Como Lidar com a Sogra

Gary Chapman · Capítulo 10 de 10

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Como Lidar com a Sogra

Algumas coisas que vale a pena lembrar

 

O propósito de ouvir é descobrir o que se passa na mente e no coração

das pessoas. Se entendermos o motivo que as leva a fazer o que fazem,

nossas reações poderão ser mais adequadas.

Os relacionamentos são desenvolvidos à medida que as pessoas procuram

compreender umas às outras. As interrupções e as discussões os

destroem.

Declarações afirmativas não significam necessariamente que você

concorda com as coisas que essa pessoa disse. Indicam apenas que você

ouviu por tempo suficiente para ver o mundo por meio dos olhos dela e

entender que, em sua mente, a maneira de agir dela faz sentido. Você

está afirmando a humanidade dessa pessoa, dando-lhe o direito de

pensar e sentir as coisas de maneira própria, diferente da dos outros.

O respeito me leva a reconhecer que os parentes de meu cônjuge têm

direito à mesma liberdade que Deus concede a mim e a todos os seres

humanos: a liberdade de ser diferente. Portanto, não tentarei impor

minha opinião sobre essas pessoas. Em vez disso, quando eu tiver de

confrontá-las por algum motivo, buscarei uma solução que demonstrará o

meu respeito por nossas diferenças.

As diferenças religiosas costumam se tornar fator de divisão durante o

casamento. Elas também podem criar barreiras para um relacionamento

pleno com sogros, genros, noras e cunhados.

A invasão de privacidade é uma área de frequentes conflitos entre o casal

e os parentes de cada cônjuge. Entretanto, quando o jovem casal

demonstra respeito pelas intenções dos pais e parentes e compartilha

abertamente suas frustrações, a maior parte dos problemas pode ser

resolvida.

A pessoa madura está sempre buscando a sabedoria, mesmo que venha

das palavras da sogra. Quando os pais e outros parentes de um ou de

outro cônjuge fazem sugestões, suas propostas devem ser devidamente

consideradas. Afinal de contas, eles são mais velhos e, talvez, mais sábios

do que nós.

É necessário aprender a respeitar as peculiaridades dos parentes do

cônjuge quando buscamos harmonia no relacionamento com eles. Na

verdade, se tivéssemos de brigar com essas pessoas a cada questão que

nos aborrece, passaríamos o resto da vida em um campo de batalha.

Quando começamos uma frase com “você”, falamos como se tivéssemos o

conhecimento definitivo da situação. Na realidade, estamos apenas

expressando nossa percepção a respeito da pessoa. Tais declarações são

recebidas como condenatórias, e é provável que venham a estimular uma

reação defensiva por parte dos parentes do cônjuge.

Quando você fala por si, suas declarações têm legitimidade. Está

revelando os seus pensamentos, os seus sentimentos, os seus desejos e

a s suas percepções. “Eu acho...”; “Eu sinto...”; “Eu gostaria...”; “Minha

percepção a respeito disso é...” Todas essas declarações são válidas

porque revelam o que está se passando em seu interior. Você está

falando por si.

Negociar é discutir uma questão com o objetivo de chegar a um acordo. A

negociação é o oposto da obstinação e do ressentimento. Quando

negociamos, estamos optando por crer que há uma resposta e, com a

ajuda de Deus, nós a encontraremos.

Não podemos obrigar os parentes do cônjuge a fazer o que acreditamos

ser “a coisa certa”. Podemos e devemos fazer pedidos a eles. Se

queremos alguma coisa, isso deve ser verbalizado.

A maior dádiva que os pais podem oferecer aos filhos casados é o dom da

liberdade.

O amor não é um sentimento. Trata-se de uma atitude, um

comportamento, uma forma de pensar. O amor é a atitude que declara:

“Escolho cuidar de seus interesses. De que maneira posso ajudar você?”.

Uma atitude de amor conduz a um comportamento igualmente amoroso.

O relacionamento dos cônjuges com seus parentes pode ser melhorado ou

piorado dependendo de como um fala com o outro. Usar palavras

ofensivas ou falar alto torna as coisas mais complicadas, ao passo que o

uso de termos carinhosos e gentis facilita tudo.

Não podemos esperar que todas as nossas diferenças sejam resolvidas da

noite para o dia ou com um simples bate-papo. É preciso tempo e

perseverança para entender o ponto de vista dos outros e negociar

alternativas para as diferenças. Trata-se não só de um processo contínuo,

mas é também a essência, o ponto crucial de nossos relacionamentos.

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