Weir & Abrahams. Atlas de Anatomia Humana em Imagem

Jamie Weir e Peter H. Abrahams · Capítulo 26 de 114

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Weir & Abrahams. Atlas de Anatomia Humana em Imagem

Pescoço

(c) Sialografia submandibular.

 

1. Cateter

2. Ducto submandibular principal (de Wharton)

3. Mandíbula

4. Ductos secundários

 

Pescoço

Tabela de Variações

 

Variante Frequência Implicações clínicas

Tireoide: 66% Pode ser confundido com um nódulo, massas ou

tubérculo de linfonodos tireoideanos. É uma projeção de tecido

Zuckerkandl tireóideo normal dos lobos posterior ou lateral da

glândula tireoide. É um importante ponto de

referência cirúrgico, devido à sua estreita

proximidade do nervo laríngeo recorrente e da

glândula paratireoide superior. O reconhecimento

nas imagens de TC evita uma biópsia

desnecessária, com possibilidade de lesão do nervo

laríngeo recorrente. No entanto, deve-se notar que

uma condição patológica (p. ex., carcinoma da

tireoide) ainda pode ocorrer no interior dessa

variante normal.

Tireoide: lobo 10–30% Considerado como um terceiro lobo da tireoide e,

piramidal provavelmente, relacionado a um remanescente do

ducto tireoglosso. Geralmente se origina do istmo,

ascendendo ao longo da linha média ou se

desviando em direção ao lado esquerdo do pescoço,

em geral localizado anterior à cartilagem tireóidea.

Tronco arterial 20% É necessário o seu conhecimento para evitar a secção

linguofacial inadvertida das artérias lingual ou facial na cirurgia

comum de retalho facial.

Artéria tireóidea 1,5–12,5% A artéria tireóidea ima pode se originar do tronco

ima braquiocefálico, ACC direita, arco da aorta ou

artéria torácica interna. Ela ascende na superfície

anterior da traqueia e supre tanto a traqueia quanto

a glândula tireoide. Geralmente está associada às

artérias tireóideas inferiores. Se não for identificada

na cirurgia, pode ser uma fonte de sangramento de

difícil controle, uma vez que o vaso seccionado

pode se retrair por trás do manúbrio do esterno.

Variante Frequência Implicações clínicas

Restos do ducto 7% Remanescentes do ducto tireoglosso (DTG) são massas

tireoglosso assintomáticas mais comuns do pescoço. O cisto do

(e tireoide DTG da linha média está associado à tireoide

ectópica, ectópica em 40% dos casos. A presença de restos

incluindo ductais pode levar à fonação anormal e a

tecido carcinomas epiteliais.Como uma condição

tireoidiano independente, a expressão radiológica da tireoide

lingual) ectópica é muito rara (embora microscopicamente

seja observada em até 10% dos casos, ao longo do

trajeto do DTG); 90% dos casos de DTG estão

presentes apenas na base da língua, identificados

como uma massa posterior e bem definida da

língua. Esta tireoide lingual resulta da falha total da

migração normal da tireoide, em direção caudal, a

partir do forame cego; ela exibe histologia e

funcionalidade normais. As características do sinal

de RM incluem T1 iso a hiperintenso em relação ao

músculo, T2 variável e impregnação homogênea

pelo meio. Uma cintilografia da tireoide é excelente

não apenas para confirmar o diagnóstico, mas,

também, para identificar a presença de qualquer

tecido tireoideano em outro local no pescoço.

Bifurcação da Ultra-alto: 3% É preciso ter conhecimento destes níveis para uma

carótida Alto:12–31% abordagem cirúrgica do pescoço e cirurgias da base

comum, em Baixo: 11–15% do crânio. Uma posição alta atinge o nível do osso

níveis alto e hioide (C2), e baixa, atinge o nível abaixo da

baixo margem superior da cartilagem tireóidea.

Relação das Medial: 37% A posição frequente anteromedial da ACE, em relação

origens das Anterior:10% à ACI, foi encontrada em 51,7% dos casos. Em

variantes Anterolateral:1,7–4% 1,7%, a origem da ACE estava lateral à da ACI.

das artérias Deve-se dar a máxima importância a essas

carótidas variações, antes do planejamento de qualquer

externa e cirurgia do pescoço, para evitarcomplicações pós-

interna operatórias. Formatos característicos de onda no

Doppler entre as circulações intra e extracranianas devem evitar a confusão na identificação das

carótidas.

Variante Frequência Implicações clínicas

Duplicação e 0,4% Estas variantes podem ser diagnosticadas na ATC.

fenestração Inferiormente, a artéria supraescapular pode passar

da veia entre duas partes da veia do lado direito e o

jugular músculo omo-hióideo do lado esquerdo (também se

interna documenta que cruzam os ramos C2-C3 e o ramo

lateral do nervo acessório). As variações são

importantes porque a VJI é manipulada,

frequentemente, em procedimentos clínicos.

ACC, artéria carótida comum; TC, tomografia computadorizada; ATC, angiotomografia; ACE, artéria carótida externa; ACI, artéria carótida interna; VJI, veia jugular interna; RM, ressonância magnética.

 

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