Como Lidar com a Sogra

Gary Chapman · Capítulo 7 de 10

Páginas do PDF

Como Lidar com a Sogra

6. Conceda o dom da liberdade

 

6

 

Conceda o dom da liberdade

 

A MAIOR DÁDIVA QUE OS PAIS podem oferecer aos filhos casados é o dom da liberdade.

Na apresentação deste livro, falamos sobre o desafio bíblico para jovens casais que

deixam os pais a fim de estabelecer nova unidade familiar. Os pais podem facilitar

ou dificultar esse processo. Eles podem conceder ao jovem casal a liberdade de

partir ou continuar a interferir na vida dele, tornando a independência algo muito

difícil.

Dois tipos de pessoa terão dificuldade em conceder esse dom da liberdade.

Primeiro, as pessoas cuja personalidade é controladora. São aquelas que pensam

com clareza, chegam a conclusões com rapidez e presumem que suas ideias são

sempre as mais corretas. Em geral, são bem-intencionadas, mas também

dominadoras, impondo sua vontade sobre todos que permitem. Elas não se veem

dessa maneira. Costumam achar que estão zelando pelos interesses dos outros e

são sinceras nisso. Esse tipo de personalidade terá muita dificuldade para liberar os

filhos depois do casamento. A tendência é que continuem impondo suas ideias

sobre os filhos casados, genros e noras.

Há um segundo tipo de pessoa que enfrenta problemas iguais. São aquelas que

medem seu valor em função do sucesso dos filhos. Elas fizeram tudo que estava a

seu alcance para ajudar os filhos a alcançar o sucesso. Pagaram as melhores

escolas, supriram todas as necessidades financeiras e sempre tiveram um elogio na

ponta da língua. A cada realização vocacional do filho, a mãe e o pai se sentiam

melhor a respeito de si mesmos. Por isso, é pouco provável que esse padrão mude

depois que o filho se casar. Eles continuarão por perto, fazendo tudo o que lhes for

possível para que o jovem casal seja bem-sucedido. O problema é que a “ajuda”

que se propõem a dar geralmente surge como um tipo de intromissão e torna ainda

mais difícil para o casal estabelecer uma identidade própria. Os esforços dos

parentes em ajudar costumam gerar brigas no casamento e, por essa razão, são

prejudiciais à unidade conjugal.

Kelly e Andy estiveram em meu consultório para falar a respeito de sua

frustração com a mãe dela. Andy contou:

— Ela redecorou nosso apartamento inteiro. Escolheu as cores, os tecidos, fez

tudo. Sinto-me como se estivesse morando na casa de outra pessoa. É bonito, mas

não tem a nossa cara. Eu preferiria que as janelas continuassem sem cortinas até

que pudéssemos comprar de acordo com o nosso gosto. Ela acha que precisamos

de tudo imediatamente. Não gosto do jeito como ela controla nossa vida.

Olhei para Kelly e perguntei:

— O que você acha disso tudo?

— Acho que é o jeito que a minha mãe tem de mostrar como nos ama. Não

acredito que ela deseje criar um problema para nós. Gosto da maneira como ela

decorou nosso apartamento. Eu gostaria de simplesmente aceitar tudo como um

presente dela, mas Andy não vê a situação da mesma maneira. É por isso que

estamos aqui. Sentimos que isso está nos separando. Se minha mãe soubesse que

estamos discutindo sobre o que fez por nós, ficaria arrasada.

Conto essa história porque ela ilustra vários princípios relacionados aos

temperamentos controladores. Em primeiro lugar, as pessoas controladoras

raramente se veem como tal. Elas acham apenas que estão fazendo o que é bom

ou o que está certo. Têm grande dificuldade para entender por que os outros as

veem como controladoras.

Segundo, as pessoas controladoras costumam se casar com quem tem

temperamento complacente. Se elas se casassem com alguém igualmente

controlador, a vida se transformaria em um enorme campo de batalha. A pessoa

complacente está disposta a aceitar a maioria das coisas que a controladora faz,

embora vez por outra isso se torne um fator de conflito no casamento.

Meu palpite é que o próprio Andy tem temperamento controlador. Ele queria

determinar a maneira como o apartamento do casal deveria ser decorado e pagar

por isso. Ele via isso como parte de sua responsabilidade, por isso desejava ter

liberdade para fazer a sua maneira. Andy considerava a iniciativa da sogra uma

intromissão em seu casamento.

