Os Vivos e os Mortos na Sociedade Medieval
- Primeira publicação
- 1994
Sobre este livro
Schmitt trata do funcionamento social da memória dos mortos entre os séculos V e XV, e começa separando os relatos de fantasmas das viagens ao além, do livro VI da Eneida à Divina comédia: ali o vivo desce ao outro mundo, aqui é um morto comum que volta. Sua tese é que a memoria litúrgica, com os nomes inscritos nos obituários dos mosteiros e as missas de três dias, sete dias, um mês, um ano, funcionava como técnica social de esquecimento, e que o fantasma é o defunto que a frustra. O primeiro capítulo reúne a recusa das aparições na alta Idade Média: os draugr das sagas escandinavas, Grettir que decapita e queima Glam, a pitonisa de En Dor evocando Samuel diante do rei Saul, e as cartas em que Agostinho responde a Evódio e a Paulino de Nola que o que aparece não é o corpo nem a alma, mas uma imago.
Sumário
- Introdução
- 1 · A Rejeição dos Fantasmas
- 2 · Desde os primeiros séculos, a cultura cristã…
- 3 · A Invasão dos Fantasmas
- 4 · Se os relatos de aparições dos mortos…
- 5 · Os relatos de mirabilia não se referem…
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Dados do livro
- Autor
- Jean-Claude Schmitt
- Primeira publicação
- 1994
- Idioma
- Português
- Gênero
- Ensaios
- Formatos
- PDF, EPUB, Ler online