Weir & Abrahams. Atlas de Anatomia Humana em Imagem
Coluna vertebral e medula espinal
1. Veias lombares ascendentes
2. Veias basivertebrais
3. Cateter na veia ilíaca comum
4. Veias intervertebrais
5. Veias sacrais laterais
6. Plexos venosos vertebrais longitudinais
7. Plexo venoso sacral
8. Extremidade do cateter na veia intervertebral
1. Artéria espinal anterior
2. Artéria radicular anterior (de Adamkiewicz)
3. Estreitamento transdural normal da artéria radicular anterior
4. Cateterismo seletivo da décima primeira artéria intercostal esquerda
Coluna vertebral e medula espinal
Tabela de Variações
Variante Frequência Implicações clínicas
Vértebras 15–20% Não reconhecimento dessa variante e/ou má descrição no laudo
lombossacrais pode levar a cirurgias ou procedimentos realizados, no nível
de transição errado. A lombarização de S1 (incorporação de S1 pela
(VLT) coluna lombar) é menos comum do que a sacralização e
ocorre em ∼2% da população. Manifesta-se como a presença de seis vértebras lombares livres de costelas que
pode resultar em uma configuração mais quadrada da
vértebra sacral mais alta (transicional) e na presença de
facetas articulares (mesmo que rudimentares) e de disco
intervertebral entre S1 e S2.
A sacralização de L5 (incorporação de L5 pelo sacro) é mais
comum do que a lombarização e ocorre em ∼17% da população. Caracteriza-se pela presença de quatro vértebras
lombares livres de costelas, que podem estar associadas a
um encunhamento da vértebra lombar mais inferior
(transicional) hipoplasia ou ausência de facetas articulares
ou do disco intervertebral. Nada substitui a descrição
precisa e diligente, empregando um sistema de numeração
em todos os casos em que a anatomia padrão é perdida. O
ligamento iliolombar é um ponto de referência
relativamente constante no qual se deve basear a
numeração, uma vez que se origina do processo transverso
da L5 em 96% dos casos (embora nem sempre seja
identificado na RM). A associação com lombalgia
(síndrome de Bertolotti) continua controversa, mas há um
risco maior de degeneração do disco no nível acima da VLT.
Vértebra em 5-20% A vértebra em limbo é uma estrutura com densidade cortical,
limbo geralmente do ângulo anterossuperior do corpo vertebral,
que ocorre secundária à herniação do núcleo pulposo, através da placa terminal do corpo vertebral abaixo do anel epifisial.
Esta condição se relaciona estreitamente aos nódulos de
Schmorl e não deve ser confundida com fraturas do limbo.
As vértebras em limbo devem ter uma cortical bem definida
e ocupar o lugar esperado no ângulo do corpo vertebral
normal; o ângulo anterossuperior de um único corpo
vertebral, no segmento médio da coluna lombar média é a
apresentação mais comum.
Variante Frequência Implicações clínicas
Raízes nervosas 6–8% Esta é a anomalia mais comum do desenvolvimento da raiz
lombossacrais nervosa da cauda equina (duas vezes mais comum que duas
conjugadas raízes no mesmo forame, a segunda anomalia mais comum).
Ela se caracteriza pela presença de duas raízes nervosas
adjacentes que compartilham um envelope dural comum, ao
longo do seu trajeto a partir do saco meníngeo. A incidência
é de 6% nas RMs e de 8% em estudos em cadáver. Deve ser
considerada no diagnóstico diferencial da herniação dos
discos intervertebrais. Ocorre em mais de 5% dos casos que
foram classificados pré-operatoriamente como “hérnia de
disco”. As aderências pós-aracnoidite da cauda equina
podem apresentar quadro semelhante. Uma síndrome por
lesão inadvertida da raiz nervosa pode ocorrer se o segundo
nervo não for identificado, no campo cirúrgico. O
diagnóstico pode ser feito com RM de alta qualidade em
secções coronais (ainda desafiadoras apesar do avanço da
tecnologia) ou intraoperatoriamente. A própria conjugação
de raízes nervosas, por si só, não causa sintomas
isoladamente. O quadro clínico que deve levantar suspeita é
um pródromo de claudicação com ou sem radiculopatia. A
descompressão do canal ósseo, na zona de saída da raiz
nervosa é realizada com resultados comparáveis aos das
hérnias de disco, desde que o tratamento cirúrgico aborde a
patologia de estenose do recesso lateral.
Forame arqueado 8% Forame arqueado (ou foramen arcuale atlantis, pontículo
posterior, ponticulus posticus ou forame de Kimerle) é uma variante comum do atlas, facilmente identificada em
radiografia simples da junção craniocervical, em incidência
lateral. É Apresenta-se como uma ponte óssea/calcificada
das porções posteriores da massa lateral do atlas, em direção
ao arco posterior, formando uma estrutura arqueada.
Acredita-se que se desenvolvia devido a
calcificação/ossificação dos ligamentos atlanto-occipitais
oblíquos. A porção (V3) das artérias vertebrais, associada ao
atlas, passa através deste forame arqueado. A faixa de
incidência é 1–15% e é mais comum em mulheres. Possui
morfologia variável e pode ser completa ou incompleta,
unilateral ou bilateral e está associada a fixação e dissecção
da artéria vertebral decorrente de flexão-extensão cervical
repetitiva. Está ligada à síndrome cervical superior, vertigem, síndrome de Barre-Lieou e enxaquecas comuns.
Variante Frequência Implicações clínicas
Assimilação 0,25–1% AAO geralmente é assintomática, mas podem ocorrer sintomas
atlanto- de compressão neurovascular. A fusão de C1 ao occipital
occipital pode ser completa (C1 não identificável) ou incompleta (C1
(AAO) parcialmente identificável). AAO está associada à fusão de
C2-C3 (em 50%), invaginação basilar, fenda palatina,
anomalias das costelas cervicais e da via urinária.
RM, ressonância magnética.
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