Húmus
Não há enredo, há uma vila de província onde as pessoas apodrecem em vida e um narrador que anota isso em fragmentos, repetições e frases que voltam mudadas algumas páginas depois. Gabiru filosofa, a Joana carrega os mortos, o sonho e a podridão se confundem. Raul Brandão trabalhou o livro durante anos, publicou em 1917 e reescreveu depois, e o resultado não se parece com nada da literatura portuguesa da época. É o texto que a geração seguinte, de Herberto Helder a José Cardoso Pires, apontou como origem. Difícil, e recompensa cada esforço.
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