Kelly, por sua vez, tinha personalidade complacente. Ao longo dos anos,

aprendeu a aceitar as ações controladoras da mãe como presentes de amor — o

que, de fato, eram. Ela não tinha necessidade de fazer parte do processo de

tomada de decisão; era perfeitamente feliz permitindo que a mãe tomasse as

decisões em seu lugar. Na verdade, isso tornava a vida dela bem mais fácil.

Funcionou bem enquanto viveu sob o controle de apenas uma pessoa, ou seja, a

mãe. No entanto, agora ela está casada com outra pessoa de temperamento

controlador. A vida se torna muito difícil quando duas pessoas tentam dizer a você

o que deve fazer.

Às sogras e aos sogros que estão lendo este livro, eu os incentivo a aprender a

arte de se conter. Seus filhos casados merecem a liberdade de tomar as próprias

decisões. Sei que seus esforços no sentido de ajudá-los são empreendidos por boa-

fé. Vocês estão sendo sinceros ao expressar amor e tentar ajudar o casal a viver

melhor.

Contudo, sua boa intenção pode estar tornando a vida de seus filhos mais difícil.

Talvez eles estejam dispostos a receber a sua ajuda, como vinham fazendo até

então. As pessoas com quem eles se casaram, porém, podem não pensar da

mesma maneira — não porque sejam contrárias, mas simplesmente porque são

seres humanos e têm temperamento próprio. É raro ver duas pessoas com o mesmo temperamento casadas. É improvável que um filho complacente se una a

um cônjuge também complacente.

Assim, o que os parentes do cônjuge devem fazer quando querem, de fato,

ajudar os filhos casados? Fale a respeito de sua ideia

e pergunte se eles a consideram útil. (Faça um pedido, não uma exigência.)

Garanta-lhes que, se não acharem a sugestão útil, estão desobrigados de aceitá-la

e que você entenderá. Depois, permita que eles tenham tempo para discutir a

questão e voltar com uma resposta. Se aceitarem sua oferta, siga em frente. Caso

contrário, você deve deixar essa ideia de lado para que eles possam exercer sua

liberdade.

O dom da liberdade é muito mais valioso que a decoração de um apartamento.

Se você não permitir ao casal que se valha dessa liberdade para tomar as próprias

decisões, insistindo em fazer

as coisas por ele por achar que está sendo útil, estará dando início a um processo

que resultará em ressentimento no coração de seu genro ou sua nora. Além disso,

estimulará brigas desnecessárias entre os cônjuges.

Aqui estão algumas ideias adicionais para sogras e sogros que desejam, de

coração, ajudar os filhos casados.

 

NÃO TORNE O CASAL DEPENDENTE DE VOCÊ

O casamento tem tudo a ver com independência, e não com dependência. Durante

mais ou menos os primeiros vinte anos de vida, seus filhos foram dependentes de

você. Durante o período do ensino médio e, talvez, da faculdade, você lhes tornou

possível alcançar os objetivos acadêmicos que tinham. Com o casamento, porém, o

paradigma mudou. Não se trata mais de uma pessoa dependente. O casal deve

estabelecer seu lugar no mundo, aprender a trabalhar junto como equipe para

suprir as próprias necessidades. Você precisa encorajá-los a buscar essa

independência, e não privá-los dela.

Permita-me dar um exemplo negativo e outro positivo. Bill e Alice formavam um

casal de classe média bem-sucedido. Eles fizeram o necessário para garantir que o

filho, Ken, cursasse uma faculdade. Quando o rapaz se casou, logo depois de se

formar, eles perceberam que o primeiro emprego de Ken não lhe permitiria

comprar uma casa tão cedo. Eles eram absolutamente contrários ao conceito de

aluguel, que consideravam uma forma de jogar dinheiro fora. Por essa razão,

ofereceram-se para dar a entrada em uma casa e entregar a Ken e à esposa 500

dólares por mês para pagar parte da prestação. Bill e Alice tinham plenas condições

de fazer isso, e Ken e April aceitaram a proposta de bom grado. Estavam

entusiasmados por morar em uma casa própria enquanto a maioria dos amigos

vivia em apartamentos.

