A Aventura do Pudim de Natal
Capítulo IV
Miss Marple e Raymond West estavam perto do jardim e olhavam para a cesta de jardinagem que estava repleta de vegetação murcha.
Miss Marple murmurou:
— Alisso, saxífraga, citisus, dedaleiras... É, era essa toda a evidência de que eu necessitava. Quem quer que estivesse tirando as ervas daninhas aqui, ontem de manhã, não entendia nada de jardinagem — arrancou tanto as plantas quanto as ervas daninhas. Assim, agora sei que estou certa. Muito obrigada, meu caro Raymond, por ter-me trazido aqui. Eu queria ver o local com os meus próprios olhos.
Ela e Raymond, ambos, olharam para aquela coisa ultrajante que era a Extravagância de Greenshaw.
Uma tossidela fê-los virar-se. Um jovem bem apessoado também olhava para a casa monstruosa.
— Uma casa desmesuradamente grande — ele disse. — Demasiadamente grande para os dias de hoje, todo mundo diz. Não sei. Se eu ganhasse a loteria esportiva e ganhasse um bocado de dinheiro, este é exatamente o tipo de casa que eu ia construir.
Sorriu encabuladamente para eles.
— Acho que agora eu posso contar que aquela casa ali foi construída pelo meu bisavô — disse Alfred Pollock. — Todo o mundo pode chamá-la de “A Extravagância de Greenshaw”, mas é muito bacana.
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Agatha Christie