Como Lidar com a Sogra
Algumas coisas que vale a pena lembrar
O propósito de ouvir é descobrir o que se passa na mente e no coração
das pessoas. Se entendermos o motivo que as leva a fazer o que fazem,
nossas reações poderão ser mais adequadas.
Os relacionamentos são desenvolvidos à medida que as pessoas procuram
compreender umas às outras. As interrupções e as discussões os
destroem.
Declarações afirmativas não significam necessariamente que você
concorda com as coisas que essa pessoa disse. Indicam apenas que você
ouviu por tempo suficiente para ver o mundo por meio dos olhos dela e
entender que, em sua mente, a maneira de agir dela faz sentido. Você
está afirmando a humanidade dessa pessoa, dando-lhe o direito de
pensar e sentir as coisas de maneira própria, diferente da dos outros.
O respeito me leva a reconhecer que os parentes de meu cônjuge têm
direito à mesma liberdade que Deus concede a mim e a todos os seres
humanos: a liberdade de ser diferente. Portanto, não tentarei impor
minha opinião sobre essas pessoas. Em vez disso, quando eu tiver de
confrontá-las por algum motivo, buscarei uma solução que demonstrará o
meu respeito por nossas diferenças.
As diferenças religiosas costumam se tornar fator de divisão durante o
casamento. Elas também podem criar barreiras para um relacionamento
pleno com sogros, genros, noras e cunhados.
A invasão de privacidade é uma área de frequentes conflitos entre o casal
e os parentes de cada cônjuge. Entretanto, quando o jovem casal
demonstra respeito pelas intenções dos pais e parentes e compartilha
abertamente suas frustrações, a maior parte dos problemas pode ser
resolvida.
A pessoa madura está sempre buscando a sabedoria, mesmo que venha
das palavras da sogra. Quando os pais e outros parentes de um ou de
outro cônjuge fazem sugestões, suas propostas devem ser devidamente
consideradas. Afinal de contas, eles são mais velhos e, talvez, mais sábios
do que nós.
É necessário aprender a respeitar as peculiaridades dos parentes do
cônjuge quando buscamos harmonia no relacionamento com eles. Na
verdade, se tivéssemos de brigar com essas pessoas a cada questão que
nos aborrece, passaríamos o resto da vida em um campo de batalha.
Quando começamos uma frase com “você”, falamos como se tivéssemos o
conhecimento definitivo da situação. Na realidade, estamos apenas
expressando nossa percepção a respeito da pessoa. Tais declarações são
recebidas como condenatórias, e é provável que venham a estimular uma
reação defensiva por parte dos parentes do cônjuge.
Quando você fala por si, suas declarações têm legitimidade. Está
revelando os seus pensamentos, os seus sentimentos, os seus desejos e
a s suas percepções. “Eu acho...”; “Eu sinto...”; “Eu gostaria...”; “Minha
percepção a respeito disso é...” Todas essas declarações são válidas
porque revelam o que está se passando em seu interior. Você está
falando por si.
Negociar é discutir uma questão com o objetivo de chegar a um acordo. A
negociação é o oposto da obstinação e do ressentimento. Quando
negociamos, estamos optando por crer que há uma resposta e, com a
ajuda de Deus, nós a encontraremos.
Não podemos obrigar os parentes do cônjuge a fazer o que acreditamos
ser “a coisa certa”. Podemos e devemos fazer pedidos a eles. Se
queremos alguma coisa, isso deve ser verbalizado.
A maior dádiva que os pais podem oferecer aos filhos casados é o dom da
liberdade.
O amor não é um sentimento. Trata-se de uma atitude, um
comportamento, uma forma de pensar. O amor é a atitude que declara:
“Escolho cuidar de seus interesses. De que maneira posso ajudar você?”.
Uma atitude de amor conduz a um comportamento igualmente amoroso.
O relacionamento dos cônjuges com seus parentes pode ser melhorado ou
piorado dependendo de como um fala com o outro. Usar palavras
ofensivas ou falar alto torna as coisas mais complicadas, ao passo que o
uso de termos carinhosos e gentis facilita tudo.
Não podemos esperar que todas as nossas diferenças sejam resolvidas da
noite para o dia ou com um simples bate-papo. É preciso tempo e
perseverança para entender o ponto de vista dos outros e negociar
alternativas para as diferenças. Trata-se não só de um processo contínuo,
mas é também a essência, o ponto crucial de nossos relacionamentos.
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