Cidade e Campo: Olhares de Brasil e Portugal

Glaucio José Marafon · Capítulo 16 de 16

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Cidade e Campo: Olhares de Brasil e Portugal

Sobre os autores e organizadores

Sobre os organizadores

 

Eduarda Marques da Costa

Professora associada do Instituto de Geografia e Ordenamento

do Território da Ulisboa; investigadora do Centro de Estudos Geográficos – Universidade de Lisboa; mestre e doutora em Geografia – Área de Especialização em Planejamento Regional e Local pela Universidade de Lisboa; coordena o grupo de investigação “MOPT – Modelação, Ordenamento e Planeamento Terrritorial”; suas áreas de interesse são o planeamento urbano e regional e a definição e avaliação de políticas públicas. Nos últimos 25 anos, participou e coordenou vários projetos de investigação, bem como estudos/estratégias ligados a instituições públicas e privadas, destacando-se aqui a sua ligação a estudos da DG REGIO (participação no estudo Sustainable Urban Development in Portugal: an Integrated Approach), membro do Comité Cientifico de Regions 2020 – Phase 2 e a participação no Programa ESPON (colaboração em 7 projetos de 2000-2013 e membro do sounding board 2007-2013), nomeadamente em estudos de avaliação ligados aos fundos estruturais (2014, Ex-Post Evaluation of Cohesion policy programmes 2007-2013, focusing on the European Regional Development Fund (CF) – WP0.

 

Glaucio José Marafon

Professor associado da Universidade do Estado do Rio de

Janeiro; pesquisador CNPq/ FAPERJ CNE.

Notas

 

 

1. Lei 11/82 de 2 de junho. A “Cidade” é uma entidade que se

integra no espaço geográfico dos “concelhos.

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2. Publicação no DR 210/98 de 11/SÉRIE II, de 11/09/1998 –

Tipologia das Áreas Urbanas (INE/DGOTDU, 1998), com três tipos de áreas: as “Áreas Predominantemente Urbanas”, as “Áreas Medianamente Urbanas” e as “Áreas Predominantemente Rurais”. Eram consideradas “Áreas Predominantemente Urbanas” as:

– freguesias que possuam uma densidade populacional superior a 500 hab/km2 ou que integrem um lugar com população residente igual ou superior a 5.000 habitantes; – freguesias semiurbanas contíguas às freguesias urbanas, segundo orientações e critérios de funcionalidade/planeamento, sendo consideradas freguesias semiurbanas todas as freguesias não urbanas que possuam densidade populacional superior a 100 e inferior ou a 500 hab/km2 ou que integrem um lugar com população residente igual ou superior a 2.000 habitantes e inferior a 5.000 habitantes;

– freguesias sedes de concelho com mais de 5.000 habitantes.

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3. Na atualização de 2014 (Diário da República, 2.ª série, n.º 144,

de 29 de julho de 2014), passa a ser considerada Área predominantemente urbana (APU) uma freguesia que contemple, pelo menos, um dos seguintes requisitos: 1) o maior valor da média entre o peso da população residente na população total da freguesia e o peso da área na área total da

freguesia corresponde a espaço urbano, sendo que o peso da área em espaço de ocupação predominantemente rural não ultrapassa 50% da área total da freguesia; 2) a freguesia integra a sede da Câmara Municipal e tem uma população residente superior a 5.000 habitantes; 3) a freguesia integra total ou parcialmente um lugar com população residente igual ou superior a 5.000 habitantes, sendo que o peso da população do lugar no total da população residente na freguesia ou no total da população residente no lugar é igual ou superior a 50%.

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Notas

 

1. Referimo-nos às pesquisas de mestrado de Sonale

Vasconcelos (2013) e de Doralice Maia (1994), à tese de Doralice Maia (2000), além de artigos e trabalhos publicados que tratam da temática.

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2. Ou seja, “[...] o campo se transforma em agricultura, i.e.,

indústria separada de alimentos e matérias-primas, dividida, por sua vez, em vários tipos especializados de cultivos, distritos, etc.” (Merrington, 1977, p. 172).

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3. Conforme Lefebvre (2001), cidade tradicional está relacionada à

cidade anterior ao processo de industrialização, portanto caracteriza-se como uma cidade concentrada, única, que também pode corresponder à cidade histórica.

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4. Vale acrescentar que, muito embora os principais produtos

comercializados sejam os citados, houve sim um comércio de exportação de produtos básicos, como farinha e rapadura, provenientes do Brejo paraibano nos séculos XVIII e XIX, como bem analisa Ocione Fernandes (2008).

