
Prazer e desejo em Aristóteles
Aggio enfrenta um problema conhecido da Ética Nicomaqueia: há nela dois Tratados do prazer que não se citam e propõem análises à primeira vista incompatíveis. No primeiro, no livro VII, o prazer é toda atividade não impedida; no segundo, não é uma atividade, mas o que torna perfeita a realização da atividade. A primeira parte compara os dois e segue a crítica de Aristóteles às opiniões anteriores, do anti-hedonismo de Espeusipo ao hedonismo de Eudoxo, até o que a autora chama de hedonismo moderado: não é porque temos prazer que agimos bem, mas temos prazer sempre que agimos bem. A segunda parte pergunta como o desejo pode ser educado e sustenta que a razão prática, além de deliberar sobre os meios, persuade o desejo quanto ao fim, com o hábito vindo antes. O último capítulo passa pelas virtudes particulares, da temperança ao pudor. Prefácio de Marcos Zingano.