No entanto, cinco anos depois, Bill morreu vítima de um ataque cardíaco

fulminante. Isso abalou o mundo de ambas as famílias. Depois de cumpridas as

burocracias, Alice viu que tinha renda suficiente para suprir as próprias necessidades, mas não o suficiente para continuar repassando 500 dólares por mês

a Ken e April.

Dois meses depois, Ken e April enfrentavam uma crise financeira. O salário dele

não dava conta das despesas mensais. Naquela época, eles já tinham dois filhos

pequenos. April não queria trabalhar fora, e Ken concordava com isso. Contudo,

eles se viram diante de duas alternativas: ou se mudavam para um imóvel menor

ou April teria de, no mínimo, trabalhar em meio expediente. De fato, ela conseguiu

um emprego, mas ficou muito ressentida com Ken pelo fato de ter de deixar as

crianças com uma babá.

Quando se olha para trás, qualquer um é capaz de perceber que Bill e Alice —

por mais sincera que fosse a iniciativa — criaram um grande problema para Ken e

sua família. Ken e April me disseram: “Gostaríamos de ter começado com um

apartamento, tal como nossos amigos, e viver com menos. Acho que ambos

seríamos mais felizes e dificilmente estaríamos passando por esse estresse atual”.

Há os casos positivos. Sam e Audrey são exemplos de pais que descobriram uma

maneira de dar sem fazer dos filhos dependentes do que recebem. A filha Julie se

casou com Mike no fim de seu primeiro ano de faculdade. Mike estava terminando

sua graduação. Sam e Audrey concordaram em patrocinar o último ano da

faculdade de Julie, e os pais de Mike fizeram o mesmo. Depois de se formar, Mike

deu início a um negócio próprio, e Julie começou a trabalhar em um banco.

Mike sabia que não ganharia muito dinheiro nos primeiros anos de seu

empreendimento, mas ambos estavam dispostos a fazer esse sacrifício até o

negócio decolar. Eles moravam em um apartamento bem pequeno de uma

vizinhança nada recomendável. Usavam carros antigos que ganharam dos pais

quando entraram na faculdade. Compravam móveis usados e viviam de maneira

muito modesta.

Toda vez que Sam e Audrey iam visitar Mike e Julie, voltavam para casa falando

sobre o desejo que tinham de tirar o casal daquele apartamento para colocá-los em

um lugar dentro de uma vizinhança respeitável. Eles sabiam que tinham os

recursos financeiros para tal. Certa ocasião, tocaram no assunto com Mike e Julie e

descobriram que ambos resistiam à ideia de recorrer a essa ajuda. Julie dizia:

 

Mãe, também queremos ter uma história para contar, como a sua com o papai. Lembra do primeiro lugar em que você morou depois que se casou? Sempre admirei você e sua disposição de se sacrificar enquanto papai estava no Exército e mais tarde, quando ele voltou para casa para começar um negócio próprio. Sabemos que vocês nos amam e desejam nos ajudar, mas preferimos fazer isso por nossa conta.

 

Audrey e Sam entenderam Julie e expressaram sua admiração e seu apreço pelo

espírito que ela demonstrava. Nunca mais voltaram a falar no assunto. Eles

concederam à filha o dom da liberdade e não se arrependeram da escolha que

fizeram. Hoje em dia, o negócio de Mike está em pleno crescimento. Ele e Julie têm

uma bela casa e uma história para contar aos filhos.

Por favor, não pense que estou dizendo que você nunca deve dar presentes a seus filhos casados ou que não pode ajudá-los financeiramente. Estou dizendo o

seguinte: não dê o presente de modo que isso torne seu filho adulto dependente

de você para poder manter o padrão de vida que leva. Se a geladeira dele quebra e

você deseja comprar uma nova, pergunte ao casal o que acha da ideia e se

apreciaria esse gesto. Caso eles concordem, então compre a geladeira. Será um

presente capaz de satisfazer a uma necessidade inesperada e ainda seria encarado

como um ato de amor. Seus filhos aceitarão com gratidão. Em contrapartida, eu

não encorajaria você a concordar em fazer os pagamentos mensais do

financiamento para eles trocarem de carro. Esses financiamentos normalmente

duram, pelo menos, três anos, durante os quais o casal seria financeiramente

dependente de seu auxílio mensal. Isso não ajuda a estabelecer um padrão de

independência.

