Weir & Abrahams. Atlas de Anatomia Humana em Imagem

Jamie Weir e Peter H. Abrahams · Capítulo 19 de 114

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Weir & Abrahams. Atlas de Anatomia Humana em Imagem

Crânio, órbitas, seios paranasais e face

9. Artéria oftálmica

10. Nervo óptico

11. Retina e coroide

12. Gordura retrorbital

13. Esclera

14. Ligamento suspensor do cristalino

15. Músculo temporal

16. Humor vítreo

 

Crânio, órbitas, seios paranasais e face

 

Variante Frequência Implicações clínicas

Concha nasal média 35% Interfere na cirurgia transnasal; epitélio respiratório interno

pneumatizada propenso à obstrução (mucocele), infecção e carcinoma;

(concha bolhosa) associada a desvio do septo nasal, o que aumenta o

risco de doença sinusal.

Desvio do septo 29% Se grave, comprime as conchas nasais, causando

nasal inflamação e infecção.

Células de Haller 20% Se infectadas, podem perfurar a órbita; pode levar à entrada

(célula etmoidal inadvertida na órbita, se não avaliadas no momento da

infraorbital/célula cirurgia; estreitam o complexo ostiomeatal se forem

maxiloetmoidal) grandes, o que causa obstrução do antro maxilar

ipsilateral.

Células da crista do 16% Se aumentadas, podem contribuir para a obstrução do ducto

nariz (agger nasi) nasofrontal e sinusite frontal crônica.

Hipoplasia da artéria 10% (1% Altera o planejamento de cirurgia de retalho livre

facial vestigial) microvascular (as artérias facial contralateral ou

transversa facial ipsilateral contribuem).

Célula 10% Pode ser erroneamente perfurada durante acesso

esfenoetmoidal endoscópico ao seio esfenoidal, presumivelmente

(célula aérea de através de uma célula etmoidal mais posterior, com

Onodi) risco de dano ao nervo óptico e à artéria carótida interna

(ACI). Condições como mucocele, carcinoma e sinusite

podem causar envolvimento precoce do nervo óptico.

Ossos suturais Em 10% das Os ossos suturais são comuns e podem, algumas vezes, ser

(wormianos) crianças numerosos sem necessariamente apontar para

osteogênese imperfeita, uma vez que 10% das crianças

têm, pelo menos quatro. Raquitismo, hipotireoidismo,

síndrome de Down, picnodisostose e displasia

cleidocraniana são outras causas mais raras.

Variante Frequência Implicações clínicas

Morfologia variante 5% A pneumatização dos seios esfenoidais pode se estender

do seio para a asa maior do esfenoide, o que resulta em recessos

esfenoidal laterais que podem ser um local de cistos de retenção

mucosa ou de pólipos. Além disso, a pneumatização

também pode envolver a parede posterior, os processos

pterigoides e a asa menor do esfenoide. O padrão de

pneumatização do seio sinusal afeta significativamente

o acesso seguro à sela turca; se altamente

pneumatizado, poderá distorcer a configuração

anatômica e, assim, nesses casos, é extremamente

importante estar atento à linha média, durante a abertura

da sela para evitar lesão acidental dos nervos caróticos e

ópticos.

Lesões cranianas 5% Mimetiza mieloma múltiplo ou metástases.

solitárias

lucentes:

granulação

aracnóidea, lago

venoso, veia

emissária,

adelgaçamento

parietal

Pneumatização 1% A pneumatização interrompida da base do crânio pode ser

interrompida da confundida com processos patológicos significativos.

base do crânio Ao encontrar uma lesão não expansiva com margens

osteoscleróticas, gordura interna, calcificações

curvilíneas nos processos basiesfenoides, pterigoide e

clivo, os radiologistas devem considerar fortemente

essa variante – tecido adiposo medular atípico

frequentemente é visto como focos contíguos em

múltiplos sítios esfenoidais. Os componentes

microcísticos também são típicos na RM.

Lâmina cribriforme 1% Maior risco de dano à lâmina cribriforme durante cirurgia

da fossa olfatória nasal local ou descompressão orbital. A placa mais fina

tipo 3 (8–16 mm nessa variante é mais propensa à erosão por LCE na

de profundidade) hipertensão intracraniana crônica benigna.

Variante Frequência Implicações clínicas

Suturas parietal e <1% Mimetização de fratura: os ossos parietal e occipital são

occipital regiões comuns de suturas acessórias, devido aos seus

acessórias múltiplos núcleos de ossificação. O osso parietal

ossifica a partir de dois núcleos, enquanto o osso

occipital ossifica a partir de seis núcleos. Uma sutura

acessória intraparietal ou subsagital é rara, mas pode ser

vista dividindo o osso parietal, explicada com base na

união incompleta de dois núcleos de ossificação

distintos. Estes geralmente são bilaterais e bastante

simétricos.

LCE, líquido cerebrospinal; RM, ressonância magnética.

 

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