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São notas curtas, cada uma encabeçada por um lugar e um ano: Moscou 1952, Milão 1949, Bahia 1964, Sagres 1976. Jorge Amado começou a escrevê-las em janeiro de 1986, num quarto de hotel em Nova York, ele e Zélia de cama com pneumonia enquanto o Congresso do Pen Club corria sem eles. Avisa no prólogo que é ruim de datas e que trocou pelo nome de Maria os nomes das mulheres.
Em Moscou, entre cálices de vodca no apartamento da rua Gorki, Ilya Eremburg lhe diz que os dois jamais poderão escrever memórias porque sabem demais. Numa noite em Budapeste, em 1951, em pleno processo Rajk, ouve o que se passava nos cárceres da polícia política e data dali sua travessia do deserto. Em 1933 embarca no Conde de Baependi até Penedo e segue de carro a Maceió para conhecer Graciliano Ramos, cujos originais de Caetés acabara de ler. Fecha o livro em junho de 1992, entre a Bahia e Paris.