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5. É importante destacar que preferimos utilizar a noção de modo

de vida à de gênero de vida. O termo genre de vie proposto por La Blache, muito utilizado nos estudos regionais, referia-se ao conjunto de hábitos e técnicas desenvolvidos pelos grupos humanos em determinados lugares ou regiões e estava relacionado às particularidades culturais existentes em cada

grupo, devido às suas relações com outros grupos e com o meio em que habitavam. Segundo Maia (2000), esse termo, ao ser traduzido do francês para o português, recebeu duas denominações. Alguns autores o converteram do sentido literal para o termo “gênero de vida”; outros traduziram para a expressão “modo de vida”, levando em consideração o sentido anterior. Assim como essa autora, optamos pelo termo “modo de vida”, pois este se refere diretamente a uma maneira ou forma de vida.

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Notas

 

1. O setor censitário, na metodologia do IBGE, é a menor unidade

territorial de coleta do instituto (IBGE, 2016, p. 286) formada por área contínua, integralmente contida em área urbana ou rural. Cada setor censitário possui um código de cadastro na base do instituto.

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2. No setor, há mais de uma localidade cadastrada (Praia da

Crena, Praia da Gaxumba, Praia do Morcego, Praia do Sobrado e Sítio do Frederico); a fim de facilitar a análise, optou-se por generalizar na localidade principal – Abraãozinho.

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3. A fim de preservar o sigilo do entrevistado, optou-se por

substituir o nome do morador pela expressão Entrevistado 1, Entrevistado 2 etc.

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4. Ainda que, tal como a ideia de rural e urbano, a noção de

“ambiente natural” seja socialmente construída no imaginário coletivo.

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Notas

 

1. Diretiva 2009/147/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho,

de 30 de novembro de 2009.

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2. Diretiva 92/43/CEE, do Conselho, de 21 de maio de 1992.

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3. As áreas protegidas da rede Natura 2000 podem ser

classificadas simultaneamente (total ou parcialmente), ao abrigo das duas diretivas (Aves e Habitats). Nesse sentido, o valor apresentado é um valor corrigido, de modo a evitar sobreposições (valores em março de 2019).

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4. O ajustamento refere-se à modernização agrocomercial da

exploração ou da empresa agrícola, como consequência de critérios de preço, qualidade e tempo, que a concorrência, interna e internacional, mais tarde ou mais cedo, acaba por impor (Covas, 1997).

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5. Entende-se por política agroambiental a integração de

preocupações ambientais na política agrícola com os objetivos de minimizar os riscos de degradação ambiental e de aumentar a sustentabilidade dos ecossistemas agrícolas.

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6. Para um maior aprofundamento da análise da aplicação da

Política Agroambiental na UE, no período 2007-2013, ver Clemente, 2016.

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7. Em 2001, a área agrícola apoiada por medidas agroambientais

correspondia a 12,2% da SAU do país, em 2007, a 27,5% e, em 2013, a 29,4%. A meta de Portugal para 2020 é a de que a proporção de SAU sob compromisso agroambiental seja de 31%.

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8. Em Portugal, a rede Natura 2000 é composta por 166 áreas

classificadas, que representam cerca de 21% da superfície terrestre do país (valores em março de 2019).

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9. A ideia base do LEADER era a criação de um programa que

perfilhasse os princípios do desenvolvimento local (parcerias, descentralização, territorialização, inovação etc.), com o objetivo de combater a desertificação das zonas rurais, criando condições para a sua revitalização endógena. O LEADER I (1991-1994) tinha por objetivo principal a experimentação de novas abordagens locais, inovadoras e demonstrativas, baseando-se numa concepção integrada e endógena do desenvolvimento das áreas rurais (Comunicação aos Estados-Membros 91/C 73/14, publicada no JO C 73, de 19 de março de 1991, p. 33-7).

O LEADER II (1994-1999), delineado no âmbito da segunda reforma dos fundos estruturais (de 1993), manteve o essencial do seu antecessor. Contudo, nessa iniciativa, a inovação desempenhou um papel importante tanto no nível do método e do conteúdo das ações como por meio da articulação com as políticas em curso no mesmo território (Comunicação aos Estados-Membros 94/C 180/12, publicada no JO C 180, de 1 de julho de 1994, p. 48-59).

