12 Semanas para Mudar uma Vida
Capitulo 1 · Ser Autor da Sua História: O Resgate
DA LIBERDADE DO “EU”
1ª Lei da qualidade de vida
Primeira Semana do PAIQ
1Ser Autor da sua História é ser:
1 Capaz de reconhecer a grandeza da vida e da
história fascinante que cada ser humano possui
inscrita em sua memória.
2 Capaz de construir e seguir metas claras. Não ter
uma vida sem direção.
3 Capaz de fazer escolhas para atingir suas metas.
Ter consciência de que toda escolha implica em
perdas e não apenas em ganhos.
4 Capaz de tomar decisões e corrigir rotas sociais,
profissionais e afetivas.
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5 Capaz de reconhecer seus limites, falhas, atitudes
incoerentes. Reconhecer suas doenças psíquicas.
Ter consciência de que o pior doente é aquele que
nega a sua doença.
6 Capaz de não desistir da vida, mesmo diante das
perdas, dificuldades, decepções. Acreditar
sempre na vida.
7 Capaz de ser transparente. Não se esconder atrás
do sorriso maquiado, posição social, conta
bancária.
8 Capaz de ter domínio próprio. Não ser
controlado pelo ambiente, circunstâncias e
conflitos internos.
9 Capaz de liderar a si mesmo, antes de liderar o
mundo de fora.
10Capaz de treinar sua inteligência para viver
todas as leis da qualidade de vida deste
programa. Quem vive essas leis conquista todas
as demais características.
A vida: grandiosa, belíssima e indefinível.
2 O PAIQ é um projeto que clama no coração do leitor para mostrar que cada ser humano possui uma rica história que contém lágrimas, alegrias, falhas, coragem, timidez, ousadia, insegurança, sonhos, sucessos, frustrações. Chora, sente-se frágil, sofre solidão ou tem uma reação ansiosa. Você é um ser humano complexo.
3A última fronteira da ciência é desvendar a natureza da energia psíquica e os segredos da nossa inteligência. Você admira o mundo das emoções construído no âmago ela sua psique ou alma?
4Nossa espécie tem o privilégio de ser uma espécie pensante entre milhões de espécies na natureza, mas, infelizmente, ela nunca honrou adequadamente a arte de pensar. As discriminações que sempre mancaram nossa história são um
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testemunho evidente de que não honramos essa fascinante arte.
5Infelizmente, pela falta de compreensão do espetáculo da vida e dos segredos que nos tecem como seres que pensam, sempre nos dividimos. A paranóia de querer estar um acima do outro e as guerras ideológicas, comerciais e físicas são reflexos de uma espécie doente e dividida.
6Não percebemos que, no teatro da nossa mente, somos todos iguais. Não somos judeus, árabes, americanos, brasileiros, chineses. Somos seres humanos pertinentes a uma única e fascinante espécie.
7Temos diferenças culturais, mas os fenômenos que constroem cadeias de pensamentos e transformam a energia emocional são exatamente os mesmos em cada ser humano. Por isso, toda discriminação é desinteligente e desumana.
Todos somos artistas no teatro da vida
8Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre isso, mas se apaixonar pela vida e pela espécie humana são condições fundamentais para se ter alta qualidade de vida e sabedoria.
9Por favor, lembre-se sempre disto: 1- a vida que pulsa dentro de nós, independente de nossos erros, acertos, status e cultura é uma jóia única no teatro da existência; 2- cada ser humano é um mundo a ser explorado, uma história a ser compreendida, um solo a ser cultivado.
10 É uma atitude irracional valorizarmos alguns artistas de Hollywood, políticos e intelectuais e não valorizarmos na mesma estatura nossa indecifrável capacidade de pensar. Afinal de contas, todos somos grandes artistas no anfiteatro da nossa mente.
11 Que espécie é essa em que alguns são supervalorizados e a maioria é relegada ao rol dos anônimos? Isso é uma mutilação da inteligência.
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Muitos podem não ter fama e status social, mas para a ciência todos somos igualmente complexos e dignos.
12 A rainha da Inglaterra nunca teve mais valor nem mais complexidade intelectual do que um miserável das ruas de Londres. Einstein e Freud não tiveram mais segredos psíquicos do que um faminto do terceiro mundo. Essa é uma verdade científica.
