Meninos de Ouro
Nota do autor
Até onde se pode dizer que livros têm coração e alma – e eu acredito que tenham – este deve seu coração e sua alma a uma pessoa mais que a todas as outras: Judy Willman, filha de Joe Rantz. Eu não poderia ter sequer começado a contar a história de Joe e da guarnição olímpica de 1936 sem a profunda colaboração de Judy em todas as fases do projeto. Todas as suas contribuições não podem ser enumeradas aqui, mas algumas das mais relevantes foram, sem dúvida, pôr à minha disposição sua vasta coleção de documentos e fotografias, colocar-me em contato com os demais membros da guarnição e suas famílias e revisar e comentar os vários rascunhos do livro em todas as etapas de seu desenvolvimento. Nada disso se compara, no entanto, com as incontáveis horas que passou comigo em sua sala de estar contando-me a história da vida de seu pai, ora com tristeza, ora com alegria, mas sempre com muito orgulho e amor.
Judy cresceu ouvindo os detalhes dos feitos de seu pai, das dificuldades por que passou e do impacto psicológico de ambos sobre ele. Quando criança, passava horas intermináveis ouvindo suas histórias. Trabalhando ao lado da mãe na cozinha, ficou sabendo também do seu papel na juventude de Joe. Com o tempo e a sucessão de encontros, veio a conhecer bem os outros oito membros da guarnição e a vê-los como uma espécie de membros da família. Ouviu também o pai de Joe – a essa altura reconciliado com a família e conhecido carinhosamente como “Pop” – contar sua versão da história. Seu tio, Harry Jr., lhe contou o lado da história de Thula, mãe dele.
Em vários momentos do livro menciono fragmentos de conversas e pensamentos de exclusivo conhecimento de Joe e Joyce. Ainda que ninguém tenha registrado tais conversas nem transcrito esses pensamentos, Joe e Joyce foram as principais testemunhas de suas próprias vidas e são as fontes definitivas dessas partes da narrativa. Nos vários meses em que tive a oportunidade de entrevistar Joe antes de sua morte, ele me confidenciou não apenas fatos fundamentais da história deles como, às vezes, em requintados detalhes, muitos de seus sentimentos e pensamentos em momentos críticos da vida. Ele me contou, por exemplo, suas conversas na garagem com George Pocock, seu desespero por ter sido abandonado em Sequim, sua jornada em Grand Coulee e seu relacionamento problemático com o pai e Thula. Mais tarde, depois da morte de Joe, as muitas horas passadas com Judy examinando fotografias, cartas e cadernos me ajudaram a preencher as lacunas, em especial certos aspectos críticos de que seu pai e sua mãe lhe falaram inúmeras vezes ao longo da vida.
Poucas coisas oferecem tantas oportunidades de colaboração quanto a produção de um livro. Com isso em mente, quero manifestar minha profunda gratidão pelas pessoas que menciono abaixo.
Em primeiro lugar, Ray Willman, “Sr. Judy”, pessoa indispensável ao projeto de inúmeras maneiras, grandes e pequenas, desde o primeiro dia.
No mundo editorial: na WME, a minha agente absolutamente brilhante e corajosa Dorian Karchmar e as competentíssimas Anna DeRoy, Raffaella De Angelis, Rayhané Sanders e Simone Blaser; na Viking Press, meu rigoroso editor Wendy Wolf, tão hábil no manejo do bisturi que a gente quase não sente dor e ainda fica agradecido pela cura; Josh Kendall, que adquiriu o livro e editou o primeiro esboço; a editora assistente Maggie Riggs; e todo o restante de sua talentosa equipe de profissionais. E, longe de Manhattan, Jennifer Pooley, que me ajudou de muitas formas ao longo do caminho.
Entre aqueles que chamo de família e amigos da guarnição de 1936, muitos dos quais compartilharam generosamente suas lembranças e tornaram disponíveis suas coleções de documentos particulares: Kristin Cheney, Jeff Day, Kris Day, Kathleen Grogan, Susan Hanshaw, Tim Hume, Jennifer Huffman, Josh Huffman, Rose Kennebeck, Marilynn Moch, Michael Moch, Pearlie Moulden, Joan Mullen, Jenny Murdaugh, Pat Sabin, Paul Simdars, Ken Tarbox, Mary Helen Tarbox, Harry Rantz Jr., Polly Rantz, Jerry Rantz, Heather White e Sally White.
Na garagem de barcos da Universidade de Washington: Eric Cohen, Bob Ernst e Luke McGee, que revisaram o manuscrito e ofereceram muitas excelentes sugestões e correções essenciais; Michael Callahan e Katie Gardner pela ajuda na pesquisa de fotografias; e quero chamar especial atenção ao excelente site de Eric, www.huskycrew.com – de longe a melhor fonte para quem quer saber mais sobre a longa e ilustre história do remo de Washington.
No mundo dos remadores e treinadores em geral: Bob Gotshall, John Halberg, Al Mackenzie, Jim Ojala e Stan Pocock.
No mundo das bibliotecas e dos arquivos empoeirados: Bruce Brown, Greg Lange, Eleanor Toews e Suz Babayan.
Para ajuda com assuntos alemães: Werner Phillip, do museu Wassersport de Grünau e, nos Estados Unidos, Isabell Schober.
Finalmente, cabe dizer que este é, sob muitos aspectos, um livro sobre a longa jornada de um jovem de volta a um lugar que possa chamar de lar. Escrever essa história me fez lembrar que ninguém mais do que eu pode dizer que tem uma vida familiar abençoada. Quero agradecer às três belas e inteligentes mulheres que fazem com que seja assim: minhas filhas, Emi e Bobi, que me emprestaram cada uma os seus talentos específicos, e minha esposa, Sharon, cuja atenta leitura do original e cujas perspicazes observações e sugestões nas muitas conversas que tivemos foram fundamentais para seu aperfeiçoamento, sob os mais variados aspectos. Seu amor, sua confiança e seu apoio contínuo foram o que, mais do que tudo, tornaram possível escrevê-lo. Sem ela, simplesmente não haveria livros.
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