
O Homem de Giz
de C. J. Tudor

Discurso lido em 1880, no tricentenário da morte de Camões, quando Portugal transformou o poeta em símbolo nacional e fez do centenário uma manifestação política. Latino Coelho era secretário da Academia das Ciências e o maior orador do país, e este é o texto em que a sua prosa se ouve melhor: longa, medida, construída para ser dita em voz alta. Documento do momento em que Camões deixou de ser só literatura. É também uma peça de retórica exemplar, estudada durante décadas nas escolas portuguesas.