13 Quando você lê sua memória em milésimos de segundos e escolhe, sem saber como, as informações em meio a bilhões de opções em seu inconsciente para construir uma única idéia, você está sendo um grande artista. Você crê nisso?
14 Supervalorizar uma minoria de intelectuais, artistas, políticos, empresários pode ser tão traumático quanto discriminar. Respeitar e tomar algumas pessoas como modelo é saudável, mas supervalorizá-las bloqueia nossa inteligência e capacidade de decidir. Hitler foi supervalorizado. As conseqüências foram trágicas.
15 A primeira grande lei da qualidade de vida do programa PAIQ é: ser autor da sua história. Para ser autor da sua história é necessário primeiramente enxergar a grandeza da vida e nunca se diminuir, se inferiorizar ou ter pena de si mesmo.
16 Em segundo lugar, deve ter consciência de que na essência psíquica somos iguais e nas diferenças nos respeitamos. Em terceiro lugar, deve aprender a resgatar a liderança do "eu" para ser líder de si mesmo. Vejamos:
O resgate da liderança do "eu"
17 Muitos confunde o significado do “eu”. Mesmo nas teorias psicológicas, há uma carência de definição adequada. De acordo com a teoria da Inteligência Multifocal, o "eu" representa a nossa
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consciência crítica, nossa vontade consciente e capacidade de decidir. O "eu" é a nossa identidade.
18 "eu" não são meros pensamentos ou emoções. O "eu" é a nossa capacidade de analisar as situações, duvidar, criticar, fazer escolhas, exercer o livre arbítrio, corrigir rotas, estabelecer metas, administrar as emoções e governar os pensamentos.
19 Estudaremos, em outros capítulos, que é possível produzir pensamentos e emoções sem a autorização do "eu". Esse fenômeno que ocorre com freqüência é um dos mais complexos da mente humana. Quantas vezes pensamos o que não queremos e sentimos o que não queremos? Você tem pensamentos que roubam sua tranqüilidade?
20 Um "eu" doente, sem estrutura e maturidade é indeciso, inseguro, instável, impulsivo, ansioso, escravo dos pensamentos e das emoções destrutivas. Mesmo intelectuais, executivos e líderes sociais podem ter um "eu" doente ou imaturo. mudar a personalidade das crianças porque as matrizes da sua memória estão abertas, mas o adulto também pode sofrer transformações substanciais.
21 Eles podem ser ótimos para tratar de problemas externos, mas não para resolver problemas internos. Quando são contrariados, criticados ou atravessam perdas, têm reações agressivas ou sofrem excessivamente.
22 Nossa história, arquivada na nossa memória, é a caixa de segredos da nossa personalidade. Ninguém é autor sozinho da sua história. Somos construídos e construtores da nossa personalidade.
23 Somos construídos pela carga genética e pelo ambiente educacional e social, representados pelos nossos pais, professores, amigos, colegas, escola, televisão, esporte, música, uso da Internet. Somos construtores da nossa personalidade através da liderança do "eu".
24 A cada ano, milhões de pensamentos e emoções são registrados na memória tecendo complexas redes de matrizes. Pouco a pouco, essas matrizes preparam a formação do "eu".
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25 Quando uma criança começa a pedir, por exemplo, água à sua mãe, o seu "eu" começa a dar grandes saltos, pois ela constrói uma cadeia de pensamentos que expressa, ainda que parcialmente, a consciência da sede, do outro e de que sua necessidade será atendida.
26 A produção de um pequeno pensamento como esse parece tão simples, mas representa um fenômeno tão complexo que milhões de computadores interligados jamais conseguirão realizar. Os computadores nunca terão a consciência da existência, estarão sempre mortos para si mesmos.
27 Na adolescência, o “eu” deveria está razoavelmente alicerçado. Na vida adulta, ele deveria estar estruturado a tal ponto que deveria assumir plenamente a capacidade de liderança do próprio ser.
28 O grande problema é que a maioria das pessoas não desenvolve um "eu" crítico, lúcido, coerente, capaz de tomar decisões certas na hora certa. Assim, ele nunca se torna autor da própria história.
Afinal de contas, o que é ser autor da própria história?
29 Se considerarmos a mente humana como um grande teatro, é possível afirmar que, devido à fragilidade do "eu" atuar dentro de si, a maioria das pessoas fica na platéia assistindo passivamente a seus conflitos e misérias psíquicas encenados no palco. Precisamos sair da platéia, entrar no palco dos nossos pensamentos e emoções e dirigir a nossa história.
