTIÇA

 

DESPERTAR DA FERIDA: Entre os 4 e os 6 anos, com o genitor do mesmo sexo.

Busca ser eficaz e perfeito. Bloqueio da individualidade.

MÁSCARA: Rígido.

CORPO: Aprumado, rígido e o mais perfeito possível. Proporcional.

Nádegas redondas. Cintura marcada. Movimentos tensos. Maxilares

cerrados. Pescoço duro. Empertigado.

OLHOS: Olhar brilhante e inquieto.

VOCABULÁRIO: “Sem problema”, “sempre/nunca”, “muito bom/muito

bem”, “muito especial”, “justamente”, “exatamente”, “seguramente”,

“concorda?”.

CARÁTER: Perfeccionista. Invejoso. Isola-se do sentimento. Cruza muito

os braços. Eficaz para ser perfeito. Otimista em excesso. Ativo,

dinâmico. Justifica-se o tempo todo. Dificuldade de pedir ajuda. Pode

rir sem motivo para esconder a sensibilidade. Tom de voz seco e

severo. Não admite ter problemas. Duvida de suas escolhas. Compara-

se com o melhor e o pior. Dificuldade de receber. Acha injusto obter

menos, mas acha pior receber mais do que os outros. Dificuldade de

ter prazer sem se sentir culpado. Não respeita seus limites; exige muito

de si. Controla-se. Aprecia a ordem. Raramente adoece; severo com

seu corpo. Irascível. Frio, reluta em demonstrar afeto. Gosta de parecer

sexy.

MAIOR MEDO: Frieza.

ALIMENTAÇÃO: Prefere alimentos salgados aos doces. Gosta de tudo que é

crocante. Controla-se para não engordar. Justifica-se e tem vergonha

quando perde o controle.

DOENÇAS POSSÍVEIS: Estafa • dificuldade em alcançar o orgasmo (mulher) •

ejaculação precoce ou impotência (homem) • doenças de natureza

inflamatória, como tendinite, bursite, artrite, etc. • torcicolo • prisão

de ventre • hemorroidas • cãibras • má circulação sanguínea • varizes •

problemas de pele • nervosismo • insônia • problemas de visão.