
Ilustres ordinários do Brasil
Vinte e cinco ensaios sobre tipos sociais e tiques que a sociedade brasileira construiu e tomou por verdade. Não é celebração de origens: França faz a genealogia de mazelas nacionais e dos modos que inventamos para contornar um problema em vez de resolver, hábito que no século XX ganhou o nome de jeitinho brasileiro. O primeiro ensaio junta as sereias que Colombo conta ter avistado, as amazonas que William Davies disse ter visto no rio Amazonas em 1608 e o monstro de São Vicente registrado por Gandavo. Vêm depois a Salvador dos poucos viajantes que a descreveram entre 1549 e 1808, de Pyrard de Laval a Jemima Kindersley, e a São Paulo dos celerados, que Froger, de ouvir dizer no litoral, pintou como uma república de salteadores para além da Serra do Mar. Outro ensaio percorre o romance oitocentista, de Amâncio a Rubião e João Romão, para mostrar que viver, ali, era coisa da corte.
