Como Ter uma Memória Superpoderosa

Harry Lorayne · Capítulo 25 de 27

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Como Ter uma Memória Superpoderosa

24. Vale a pena lembrar-se de aniversários de nascimento, casamento e

de outras datas importantes

— Seu marido se esquece da data de seu aniversário?

— Nunca. Faço com que se lembre dela em junho e novamente em janeiro. E sempre recebo dois presentes!

Se a memória de um homem é tão fraca a ponto de alguém convencê-lo de que faz aniversário a cada seis meses, então merece ter de comprar dois presentes.

Mas falando sério, o sistema de fixação pode ser aplicado para nos lembrarmos não só de datas de aniversário mas também de outras importantes datas da história. Isto é igualmente útil para memorizarmos endereços, preços ou números de modelos.

Com referência às datas, se quiser recordar-se de quando alguém nasceu ou casou-se, simplesmente associe esta pessoa, ou as palavras substitutas para seus nomes, à data. Por exemplo, suponha que o aniversário de nascimento do Sr. Gordon é 3 de abril. Se associasse o Sr. Gordon a muro se recordaria da data. “Muro” representa o número 34 e o Sr. Gordon nasceu no terceiro dia, no quarto mês!

É lógico que nem toda data pode ser transposta para uma palavra de fixação da lista básica. Conseguirá fazê-lo apenas com as que caírem nos primeiros nove meses do ano e com os primeiros nove dias destes meses. Todas as demais formarão um número com três dígitos. Portanto, é preciso usar um método diferente. Eu poderia sugerir que formasse uma palavra que representasse o número de três dígitos e vou dizer-lhe para fazer tal coisa na maioria dos casos. Mas se o fizer todo o tempo, talvez fique confuso.

Se a palavra na associação fosse “tutano” (112), como saberia se isto significa o 11.0 dia, no segundo mês, ou o primeiro dia, no 12» mês? Não seria capaz de diferenciar, e o cartão de congratulações chegaria um pouquinho atrasado, caso o enviasse em 1° de dezembro a alguém com aniversário em 11 de fevereiro. Chegaria atrasado ou uns dois meses adiantado.

Portanto, precisa estabelecer uma distinção bem definida para evitar este problema. Sugiro que o meio mais fácil de fazê-lo é usar uma palavra para os três dígitos só nos primeiros nove meses. Quanto a outubro. novembro e dezembro, empregue dois termos, a palavra de fixação para representar o dia e uma outra para o mês. Se achar que não saberia qual palavra vem primeiro, então sempre utilize uma palavra que não pertença à lista de fixação para o mês. Assim saberá que o elemento de fixação regular sempre representa o dia.

Na verdade, isto não será necessário, se vai usar uma palavra para representar o mês e o dia nos nove primeiros meses. Se for. saberá que em qualquer lugar onde encontrar duas palavras na associação, a que simboliza dois dígitos deve corresponder ao dia e a outra, ao mês.

Se tiver duas palavras na associação, ambas simbolizando dois dígitos, então naturalmente aquele acima de 12 deve indicar o dia. Apenas uns poucos casos onde o dia é 10, li ou 12 nos três últimos meses do ano precisará aplicar as idéias sugeridas no capitulo relacionado aos números de telefone. Teria de recorrer a uma imagem Ilógica “lógica” para diferenciar qual deles vem primeiro ou usar sempre a palavra de fixação básica para o dia e formar uma palavra que se encaixe do ponto de vista fonético, mas que não seja uma palavra de fixação regular, para o mês.

Se houver necessidade de memorizar o ano junto com o mês e o dia, tal como em uma tarefa escolar, simplesmente ponha uma palavra que represente o ano na associação. Por exemplo, embora todos conheçam a data do Grito do Ipiranga. posso usá-la como exemplo. Se associou o acontecimento histórico ou uma palavra que o substitua a “cubo da Nina” saberia que D. Pedro 1 declarou a Independência do Brasil em 7 de setembro (7-9 — cubo) do ano de 1822 (Nina). Quase nunca é necessário preocuparmo-nos com os dois primeiros dígitos do ano, pois costumamos conhecer o século no qual um fato ocorreu. Se não for assim, coloque também na imagem uma palavra para estes dois dígitos.

Em geral. os estudantes precisam decorar apenas o ano de um acontecimento histórico. Isto é moleza, porque tudo de que necessitamos na associação, além do fato em si, é uma palavra para representar o ano. Napoleão foi coroado imperador em 1804. Se o aluno fizer uma imagem ridícula de Napoleão sendo coroado e da coroa jorrando soro que derrama pelo rosto e o molha todo, irá lembrar-se do ano.

