Weir & Abrahams. Atlas de Anatomia Humana em Imagem
Crânio, órbitas, seios paranasais e face
9. Artéria oftálmica
10. Nervo óptico
11. Retina e coroide
12. Gordura retrorbital
13. Esclera
14. Ligamento suspensor do cristalino
15. Músculo temporal
16. Humor vítreo
Crânio, órbitas, seios paranasais e face
Variante Frequência Implicações clínicas
Concha nasal média 35% Interfere na cirurgia transnasal; epitélio respiratório interno
pneumatizada propenso à obstrução (mucocele), infecção e carcinoma;
(concha bolhosa) associada a desvio do septo nasal, o que aumenta o
risco de doença sinusal.
Desvio do septo 29% Se grave, comprime as conchas nasais, causando
nasal inflamação e infecção.
Células de Haller 20% Se infectadas, podem perfurar a órbita; pode levar à entrada
(célula etmoidal inadvertida na órbita, se não avaliadas no momento da
infraorbital/célula cirurgia; estreitam o complexo ostiomeatal se forem
maxiloetmoidal) grandes, o que causa obstrução do antro maxilar
ipsilateral.
Células da crista do 16% Se aumentadas, podem contribuir para a obstrução do ducto
nariz (agger nasi) nasofrontal e sinusite frontal crônica.
Hipoplasia da artéria 10% (1% Altera o planejamento de cirurgia de retalho livre
facial vestigial) microvascular (as artérias facial contralateral ou
transversa facial ipsilateral contribuem).
Célula 10% Pode ser erroneamente perfurada durante acesso
esfenoetmoidal endoscópico ao seio esfenoidal, presumivelmente
(célula aérea de através de uma célula etmoidal mais posterior, com
Onodi) risco de dano ao nervo óptico e à artéria carótida interna
(ACI). Condições como mucocele, carcinoma e sinusite
podem causar envolvimento precoce do nervo óptico.
Ossos suturais Em 10% das Os ossos suturais são comuns e podem, algumas vezes, ser
(wormianos) crianças numerosos sem necessariamente apontar para
osteogênese imperfeita, uma vez que 10% das crianças
têm, pelo menos quatro. Raquitismo, hipotireoidismo,
síndrome de Down, picnodisostose e displasia
cleidocraniana são outras causas mais raras.
Variante Frequência Implicações clínicas
Morfologia variante 5% A pneumatização dos seios esfenoidais pode se estender
do seio para a asa maior do esfenoide, o que resulta em recessos
esfenoidal laterais que podem ser um local de cistos de retenção
mucosa ou de pólipos. Além disso, a pneumatização
também pode envolver a parede posterior, os processos
pterigoides e a asa menor do esfenoide. O padrão de
pneumatização do seio sinusal afeta significativamente
o acesso seguro à sela turca; se altamente
pneumatizado, poderá distorcer a configuração
anatômica e, assim, nesses casos, é extremamente
importante estar atento à linha média, durante a abertura
da sela para evitar lesão acidental dos nervos caróticos e
ópticos.
Lesões cranianas 5% Mimetiza mieloma múltiplo ou metástases.
solitárias
lucentes:
granulação
aracnóidea, lago
venoso, veia
emissária,
adelgaçamento
parietal
Pneumatização 1% A pneumatização interrompida da base do crânio pode ser
interrompida da confundida com processos patológicos significativos.
base do crânio Ao encontrar uma lesão não expansiva com margens
osteoscleróticas, gordura interna, calcificações
curvilíneas nos processos basiesfenoides, pterigoide e
clivo, os radiologistas devem considerar fortemente
essa variante – tecido adiposo medular atípico
frequentemente é visto como focos contíguos em
múltiplos sítios esfenoidais. Os componentes
microcísticos também são típicos na RM.
Lâmina cribriforme 1% Maior risco de dano à lâmina cribriforme durante cirurgia
da fossa olfatória nasal local ou descompressão orbital. A placa mais fina
tipo 3 (8–16 mm nessa variante é mais propensa à erosão por LCE na
de profundidade) hipertensão intracraniana crônica benigna.
Variante Frequência Implicações clínicas
Suturas parietal e <1% Mimetização de fratura: os ossos parietal e occipital são
occipital regiões comuns de suturas acessórias, devido aos seus
acessórias múltiplos núcleos de ossificação. O osso parietal
ossifica a partir de dois núcleos, enquanto o osso
occipital ossifica a partir de seis núcleos. Uma sutura
acessória intraparietal ou subsagital é rara, mas pode ser
vista dividindo o osso parietal, explicada com base na
união incompleta de dois núcleos de ossificação
distintos. Estes geralmente são bilaterais e bastante
simétricos.
LCE, líquido cerebrospinal; RM, ressonância magnética.
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