Prosas Bárbaras

Eça de Queirós · Capítulo 12 de 47

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Prosas Bárbaras

Notas de Rodapé:

—«Saberás, por ventura com satisfação, que estou seguindo o teu antigo conselho: Ennevoei-me, outra vez, totalmente, no phantastico,—n'aquelle velho phantastico da Gazeta de Portugal, feito agora com menos abutres, e em prosa talvez menos barbara que então: Estou escrevendo a vida diabolica e milagrosa de São Frei Gil;—e por signal,—dir-to-hei agora aqui, quando justamente nos achamos sob arvoredos,—que a nossa riquissima lingua portugueza me parece deficiente em côres com que se pintem selvas;—e tambem te confiarei que, tendo mettido, por minhas proprias mãos, o santo bruxo n'uma floresta, não sei como o hei-de tirar de lá».

Cintra, Setembro de 1903.

Jayme Batalha Reis.

 

NOTAS DE RODAPÉ:

 

[1] Hoje, travessa do Gremio Luzitano.

[2] Veja-se Eça de Queiroz. Um genio que era um Santo.

Anthero de Quental. In memoriam—Porto, 1896, pp. 499-502; J. Batalha Reis, Annos de Lisboa, Idem, 442-445.

[3] Hoje, rua do Diario de Noticias.

[4] Pag. 107 do presente livro.

[5] Veja-se p. 133 do presente volume.

[6] 3 de Novembro de 1867, p. 142 do presente volume. Veja-

se tambem a Carta a Carlos Mayer, pp. 133-145.

[7] «Na Europa o Sul representa ... a maneira de ser exterior,

como o Norte representa o vago sentimento intimo...» Eça de Queiroz, Da Pintura em Portugal, Gazeta de Portugal, 10 de Novembro de 1867.

[8] «... nós ... os que estamos n'este canto da velha terra

portugueza, com a alma serena, sob o céo claro...» Eça de

Queiroz, Symphonia de Abertura, Gazeta de Portugal, 7 de outubro, 1866.

[9] «du Heine de deuxième qualité». Anthero de Quental, Carta

a Wilhelm Storck, 14 maio 1887.

[10] Pp. 27-43 do presente volume.

[11] H. Heine, Reisebilder. Les nuits florentines, , 316-330,

(cito a traducção franceza que Eça de Queiroz conheceu).

[12] Pp. 2-13 do presente volume.

[13] Veja-se pp. 8, ; 10, ; e passim, no presente volume.

«Luzia um grande sol, mas negro; o sol da melancolia...»

Symphonia de abertura, Gazeta de Portugal, 7, outubro, 1866.

[14] Veja-se pp. 5, ; 89, 98 e passim do presente volume.

[15] «...Baudelaire, poeta rethorico,...» A. Z. (Eça de Queiroz)

Leituras modernas. Districto d'Evora, 6, janeiro 1876, p. 2.

[16] Vejam-se pp. 112, 120-121, 122, 131.

[17] Vejam-se pp. 93-101 do presente volume.

[18] O Monge, destruida pelo author e nunca publicada.

... aux voûtes gothiques

Des portiques,

Les vieux saints de pierre athlétiques

Priant tout bas pour les vivants!

A. M , Premières Poésies, Stances, 1828.

[19] Não incluido no presente volume.

[20] Com o titulo «A Peninsula» no presente volume.

[21] Não incluido no presente volume.

[22] Tem uma Introducção omittida no presente volume.

[23] Tem uma epigraphe e primeira parte omittidas no presente

volume.

[24] Tem uma pequena introducção omittida no presente

volume.

[25] Tem uma parte critica relativa ao cantor Julio Petit omittida

no presente volume.

[26] Gazeta de Portugal. 7 de outubro 1866.

[27] «Constelações, gotas de sombra», p. 100 do presente

livro.

[28] Veja-se Victor Hugo, William Shakespeare; principalmente,

Livre II; Les Génies, II. Veja-se tambem p. 22 do presente volume.

[29] Veja-se, p. 20 d'este volume, uma outra definição de

Musica.

[30] «Oh, egoismo humano, os que vão morrer saudam-te»,

Eça de Queiroz, O Milhafre, Introducção, Gazeta de Portugal, 6 de outubro de 1867.

[31] De l'Allemagne. Les Dieux en exil, IX partie, pp. 181-242

(cito a traducção franceza que Eça de Queiroz conheceu).

[32] La Sorcière.

[33] Veja-se p. 6, XIII, do presente livro.

[34] As visões «são as attitudes phantasticas e desmanchadas

que a sombra dá ás verdades», p. 91 do presente livro.

«... à ceux qui ont mis leur foi dans les rêves comme dans les

seules réalités.» Edgar Allan Poe, Eureka. trad. de Ch. Baudelaire.

[35] Omphalia Benoiton, Gazeta de Portugal, 15 Dezembro,

1867.

[36] Os versos citados na Revista Moderna (20, Novembro

1897, p. 324) não são de Eça de Queiroz. Nunca elle publicou na Revolução de Setembro, em folhetins,—como tambem na Revista Moderna se affirma,—os primeiros cantos d'um poema, A tentação de S. Jeronymo. Existe, com effeito, de Eça de Queiroz, mas inedito, um poemeto sobre este assumpto.

[37] Revolução de Setembro, 29 de Agosto de 1869.

[38] Hoje conde de Rezende.

[39] Official da marinha real portuguesa, e desde 1881, Consul

geral de Portugal nas ilhas Sandwich.

[40] Vejam-se pp. 161-172 do presente volume.