O incêndio de Chicago foi em 1871. Simplesmente associe fogo a “coto” (71). Se criar a imagem ridícula de um transatlântico gigantesco que afunda por chocar-se contra uma “tina”, ao invés de um iceberg/, irá recordar-se de que o Titanic afundou em 1912.

Às vezes é necessário lembrar-se do ano em que pessoas importantes nasceram ou morreram. Só como exemplo, se associasse um estivador trajando um vestido de lese, enquanto berra de indignação por não ter sido eleito Mr. Elegância, lembraria que Robert Louis Stevenson (estivador) nasceu em 1850 (lese) e morreu em 1894 (berro).

Agora você não agirá como o garotinho que, ao lhe perguntarem como ia na escola, queixou-se do fato de o professor esperar que soubesse de coisas ocorridas antes de seu nascimento!

Por falar em dever de casa, em geografia costuma ser importante conhecer os produtos que um país exporta. Portanto, por que não aplicar o método de ligação para decorá-los? Além do mais, se quiser memorizar o contorno geral do mapa de qualquer estado ou país, poderá sempre usar a idéia que geralmente empregamos para recordarmo-nos do formato da Itália.

A Itália assemelha-se a uma bota, o que facílita a memorização. Se examinar o mapa de qualquer país, com um pouco de imaginação conseguirá fazer com que se assemelhe a algo possível de ser visualizado. Simplesmente associe isto ao nome do país e sempre terá uma idéia geral de seu formato.

 

Agora, se seu amigo quiser jogar fora aqueles livrinhos pretos cheios de endereços, pode fazê-lo. Simplesmente vai memorizar os endereços das senhoritas usando associações. Os mesmos métodos aplicam-se aqui. Deve transformar todos os números em sons e os sons em palavras e associar as palavras à pessoa que reside nesse endereço. Se imaginar um homem vestido com uma roupa de odalisca e dançando o lundu em um tapete voador, poderia lembrar-se de que o Sr. Tapei mora na Rua 49 (roupa), n. 0 5211.

 

É lógico que as mesmas idéias são aplicáveis a modelos de roupas e preços. Se você trabalha no setor de confecções e deseja recordar-se dos modelos dos vestidos, por exemplo, associe o número do modelo a uma característica distintiva da roupa. Se o modelo 411 é um vestido com a saia em gomos, poderia ver a saia rodando sozinha: rodada — 411. A roupa com manga bufante é o modelo 980. Associe “povoado” a manga bufante, etc.

Os preços das roupas podem ser incluídos na mesma associação. Estou apresentando apenas um ou dois exemplos para cada idéia porque é sempre melhor que use a própria imaginação. Cabe apenas a você decidir qual método empregará para memorizar datas e como irá associar preços e número de modelos, etc. Entretanto, é possível utilizar tais idéias em qualquer negócio.

Poderá decorar preços exatamente como tudo o mais que precisa fazer com os números dos feitios. Deve associar o preço ao artigo. A fim de evitar confusão, poderia decidir usar sempre a palavra básica de fixação para os centavos e outra que se encaixe foneticamente para os cruzeiros na faixa de 100 a 1.000. Quanto à faixa de 1.000 em diante, empregaria também uma palavra que não fosse de fixação e, para diferenciá-las entre si, recorreria a uma associação “ilógica lógica” ou ao método de ligação. Com isto, estabeleceria uma seqüência e saberia qual delas vem em primeiro ou em segundo lugar. Portanto, utilizaria aqui os mesmos métodos empregados nas datas e nos números de telefone.

Por exemplo, se pretendesse guardar na cabeça o preço do aparelho de som completo que comprou recentemente e cujo custo foi de Cr$ 711.439,56, talvez imaginasse um cadete (711) dançando uma rumba (439) com uma lata de lixo (56). Poderia incluir o objeto nesta imagem ilógica lógica” e, neste caso, visualizaria o aparelho de som ligado a toda altura.

Vamos supor que fosse associar livro ao preço de Cri 4.491,40. Qual seria a associação? Mentalizaria a imagem de um livro de ouro (4) sendo roubado (491) por uma rosa (40).

Bem, aí está todo o processo. A partir de agora, você nunca mais se esquecerá de datas, preços, números de modelos, endereços e muitas outras coisas. Preciso repetir que a princípio talvez pareça mais fácil anotar em um papel esse tipo de informação, mas, no decorrer do tempo, será capaz de associar mais depressa do que conseguirá escrever.

O mais importante é não se preocupar em encher a cabeça com todas estas associações. Também aqui desejo lembrá-lo de que tão logo haja memorizado as informações através de associações — e usado estas informações específicas

— todas elas ficarão gravadas em sua mente. Como as associações atingiram o propósito esperado, poderá esquecer-se delas.