
Dramaturgos, críticos e ratos: reflexões sobre o teatro em Edgar Allan Poe
Em 1º de novembro de 1845, na coluna “The Drama” do The Broadway Journal, Poe registrou que a companhia de ratos do Park Theatre compreendia sua deixa com perfeição e que valia o preço do ingresso ver seu desempenho. Dessa nota Jardim segue para o Poe crítico teatral e para a história do palco estadunidense: as leis puritanas contra o teatro entre 1700 e 1716, o Metamora de John Augustus Stone, saído de um concurso de Edwin Forrest em 1828. Politian, seu único drama, vem da “tragédia de Kentucky”, o assassinato do coronel Salomon P. Sharp, levado à Roma do século XVI, com Lalage, Castiglione e Baldazzar. Dos onze atos do manuscrito, cinco saíram fora de ordem no Southern Literary Messenger; a Evert Augustus Duyckinck, Poe escreveu que os publicara a contragosto, “para encher o livro”. Ao fim, o ensaio “O drama americano” e a noção de unidade de efeito.
