
Mantras, palavras sagradas de poder
Uma doença obrigou o jovem inglês John Blofeld a desembarcar em Hong Kong a caminho da China. Com febre, mandou chamar um médico e veio o Dr. Tsai Ta-hai, de barrete de cetim preto, que lhe tomou os pulsos e encontrou seis. Foi Ta-hai quem o levou à Floresta dos Reclusos, templo particular de budistas leigos perto de Causeway Bay, onde o Mestre-Dharma Lai, de volta do Monte Koya, ensinava a tradição esotérica que sobrevivera no Japão como seita Shingon. Chamado ali de Ah Jon, aprendeu mudras e ouviu a sílaba BRONG cair 108 vezes com o tambor, e atribuiu o efeito ao tambor, não ao mantra. Depois vêm os mosteiros chineses, o Ta Pei Chou de 415 sílabas, o nien-fu a Amitabha e os lamas Nyingmapa do Sikkim, com OM MANI PADME HUM inscrito nos rochedos da estrada e nos moinhos de rezas. No fim, discute o shabda e discorda de Evans Wentz e de Philip Rawson, que o reduzem a vibração física.
