Antropologia da criança

Clarice Cohn · Capítulo 11 de 14

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Antropologia da criança

Referências e fontes

 

 

• Os textos clássicos de Margaret Mead têm diversas edições em inglês. Alguns livros foram traduzidos para o espanhol, com algumas modificações no título, como Adolescencia y cultura en Samoa e Educacion y cultura en Nova Guinea.

 

• O estudo de Barbara Ward sobre o choro e as práticas socializadoras em Hong Kong está publicado em uma importante coletânea que reúne as pesquisas britânicas sobre o tema, intitulada Socialization: the Approach from Social Anthropology, organizada por Phillip Mayer em 1973 (Londres: Tavistock Publications).

 

• Os textos antropológicos de autores brasileiros pioneiros são muito instigantes, e valerão sempre a leitura. De Egon Schaden, há o artigo “Educação indígena”, publicado na revista Problemas Brasileiros (ano XIV, n. 152, pp.23-32) de 1976. De Florestan Fernandes, “Aspectos da educação na sociedade Tupinambá”, publicado em uma coletânea organizada por Schaden no mesmo ano, Leituras de etnologia brasileira (São Paulo: Companhia Editora Nacional, pp.63-86).

 

• Os exemplos que trago sobre os Xikrin provêm de minha pesquisa entre eles, realizada desde 1993, e abordam temas que discuto em textos e artigos, como por exemplo “Crescendo como um Xikrin. Uma análise da infância e do desenvolvimento infantil entre os Kayapó-Xikrin do Bacajá”, publicado em 2000 pela Revista de Antropologia (v. 43, no2, pp.195-222).

 

• Mead afirma a possibilidade de se comparar as crianças e a simultânea necessidade de estudá-las em seus contextos socioculturais específicos em um interessante livro que organiza em 1955 com Martha Wolfenstein, intitulado Childhood in Contemporary Cultures (University of Chicago Press).

 

• A pesquisa de Maria Filomena Gregori está publicada em Viração: experiências de meninos de rua (São Paulo: Companhia das Letras, 2000).

 

• A obra de Christine Toren é ampla. Recomendamos, para uma introdução, o artigo “Making History: the Significance of Childhood Cognition for a Comparative Anthropology of Mind” (in: Man 28, pp.461-78, 1993).

 

• O livro de Richard Price, intitulado First Time, traz os relatos sobre esse tempo primordial, além de uma introdução do autor sobre sua importância na constituição de uma identidade social e sobre a transmissão desse conhecimento.

 

• Joanna Overing demonstra a relação entre o autocontrole e a aquisição de “contas de conhecimento” em diversos textos; veja-se por exemplo “Estruturas elementares da reciprocidade”, que teve uma tradução recentemente publicada pela revista Cadernos de Campo (vol.10).

 

• Há uma coletânea publicada em Cadernos Cedes (vol.18, no43, Campinas, dez 1997) que discute, do ponto de vista da antropologia, as ligações possíveis em teoria e pesquisa entre a antropologia e a educação.

 

• O Núcleo de Estudos e Pesquisas de Educação de 0 a 6 anos, da Universidade Federal de Santa Catarina, tem realizado pesquisas e debates que reúnem as reflexões e metodologias de pesquisa das ciências da educação e antropologia, disponibilizando textos em seu site: http://ced.ufsc.br/%7Enee0a6/

 

• O texto de Eunice Nakamura, publicado na compilação médica sobre depressão infantil Tratado de psiquiatria da infância e da adolescência (São Paulo: Atheneu, 2003), organizada por F.B. Assumpção Jr. e E. Kuczynski, oferece uma boa discussão sobre a interdisciplinaridade da antropologia com as ciências da saúde.

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