O objetivo do LEADER+ (2000-2006) era o de incentivar os

agentes rurais a refletirem sobre o potencial de desenvolvimento dos territórios numa perspetiva a mais longo prazo. Articulava-se em torno de três vetores: vetor 1 – apoio a estratégias territoriais de desenvolvimento rural, integradas e de carácter piloto, assentes na abordagem ascendente e na parceria horizontal; vetor 2 – apoio à cooperação interterritorial e transnacional; vetor 3 – colocação em rede do conjunto dos territórios rurais da União, beneficiários ou não do LEADER+, bem como de todos os agentes de desenvolvimento rural (Comunicação da Comissão aos Estados-Membros 2.000/C 139/05, publicada no JO C 139, de 18 de maio de 2000, p. 5-13).

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10. Com essa reforma, pela primeira vez foram estabelecidos

objetivos prioritários para a aplicação dos fundos estruturais, que determinaram a passagem definitiva de uma abordagem setorial para a programação integrada de medidas que podiam abranger os três grandes fundos estruturais europeus (FEDER, FSE e FEOGA-Orientação), por meio do desenvolvimento de projetos orientados e coordenados em nível regional.

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11. Criado em 1958, o FEOGA sofre a sua primeira grande

transformação em 1964, sendo dividido em duas seções: a Seção Garantia, com o objetivo de financiar a componente de preços e mercados agrícolas e assegurar aos agricultores a equidade de rendimentos; e a Seção Orientação, com a finalidade de cofinanciar projetos de reconversão e de criação de estruturas agrícolas, contemplando, assim, a componente sócio-estrutural, e que, em 1999, viria a tornar-se o segundo pilar da PAC.

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12. Segundo o Instituto Nacional de Estatística de Portugal, define-

se como:

Área Predominantemente Urbana (APU) – Freguesia que contempla, entre outros, o seguinte requisito: a freguesia integra a sede da Câmara Municipal e tem uma população residente superior a 5.000 habitantes.

Área Mediamente Urbana (AMU) – Freguesia que contempla, pelo menos, entre outros, o seguinte requisito: a freguesia integra total ou parcialmente um lugar com população residente igual ou superior a 2.000 habitantes e inferior a 5.000 habitantes, sendo que o peso da população do lugar no total da população residente na freguesia ou no total da população residente no lugar é igual ou superior a 50%.

Área Predominantemente Rural (APR) – Freguesia não classificada como “Área Predominantemente Urbana” nem “Área Mediamente Urbana”.

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13. “O índice de competitividade pretende captar o potencial (em

termos de recursos humanos e de infraestruturas físicas) de cada região em termos de competitividade, assim como o grau de eficiência na trajetória seguida (medido pelos perfis educacional, profissional, empresarial e produtivo) e, ainda, a eficácia na criação de riqueza e na capacidade demonstrada pelo tecido empresarial para competir no contexto internacional” (INE).

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14. Constituem regiões predominantemente rurais: Alto Minho, Alto

Tâmega, Douro, Terras de Trás-os-Montes, Oeste, Região de

Coimbra, Região de Leiria, Viseu Dão Lafões, Beira Baixa, Médio Tejo, Beiras e Serra da Estrela, Alentejo Litoral, Baixo Alentejo, Lezíria do Tejo, Alto Alentejo e Alentejo Central.

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15. “O índice de coesão procura refletir o acesso potencial da

população a equipamentos e serviços coletivos básicos (saúde, educação, cultura), bem como perfis associados a uma maior inclusão social e a eficácia das políticas públicas traduzida no aumento da qualidade de vida e na redução das disparidades territoriais” (INE).

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16. “A qualidade ambiental está associada às pressões exercidas

sobre o meio ambiente e o território, mas também aos respectivos efeitos sobre o estado ambiental (qualidade da água, do ar e utilização eficiente da energia) e às respostas em termos de comportamentos individuais e de implementação de políticas públicas” (INE).

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17. “O Índice Sintético de Desenvolvimento Regional (ISDR)

baseia-se num modelo conceitual que privilegia uma visão multidimensional do desenvolvimento regional, estruturando-o em três componentes: competitividade, coesão e qualidade ambiental” (INE).