30 As teorias psicológicas que dizem não ser possível mudar a personalidade do adulto estão cientificamente erradas nessa área. É mais fácil
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31 Cada vez que você pensa e registra esse pensamento, sofreu uma pequena (micro) mudança. Pensar é transformar-se. O problema é que podemos mudar para pior. Devido ao volume de idéias perturbadoras, muitas pessoas deixam, pouco a pouco, de serem alegres, livres, motivadas, singelas, ousadas. Em qualquer época da vida, podemos adoecer se não trabalharmos nossas perdas, decepções, crises.
32 O que você faria se a relação com as pessoas que você ama estivesse em crise, se o encanto pela vida estivesse se dissipando e o prazer pelo seu trabalho estivesse se esgotando? Lutaria para reconquistar o que mais ama? Ficaria paralisado na platéia pelo medo e dificuldades ou entraria no palco e resolveria ser autor da sua história? Eu espero que você entre no palco, pois ninguém pode dirigir por você a peça da sua vida!
33 O projeto PAIQ não é dirigido para heróis nem para pessoas perfeitas, pois eles só existem nos filmes e na literatura. Ele é dirigido para pessoas que analisam sua história e têm consciência de que precisam ser mais tranqüilas, pacientes, tolerantes, menos ansiosas e estressadas.
34 Apesar do funcionamento da mente humana ser de indescritível beleza, a personalidade adquire conflitos com facilidade: complexos de inferioridade, timidez. fobias (medos), depressão, obsessão, síndrome do pânico, doenças psicossomática, rigidez, perfeccionismo, insegurança, impulsividade, preocupação excessiva com o futuro e com a imagem social.
35 Alguns são controlados pelos seus traumas do passado; outros, pelas decepções do presente. Uns resolvem com facilidade suas dificuldades, outros
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perpetuam suas doenças psíquicas por anos ou décadas. Não aprenderam a intervir no seu próprio mundo.
36 Quando necessário, deve-se fazer um tratamento psicológico e médico sem culpa e com motivação e consciência. Entretanto, nunca devemos esquecer-nos de que devemos ser o ator principal do tratamento. O "eu" é o grande agente de mudança.
37 Nunca conheci alguém plenamente saudável. Pessoas calmas têm seus momentos de impaciência. Pessoas tranqüilas têm seus momentos de ansiedade. Pessoas lúcidas têm seus momentos de incoerência. Todos precisamos de ajuda em alguma área de nossa personalidade.
38 Vivemos em sociedades livres, mas nunca houve tantos escravos no território da emoção. Escravos da ansiedade, impulsividade, medo, intolerância, timidez, irritabilidade, estresse, preocupações com o amanhã, excesso de atividades. tranqüilidade e no seu prazer de viver nem nas suas relações. São admirados socialmente, mas têm péssima qualidade de vida. Empobreceram no único lugar onde não podemos ser miseráveis: no teatro da nossa mente. São ansiosos, irritados, inquietos, insatisfeitos. A maioria deles promete para si que corrigirá seus caminhos, mas nunca os corrige. Por fim, alguns morrerão e se tomarão os mais ricos e bem sucedidos de um cemitério. Triste história!
39 Na minha opinião, os educadores são os profissionais mais importantes da sociedade, apesar de a sociedade não os valorizar. Todavia, o sistema educacional tem cometido alguns erros gravíssimos ao longo dos séculos. Ele nos tem preparado para trabalhar no mundo de fora, mas não para atuar no mundo de dentro. Os professores conhecem as partículas atômicas que nunca viram, mas não conhecem quase nada sobre o funcionamento da sua mente.
40 Milhões de pessoas nunca aprenderam que podem e devem gerenciar seus pensamentos e emoções. Como serão líderes de si mesmas se não se conhecem minimamente? Como evitar que tenham transtornos psíquicos se não têm ferramentas para se defender ou se resolver?
41 Muitos investem toda a sua energia na sua empresa ou na sua profissão. Tornam-se máquinas de trabalhar (workaholic). Não investem na sua
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42 Que característica da sua personalidade ou postura de vida você tem tentado mudar, mas não tem conseguido? Você pode adiar muitas coisas na sua vida, mas não a decisão de ser autor da sua própria história. Afinal de contas, a vida é um grande livro. É sua responsabilidade escrever seus textos.