Weir & Abrahams. Atlas de Anatomia Humana em Imagem

Jamie Weir e Peter H. Abrahams · Capítulo 31 de 114

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Weir & Abrahams. Atlas de Anatomia Humana em Imagem

Coluna vertebral e medula espinal

1. Veias lombares ascendentes

2. Veias basivertebrais

3. Cateter na veia ilíaca comum

4. Veias intervertebrais

5. Veias sacrais laterais

6. Plexos venosos vertebrais longitudinais

7. Plexo venoso sacral

8. Extremidade do cateter na veia intervertebral

 

1. Artéria espinal anterior

2. Artéria radicular anterior (de Adamkiewicz)

3. Estreitamento transdural normal da artéria radicular anterior

4. Cateterismo seletivo da décima primeira artéria intercostal esquerda

 

Coluna vertebral e medula espinal

Tabela de Variações

 

Variante Frequência Implicações clínicas

Vértebras 15–20% Não reconhecimento dessa variante e/ou má descrição no laudo

lombossacrais pode levar a cirurgias ou procedimentos realizados, no nível

de transição errado. A lombarização de S1 (incorporação de S1 pela

(VLT) coluna lombar) é menos comum do que a sacralização e

ocorre em ∼2% da população. Manifesta-se como a presença de seis vértebras lombares livres de costelas que

pode resultar em uma configuração mais quadrada da

vértebra sacral mais alta (transicional) e na presença de

facetas articulares (mesmo que rudimentares) e de disco

intervertebral entre S1 e S2.

A sacralização de L5 (incorporação de L5 pelo sacro) é mais

comum do que a lombarização e ocorre em ∼17% da população. Caracteriza-se pela presença de quatro vértebras

lombares livres de costelas, que podem estar associadas a

um encunhamento da vértebra lombar mais inferior

(transicional) hipoplasia ou ausência de facetas articulares

ou do disco intervertebral. Nada substitui a descrição

precisa e diligente, empregando um sistema de numeração

em todos os casos em que a anatomia padrão é perdida. O

ligamento iliolombar é um ponto de referência

relativamente constante no qual se deve basear a

numeração, uma vez que se origina do processo transverso

da L5 em 96% dos casos (embora nem sempre seja

identificado na RM). A associação com lombalgia

(síndrome de Bertolotti) continua controversa, mas há um

risco maior de degeneração do disco no nível acima da VLT.

Vértebra em 5-20% A vértebra em limbo é uma estrutura com densidade cortical,

limbo geralmente do ângulo anterossuperior do corpo vertebral,

que ocorre secundária à herniação do núcleo pulposo, através da placa terminal do corpo vertebral abaixo do anel epifisial.

Esta condição se relaciona estreitamente aos nódulos de

Schmorl e não deve ser confundida com fraturas do limbo.

As vértebras em limbo devem ter uma cortical bem definida

e ocupar o lugar esperado no ângulo do corpo vertebral

normal; o ângulo anterossuperior de um único corpo

vertebral, no segmento médio da coluna lombar média é a

apresentação mais comum.

Variante Frequência Implicações clínicas

Raízes nervosas 6–8% Esta é a anomalia mais comum do desenvolvimento da raiz

lombossacrais nervosa da cauda equina (duas vezes mais comum que duas

conjugadas raízes no mesmo forame, a segunda anomalia mais comum).

Ela se caracteriza pela presença de duas raízes nervosas

adjacentes que compartilham um envelope dural comum, ao

longo do seu trajeto a partir do saco meníngeo. A incidência

é de 6% nas RMs e de 8% em estudos em cadáver. Deve ser

considerada no diagnóstico diferencial da herniação dos

discos intervertebrais. Ocorre em mais de 5% dos casos que

foram classificados pré-operatoriamente como “hérnia de

disco”. As aderências pós-aracnoidite da cauda equina

podem apresentar quadro semelhante. Uma síndrome por

lesão inadvertida da raiz nervosa pode ocorrer se o segundo

nervo não for identificado, no campo cirúrgico. O

diagnóstico pode ser feito com RM de alta qualidade em

secções coronais (ainda desafiadoras apesar do avanço da

tecnologia) ou intraoperatoriamente. A própria conjugação

de raízes nervosas, por si só, não causa sintomas

isoladamente. O quadro clínico que deve levantar suspeita é

um pródromo de claudicação com ou sem radiculopatia. A

descompressão do canal ósseo, na zona de saída da raiz

nervosa é realizada com resultados comparáveis aos das

hérnias de disco, desde que o tratamento cirúrgico aborde a

patologia de estenose do recesso lateral.

Forame arqueado 8% Forame arqueado (ou foramen arcuale atlantis, pontículo

posterior, ponticulus posticus ou forame de Kimerle) é uma variante comum do atlas, facilmente identificada em

radiografia simples da junção craniocervical, em incidência

lateral. É Apresenta-se como uma ponte óssea/calcificada

das porções posteriores da massa lateral do atlas, em direção

ao arco posterior, formando uma estrutura arqueada.

Acredita-se que se desenvolvia devido a

calcificação/ossificação dos ligamentos atlanto-occipitais

oblíquos. A porção (V3) das artérias vertebrais, associada ao

atlas, passa através deste forame arqueado. A faixa de

incidência é 1–15% e é mais comum em mulheres. Possui

morfologia variável e pode ser completa ou incompleta,

unilateral ou bilateral e está associada a fixação e dissecção

da artéria vertebral decorrente de flexão-extensão cervical

repetitiva. Está ligada à síndrome cervical superior, vertigem, síndrome de Barre-Lieou e enxaquecas comuns.

Variante Frequência Implicações clínicas

Assimilação 0,25–1% AAO geralmente é assintomática, mas podem ocorrer sintomas

atlanto- de compressão neurovascular. A fusão de C1 ao occipital

occipital pode ser completa (C1 não identificável) ou incompleta (C1

(AAO) parcialmente identificável). AAO está associada à fusão de

C2-C3 (em 50%), invaginação basilar, fenda palatina,

anomalias das costelas cervicais e da via urinária.

RM, ressonância magnética.

 

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