Weir & Abrahams. Atlas de Anatomia Humana em Imagem
Pescoço
(c) Sialografia submandibular.
1. Cateter
2. Ducto submandibular principal (de Wharton)
3. Mandíbula
4. Ductos secundários
Pescoço
Tabela de Variações
Variante Frequência Implicações clínicas
Tireoide: 66% Pode ser confundido com um nódulo, massas ou
tubérculo de linfonodos tireoideanos. É uma projeção de tecido
Zuckerkandl tireóideo normal dos lobos posterior ou lateral da
glândula tireoide. É um importante ponto de
referência cirúrgico, devido à sua estreita
proximidade do nervo laríngeo recorrente e da
glândula paratireoide superior. O reconhecimento
nas imagens de TC evita uma biópsia
desnecessária, com possibilidade de lesão do nervo
laríngeo recorrente. No entanto, deve-se notar que
uma condição patológica (p. ex., carcinoma da
tireoide) ainda pode ocorrer no interior dessa
variante normal.
Tireoide: lobo 10–30% Considerado como um terceiro lobo da tireoide e,
piramidal provavelmente, relacionado a um remanescente do
ducto tireoglosso. Geralmente se origina do istmo,
ascendendo ao longo da linha média ou se
desviando em direção ao lado esquerdo do pescoço,
em geral localizado anterior à cartilagem tireóidea.
Tronco arterial 20% É necessário o seu conhecimento para evitar a secção
linguofacial inadvertida das artérias lingual ou facial na cirurgia
comum de retalho facial.
Artéria tireóidea 1,5–12,5% A artéria tireóidea ima pode se originar do tronco
ima braquiocefálico, ACC direita, arco da aorta ou
artéria torácica interna. Ela ascende na superfície
anterior da traqueia e supre tanto a traqueia quanto
a glândula tireoide. Geralmente está associada às
artérias tireóideas inferiores. Se não for identificada
na cirurgia, pode ser uma fonte de sangramento de
difícil controle, uma vez que o vaso seccionado
pode se retrair por trás do manúbrio do esterno.
Variante Frequência Implicações clínicas
Restos do ducto 7% Remanescentes do ducto tireoglosso (DTG) são massas
tireoglosso assintomáticas mais comuns do pescoço. O cisto do
(e tireoide DTG da linha média está associado à tireoide
ectópica, ectópica em 40% dos casos. A presença de restos
incluindo ductais pode levar à fonação anormal e a
tecido carcinomas epiteliais.Como uma condição
tireoidiano independente, a expressão radiológica da tireoide
lingual) ectópica é muito rara (embora microscopicamente
seja observada em até 10% dos casos, ao longo do
trajeto do DTG); 90% dos casos de DTG estão
presentes apenas na base da língua, identificados
como uma massa posterior e bem definida da
língua. Esta tireoide lingual resulta da falha total da
migração normal da tireoide, em direção caudal, a
partir do forame cego; ela exibe histologia e
funcionalidade normais. As características do sinal
de RM incluem T1 iso a hiperintenso em relação ao
músculo, T2 variável e impregnação homogênea
pelo meio. Uma cintilografia da tireoide é excelente
não apenas para confirmar o diagnóstico, mas,
também, para identificar a presença de qualquer
tecido tireoideano em outro local no pescoço.
Bifurcação da Ultra-alto: 3% É preciso ter conhecimento destes níveis para uma
carótida Alto:12–31% abordagem cirúrgica do pescoço e cirurgias da base
comum, em Baixo: 11–15% do crânio. Uma posição alta atinge o nível do osso
níveis alto e hioide (C2), e baixa, atinge o nível abaixo da
baixo margem superior da cartilagem tireóidea.
Relação das Medial: 37% A posição frequente anteromedial da ACE, em relação
origens das Anterior:10% à ACI, foi encontrada em 51,7% dos casos. Em
variantes Anterolateral:1,7–4% 1,7%, a origem da ACE estava lateral à da ACI.
das artérias Deve-se dar a máxima importância a essas
carótidas variações, antes do planejamento de qualquer
externa e cirurgia do pescoço, para evitarcomplicações pós-
interna operatórias. Formatos característicos de onda no
Doppler entre as circulações intra e extracranianas devem evitar a confusão na identificação das
carótidas.
Variante Frequência Implicações clínicas
Duplicação e 0,4% Estas variantes podem ser diagnosticadas na ATC.
fenestração Inferiormente, a artéria supraescapular pode passar
da veia entre duas partes da veia do lado direito e o
jugular músculo omo-hióideo do lado esquerdo (também se
interna documenta que cruzam os ramos C2-C3 e o ramo
lateral do nervo acessório). As variações são
importantes porque a VJI é manipulada,
frequentemente, em procedimentos clínicos.
ACC, artéria carótida comum; TC, tomografia computadorizada; ATC, angiotomografia; ACE, artéria carótida externa; ACI, artéria carótida interna; VJI, veia jugular interna; RM, ressonância magnética.
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