A copa como ela é
Jamil Chade vive na Suíça há mais de uma década e escreveu este livro com a Copa ainda por começar. A cena inicial é o bar do hotel Baur au Lac, em Zurique, em 30 de julho de 2007: enviado pelo Estado de S. Paulo para entrevistar Romário, ele ouve de Ricardo Teixeira que o Mundial “não custará um centavo do dinheiro do contribuinte”. O resto do livro cobra essa conta. O orçamento de estádios que a CBF informou à Fifa, cerca de R$ 2,6 bilhões, terminou em R$ 8,9 bilhões; o BNDES financiou com juros de 1,9% ao ano e doze anos de prazo; a renúncia fiscal para a Fifa e seus parceiros passou de R$ 1 bilhão; o Ministério Público Federal apontou como inconstitucional o Regime Diferenciado de Contratações Públicas. Chade reconstitui ainda a escolha de Manaus no lugar de Belém e o grito de “O Maraca é nosso” no jogo entre Espanha e Taiti, em junho de 2013.