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Notas

 

1. A simplificação do entendimento sobre os ordenamentos

territoriais no Brasil e sua dinâmica “puramente técnica” da tradição francesa dos anos de 1960 foi claramente esclarecida por Egler (1992), Souza (1993), Machado (1997) e Moraes (2005), não sendo a perspectiva deste capítulo nem a visão do seu autor. Um ordenamento territorial robusto na sua base de representação político-institucional e técnico-profissional deve estruturar políticas públicas absolutamente importantes para os temas da gestão dos territórios e das governanças. Como afirma Moraes (2005, p. 44), “[...] a revisão (das ideias sobre os ordenamentos territoriais) pode oferecer ensinamentos férteis para novas concepções e iniciativas. A retomada do planejamento integrado de base espacial pode originar um útil instrumento para alavancar o crescimento e a justiça social que a nação requer”.

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2. Como “nós” do sistema urbano de organização territorial

concentradores de milhões de pessoas em cidades/municípios cada vez mais populosos, as metrópoles atuais são células centrais das regiões metropolitanas (RM), centralizando as atividades de gestão financeira, econômica, técnico-científica e política regional, nacional e mundialmente. Essa força decisória dá a essas formações espaciais centralidade para definir funções para outras unidades territoriais multiescalares que, no caso das RM, são os demais municípios a ela conurbados, que sofrem a sua intensidade superlativa no agregado regional metropolitano definido institucionalmente.

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3. No Brasil, as primeiras regiões metropolitanas (RM) foram

criadas com base na exclusividade de competência do Governo Federal na matéria e foram instituídas por meio da Lei Complementar Federal n.º 14/1973. Dessa lei foram definidas as RM de São Paulo, Belo Horizonte, Porto Alegre, Recife, Salvador, Curitiba, Belém e Fortaleza. A RM do Rio de Janeiro foi delimitada e oficializada no ano seguinte, também por Lei Complementar 20/1974. Ou seja, enquanto perduraram os efeitos dessas leis complementares, o Brasil teve nove regiões metropolitanas instituídas por iniciativa do poder federal. O formato do seu aparato de gestão, composto por dois conselhos, o Deliberativo e o Consultivo, era semelhante em todas elas e desconsiderava as particularidades da urbanização de cada um dos territórios em que elas eram instituídas (Davanzo et al., 2010).

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4. Não é o objetivo deste capítulo compreender o fenômeno da

metropolização como processo institucional, como divulgado pelo IPEA (2013), que se refere, nesse sentido, aos diferentes processos legais que culminaram no atual arranjo metropolitano brasileiro, nem como indutor do poder das formas e conteúdos urbanos para além das suas regiões de ação institucional. O termo é bastante apropriado não apenas pelo conteúdo que encerra, mas também por lembrar que o processo de metropolização não se resume aos recortes espaciais, ou mesmo, como aponta parte significativa da literatura sobre o tema pós-Constituição brasileira de 1988, ao processo de concentração espacial de atividades produtivas na metrópole, como apontado por Lencioni (2015).

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5. Hoje, a Região Metropolitana do Rio de Janeiro (RMRJ) –

também conhecida como Grande Rio e instituída após a fusão dos antigos estados do Rio de Janeiro e da Guanabara, unindo as então Regiões Metropolitanas do Grande Rio Fluminense e da Grande Niterói – tem 13.005.430 habitantes (2018) e é a segunda maior área metropolitana do Brasil (após a Grande São Paulo), a terceira da América do Sul e a 20.ª maior do mundo. (IBGE, 2019).

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6. Para um maior aprofundamento sobre o tema, ler Silva (2018).

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7. Tal distribuição urbana da unidade tem a sua história na

constituição do Município Neutro, no Império brasileiro, em 1834. Essa unidade imperial foi transformada em Distrito Federal, em 1891, e permaneceu até 1960, quando, depois de 15 anos como unidade federada também, foi reincorporada ao antigo Estado do Rio de Janeiro, em 1975. A histórica separação territorial iniciada na primeira metade do século XIX e que perdurou 121 anos (Município Neutro – cidade imperial do Rio de Janeiro/Província fluminense – estado do Rio de Janeiro) deixou marcas profundas de ordem sociológica, antropológica e geográfica nos seus habitantes e territórios (Silva, 2018).

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8. O “Mudar a Metrópole” implementado no Rio de Janeiro desde

2015 é um plano de desenvolvimento metropolitano lançado pela Secretaria Estadual de Planejamento e Gestão (SEPLAG) do Estado do Rio de Janeiro. Também conhecido como o Plano “Modelar a Metrópole”, a proposta, subsidiada pelo Banco

Mundial, reforça o planejamento metropolitano e sua gestão voltados para a construção de uma metrópole mais ordenada, justa, equânime, próspera e sustentável (SEPLAG, 2017). Observa-se, nos seus documentos oficiais, que o plano resgata um dos principais temas sobre as discussões das competências entre os três níveis de gestão territorial no Brasil (União, Estados e Municípios), em busca da desconcentração dos investimentos da core area metropolitana (no caso, a cidade do Rio de Janeiro) e a melhor articulação regional entre os municípios para que componham as “funções metropolitanas” da RMRJ a partir das ações locais.