 

NÃO DÊ PRESENTES INDESEJADOS

Alan e Betsy eram aficionados de barcos. Logo no início do casamento, compraram

a primeira embarcação. Conforme os filhos cresciam, eles iam para o lago quase

todo sábado. Quando a filha deles, Angie, casou-se com Rod, esperavam que o

novo casal compartilhasse o mesmo gosto pelo programa tradicional dos sábados

no lago, uma rotina que eles mantinham desde que namoravam. No entanto,

depois do casamento, Rod conseguiu um emprego que exigia trabalhar também

aos sábados. Angie se envolveu em um ministério de sua igreja em uma cidade do

interior. Assim, o padrão de se reunir no lago todo fim de semana foi quebrado. Os

pais de Angie sentiam muita falta daquele “momento em família” e oravam para

que, um dia, Rod mudasse de emprego.

Após mais ou menos um ano, Rod mudou mesmo de emprego e não precisaria

mais trabalhar aos sábados. Uma semana depois, Alan e Betsy compraram um

barco para Rod e Angie, convidaram a filha e o genro para um passeio no lago e

mostraram o presente como uma surpresa. Rod e Angie fingiram entusiasmo, mas,

quando voltaram para casa, ambos concordaram em que a última coisa que eles

queriam na vida era um barco. Rod não gostava de nada relacionado a navegação,

e Angie desenvolvera um interesse sincero pelo ministério em que se envolvera aos

sábados. Nenhum dos dois queria passar os sábados no lago; eles preferiam de

fato aproveitar o dia para as atividades da igreja.

Ao ver que o barco de Rod e Angie ficava ancorado semana após semana, Alan e

Betsy perceberam que haviam cometido um erro. Eles pensavam que o barco seria

uma maneira de atrair a filha e o genro para o lago e que isso lhes permitiria

recuperar os encontros familiares que realizavam antes. Mas não era o que estava

acontecendo.

Agora eles se viam diante de uma escolha muito comum aos pais: por um lado,

podiam ficar ressentidos com Rod e Angie por não demonstrar gratidão pelo

presente nem passar os sábados com eles no lago; por outro lado, poderiam

admitir que comprar o barco sem antes consultar Rod e Angie sobre a aquisição tinha sido um erro e, talvez, até mesmo um esforço para manipulá-los no sentido

de atraí-los para o programa de que tanto gostavam. Optaram por aceitar a

responsabilidade pela decisão bem-intencionada porém nada sábia de comprar o

barco. A não ser pela questão do barco, Alan e Betsy tinham um bom

relacionamento com a filha e o genro. Eles costumavam jantar juntos, e a relação

entre os casais sempre foi cordial e saudável.

Alan e Betsy queriam manter esse bom relacionamento, por isso discutiram uma

estratégia para lidar com a questão do barco. Eles concordaram em que, se Rod e

Angie estivessem dispostos, venderiam a embarcação e entregariam o dinheiro

para Angie usar no ministério em que estava envolvida. Quando compartilharam a

ideia com o genro e a filha, o jovem casal ficou radiante. Angie disse:

 

Papai, eu não queria dizer a vocês que não estávamos interessados no barco. Eu tinha certeza de que isso os magoaria porque sabia o motivo pelo qual haviam comprado: foi porque vocês nos amam. Mas, para ser sincera, nem eu nem Rod gostamos de navegar. Eu gostava quando era criança, mas estou em um estágio diferente da vida agora. Adoro o que faço aos sábados com as crianças. Mal consigo exprimir o orgulho que sinto por vocês se interessarem por esse ministério em que estou trabalhando. Há muita coisa por fazer, e agora, com esse dinheiro, poderemos investir nessa obra.Amo muito vocês dois e agradeço pela compreensão.

 

Rod endossou as palavras de Angie, e a questão do barco foi resolvida. Quando

se trata do conceito de presente apropriado, nem sempre nossas ideias combinarão

com as dos filhos adultos. Portanto, não desperdice dinheiro em presentes dos

quais eles não vão gostar. Pergunte antes de comprar.

