Dôr e Luz

Acúrcio Correia da Silva · Capítulo 7 de 22

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Dôr e Luz

V os Rebeládos

V

OS REBELÁDOS

Quedái-vos. Escutái... Eu oiço (ao certo!)

Rugídos formidaveis,

Quáis se o Inferno se abrisse aqui perto

E vomitasse do bocal aberto

O brádo dos tormentos infindáveis...

 

Já sei, já sei...—É a estrânha turba-multa

Dos homens revoltados,

Que salta, brâme, despedaça, insulta,

Como uma formidavel catapulta

Feita de homens bravios, desvairados...

 

São revolucionarios contorcidos

Em grossos turbilhões,

De olhos raivósos, trágicos, ardidos,

Agitando no ar balsões erguidos

Ao sol sangrento das rebeliões.

 

Filhos do odio, filhos da desgraça,

Não têm amor nem esperança!

Esguedelhados, negros, pela praça,

Rangendo os dentes, gritam a quem passa: —Vingança, só vingança, só vingança!

Deixa-los trovejar pelos outeiros...

Oh! Deus lhes mande a paz!

 

Subamos mais acima, ó companheiros...

(Outôno...—Olhái que lindo tempo faz...)