A extinção do arco-íris: ecologia e história

Jozimar Paes de Almeida · Capítulo 4 de 17

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A extinção do arco-íris: ecologia e história

Aos guerreiros do arco-íris

Quem não sente alegria infinita de estar aqui neste mundo

revolto e mutante, perigoso e belo, doloroso e sangrento como

um parto, mas como ele criador de uma nova vida, está

incapacitado para escrever história. E quem, sobre todas as

pequenas questiúnculas pessoais não sente seu dever moral

entregar-se todo para a revolução, e está consciente dos

defeitos que arrasta e não deve transmitir, quem nesta hora não

sente o dever de estar aqui, ainda que simplesmente

queimando-se como lenha neste fogo, quem não está além de

seu livro e do meu, do escrevo-lhe-a-nota-de-seu-livro para que

logo você-me-escreva-a-nota-de-meu-livro, jamais poderá ser

um historiador.

Manoel Moreno Fraginals

 

Aos guerreiros do arco-íris