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9. Receita Corrente Líquida (RCL) é o somatório das receitas

tributárias de um Governo, referentes a contribuições, patrimoniais, industriais, agropecuárias e de serviços, deduzidos os valores das transferências constitucionais. Esse dado municipal é fundamental por indicar os recursos que os Governos dispõem a cada exercício para fazerem frente às suas despesas. (FONTE: TCU, 2019)

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10. Houve grandes mudanças na organização regional do estado

do Rio de Janeiro, desde 1990. Atualmente, segundo Ribeiro (2017), a Coordenação de Geografia do IBGE (2017) elaborou uma divisão regional do estado identificando cinco Regiões Geográficas Intermediárias (as antigas Mesorregiões) e 14 Regiões Geográficas Imediatas (as antigas Microrregiões). A título de adequar a regionalização do estado aos dados obtidos para este capítulo, a divisão aqui utilizada é a realizada pelo CEPERJ (2014), quando o Rio de Janeiro era uma unidade subnacional dividida, oficialmente, por oito Regiões de Governo,

a saber: Metropolitana, Costa Verde, Noroeste, Norte, Serrana, das Baixadas Litorâneas, Centro Sul e Médio Paraíba.

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11. É comum haver muitos problemas nas bases de dados

apresentados por autarquias diversas. Além de distorções enormes e discrepâncias que afetam a credibilidade dos dados dos problemas apresentados pelos atores políticos, as agências oficias atrasam muito o levantamento de informações socioespaciais, além, de muitas vezes, utilizarem metodologias distintas e incongruentes para diagnoses necessárias para o enfrentamento dos problemas a serem resolvidos.

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Notas

 

1. De acordo com o INE/DGOTDU (1998), são “Áreas

Predominantemente Urbanas” as:

freguesias urbanas, ou seja, freguesias que possuam uma

densidade populacional superior a 500 hab/km2 ou que integrem um lugar com população residente igual ou superior a 5.000 habitantes;

freguesias semiurbanas contíguas às freguesias urbanas, segundo orientações e critérios de

funcionalidade/planeamento, sendo consideradas freguesias semiurbanas todas as freguesias não urbanas que possuam densidade populacional superior a 100 e

inferior ou a 500 hab/km2 ou que integrem um lugar com população residente igual ou superior a 2.000 habitantes e inferior a 5.000 habitantes;

freguesias sedes de concelho com mais de 5.000 habitantes.

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2. Câmara Municipal de Lisboa, dados abertos. Disponível em:

http://lisboaaberta.cm-lisboa.pt/index.php/pt/. Acesso em jun. 2019.

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3. AGRIMET-MOD: Metropolitan Agriculture Spatial MODeling:

contribution to the construction of an analysis model to support spatial planning and land use decision-making – financiado pela Fundação para a Ciência e a Tecnologia Portuguesa (PTDC/ATP-EUR/4910/2012). Para mais informações, consultar

o site do projeto, disponível em: http://agrimet.ul.pt/.

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4. “Alimentação, geografia e ordenamento do território”, em I

Encontro de Estudantes de Geografia, 20 de fevereiro de 2019, Coimbra.

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Notas

 

1. “Instrumento de topo do sistema de gestão territorial, define

objetivos e opções estratégicas de desenvolvimento territorial e estabelece o modelo de organização do território nacional”.

Disponível em: http://pnpot.dgterritorio.pt/pnpot e

https://www.parlamento.pt/ActividadeParlamentar/Paginas/Detal

heIniciativa.aspx?BID=42949.