 

REAFIRME OS INTERESSES DE SEUS FILHOS CASADOS

Durante a vida, todos nós desenvolvemos interesse em várias coisas. Isso pode

englobar as áreas educacional, vocacional, recreativa, religiosa e social. Todos

investimos nosso tempo e nossa energia em uma ou outra coisa. Enquanto os filhos

são pequenos, nós os ajudamos a descobrir e desenvolver esses interesses. Se eles

querem tocar piano, fazem aulas de piano. Se querem jogar futebol, nós os

incentivamos. Por que isso não pode continuar depois que eles se tornam adultos?

Se sua nora gosta de esquiar na neve, então pare um pouco e veja como ela fica

feliz mesmo quando leva um tombo. Se você está procurando um presente para dar

a ela, deve perguntar-lhe se está precisando de algum equipamento relacionado a

esse esporte. Sugiro que a leve junto para escolher. Assim, ela vai ganhar

exatamente o que deseja e será grata por isso.

Se seu cunhado tem interesse em corridas de automóveis, eu o aconselharia a

evitar comentários jocosos sobre a estupidez de perder várias horas vendo carros

correndo em círculos. Essa pode até ser a sua opinião sincera, mas não alimentará

a saúde do

relacionamento com seu parente se ficar fazendo comentários negativos sobre o

interesse particular dele.

Se o parente gosta de futebol, eu incentivaria você a aprender o suficiente sobre o esporte para poder manter uma conversa inteligente com ele sobre essa área de

interesse. Pode ser até que você nem goste de futebol, mas espero que tenha

vontade de desenvolver um relacionamento saudável com seu cunhado. Os

relacionamentos são fortalecidos à medida que reafirmamos os interesses dos

outros.

Lembro-me de um pai que comentou comigo:

 

Minha filha se casou com um sujeito do Tennessee. Ele era caçador. Para ser sincero, nunca cacei em minha vida e jamais tive o menor interesse nisso. No entanto, quando ele me convidou para participar de uma caçada de veados e me prometeu que tomaria as providências para que eu não morresse de medo, aceitei o convite. Foi uma das experiências mais relaxantes que já tive. Sentar no meio do mato ouvindo os ruídos da natureza me proporcionou uma calma que eu não sentia havia muitos anos. Agora eu o acompanho a cada temporada de caça. Continuo não tendo o menor interesse em matar um veado, mas aproveito ao máximo minha experiência com a natureza. Eu e meu genro estabelecemos um ótimo relacionamento. Talvez um dia — quem sabe? — um de nós até encontre um animal para caçar!

 

Ao descobrir os interesses das outras pessoas, expandimos nosso universo e, ao

mesmo tempo, desenvolvemos amizades que podem durar a vida inteira. Quando

você demonstra interesse naquilo que interessa aos outros, está dando a eles a

liberdade de ser aquilo que são. Além disso, está fazendo a opção de entrar no

universo dessas pessoas. Esse é o processo de construção de amizades.

Se eu tivesse de escolher uma palavra para descrever o fundamento sobre o

qual uma nação deve ser estabelecida, eu usaria o termo “liberdade”. E, se tivesse

de fazer o mesmo para identificar o segredo para o desenvolvimento de relações

saudáveis entre os cônjuges e seus parentes, eu escolheria essa palavra também.

Conceder o dom da liberdade aos jovens casais é a escolha mais importante que

você pode fazer no sentido de se tornar uma boa sogra ou um bom sogro.

 

■

COLOCANDO OS PRINCÍPIOS EM PRÁTICA

Orientações aos pais

 

1. Não permitam que seus filhos casados se tornem financeiramente

dependentes de vocês.

2. Não deem presentes que eles não desejam. Perguntem: “Isso seria útil a

vocês?”.

3. Reafirmem os interesses deles fazendo perguntas e oferecendo palavras

de incentivo.

 

Orientações para recém-casados

 

1. Se acha que seus pais estão tentando controlar suas decisões, agradeça

por seu interesse, mas peça que eles lhe concedam a liberdade de tomar

suas próprias decisões.

2. Não aceite nenhuma ajuda que o torne financeiramente dependente de

seus pais.

3. Não ache que seus pais estão o tempo todo a sua disposição para

trabalhar como babás. Pergunte antes se eles têm tempo para tomar

conta de seus filhos.

 

■