Pêro da Covilhã: Episódio Romântico do Século XV
Capítulo VIII
—E porque não crêr antes, que em paiz desconhecido, e cercado de mysterios o Préste vive ainda, como em toda a Europa corre?... Emfim, eu a Portugal não volto, sem colher informação segura, para a levar a el-rei, meu Senhor.
—Nem al se deve esperar de vós, como brioso cavalleiro que sois.
O resultado, que Pero da Covilhan logrou d'esta pratica, foi tornar-se-lhe cada vez mais problematica a residencia, senão a existencia, do Préste João das Indias. Não soffreu com isso a menor contrariedade o seu animo imperturbavel; serviu antes de maior estimulo á sua diligencia.
De Rhodes, onde se forneceram de mel, com que se dispozeram a negociar, atravessaram os dois viajantes para Alexandria, disfarçados em mercadores.{124} {125}