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2. Objetivos:

Objetivo Geral – Sistema de transportes que contribua para a coesão social e territorial, para uma economia nacional robusta e bem integrada a nível europeu e mundial, cómodo e seguro, respeitador do ambiente e eficiente do ponto de vista energético;

Objetivo Específico 2 – Melhor articulação entre os centros urbanos que compõem os diferentes níveis do sistema urbano nacional e entre cada centro e a restante área de influência;

Objetivo Operacional 2.2 – Redes e serviços de transporte público em permanente adequação à dinâmica da procura e estruturados de forma a promover a cobertura supramunicipal e a utilização dos modos de transporte mais adequados às características das deslocações; Objetivo Específico 3 – Mobilidade urbana mais compatível com uma elevada qualidade de vida;

Objetivo Operacional 3.1 – Redes de Transporte Público urbano e suburbano em permanente adequação à dinâmica da procura, assegurando boa cobertura territorial

e a conectividade das periferias entre si e entre estas e os centros principais, maximizando as ligações directas e potenciando a intermodalidade e as vocações de cada modo;

Objetivo Operacional 3.2 – Serviços de TP facilmente inteligíveis, acessíveis, seguros e cómodos para o cliente; Objetivo Operacional 3.3 – Repartição modal TI/TP mais equilibrada a favor do transporte público, sem congestionamentos de tráfego significativos; Objetivo Operacional 3.4 – Acentuado crescimento da utilização dos modos suaves na mobilidade urbana.

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3. As Diretrizes Nacionais definem as principais Linhas de

Orientação para a Política Nacional de Mobilidade e devem ser entendidas como instrumento que identifica e enquadra as várias figuras de planeamento da Mobilidade e Transportes (Pacote da Mobilidade, 20, p. 4).

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4. Programas de Saúde Prioritários: a) Prevenção e Controlo do

Tabagismo; b) Promoção da Alimentação Saudável; c) Promoção da Atividade Física; d) Diabetes; e) Doenças Cérebro-cardiovasculares; f) Doenças Oncológicas; g) Doenças Respiratórias; h) Hepatites Virais; i) Infecção VIH/SIDA; j) Prevenção e Controlo de Infecções e de Resistência aos Antimicrobianos; k) Saúde Mental; e l) Tuberculose. Disponível

em: https://www.sns.gov.pt/institucional/programas-de-saude-

prioritarios/.

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Notas

 

1. A capacidade funcional (como capacidade ventilatória, força

muscular e débito cardíaco) aumenta durante a infância e atinge seu máximo nos primeiros anos da vida adulta, entrando em declínio em seguida. A velocidade do declínio, no entanto, é fortemente determinada por fatores relacionados ao estilo de vida na vida adulta – como, por exemplo, tabagismo, consumo de álcool, nível de atividade física e dieta alimentar – assim como por fatores externos e ambientais. […] A aceleração no declínio pode sofrer influências e ser reversível em qualquer idade através de medidas individuais e públicas (OMS, 2005, p. 15).

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2. Estilo de vida: conjunto de hábitos e comportamentos de

resposta a situações do dia a dia, aprendidos por meio do processo de socialização e constantemente reinterpretados e testados ao longo do ciclo de vida e em diferentes situações sociais (Programa Nacional de Saúde Escolar, 2006, p. 15).

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3. Atividade física: contempla qualquer movimento realizado pela

musculatura esquelética do corpo (os principais músculos) que resulte num dispêndio energético acima dos valores de repouso. Exercício físico compreende toda a prática consciente de atividade física, realizada com um objetivo específico (ex.: melhorar a saúde) e bem delineada no tempo, com ou sem prescrição. É geralmente uma prática planeada. Os idosos devem fazer pelo menos 150 minutos de atividade física aeróbica de intensidade moderada durante a semana ou fazer

pelo menos 75 minutos de atividade física aeróbica de intensidade vigorosa durante a semana ou uma combinação equivalente de atividade moderada e de intensidade vigorosa (ENPAF-DGS, 2016).

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4. HUCUPnet – Health Care Cost and utilization Project.

Disponível em: https://hcupnet.ahrq.gov/#setup.

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Notas

 

1. A tabela aqui apresentada destaca a quantidade de municípios

por Unidade da Federação com “Intensidade” igual ou inferior a 100. Apenas para efeito comparativo, uma economia globalizada, como a do município de São Paulo, tem um valor de Intensidade igual a 69.899. Ou seja, um valor equivalente a 100, embora arbitrário, denota que a economia municipal é essencialmente local, sem muita participação nas principais redes produtivas de seu estado ou do país, salvo raras exceções. No total, 4.459 de um total de 5.570 municípios no Brasil têm Intensidade igual ou inferior a 100, o que à primeira vista significa que, aproximadamente, 80% dos municípios brasileiros estão pouco integrados aos circuitos superiores da economia brasileira. Em outras palavras, são municípios cuja economia tem um alcance basicamente local.

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Glaucio José Marafon

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