Carrie
- Isto não vai ficar assim! -…
- Isto não vai ficar assim! - Abriu uma porta qualquer arrancou um par de sapatos de tênis, atirou-os pela sala. - Eu pego ela! Raios! Merda! Juro que pego! Se a gente se juntar"...
- Cale a boca, Chris - disse Sue, assustada com a total ausência de vida em sua voz morta e adulta: - Cale a boca
- Isto não vai ficar assim não - repetiu Chris, abrindo com um tranco o fecho de sua saia, e pegando seu moderno calção de ginástica verde, desfiado: - Isto ainda vai render muito.
E ela estava com a razão.
Do livro: The Shadow Exploded (páginas 60-61):
Na opinião deste pesquisador, um grande número de pessoas que estudaram o caso Carne White - ou para revistas científicas ou para a imprensa popular - deu uma ênfase errônea a uma pesquisa relativamente infrutífera à procura de incidentes de telecinética na infância da menina. Fazendo uma analogia grosseira, seria a mesma coisa que gastar anos tentando constatar as primeiras incidências de masturbação na infância de um violentador.
O incidente espetacular das pedras é apenas acidental. Muitos estudiosos adotaram o ponto de vista errôneo de que onde houve um incidente, deve ter havido outros. O que, por analogia, seria a mesma coisa que mandar um grupo de cientistas especializados em observação de meteoros para o Grater National Park, só porque um gigantesco asteróide caiu lá há dois milênios.
Pelo que se sabe não há outras provas registradas de TC na infância de Carrie. Não fosse ela filha única, talvez existissem referências a uma dezena de outras pequenas ocorrências.
No caso de Andrea Kolintz (para maiores detalhes veja „Apêndice II”), sabemos que, em conseqüência de um espancamento por ter andado pelo telhado, “o armário de remédios se abriu, vidros caíram no chão ou pareciam ser atirados pelo banheiro, portas se abriram e fecharam batendo violentamente, e, no auge da manifestação, um armário de discos de uns cento e cinqüenta quilos virou, espalhando discos por toda a sala; atingindo seus ocupantes, indo se espatifar contra a parede”.
O importante é que, de acordo com o que consta no magazine Life de 4 de setembro de 1955, o relato acima foi apresentado pelo próprio irmão de Andrea. Embora o Life não seja