A extinção do arco-íris: ecologia e história
Aos guerreiros do arco-íris
Quem não sente alegria infinita de estar aqui neste mundo
revolto e mutante, perigoso e belo, doloroso e sangrento como
um parto, mas como ele criador de uma nova vida, está
incapacitado para escrever história. E quem, sobre todas as
pequenas questiúnculas pessoais não sente seu dever moral
entregar-se todo para a revolução, e está consciente dos
defeitos que arrasta e não deve transmitir, quem nesta hora não
sente o dever de estar aqui, ainda que simplesmente
queimando-se como lenha neste fogo, quem não está além de
seu livro e do meu, do escrevo-lhe-a-nota-de-seu-livro para que
logo você-me-escreva-a-nota-de-meu-livro, jamais poderá ser
um historiador.
Manoel Moreno Fraginals
Aos guerreiros do arco-íris